Ministro do STF recebeu denúncia do Solidariedade apontando indícios de descumprimento das ordens do STF, que mandou demitir da gestão pública os familiares do governador
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes deu nesta terça-feira, 17, prazo de cinco dias para que o governador Carlos Brandão (Sem partido) se defenda da acusação de que estaria mantendo parentes com salários e participação no governo, mesmo após ordem de demissão dos familiares.
A denúncia é do partido Solidariedade.
- em outubro de 2024, Xandão mandou Brandão demitir todos os parentes da gestão pública no Maranhão;
- a decisão atingiu familiares do governador lotados não apenas no governo, mas também em outros poderes.
“Todavia, mesmo após as decisões cautelares proferidas neste Reclamação Constitucional, o Reclamado prosseguiu descumprindo sistematicamente as regras contra o nepotismo e desobedecendo as decisões judiciais e o verbete sumular, de efeitos vinculantes, liderando, do cargo de Chefe do Poder Executivo verdadeiro ataque ao Supremo Tribunal Federal”, afirma a petição 153.341/2025, impetrada em outubro de 2025, a qual este blog Marco Aurélio d’Eça teve acesso.
A documentação apresentada pelo partido elenca todos os parentes de Brandão que ainda estão exercendo poder no governo – mesmo afastados por Alexandre de Moraes – e suas ações neste período.
- desde então, o Solidariedade vem aditivando as petições com novas informações;
- foram incluídas por exemplo, as ações do ex-presidente da Emap, Gilberto Lins.
“Ante o exposto, consideradas as notícias de que Marcos Brandão Barbosa, Ítalo Augusto Reis Carvalho e Gilberto Lins, continuam no ”exercício de fato” dos cargos públicos em relação aos quais foram afastados por decisão desta CORTE, fazendo suposto uso de recurso públicos para a prática de atos em nome do Governo do Estado, oficie-se, com urgência, o Governador do Estado do Maranhão para que informe, no prazo de 05 (cinco) dias, sobre eventual descumprimento das decisões anteriormente proferidas, bem como sobre a veracidade das informações sobre o uso de bens e verbas públicas”, despachou Alexandre de Moares.
O ministro encaminhou os autos também para parecer da Procuradoria-Geral da República…










