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Descaso do governo Bolsonaro com as manchas de óleo no Nordeste….

Senadora Eliziane Gama vê inépcia do presidente no caso, e lembra que conselhos que tratavam de poluição por óleo foram extintos no início do governo, que tem política displicente par ao setor do Meio Ambiente

 

A POLUIÇÃO NAS PRAIAS DO NORDESTE AFASTA TURISTA E DÁ PREJUÍZO AOS ESTADOS, mas o governo Bolsonaro faz de conta que não é no Brasil

É de absoluto descaso o tratamento do governo Bolsonaro para a tragédia ambiental que vem ocorrendo nas praias do Nordeste, poluídas por um vazamento de óleo de origem ainda desconhecida.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) só teve voz altiva sobre o assunto quando tentou responsabilizar a Venezuela pelo vazamento, chegando a afirmar ter sido uma atitude criminosa do país vizinho.

Sem provas para acusar, ele se calou sobre o assunto, em mais uma prova de desprezo ao Nordeste, comandando por governadores que lhe fazem oposição.

– A impressão que passa à sociedade é que, depois de quase 60 dias do aparecimento das primeiras manchas de óleo, o governo só se movimentou para mitigar os efeitos do vazamento porque a Justiça o obrigou a tomar providências. O que se espera é que com a decisão da Justiça, enfim, o governo reative plenamente o Plano Nacional de Contingenciamento para Incidentes de Poluição por Óleo – disse a senadora Eliziane Gama (Cidadania), que critica a inépcia do governo no caso.

SENADORA ELIZIANE GAMA VÊ RELAÇÃO ENTRE A POLUIÇÃO E O FIM DOS CONSELHOS QUE MONITORAVAM O PROBLEMA na região Nordeste do Brasil

Eliziane vê relação da tragédia com a extinção, no início do governo Bolsonaro, dos comitês que integravam o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água, instituído em 2013.

E a forma precária como Bolsonaro age evidencia também represália ao Nordeste…

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Weverton pede prioridade para Norte e Nordeste no novo Mais Médicos

Garantir o aumento da quantidade de médicos no Norte e Nordeste. Esta foi a proposta de uma das emendas apresentador pelo senador Weverton (PDT-MA) à Medida Provisória (MP 890/2019) que cria o programa Médicos pelo Brasil, em substituição ao programa Mais Médicos lançado em 2013.

Para Weverton, é importante incluir na MP medidas que assegurem que a população dessas regiões tenha acesso a atendimento médico.

“Para que esse novo programa colha os resultados de atender de forma igualitária a população brasileira é necessário priorizar as suas vagas em regiões menos favorecidas como o Norte e o Nordeste”, ressaltou o parlamentar.  

No Brasil existem 2,18 médicos por mil habitantes. De acordo com dados divulgados pela Demografia Médica no Brasil 2018, em algumas capitais brasileiras como, por exemplo, Vitória, no Espírito Santo, existem 12 médicos por mil habitantes. No outro extremo, no interior das regiões Norte e Nordeste, há menos de um médico por mil habitantes. O Sudeste é a região com maior densidade médica, cerca de 2,81, contra 1,16 no Norte e 1,41 no Nordeste.

“O Maranhão mantém a menor razão entre as unidades, com 0,87 médico por mil habitantes, seguido pelo Pará, com razão de 0,97. Nos dois casos, há menos de um médico por grupo de mil moradores. Precisamos mudar esta realidade”, destacou Weverton.

O senador também apresentou uma emenda para ampliar o grupo de populações que receberão tratamento especial no programa. A ideia de Weverton é incluir as comunidades quilombolas, ribeirinhas e ciganas.

“Nos últimos anos, elas têm sofrido pela invisibilidade do Poder Público na sua atenção básica. Temos que priorizar aquelas pessoas que estão esquecidas e que precisam de acesso a um atendimento médico de qualidade”, afirmou.

Mais vagas

Weverton apresentou ainda uma emenda para ampliar a oferta de cursos de Medicina e vagas para residência médica, priorizando as regiões Norte e Nordeste, que possuem menor relação de vagas e médicos por habitante e alta vulnerabilidade na atenção à saúde.

“É necessário uma redistribuição e ampliação das vagas nos cursos de medicina para os estados que estão abaixo da média nacional, o que possibilitará à população brasileira o acesso a um sistema público de saúde de qualidade”, disse o parlamentar.

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Márcio Jerry enquadra Bolsonaro por improbidade e racismo…

Representação encabeçada pelo deputado maranhense acusa o presidente de represália contra governadores que não seguem sua orientação política e de danos morais coletivos contra os nordestinos

 

MÁRCIO JERRY ENCABEÇA AÇÃO CONTRA JAIR BOLSONARO POR CRIME DE RACISMO e Improbidade Administrativa

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai ter, ao menos, que se explicar ao Ministério Público Federal sobre crimes de racismo e de ferir a impessoalidade no comando do governo.

Representação encabeçada pelo deputado federal maranhense Márcio Jerry (PCdoB) aponta que Bolsonaro foi racista ao tratar governadores nordestinos de “paraíbas”; também aponta perseguição política, quando o presidente determinou que nenhuma parceria fosse feita com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

A ação de Jerry enquadra Bolsonaro por que expõe a postura racista e autoritária do presidente.

Na ação – que tem a assinatura de outros deputados e senadores maranhenses – Jerry lembra ainda o comentário infeliz de Bolsonaro ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, quando o presidente quis saber se ele tinha algum parente “pau de arara”.

O ministro respondeu que, sim, tinha parentes no Piauí. Bolsonaro concluiu: “Com essa cabeça aí, tu não nega”.

– Ora, basta passar os olhos pelas imagens divulgadas em massa nas redes sociais nos últimos dias, inclusive as inúmeras manifestações de repúdio divulgadas por personalidades públicas, para constatar que se trata (as falas racistas e discriminatórias do Presidente) de algo intolerável, causador de sofrimento e intranquilidade social, ou seja, que tais difamações e ameaças estão a provocar danos morais coletivos, que desafiam a atuação das instituições do sistema de justiça – justifica a Representação.

O documento pede, além da punição por Improbidade administrativa, que Bolsonaro seja condenado por danos morais coletivos contra os nordestinos.

Abaixo, a íntegra da Representação:

EXCELENTÍSSIMA SENHORA PROCURADORA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DRA. DEBORAH DUPRAT

Deputado MARCIO JERRY SARAIVA BARROSO, brasileiro, divorciado, jornalista, e atualmente exercendo o mandato de deputado federal pelo Estado do Maranhão, inscrito no CPF sob o nº 292.468.303-34, com domicílio no Gabinete 372, Anexo III, da Câmara dos Deputados, Brasília/DF; Senador RANDOLFE RODRIGUES, brasileiro, divorciado, RG: 050.360 SSP/AP, CPF: 431.879.432-68, endereço: Senado Federal, Anexo I – 9º andar; Deputado DANIEL ALMEIDA, brasileiro, casado, RG: 110.627.970 SSP/BA, CPF: 078.940.905-49, Endereço: Gabinete 317 – Anexo IV – Câmara dos Deputados; Deputado ORLANDO SILVA, brasileiro, casado, Deputado Federal, RG 0319902404 – SSP/BA, CPF: 565.244.555-68, residente e domiciliado na SQN 202 – Bloco I – Apto. 201 – Brasília/DF, CEP: 70832-090; Deputado MARCELO FREIXO, brasileiro, casado, deputado federal, portador da identidade nº 066274192 IFP/RJ e CPF n° 956.227.807-72, com endereço no Palácio do Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, Gabinete 725, Anexo 4, Brasília – DF, CEP 70160-900; Deputado EDMILSON RODRIGUES, brasileiro, solteiro, CPF: 090.068.262-00, endereço: Gabinete 301 – Anexo IV – Câmara dos Deputados; Deputado FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR, brasileiro, CPF 352.844.204-20, ID 11.498 OAB-PE; Senador WEVERTON ROCHA, brasileiro, casado, RG: 382479955 SSP/MA, CPF: 629.293.993-68, endereço: Senado Federal, Anexo II, Ala Tancredo Neves, Gabinete 57; Senador HUMBERTO COSTA, brasileiro, divorciado, CPF: 152.884.554-49, endereço: Senado Federal, Anexo II, Ala Ruy Carneiro, Gabinete 01; Senador FABIANO CONTARATO, brasileiro, casado, R.G. nº 682.250 (SSP/ES), CPF/MF nº 863.645.617-72, com endereço profissional na Praça dos Três Poderes, Palácio do Congresso Nacional, Senado Federal, Anexo 2, Ala Afonso Arinos, Gabinete 06, endereço eletrônico [email protected], Senador VENEZIANO VITAL DO RÊGO, brasileiro, casado, RG: 1.342.437 SSP/PB, CPF: 713.463.764-68, endereço: Senado Federal, Anexo I, 20º andar; vêm perante Vossa Excelência, com fundamento no art. 14 da Lei nº 8.429/92 c/c art. 5º, XXXIV, letra “a”, da Constituição Federal, oferecer

REPRESENTAÇÃO POR

ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E DANO MORAL COLETIVO

contra JAIR MESSIAS BOLSONARO, brasileiro, casado, membro reformado das Forças Armadas e atualmente exercendo o mandato eletivo de presidente da República, inscrito no CPF sob o nº 453.178.287-91, domiciliado no Palácio Alvorada, SSP Zona Cívico-Administrativo, Brasília/DF, CEP 70.150-903, pelos seguintes fatos e fundamentos jurídicos:

1 – No dia 19 de julho de 2019, o país ficou estarrecido ao ver que o presidente da República, quando se preparava para conceder uma entrevista coletiva, teve captada pelo microfone na mesa, que já estava aberto, fala com conteúdo reprovável e ilícito, expedindo ordem manifestamente ilegal ao ministro-chefe da Casa Civil, violador de princípios constitucionais da administração pública.

2 – Disse Sua Excelência, o presidente JAIR BOLSONARO, ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “Daqueles governadores de paraíba, o pior é o do Maranhão. Tem que ter nada para esse cara”. [1]

Percebe-se que o presidente da República se utilizou do vocábulo “paraíba” para se referir, de modo geral e pejorativamente, a toda a Região Nordeste. Essa compreensão é facilmente verificada na medida em que ele incluiu o governador do Maranhão como um dos “governadores de paraíba”. Obviamente que não se referia ao belíssimo Estado da Paraíba, mas sim a toda a Região Nordeste.

3 – No dicionário eletrônico Dicionário inFormal, uma das acepções do vocábulo “Paraíba” é a seguinte:

No RJ, designação pejorativa de pessoas de origem nordestina e retirantes (migrantes), não importando o estado de origem. A expressão é usada principalmente em referência a trabalhadores braçais, pessoas de classes mais baixas e de pouca instrução de origem nordestina. Às vezes pode ser usada de forma não-pejorativa (ex. Feira dos paraíbas).

4 – Ainda na véspera desse dia, precisamente no dia 18/07/2019, o presidente JAIR BOLSONARO já havia se manifestado de forma pejorativa contra nordestinos. Em “live” transmitida pelas suas redes sociais, e posteriormente disponibilizada no perfil particular do presidente no Youtube, ele manteve o seguinte diálogo:

Presidente Jair Bolsonaro: (…) É o nosso trabalho também no Nordeste. O Brasil todo é igual para nós. Não existe diferença entre nós aqui. Até porque o meu sogro é cabra da peste de Caruaru. Você tem algum parente pau-de-arara aí?

Ministro Tarcisio Freitas: Ah, tenho, tenho. Família no Piauí, no Rio Grande do Norte.

Presidente Bolsonaro: Com essa cabeça aí, tu não nega (sic) não. (Gargalhada). Minha família agora tem cabra da peste. Meu sogro é de Crateús, tá certo?! Na campanha, fizeram comigo… pelo amor de Deus, no jornal O Globo, página 2, certa vez, que eu, uma vez eleito, dois anos e pouco antes das eleições, ia perseguir nordestino. É terrível o negócio! Lamentável! E é verdade, não adianta o jornal O Globo falar qualquer coisa, porque eu tenho lá em casa guardado. Outros jornais também falavam absurdos, nos jogar contra os nordestinos. E o nordeste, se não me engano, são nove estados e nós fomos vitoriosos em cinco capitais. Então, o nordestino está tendo o poder em grande parte de decidir quem é o futuro presidente da República. Se quer votar num cara de olho azul, como eu, ou num cara mais parecido com nordestino (referindo-se ao ministro Tarcísio), que é o capitão do futuro, quem sabe?! Ou como meu irmão, Hélio Negão. Negão, dá uma chegada aqui (chamando o deputado Hélio Lopes). [2]

5 – Nota-se claramente que o presidente se referiu de maneira pejorativa aos nordestinos. Nessa “live”, feita na véspera do microfone captar a manifestação racista mais explícita, junto com a ordem manifestamente ilegal de perseguir o Estado do Maranhão, o presidente se refere ao nordestino como “pau-de-arara”. Depois, ainda faz referência tristemente jocosa a supostos atributos físicos do povo nordestino. Detalhe importante é que o presidente chega a confundir a cidade de origem do seu sogro, citando primeiro Caruaru, que fica em Pernambuco, para em outro momento mencionar, dessa vez corretamente, Crateús, que fica no Ceará.

6 – E não é a primeira vez que o presidente JAIR BOLSONARO se excede na linguagem e revela caracteres pessoais de preconceito. Muitas vezes, porém, protegeu seu preconceito e racismo com a inviolabilidade parlamentar, por ter exercido por 28 (vinte e oito) anos consecutivos mandato de deputado federal. Entretanto, nem isso o impediu de se tornar réu em ação penal perante o Supremo Tribunal Federal ao incitar certa vez o crime estupro e ofender a honra de uma deputada federal (Ação Penal nº 1007 e Ação Penal nº 1008, atualmente suspensas pela imunidade formal concedida ao presidente da República por crimes estranhos ao mandato).

7 – Dúvidas não há de que o presidente utilizou o vocábulo “paraíba” com essa acepção pejorativa, referindo-se à Região Nordeste. De acordo com Luiz Flávio Gomes e Alice Bianchini, “há condutas humanas que, uma vez praticadas, são plenamente capazes de causar sentimento de desprestígio, de desrespeito, de engodo, não apenas em um indivíduo, mas em todo o grupo social, em toda a coletividade (determinada ou não).”[3] Porém, de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não é todo e qualquer atentado aos interesses coletivos que pode ser capaz de gerar a tutela judicial, pois é indispensável que “o fato transgressor seja de razoável significância e desborde os limites da tolerabilidade. Ele deve ser grave o suficiente para produzir verdadeiros sofrimentos, intranquilidade social e alterações relevantes na ordem extrapatrimonial coletiva.” (REsp 1221756 / RJ, 3ª Turma, Rel. Min. Massami Uyeda, j. 02/02/2012)

8 – Ora, basta passar os olhos pelas imagens divulgadas em massa nas redes sociais nos últimos dias, inclusive as inúmeras manifestações de repúdio divulgadas por personalidades públicas, para constatar que se trata (as falas racistas e discriminatórias do Presidente) de algo intolerável, causador de sofrimento e intranquilidade social, ou seja, que tais difamações e ameaças estão a provocar danos morais coletivos, que desafiam a atuação das instituições do sistema de justiça.

9 – Mas, prosseguindo na descrição dos fatos, cumpre destacar que, ao determinar em tom ameaçador ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que o Governo Federal discriminasse o Governo do Maranhão nas relações institucionais, o que obviamente inclui repasses voluntários de recursos e outras medidas administrativas, praticou o presidente da República outra grave violação a princípios constitucionais, no caso o princípio da impessoalidade, tendo como vítimas o governador Flávio Dino, o próprio ente federado, o Estado do Maranhão, bem como toda a população que ali reside ou, nesse estado, tem negócios ou interesses. Isso porque, ao determinar que não se enviassem recursos ou fossem celebradas parcerias entre o Governo Federal e o Governo do Maranhão, ao fim, quem sofrerá o mal injusto será o povo que deixará de ser atendido pelas políticas públicas, como serviços de saúde, educação e infraestrutura, por exemplo.

10 – Não se pode ignorar que está na esfera de poder da Presidência da República a tomada de decisões que podem interferir diretamente nas relações interfederativas entre o Governo Federal e os governos estaduais. Portanto, a ordem expressa e inequívoca a subordinado seu, no caso o ministro-chefe da Casa Civil, é concreta, e não abstrata. Tendo ainda sido explícita. E seguramente seria um mal injusto, na medida em que a Constituição de 1988 estabelece o princípio da impessoalidade, de modo que não pode o presidente da República, por ato de ofício seu ou de seus subordinados, privilegiar ou prejudicar quem quer que seja em razão de divergências ideológicas, muito menos estabelecer tratamentos diferenciados pela Administração Pública Federal, seja aos nacionais, independente de estado de origem ou de domicílio, seja a governadores estaduais e aos entes federados. É o que dispõem os arts. 19, III e 37 da Constituição:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (…)

III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

11 – Sendo certo que não apenas o governador Flávio Dino será alcançado pelo mal injusto e grave de retaliação pelo Governo Federal ao ente subnacional, o Estado do Maranhão, qualquer do povo que resida ou tenha interesses econômicos no estado é também vítima da injusta, imoral e ilegal perseguição política e administrativa determinada pelo presidente da República.

12 – Apesar de absurda, a manifestação racista do Presidente, que desta feita teve como alvo os cidadãos e cidadãs nordestinos, especialmente aqueles que vivem no Estado do Maranhão, pretende beneficiar-se desse momento sombrio que estamos atravessando no país, uma espantosa espécie de moratória ética. As condutas mais evidentemente lesivas à moralidade pública, ao decoro, ao respeito a conquistas civilizatórias comezinhas, aos direitos humanos, à verdade factual passaram a ser “normalizadas” e pretensamente aceitas em nome de fins políticos ou ideológicos, como se de fato tais fins justificassem a adoção de quaisquer meios.

13 – Todavia, se aceitarmos isso, não teremos mais o direito de dizer que vivemos sob o palio da “Constituição Cidadã” e na constância democrática do pleno funcionamento de nossas instituições republicanas, especialmente aquelas encarregadas de fiscalizar e sindicar a conduta dos agentes públicos. Teremos rompido o pacto político fundamental, adentrando definitivamente o tempo dos justiçamentos e das perseguições odiosas aos “inimigos” adredemente selecionados.

14 – Havendo, pois, inequívoca afronta ao primado constitucional do tratamento isonômico entre nacionais, quaisquer que sejam as suas origens regionais, e ao princípio da impessoalidade, de que tratam os arts. 19, III e 37 da Constituição da República, praticou o presidente da República ato de improbidade administrativa, tipificado no art. 11, I, da Lei nº 8.429/92:

LEI Nº 8.429/92 – LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:

I – praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência;

15 – A própria Lei de Improbidade Administrativa reafirma o dever, de probidade, de observância do princípio da impessoalidade pelos agentes públicos:

LEI Nº 8.429/92 – LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.

16 – Assim, cabendo a qualquer do povo representar ao Ministério Público para instaurar processo de investigação da prática de ato de improbidade administrativa, ou mesmo para o ajuizamento de ação, quando apresentados todos os elementos, é que o autor da presente representação e os demais signatários, na condição de congressistas e legítimos representantes do povo brasileiro, vêm reclamar a pronta atuação do Ministério Público Federal, por meio de sua Procuradoria Federal de Direitos do Cidadão, para o ajuizamento da ação necessária à responsabilização do agente autor da prática do ato de improbidade, bem como da tomada de medidas corretivas do ato, e preventivas de seus efeitos.

DIANTE DO EXPOSTO, requer-se de V. Excelência que, no exercício da função constitucional de zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição (art. 129, II), promovendo as medidas necessárias à sua garantia, represente pela instauração das competentes investigações sobre os fatos acima relatados, de modo a apurar e punir: (i) a prática de ato de improbidade administrativa, por violação de princípios constitucionais da Administração Pública (arts. 19, III, e 37, caput, da Constituição da República), como a impessoalidade e a moralidade, tipificada no art. 11, I, da Lei nº 8.429/92; (ii) bem como o dano moral coletivo causado pelos atos de racismo e ameaça de perseguição interfederativa já relatados, ambos os ilícitos cometidos pelo Presidente da República JAIR MESSIAS BOLSONARO.

Considerando ser o Ministério Público instituição permanente de defesa da ordem jurídica e do regime democrático (Constituição, art. 127), invocando atribuição que lhe impõe o art. 27, parágrafo único, IV, da Lei Orgânica Nacional do Ministério Público – Lei nº 8.265/93, c/c art. 6º, XX, da Lei Orgânica do Ministério Público da União (Lei Complementar nº 75/93), pede-se ainda seja expedida Recomendação ao ministro-chefe da Casa Civil para que se abstenha de cumprir a ordem manifestamente ilegal dada pelo presidente da República de obstar ou recusar parcerias interfederativas entre a União Federal e o Estado do Maranhão.

Deputado MARCIO JERRY

Senador RANDOLFE RODRIGUES

Deputado DANIEL ALMEIDA

Deputado ORLANDO SILVA

Deputado MARCELO FREIXO

Deputado EDMILSON RODRIGUES

Deputado FRANCISCO TADEU

Senador WEVERTON ROCHA

Senador HUMBERTO COSTA

Senador VENEZIANO VITAL DO RÊGO

Senador FABIANO CONTARATO

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Imagem do dia: o deboche de Bolsonaro aos nordestinos…

Para tentar limpar a imagem após chamar governadores de paraíbas, presidente fica ainda mais caricato ao usar chapéu de cangaceiro e dizer que sua filha tem “sangue de cabra da peste”

 

Os responsáveis pelo marketing do presidente Jair Bolsonaro – fortemente baseado em construção de fakes news a seu favor e contra adversários – têm tentado de tudo para minimizar os estragos das declarações preconceituosas contra o Nordeste.

E nesta terça-feira, 23, na passagem de Bolsonaro pela Bahia, eles se superaram no ridículo, que acabou parecendo deboche do presidente.

Usando chapéu de cangaceiro, Bolsonaro ironizou o termo preconceituoso gritando “somos todos paraíbas” diante da claque montada para aplaudi-lo. E chegou às raias do deboche ao declarar que sua filha “tem nas veias sangue de cabra da peste”.

Felizmente, apenas bolsomínions aplaudiram.

Mas estes são como ele próprio…

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“Brincadeira de péssimo gosto”, dizem homens que ofenderam nordestinos..

Em vídeo que se espalhou na internet, Lucas Paolinelli Campos e Vinícius Silveira Raposo avaliaram que a vitória de Bolsonaro para presidente seria um passo para enquadrar nordestinos e nortistas

 

Os dois homens que ofenderam nordestinos pediram desculpas, mas devem ser investigados

Após polêmica nacional de um vídeo que eles mesmos espalharam na internet, o empresário Lucas Paolinelli Campos e o médico veterinário Vinícius Silveira Raposo divulgaram nota de retratação pública por ofensas ao Norte e Nordeste.

No vídeo, Paolinelli, que estava com um terceiro rapaz, ainda não identificado, diz que, após a vitória de Jair Bolsonaro, não precisaria mais “suportar esse pessoal do Acre, de Roraima, esse pessoal do Norte”.

Raposo, por sua vez, completou dizendo que “essa galera do Nordeste tem que parar de gastar o dinheiro que o Sudeste produz”. (Veja aqui o vídeo completo)

Na nota, os dois homens tentam justificar que o vídeo tratou-se de “uma brincadeira privada”. Mas reconhecem que o ato foi “infeliz e de péssimo gosto”.

– Aludido vídeo foi gravado em uma roda de amigos, e visava uma brincadeira privada, brincadeira essa que, reconhecemos ser infeliz e de péssimo gosto. Veiculada de forma contextualizada, tomou proporções inimagináveis, motivo pelo qual, de pronto, a rechaçamos e manifestamos total retratação – escreveram.

Lucas Paolinelli Campos é sócio da empresa mineira Ramos e Campos Importação e Exportação Ltda, conhecida como Primus Gemstones.

Vinícius Silveira Raposo, de acordo com o site Pragmatismo Político, é professor universitário, formado em medicina veterinária e integrante da Connect Horse, uma empresa de treinamento de cavalos.

Mesmo após as desculpas, os dois devem ser investigados por xenofobia…

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Sobre derrota de Bolsonaro e governadores do Nordeste…

Ausência de qualquer membro do futuro governo na reunião com os gestores em Brasília reforça o distanciamento que o presidente eleito demonstra com a região que o derrotou nas eleições

 

Governadores nordestinos reunidos em Brasília; ninguém do governo Bolsonaro compareceu

Ainda está mal explicada a ausência do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL – e de seus representantes – na reunião dos governadores do Nordeste, nesta quarta-feira, 21.

É bem verdade que não ficou claro também se a chamada para o encontro foi mesmo feita pelo governo Bolsonaro e se foi uma tentativa frustrada dos governantes.

Bolsonaro foi derrotado em todos os estados nordestinos e parece incomodado com a situação.

E como seu perfil é de represália – a julgar pela postura de perseguição a petistas, comunistas e esquerdistas em todos os setores do governo – muito provavelmente sua relação com os nordestinos deverá ser de desprezo.

Agora é esperar 12 de dezembro para amenizar a má impressão.

De lado a lado…

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Esquerda dominará governos no Nordeste…

Além de dar ao candidato petista Fernando Haddad vitórias maiúsculas em toda a região, PT e aliados vão comandar todos os governos estaduais, mantendo uma espécie de enclave nordestino anti-bolsonarista

 

ENCLAVE VERMELHO. Vencedor em todo o Nordeste, Fernando Haddad terá base de governadores na oposição

A esquerda terá um nicho de poder regional no país, a partir de 2019.

PT e seus aliados conseguiram eleger todos os governadores dos nove estados da região, além de dar vitórias monumentais ao presidenciável petista Fernando Haddad.

O partido de Lula elegeu quatro governadores: Rui Costa, na Bahia; Camilo Santana, no Ceará, Wellington Dias, no Piauí, e Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte.

Além disso, os petistas compõem coligações nos outros cinco estados: Maranhão, com Flávio Dino (PCdoB); Alagoas, com Renan Filho (MDB); Paraíba, com João Azevedo (PSB), Sergipe, com Belivaldo Chagas (PSD) e Pernambuco, com Paulo Câmara (PSB).

O Enclave esquerdista no Nordeste será referência para Bolsonaro, para o bem e para o mal.

Aliados do presidente eleito chegaram a desmerecer e a ridicularizar nordestinos por votar no PT; e a relação com governadores, como o comunista Flávio Dino, é de tensão.

A região será, portanto, importante contraponto político ao governo central de Brasília, a partir de 2019…

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“Sou grato a Sarney. É importante que se diga”, diz Lula, em caravana pelo Nordeste…

Ex-presidente viaja pelos estados nordestinos em pré-campanha pela presidência e tem agenda marcada para o Maranhão a partir do dia 4 de setembro

 

Lula e Sarney em sessão no Senado: reconhecimento de ex-adversários

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta sexta-feira, 25, importante reconhecimento ao ex-presidente e ex-senador José Sarney, em sua passagem por Alagoas e Pernambuco.

– Sou grato a Sarney, é importante que se diga. Sou grato a Sarney como presidente do Senado – refletiu Lula, em entrevista a emissoras de rádio no município  de Xexéu (PE).

O petista revelou que, durante os governos Lula e Dilma, muitos aliados propuseram a ele o rompimento com Sarney, mas ele resistiu.

– Teve um tempo que as pessoas queriam que eu rompesse com Sarney. E eu iria ganhar de presente o Marconi Perillo (PSDB-GO) presidente do Senado. Eu deixaria de ter um tubarãozinho manso para ter um tubarão louco mordendo até o pé – disse.

A agenda de Lula no Maranhão está prevista para o próximo dia 4 de setembro.

Ele não respondeu se há encontro programado com Sarney em São Luís…

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Em reação a Flávio Dino, até nordestinos atacam o Maranhão…

Defesa do governador ao mandato da presidente Dilma Rousseff é criticada por deputado sergipano e leva comentaristas a chamar maranhenses de “povo miserável” e “sempre a mercê de ladrões”

 

 

O ataque do deptuado Alberto Fraga a Flávio Dino, que desencadeou o ataque ao Maranhão

O ataque do deputado Alberto Fraga a Flávio Dino, que desencadeou o ataque ao Maranhão

 

A postura do governador Flávio Dino (PCdoB), de intensa articulação em defesa do mandato da presidente Dilma Rouseff (PT), despertou o ódio de gente defensora do impeachment no Brasil a fora.

E até nordestinos passaram a atacar o Maranhão, nas redes sociais, por causa da ação do governador.

Um dos ataques: "a mercê de ladrões corruptos"

Um dos ataques: “a mercê de ladrões corruptos”

Após postagem do deputado sergipano Alberto Fraga, criticando a postura de Dino – sobretudo após a cooptação do deputado Waldir Maranhão (PP) para as fileiras dilmistas – sergipanas passaram a agredir o Maranhão como forma de desqualificar o governador.

Uma delas, identificada por @fatimacapalbo23, afirma, categoricamente:

– Pobre povo do Maranhão, sempre à mercê de ladrões, corruptos; explicado por que é um estado de miseráveis.

Outra comentaista atesta a causa da pobreza maranhense; "estado de miseráveis"

Outra comentaista atesta a causa da pobreza maranhense; “estado de miseráveis”

Outra, identificada por @esperancaetica, foi na mesma linha:

– Por isso que o Maranhão é um estado miserável. Deputados que estão contra o impeachment são a favor da corrupção – declarou.

O ataque ao maranhenses gerou forte reação no estado.

E desde ontem, o perfil do deputado Alberto Franga no Twitter está infestado por uma guerra entre nordestinos.

Com agressões e xingamentos de lado a lado…

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Chineses querem importar jumentos para servir de alimento…

Empresários estão no Brasil com a promessa de levar 1 milhão de animais por ano, para serem usados na indústria alimentícia e de cosmético; choque cultural assombra o Nordeste

Superpopulação de jumentos tem sido vista como praga no Nordeste

Superpopulação de jumentos tem sido vista como praga no Nordeste

 

Um grupo de empresários chineses está no Brasil em busca de uma negociação inusitada: levar 1 milhão de jumentos, todo ano, para servir de alimento à população do país.

A notícia, dada pela própria ministra da Agricultura, Kátia Abreu, tem causado forte repercussão nos estados do Nordeste, onde o uso do animal é cultural, mas não como alimento.

Leia também:

Promotor propõe usar carne de jumento como alimento..

Interesse chinês por jumentos surpreende Kátia Abreu…

Criadores emocionais entendem que não podem deixar que os bicho sejam usados como carne, apesar de respeitar a cultura da China.

Por outro lado, há os que veem os jumentos como praga no Nordeste, onde a seca e a falta de comida é outro problema para os animais; e segundo este grupo, o jumento não tem qualquer valor comercial no país .

O assunto ainda deve gerar muita polêmica no Brasil…