Brandão começa a demitir dinistas do governo…

Governador assinou nos últimos dias diversas exonerações de ocupantes de cargos no terceiro e segundo escalões, entre eles o irmão do deputado federal Márcio Jerry, que atuava na Secretaria de Agricultura Familiar

 

CABEÇAS ROLAM. Irmão de Márcio Jerry, Samuel Barroso é aliado e defensor de Flávio Dino

O Diário Oficial do Estado começou a publicar, a partir desta sexta-feira, 4, uma série de demissões no primeiro e segundo escalões do governo Carlos Brandão (PSB); são todos ocupantes de cargos comissionados indicados pelo grupo do ex-governador Flávio Dino.

A demissão de cargos indicados por dinistas era o último passo do governador para consolidar o rompimento com o grupo de Flávio Dino, assunto que foi, inclusive, tratado neste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Eles que saiam!!!; ele que nos tire…”.

  • entre os nomes conhecidos está o de Samuel Barroso, irmão do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB);
  • Samuel ocupava o cargo em comissão de Assessor Especial na Secretaria de Agricultura Familiar.

“Acredito que foi devido minha ligação com Rodrigo Lago, coordenei campanha dele no sertão”, explicou Samuel Barroso, cuja exoneração ilustra este post. Barroso é servidor de carreira do Ifma.

COMEÇA O RAPA!!! Demissão de Samuel Barroso foi publicada na edição de sexta-feira, 4, do DOE

Este blog Marco Aurélio d’Eça apurou que o governador passou os últimos dias assinando exonerações de gente indicada por todos os chamados dinistas – deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores e lideranças políticas que defendem o legado do governo comunista.

De acordo com o que foi publicado na mídia digital nos últimos dias, são mais de 500 cargos ocupados por remanescentes do dinismo.

  • há cargos de primeiro e segundo escalões na Secretaria de Cidades;
  • também uma infinidade de postos em todos os setores da Saúde;
  • e diversas nomeações da Educação na capital e no interior. 

A partir de agora, os dois grupos seguem caminhos diferentes…

“Cada dia com sua agonia”, diz Márcio Jerry, sobre passos para 2026…

Presidente do PCdoB no Maranhão, deputado federal reafirma projeto com Felipe Camarão e diz que “cenas de momento não definem cenários do ano que vem”

 

TEMPO DE REFLEXÃO. Para Márcio Jerry, o momento atual é de observação dos movimentos com foco no objetivo final

O deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB no Maranhão, reagiu à postagem deste blog Marco Aurélio d’Eça, intitulada “Lahésio tende a ser o principal adversário de Orleans…”. 

“Felipe Camarão tem rota própria para disputar. Cenas de momento não definem cenários de ano que vem. Muitas águas para passar sob as pontes, águas claras e turvas também”, afirmou o parlamentar, um dos principais interlocutores do chamado dinismo junto ao governo Carlos Brandão (PSB).

  • Jerry discorda que os remanescentes do grupo de Flávio Dino estejam emparedados pelo brandonismo;
  • para ele, o grupo do ex-governador tem caminhos e estruturas próprias para a sucessão estadual de 2026. 

“O central, considero, é que Felipe Camarão tem atributos políticos que o credenciam a liderar um processo político com imenso espaço a ocupar, crescer e vencer!”, prega o parlamentar.

Questionado sobre a ausência de reações efetivas às ações do Palácio dos Leões e seus aliados, Márcio Jerry citou passagem do Eclesiastes, que fala do “tempo para tudo na face da terra” e foi lacônico:

“Cada dia com sua agonia”, disse ele…

A crise do vice de Felipe Camarão…

História revelada pelo secretário de articulação Política Rubens Pereira – já desmentida pelo próprio vice-governador – vira mais um motivo de briga entre dinistas e brandonistas

 

NOVA CRISE. Rubens Pereira revelou “fatos novos” na relação com os dinistas e foi desmentido por Felipe Camarão

Análise da Notícia

A história contada nesta sexta-feira, 27, pelo secretário de Articulação Política Rubens Pereira é inédita sob todos os aspectos que se analise o debate sobre a sucessão estadual de 2026.

“Chegou o momento de composição de chapa. O governador chegou e disse: ‘vamos indicar o vice’. E os interlocutores disseram que não aceitavam. E aí foi onde estancou todas as negociações que estavam sendo discutidas”, afirmou Pereira, em entrevista que repercutiu na mídia digital durante todo o dia.

  • a imprensa nunca registrou, em tempo algum, nenhuma discussão sobre eventual vice de Camarão;
  • nem o governador Carlos Brandão, nem seus familiares ou aliados nunca expuseram esse tema.

Na entrevista, e nas demais que se seguiram ao longo dia da sexta-feira, 27, Rubão não disse em que época esta crise por causa do vice começou, não disse quem seria o indicado de Brandão e muito menos quem vetou. 

O vice-governador Felipe Camarão (PT) rebateu no mesmo dia a história contada pelo auxiliar do governador.

“Trata-se de algo estranho e inexistente por que nunca houve qualquer diálogo do governador Carlos Brandão comigo ou com este time vitorioso sobre o tema”, afirmou Camarão, em suas redes sociais.

Mas a história ganhou o mundo e precisa agora ser colocada em pratos limpos, com nome do suposto indicado, o motivo do veto, quais os interlocutores citados por Rubão e o autor do veto entre os dinistas,

É simples assim…

Editorial: pesquisas viram guerra de narrativas na batalha entre Brandão e Camarão…

Numa espécie de máscara da realidade, aliados dos candidatos ligados ao Palácio dos Leões optaram por se enfrentar com números questionáveis sob qualquer aspecto, enquanto os fatos se impõem sobre eles

 

PRA CONVENCER QUEM?!? Os grupos de Felipe camarão e Carlos Brandão agoira batalham com números de pesquisas

Editorial

Um festival de números para os mais variados gostos surgiu nos últimos dias numa espécie de novo capítulo da guerra travada entre o governador  Carlos Brandão (PSB) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) pela hegemonia nas eleições de 2026.

  • aliados de lado a lado apresentam números os mais absurdos, numa batalha sem sentido;
  • as pesquisas viraram mera guerra de narrativas com claro objetivo de forçar a realidade.

Nos últimos 15 dias, a mídia alinhada ao Palácio de Leões divulgou uma série de levantamentos que apontam o candidato do governo, Orleans Brandão (MDB) já à frente em diversos municípios, todos ligados a aliados figadais do próprio governo.

Para a legião Felipense bastaria questionar os dados com uma avaliação mais apurada.

Mas o grupo do vice-governador – acusando o golpe – preferiu responder na mesma moeda, mostrando levantamentos tão ou ainda mais questionáveis que os do outro lado.

  • há um fato inquestionável na sucessão: o prefeito Eduardo Braide (PSD) lidera em todos os cenários;
  • se não compreender esta realidade, os demais adversários vão ficar rodando sem sentido até o pleito.

Outro postulante ao governo, o ex-prefeito Lahésio Bonfim (Novo) preferiu contrapor-se às pesquisas com dados concretos, mostrando erros de institutos que agora surgem como infalíveis, o que foi mostrado por este blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Dr. Lahésio critica Inop: “Não acerta nada!!!”.

“Isso ainda está na bolha da política e não furou a espessura da realidade. É bom pra gerar notícias na mídia e pesquisas com o selo de cada candidato. Mas quem acompanha a política real apenas anota esse calor que não é capaz, por enquanto, de se transformar em energia”, disse o também postulante Roberto Rocha (sem partido), em entrevista ao jornalista Elias Lacerda. (Leia aqui)

A realidade se impõe em seu tempo, seja qual for o obstáculo que ela encontrar.

Mascarar essa realidade, só amplia a dor de ter que enfrentá-la.

É simples assim…

Lahésio Bonfim questiona rapidez da ação contra vice-governador…

Candidato do Partido Novo diz que a deputada Mical Damasceno tem todo direito de processar e pedir indenização a Felipe Camarão, mas renúncia e impeachment só beneficiam uma pessoa: o próprio governador Carlos Brandão

 

VÍTIMA DO PALÁCIO. Lahésio Bonfim questiona a rapidez com que o governo Brandão tenta se livrar do vice Felipe Camarão

O candidato do partido Novo ao Governo do Estado, Lahésio Bonfim, decidiu entrar nesta quarta-feira, 28, na guerra de narrativas causada pelas mensagens de WhatsApp vazadas pelo “blogueiro” Victor Landin, que acusa o vice-governador Felipe Camarão (PT) pelas falas.

Para Lahésio, que se solidariza com a deputada Mical Damasceno (PSD), ela tem todo o direito de processar Felipe Camarão e pedir indenização por danos morais; mas ele questiona a pressa com que tentam criar um processo contra o vice-governador.

“A quem interessa a queda do vice-governador?!? A deputada tem que processar esse vice-governador, pedir indenização e por aí vai. Agora, renúncia, impeachment, só serve pra uma pessoa: pro próprio govenador, que está chorando, agonizando em seu íntimo por não poder ser senador por oito anos. Por que vai deixar o vice-governador, que é um entrave pro grupo político dele se perpetuar no poder”, afirmou Lahésio, em vídeo publicado em suas redes sociais.

IMPEACHMENT DE VICE SERVE PRA QUEM?!? Lahésio questiona ações do Palácio do Leões
  • Lahésio ressaltou que Felipe Camarão é um dos seus maiores adversários no Maranhão;
  • mas considera injusta contra o vice a maneira como o processo está se movimentando.

“Desde quando a Polícia Civil dá um laudo tão rápido para um telefone de um blogueiro aqui no Maranhão ou em qualquer lugar no mundo? Alguém que sofre por conta de divulgação de bullying, ou de vídeos pornográficos, ou mesmo de nudes, leva teu telefone lá na Polícia Civil e pede pra eles emitirem um laudo, uma perícia, e vê se vai ser tão rápido quanto foi dessa vez?!?”, questionou o candidato a governador.

Lahésio Bonfim entende que o jogo contra Felipe Camarão atende aos interesses do Palácio dos Leões, que está manipulando a população maranhense.

O candidato faz um alerta aos eleitores: “E você que se acha tão inteligente, caindo nesse golpezinho do governador pra derrubar o vice-governador?!? Você tá mostrando que não é uma pessoa inteligente, que está caindo na narrativa do governador”. 

Lahésio Bonfim figura em segundo lugar na disputa pelo governo na maioria das pesquisas de intenção de votos…

Brandão atrai ex-prefeitos e monta rede política em torno de Orleans…

Usando a força política do Palácio dos Leões, governador nomeia ex-gestores e lideranças do interior na Secretaria de Articulação Política, esvaziando ações de eventuais adversários

 

MONTANDO A BASE. Rui Filho e França de Macaquinho são alguns dos ex-prefeitos nomeados por Brandão na estrutura do governo

Após deixar claro que “não passará o governo a qualquer um”, de cooptar setores inteiros do PT maranhense e de esvaziar a agenda política do vice-governador Felipe Camarão (PT), o governador Carlos Brandão (PSB) iniciou semana passada uma nova etapa em seu projeto de eleger o secretário Orleans Brandão (MDB).

  • Brandão nomeou vários ex-prefeitos e ex-prefeitas na estrutura do governo;
  • são cooptações que visam impedir avanço de adversários no interior do estado.

Figuras como o ex-prefeito de Arari, Rui Filho, e a ex-prefeita de Santa Luzia, França de Macaquinho – esta última, inclusive, sem direitos políticos – passarão a receber cerca de R$ 10 mil mensais como auxiliares do Governo do Estado.

Brandão continua avançando fortemente para controlar a própria sucessão, criando as bases políticas para eleger o sobrinho; por outro lado, os dinistas parecem ainda atordoados com a sequência de ações e sem poder de reação.

Na semana passada, em entrevista exclusiva a este blog Marco Aurélio d’Eça, o ex-senador  Roberto Rocha (em partido), afirmou que “sem o Governo do Estado, nenhum aliado do ex-governador Flávio Dino se elege”. 

E parece mesmo ser essa a preocupação dos aliados de Camarão… 

Em abril de 2025, Camarão tem posição melhor que a de Brandão no mesmo período de 2021

A um ano da possibilidade de assumir o governo, vice-governador já alcança o segundo lugar, com quase 20% nas pesquisas, situação completamente diferente da vivida pelo atual governador há quatro anos

 

TRAJETÓRIAS IGUAIS, com realidades diferentes marcam o abril de 2025 vivido por Felipe e o de 2021, que Brandão protagonizava

História

O vice-governador Felipe Camarão (PT) vive neste abril de 2025 a mesma expectativa de assumir o governo que o atual governador Carlos Brandão (PSB) vivia neste período de 2021.

Por essa leitura, poderia-se dizer que a condição de Felipe Camarão neste abril do ano pré-eleitoral é melhor que a do seu equivalente no abril pré-eleitoral de 2021; mas há variáveis que devem ser ponderadas na análise de conjuntura; em primeiro lugar, é preciso levar em conta que, diferente de Camarão, Brandão tinha a garantia de que o então governador Flávio Dino (PCdoB) iria deixar o mandato em abril de 2026, o que, de fato, ocorreu.

  • Mas qual o contexto daquele 2021 pré-eleitoral no Maranhão e no país?!? 
  • em abril de 21, o país e o mundo viviam o seu segundo ano assolado pela pandemia do coVID-19, com restrições de toda sorte;
  • o atual presidente Lula (PT) havia acabado de deixar a prisão, recuperado os direitos políticos e já liderava a corrida de 2022;
  • em São Luís, o prefeito Eduardo Braide completava 100 dias do seu primeiro mandato e surgia timidamente como opção de 22;
  • o senador Weverton Rocha fazia uma pré-0campanha intensa, embalado pelo apoio de nove partidos e diversos parlamentares.

Neste contexto histórico, Brandão apresentava 3% das intenções e votos; mesmo assim, foi indicado por Flávio Dino, assumiu o mandato em abril de 2022, cooptou diversos adversários e foi reeleito em primeiro turno.

O contexto de Camarão neste abril de 2025 tem duas realidades distintas em relação ao seu equivalente de 2021.

  • o vice-governador não tem a garantia oficial do governador de que deixará o mandato em abril de 2022;
  • ele também enfrenta dois adversários com índices altíssimos, coisa que Brandão não tinha há quatro anos.
  • mas o petista tem, hoje, uma base partidária e política mais sólida que a de Brandão no mesmo período.

Contextualizada na história, a situação de Felipe Camarão em relação a Carlos Brandão mostra-se mais promissora em relação à disputa, sobretudo pelo fato de ocupar o segundo lugar com altos índices de intenção de votos.

Sentando na cadeira de governador, portanto, ele passa a ser o favorito no pleito.

E os Leões do Palácio nunca rejeitaram os que conseguem sentar neles…

Exclusivo!!! a pergunta reservada de Brandão aos prefeitos…

Governador tem questionado os gestores municipais que são recebidos no Palácio dos Leões sobre temas relacionados às possíveis candidaturas nas eleições de 2026

 

PERGUNTINHA BÁSICA. O prefeito Gentil Neto e o agora secretário Fábio Gentil foram uns dos que trataram com Brnadão sobre as eleições 2026

Exclusivo

O governador Carlos Brandão (PSB) decidiu incluir uma nova pergunta nas conversas reservadas que tem mantido regularmente com prefeitos no Palácio dos Leões; ele agora quer saber, também, se terá apoio dos gestores em caso de candidatura ao Senado.

“Se eu me candidatar a senador, tenho a garantia do seu apoio?!?”, questiona o governador, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça; a informação foi confirmada por pelo menos quatro dos 11 prefeitos presentes na reunião da quarta-feira, 2.

Neste dia, Brandão recebeu Bruno Silva (Coelho Neto), Henrique Guerra (Penalva), Simplesmente Maria (Arari), Gilson Guerreiro (Grajaú), Gentil Neto (Caxias), Fábio Holanda (João Lisboa), Enoque Mota (Pastos Bons), Raimundinho da Audiolar (P. Dutra), Emanuel Ricardo (Tufilândia), Kleber Tratorzão (São Domingos do MA) e Alex Almeida (Lago Verde). (Veja vídeo abaixo)

MARATONA DE CONVERSAS. Brandão passa o dia inteiro com prefeitos durante agenda municipalista

Na verdade, há dois momentos na relação de Brandão com os prefeitos: um antes do carnaval e outro depois do carnaval, quando o governador  começou a acertar os ponteiros com os chamados dinistas.

Naquela época, até fevereiro, as perguntas aos prefeitos eram:

  • 1 – “se por acaso houver rompimento, de qual lado você fica?!?”;
  • 2 – “qual o seu candidato a senador, deputado federal e estadual?!?”;
  • 3 – “existe possibilidade você apoiar alguém indicado pelo Palácio ?!?”.

Os prefeitos são chamados ao Palácio dos Leões para a conversa com o governador sobre obras e serviços nos municípios.

Na primeira parte ele conversa na sala de reunião, geralmente com a presença dos secretários Sebastião Madeira, da Casa Civil, Luiz Fernando Silva, de Assuntos Estratégicos, Rubens Pereira, de Articulação Política e, eventualmente, Júnior Viana e Orleans Brandão.

Em seguida, o governador chama o prefeito para uma sala reservada, onde poucos dos auxiliares têm acesso; e é lá que ele faz as perguntas.

Que agora inclui, também, a nova, sobre sua candidatura ao Senado…

Fala de Orleans indica decisão de Brandão só em 2026….

Secretário de Articulação Municipalista desconversou em entrevista sobre o candidato do governo e apontou que o governador deve tomar a decisão apenas às vésperas de sua saída do cargo

 

CANDIDATO SÓ EM 2026. Orleans Brnadão diz que o ano de 2025 é para fortalecer as políticas de governo

Ganhou forte repercussão na mídia digital maranhense a entrevista do secretário de Articulação Municipalista Orleans Brandão (MDB) ao jornalista Carlinhos Filho, em que falou sobre o eventual candidato do governador Carlos Brandão nas eleições de 2026.

Na conversa, Orleans apontou que esta decisão deve mesmo ser tomada apenas em 2026.

“O governador Carlos Brandão é quem lidera esse grupo. Em 2026 a gente vai conversar sobre majoritária, vai colocar o nome à disposição do povo do Maranhão pro povo escolher quem realmente vai dar continuidade ao trabalho do governador Carlos Brandão”, frisou o secretário, que é sobrinho do governador.

  • são cotados como sucessor o próprio Orleans e o vice-governador Felipe Camarão (PT);
  • Brandão tem até o dia 4 de abril de 2026 para decidir se sai ou continua no governo.

COM PRÉ-CAMPANHA EM ANDAMENTO, Orleans entende que decisão de Brandão sairá apenas em 2026

Apesar de ter recebido apoio de dezenas de prefeitos, e de estar sendo fortalecido pelo próprio Palácio dos Leões, Orleans Brandão tem mesmo adotado uma postura de cautela em relação a uma eventual candidatura; dentro do governo, ele tem manifestado preferência pela candidatura de deputado federal, liberando o tio para disputar o Senado.

O próprio Brnadão evita manifestar-se sobre a sucessão, embora discuta fortemente nos bastidores a reunificação do seu grupo político com o dos remanescentes do governo Flávio Dino.

Enquanto não há uma definição – nem de candidato e nem de reunificação com os dinistas – o vice-governador Felipe Camarão segue a mesma rotina de Orleans Brandão, conversando com prefeitos e fortalecendo a base parlamentar.

Camarão espera estar no comando do governo para disputar a reeleição em 2026…

O paradoxo de Eduardo Braide…

Favorito nas pesquisas de intenção de votos, com forte aceitação popular em São Luís e agora controlador do próprio partido, prefeito de São Luís ainda depende da decisão do governador Carlos Brandão para ser candidato

MUITAS POSSIBILIDADES, APENAS UMA CHANCE. Para correr o risco de deixar a prefeitura, Braide depende de Brandão ficar no governo

Análise da Notícia

O prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) vive um paradoxo na sucessão estadual de 2026.

Ele lidera todas as pesquisas de intenção de votos, tem forte aceitação popular em sua gestão e agora vai comandar o PSD, um dos maiores partidos do Brasil; mesmo assim, o prefeito só tem uma chance no pleito.

  • Braide depende da decisão do governador Carlos Brandão (PSB) para ser candidato;
  • ele só arriscará deixar a prefeitura em abril de 2026 se Brandão permanecer no governo;
  • caso o governador passe o cargo para o vice Felipe Camarão (PT), o projeto de Braide esvai-se.

O problema é que a data de decisão de Braide é a mesma de Brandão; para concorrer nas eleições, ambos precisam estar fora do cargo até às 23h59 do dia 4 de abril de 2026.

O próprio Braide reconhece a dificuldade de enfrentar um candidato sentado na cadeira de governador, como já ponderou a aliados na Assembleia Legislativa e na própria prefeitura.

E essa questão se desdobra para além das próprias eleições de 2026:

  • se renunciar à prefeitura e perder o governo, o prefeito só poderá disputar outra eleição em 2030;
  • ele fica automaticamente inelegível para 2028, a menos que decida concorrer a vereador em SLZ;
  • serão quatro anos de ostracismo, em um ambiente de oposição que tende a esvaziá-lo politicamente.

Com Brandão no cargo de governador, suas chances aumentam consideravelmente por que não haverá nenhum candidato sentado na cadeira do Palácio dos Leões.

Além disso, com prováveis quatro candidatos – um do governo, outro da dissidência do governo, ele próprio e Lahésio Bonfim (Novo) – fatalmente a eleição se decidirá em dois turnos.

É, portanto, uma decisão paradoxal de Eduardo Braide

Ele tem fortes chances de ser governador, mas depende que o atual governador fique no cargo

Qualquer outro cenário pode por em risco toda a sua carreira política.

É simples assim…