Prefeito aliado de Fufuca já faz campanha para Braide…

Didi do PP, de Alto Alegre do Pindaré, divulgou banner em suas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens com imagens do ex-ministro do Esporte ao lado do ex-prefeito de São Luís

 

BANNER DISTRIBUÍDO NOS GRUPOS DO PREFEITO DE ALTO ALEGRE DO PINDARÉ; time de Fufuca fechado com Eduardo Braide

Um dos prefeitos maranhenses mais ligados ao deputado federal André Fufuca – Didi do PP, de Alto Alegre do Pindaré – já está em plena campanha em favor do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD); pelo menos é o que deixa claro o banner divulgado em suas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens.

  • na peça publicitária, Didi do PP põe Fufuca em destaque, ao lado de Eduardo Braide, ambos vestidos com a camisa da seleção brasileira;
  • também aparecem igualmente paramentados a deputada federal Amanda Gentil, o estadual Thúlio Rezende, e o ex-prefeito Fufuca Dantas.

“Minha seleção em campo”, afirma Didi do PP, que também aparece no banner.

Este blog Marco Aurélio d’Eça tem conversado com Fufuca desde a última quinta-feira, 12, quando o governo Carlos Brandão (MDB) decidiu dar ou ultimato para sua decisão de concorrer ou não ao Senado na chapa de Orleans Brandão (MDB). Nestas conversas, Fufuca não admite peremptoriamente que já está com Braide, mas emite todos os sinais de que isso já está definido em seu projeto. 

“Vou definir meu caminho nesta semana”, disse ele, na última dessas conversas, ainda no sábado, 13, às vésperas do jogo da seleção Brasileira.

  • Fufuca trabalha com a hipótese de ter a federação liberada para sua candidatura ao Senado, mesmo sem coligação oficial com Braide;
  • neste caso, o ex-ministro não se incomoda se a federação União Brasil/Progressistas lançar também Pedro Lucas na chapa de Orleans.

O problema desta equação é a mesma de outros candidatos a senador que querem estar com Braide: sem a aliança formal com a federação, Braide – que dispõe de menos de 1 minuto na propaganda eleitoral – não poderá contar com o tempo dos partidos no horário eleitoral no rádio e na TV.

De uma forma ou de outra, espera-se a decisão do ex-ministro até o próximo jogo do Brasil na Copa.

Pra ganhar ou pra perder…

Grupo de Flávio Dino esperava Brandão na conferência do PSB com Duarte Júnior…

Ministro da Justiça, seus aliados e o próprio pré-candidato socialista combinaram em Brasília e São Luís a participação do governador – que levaria também aliados da Assembleia, da Câmara Municipal, do MDB e do PSDB; por isso a inclusão de todos no banner gigante no palco do evento; mas Palácio dos Leões desfez todo o combinado na última hora

 

Presença de Brandão e aliados no evento de Duarte ficou restrita ao cartaz do evento; mas dinistas garantem que tudo fora combinado em Brasília

A festa que lançou o deputado federal Duarte Júnior como pré-candidato oficial do PSB a prefeito de São Luís foi toda combinada em Brasília, pelo ministro da Justiça Flávio Dino e pelo governador Carlos Brandão, com a presença dos líderes socialistas Geraldo Alkmin, vice-presidente da República, e Carlos Siqueira, presidente nacional da legenda.

Ficou acertado que Brandão levaria para o evento não apenas seus dois principais aliados políticos – a presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) e o presidente da Câmara Municipal Paulo Victor (PSDB) – mas até lideranças do PSDB e MDB, partido sob controle direto do Palácio dos Leões.

Foi por isso que Duarte decidiu encomendar o banner gigante, com a foto de Brandão, Iracema e até a da senadora Ana Paula Lobato (PSB), esposa do deputado Othelino Neto (PCdoB).

Como iria estar no Paraguai, Dino acertou que mandaria – e mandou – seus principais aliados: o vice-governador  Felipe Camarão (PT), o secretário-executivo do Ministério da Justiça Ricardo Capelli, já entusiasta da candidatura de Duarte, e o deputado federal Márcio Jerry, que preside o PCdoB, mas resiste ao nome do deputado federal.

Brandão veio de Brasília decidido a participar da festa “duartina”; receberia ministros do PSB à tarde, participaria de eventos ao lado de Bira do Pindaré e seguiria para a Assembleia, onde ocorreu o evento.

Mas o governador deu de ombros na última hora.

Nem ele, nem Iracema Vale e nem Paulo Victor estiveram na festa, sob argumento de que “ainda não é o momento”. líderes do PSDB e do MDB também não compareceram dando à conferência o clima de esvaziamento que repercutiu na imprensa.

Mas tanto Flávio Dino quanto Duarte Júnior sabem que Brandão vai declarar apoio mais cedo ou mais tarde.

E não apenas declarará apoio como também encontrará formas de fazer os pré-candidatos Edivaldo Júnior (sem partido) e Neto Evangelista (União Brasil) a desistirem da disputa; o trunfo de Flávio Dino é nada menos que o empréstimo que Brandão almeja em Brasília para sobreviver a 2024.

Para emparedar o governador neste aspecto, Dino conta também com o apoio dos senadores Eliziane Gama (PSD), Ana Paula e Weverton Rocha (PDT).

Mas esta é uma outra história…

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Fará Paulo Velten apenas o mesmo que Flávio Dino e Brandão?!?

Presidente do Tribunal de Justiça tem dois caminhos a percorrer no exercício de governador: seguir os rumos obscuros do ex-titular e do tampão no cargo, chancelando ações pouco republicanas de interesse eleitoreiro ou recusar-se – como homem da lei – e virar rainha da Inglaterra em um processo capitaneado pelo comunista que se recusa a deixar o poder

 

Por enquanto, Paulo Velten apenas segue o roteiro de exaltação da miséria traçado por Flávio Dino para seu tampão Carlos Brandão, com entrega de peixes em São Luís e interior

Ensaio

Cercada de obscuridades, a mudança de comando no Governo do Maranhão pode levar o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Velten, a um caminho de risco como chefe do Poder Executivo.

O governo é controlado com mão de ferro pelo comunista Flávio Dino (PSB), que, mesmo já afastado do cargo, se recusa a deixar o poder e controla a agenda política e adminsitrativa do Palácio dos Leões.

Se Paulo Velten sucumbir às ordens de Dino, terá que cumprir uma agenda não tão republicana, para atender a interesses eleitorais estabelecidos em acordos de apoios ao tampão Carlos Brandão (PSB), cuja licença sabe-se lá quando termina.

Alguns dos negócios políticos firmados por Dino e Brandão para ter apoio nas eleições precisam ser cumpridos com assinatura governamental.

E será a do desembargador a chancelar tais documentações?

São milhões em emendas, projetos de criação de cargos para atender a deputados, prefeitos e aliados políticos do interior e um loteamento sem precedentes na história do Maranhão.

Se, por outro lado, resistir à pressão dinista, Velten deixará o governo com um vácuo de poder até quando Brandão voltar; e se demorar a voltar, o tampão não terá tempo de assinar tais “processos”, por conta da lei eleitoral.

O desafio de Paulo Velten, portanto, muito mais do que moralizar a estrutura de governo, é garantir também a imagem de sua própria biografia.

E Flávio Dino não tem limites para alcançar o que quer…