7

Avaliação negativa de Dino já é maior que a positiva em São Luís…

Pesquisa Escutec revelou que 32,5% dos ludovicenses já veem o governo como “Ruim” ou “Péssimo”, contra 27,7% dos que entendem ser “Bom” ou “Ótimo”

 

O governador já não tem esta moral toda com a população de São Luís..

O governador já não tem esta moral toda com a população de São Luís..

A população de São Luís já cansou da falta de ações do governo Flávio Dino (PCdoB).

Pelo menos é isso que se denota da pesquisa Escutec divulgada pelo jornal O EstadoMaranhão.

O levantamento da Escutec

O levantamento da Escutec

O levantamento revela que 32,5% dos ludovicenses consideram o governo “Ruim” ou “Péssimo”.

Há um contingente ainda maior de pessoas – 38% – que veem a gestão dinista apenas como “Regular”. Ou seja, como se diz no dito popular, “não fede, nem cheira”.

O total dos que acham o governo “Bom” é hoje de apenas 20,6%. E só 7,1% dos moradores de São Luís ainda acham que o comunista faz um “Ótimo” governo.

Os números revelam o desgaste que Dino vem sofrendo por gerar falas espweranças na população, que não se concretizaram com ele no poder.

E a tendência é que a insatisfação aumente…

1

“Flávio Dino já no limite da rejeição”, diz Murad, ao avaliar Exata…

Ex-secretário diz que o nível de desgaste do governador, em apenas nove meses, nunca foi registrado com nenhum outro governante, e que os números da pesquisa refletem o que já se ouve nas ruas

 

Murad analisou a rejeição a Flávio Dino

Murad analisou a rejeição a Flávio Dino

O pré-candidato a prefeito de São Luís, Ricardo Murad (PMDB) comentou a pesquisa Exata divulgada pela imprensa sobre a avaliação do governo de Flávio Dino.

Com 30 anos de política, e acompanhando desde então os primeiros anos de mandatos, seja oposição ou no governo, Ricardo disse com propriedade que o governador está “no limiar da rejeição” e que a pesquisa só confirma o que todos já comentam.

pesquisa– O governo de Flávio Dino está perdendo popularidade como nenhum outro em apenas nove meses de governo. O índice de aprovação e rejeição, representado pelos percentuais de ótimo e bom comparado aos de ruim e péssimo já estão no limite da margem de erro da pesquisa – explicou Murad.

Outro ponto destacado pelo experiente gestor trata-se do aumento nos itens regular, ruim e péssimo, como uma demonstração clara de decepção dos maranhenses.

– A migração de grande parte dos que antes consideravam o governo ótimo ou bom para regular e o aumento significativo de ruim e péssimo para um governo que nem um ano ainda completou, comprovam a decepção dos maranhenses com os resultados negativos apresentados pela administração incompetente e corrupta comandada pelo primeiro damo do Estado, Márcio Jerry, a quem Flávio Dino transferiu todo o seu poder – finalizou Murad.

0

Escutec vai medir cenário mais provável de 2016…

Levantamento deve ser concluído no fim de semana e traz o quadro de candidatos mais aproximado do que será a campanha, dando uma ideia clara de como está a disputa a um ano do pleito

 

escutec_logo_01O instituto Escutec iniciou esta semana uma nova pesquisa de intenção de votos sobre as eleições em São Luís, que deve ser concluída até domingo.

A pesquisa tem o objetivo de aproximar, ao máximo, o atual cenário de candidatos ao mais provável quadro de 2016, com o objetivo de encontrar o mais real retrato do momento eleitoral na capital maranhense.

Foram incluídos na pesquisa Edivaldo Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS), João Castelo (PSDB), Ricardo Murad (PMDB), Roberto Rocha (PSB), Rose Sales (sem partido), Saulo Arcangeli (PSTU) e Antônio Pedrosa (PSol).

De uma forma geral, é esta gama de candidatos que deve mesmo entrar na disputa.

Os cenários alternativos substituem Castelo por Neto Evangelista (afinal, os dois ainda são do mesmo partido), Murad por Roseana Sarney (PMDB) e Rocha por Bira do Pindaré (PSB).

Há menos que se apresentem surpresas de última hora, o quadro de candidatos em 2016 não vai além destes cenários, o que dá uma garantia do que se pode ver daqui a um ano.

É aguardar e conferir…

4

O que dizem os números da exata?!?

Levantamento divulgado pela TV Guará revela, principalmente, o bom momento do prefeito Edivaldo Júnior, a consolidação da deputada Eliziane Gama como sua principal adversária e a força eleitoral do deputado João Castelo

 

Eliziane, Edivaldo e Castelo: é com eles que o cenário se manterá

Eliziane, Edivaldo e Castelo: é com eles que o cenário se manterá

Há três pontos definidos em relação às eleições de 2016 em São Luís:

1 – o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) vive o seu melhor momento eleitoral, com a população respondendo às ações de asfaltamento e tapa-buracos em bairros da capital;

2 – a deputada Eliziane Gama (PPS), mesmo com o flagrante bombardeio do governo Flávio Dino (PCdoB) para isolá-la e tirá-la do páreo, mantém-se como a principal adversária do prefeito;

3 – o deputado federal e ex-prefeito João Castelo (PSDB) consegue se manter competitivo mesmo afastado da mídia, mesmo sem o controle do partido e mesmo com todas as ações para impedi-lo de ser candidato.

E, ao que parece, o pleito de 2016 na capital maranhense vai girar em torno destes três fatos.

pesquisa

O principal cenário da disputa, mas ainda pouco provável

Exageros à parte (a Exata chega a apontar-lhe crescimento de 10 pontos percentuais em relação à última pesquisa), é óbvio que o prefeito cresceu com as obras nas ruas e com a massificação de sua mídia para além do gueto que tinha até o início do ano.

E o crescimento fortalece seu nome como o principal candidato a uma vaga no segundo turno das eleições de 2016, se conseguir manter o ritmo das ações.

No sentido oposto a Holandinha, Eliziane sofre com a falta de grupo político e, principalmente, com o isolamento que vive desde que trocou a Assembleia pela Câmara Federal, em Brasília, afastando-se do debate. E sofre, principalmente, pressão implacável do governo Flávio Dino para esvaziar sua candidatura.

Mesmo assim, Eliziane mantém-se à frente do prefeito em todos o cenários estimulados, ainda que a diferença tenha reduzido drasticamente – exageros à parte, repita-se.

A Exata testou apenas um cenário com João Castelo – exatamente o mais improvável, que inclui Roseana Sarney (PMDB), Bira do Pindaré (PSB), e Neto Evangelista, que é tão tucano quanto o ex-prefeito – e ele manteve-se em terceiro lugar, com 14%.

O outro cenário testado é ainda mais inverossímil, numa disputa com apenas Holandinha e Castelo, em que o prefeito vence por 41% a 31%, com 28% de brancos, nulo e indecisos.

É preciso levar em consideração também que a pesquisa não incluiu nomes já certos na disputa, como Ricardo Murad (ainda no PMDB), e um candidato do PSTU e do PSol, que influenciam diretamente na divisão do tempo.

Também não estão definidas as candidaturas de Bira do Pindaré, Neto Evangelista e, muito menos, de Roseana Sarney (PMDB), que, juntos, somaram 22% no principal cenário.

Há quase um ano do pleito, a eleição de 2016 começa a desenhar seus principais cenários.

Mas está tão aberta quanto há três anos atrás.

É simples assim…

12

Flávio Dino no limite do degaste popular…

Pesquisa do Instituto Escutec divulgada na semana que passou revela que governo comunista – que começou com mais de 70% – hoje está com apenas 54% de aprovação popular, índice baixo para o tempo de mandato

Dino: erros do primeiro semestre refletem na aprovação popular

Dino: erros do primeiro semestre refletem na aprovação popular

Eleito com o discurso da mudança e tido como a renovação a política maranhense, o governador Flávio Dino (PCdoB) começa a perder o apoio popular que o consagrou nas urnas em 2014

De acordo com a última pesquisa do Instituto Escutec, divulgada na semana passada, apenas 54,7% do eleitorado de São Luís ainda aprova a gestão do comunista.

Em outras palavras, praticamente a metade do eleitorado da capital maranhense desaprova ou é indiferente ao governo Flávio Dino.

No levantamento mais apurado, o Escutec mostrou que apenas 24,3% da capital maranhense considera o governo “Ótimo” ou “Bom”.

O índice daqueles que consideram o governo “Ruim” ou “Péssimo” chega 29,4%.

O grosso do eleitor de São luís – nada menos que 40,1% – entende que Flávio Dino faz um governo apenas “Regular”.

A avaliação do governo Dino está, portanto, dentro daquilo que se vê nas redes sociais, nas rádios e nas manifestações populares:

Muita esperança depositada e pouca ação apresentada…

5

Ainda a pesquisa Escutec…

O blog do Filipe Mota fez  análise de cada um dos principais candidatos a prefeito de São Luís. Abaixo, o que o blogueiro diz sobre cada um:

 

Sem surpresas

Fazendo uma péssima administração, o atual prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior, aparece apenas com 10% na pesquisa, esta estória de mudança e fazer um novo jeito de política não foi bem assimilada pelo povo ludovicense, e, a bem da verdade, Edivaldo Holanda Júnior no segundo turno da eleições de 2012, conseguiu se eleger com 220 mil votos pouco mais de 30% do eleitorado da Ilha rebelde e o que se ver pelos quatro cantos da cidade não é nada favorável ao prefeito. O blog tem sérias dúvidas se o atual gestor consegue ultrapassar a casa dos 100 mil votos, pelo menos hoje.

Mais do mesmo

A pré-candidata Eliziane Gama, que até o ano passado era imbatível, vai aos poucos definhando nas pesquisas que vão aparecendo. Ela já teve 48, 40 e agora continua em primeiro lugar, mas, com 28%. Muitos afirmam, que Eliziane Gama é uma espécie de Edivaldo Júnior de saias, não tem garra para administrar, confunde as questões ideológicas e religiosas com a política partidária. Tem dificuldades para aceitar os diferentes e os contrários aos dogmas protestantes, digo, os homoafetivos (lgbt), a diminuição da maioridade penal (ela foi duramente criticada nas redes sociais) e a cultura afrodescendente que aflora em cada canto de São Luís.

Seu João é duro

Quem diria… que passados 3 anos da administração do Novo, o Expiriente ex-governador, ex-prefeito e agora Deputado Federal João Castelo que saiu achincalhado pelo grupo que ele deu sustentação e lhe traiu, voltaria aos braços da intenção popular e já aparece em segundo lugar com 12%. Em qualquer roda de conversa, o nome de João Castelo sempre aparece, isto é, fato.

A melhor prefeita que São Luís já teve

A ex governadora, ninguém duvida que ela pode ser o fiel da balança nas eleições do ano que vem, detentora de várias obras de infraestrutura, coisa que nenhum prefeito fez, desde a época do ex-prefeito Haroldo Tavares. Roseana em 2010 já obteve 43% dos votos dos eleitores de São Luís contra o próprio governador Flávio Dino e Jackson Lago, os números estão aí para serem relembrados.

Rose Sales continua subindo

A pré candidata Rose Sales vem marcando pontos preciosos nas últimas pesquisas, com um nome leve, a candidata que teve uma surpreendente votação em São Luís, onde obteve mais de 30 mil votos para Deputada Federal, mesmo com pouca estrutura e sem os milhões dos financiadores de campanha, já aparece com quase 5% de intenções de voto. Rose Sales é moradora do bairro do Anil, pedagoga, tem um apelo popular muito forte por ser mulher negra, líder comunitária incontestável, boa de lutas e batalhas poderá surpreender mais uma vez em São Luís.

O melhor prefeito de Ribamar em São Luís

Gente, o blog já sondou Luís Fernando Silva que foi eleito o melhor prefeito do Brasil, tocador de obras, criador do Liceu Ribamarense (o modelo no país em escola de tempo integral), mas, alguém colocou na cabeça de Luís que ele tem que ser prefeito é de São José de Ribamar, por lá ela já ultrapassa a casa dos 80% de intenção de votos. Em São Luís, parece que o povo também não esquece Luís e ele apareceu com 8%.

De volta para o futuro

Quem não se lembra no filme “De volta para o futuro”: quem limpava o chão da lanchonete era um jovem negro chamado Wilson que no futuro chegaria a ser prefeito de Hill Valley???? Pois é, sempre quando se falava em pesquisa, o nome que aparece no PMDB, tirando o de Roseana é o de Fábio Câmara, que sua trajetória de lutas é muito combativa. Fiz esta comparação porque o jovem vereador chegou ao PMDB não como militante político e sim para trabalhar como zelador da sede e para lavar dois banheiros, como o próprio diz. Fábio ultrapassa os 2% nas intenções.

3

A passagem da vingança para a matança…

Diogo Cabral*, Luís Antônio Pedrosa*, Wagner Cabral**, com ilustração do blog

Os linchamentos, geralmente, são mais frequentes em tempos de tensão social e econômica. Essa modalidade de extermínio também sempre esteve relacionada a preconceitos e práticas discriminatórias que condicionaram as sociedades a aceitar esse tipo de violência como prática normal de “justiçamento popular”.

Não é à toa que seu formato atual foi dado no contexto da opressão racial existente ao longo da colonização dos EUA.

Assim como existe uma certa aura de perdão em torno do agente da lei que pratica extermínios, os linchamentos invocam justificativas. A mais alegada atualmente é o aumento da criminalidade e a fragilidade do sistema de segurança pública e de justiça.

A palavra tem origem vinculada ao nome do Coronel Charles Lynch ou ao Capitão Willian Lynch, ambos coetâneos ao século XVIII. A lei de Lynch, a partir de 1837, designou o ódio racial contra índios e negros e consolidou práticas que deram origem ao grupo racista Ku Klux Klan.

Assim como ocorreu no sul dos Estados Unidos, o linchamento tem como mola propulsora a desconfiança da lei e a reivindicação de anarquia, terreno fértil para a proliferação da barbárie.

 

Linchamento ontem e hoje: novo pelourinho, mesmos personagens

Linchamento ontem e hoje: novo pelourinho, mesmos personagens

No Brasil, o linchamento se dirige basicamente à principal clientela do sistema penal: jovens, negros e pobres. O caldo de cultura para esse tipo de violência é alimentado por amplos setores da mídia policialesca, que vegeta na periferia da programação das grandes redes de televisão e rádio e, atualmente, até nos discursos religiosos fundamentalistas mais inflamados

 

Tal como o preconceito, quando flagrado geralmente é negado. E nenhum desses agenciadores diriam claramente que defendem o linchamento. O incentivo se dá por vias indiretas, fortalecendo noções do senso comum cuja lógica descamba para o mesmo lugar de sempre: a violência.

Os lugares comuns frequentemente invocados por esses grupos formadores de opinião podem ser facilmente perceptíveis:

a) A polícia prende mas a justiça solta;
b) Adolescentes infratores não são punidos;
c) O ECA protege “menores” bandidos;
d) Bandido bom é bandido morto;
e) Direitos humanos só defende bandido.

Essa cantilena, repetida infinitas vezes e das mais variadas formas, suscita o espírito de desamparo e de vingança na população. Os elevados índices de criminalidade são analisados a partir das suas consequências exclusivamente, exigindo soluções cada vez mais repressivas.

Assim, esse discurso conservador vai evoluindo para soluções cada vez mais drásticas e irracionais, mobilizando adeptos, como num efeito dominó, em atitude de manada, culminando no retrocesso da representação política atual, como é exemplo a bancada da “bala”, do “boi” e da “bíblia”.

 

O coronel Lynch, onde tudo começou

O coronel Lynch, onde tudo começou

O linchamento é estimulado pela nova pauta reacionária instalada. Ela quer que cada cidadão possua uma arma para se defender dos ditos criminosos; ela quer a pena de morte e a prisão perpétua; ela quer a tortura institucionalizada; ela quer a redução da maioridade penal; ela quer mais presídios e mais polícia; ela quer a criminalização dos grupos sociais que reivindicam direitos; ela quer a volta da ditadura militar e a satanização das identidades sexuais e religiosas

 

Enfim, essa pauta quer muito mais. A cena do linchamento no bairro São Cristóvão, periferia de São Luís, é a cópia de todas as outras. Até no poste se assemelha, como versão atual do Pelourinho.

A praça pública ou o palco do espetáculo sangrento são as redes sociais. Neste universo de compartilhamento de imagens, surgem dois homens, um morto, completamente desnudado e amarrado com cordas a um poste e outro espancado, também amarrado.

Do virtual para o real, a cena se desenrola em São Luís do Maranhão, uma das cidades mais violentas do Brasil, apontada como a 10a cidade mais violenta do mundo (pela ONG mexicana Seguridad, Justicia y Paz), capital de um Estado onde a desigualdade social detém indicadores alarmantes.

Aqui o “(in)justiçamento” possui a regularidade de uma vítima por mês, desde o ano de 2013, segundo levantamento da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH).Trata-se de mais um caso de linchamento. Não por acaso, mais um jovem negro, suspeito da prática de assalto, trucidado por pauladas, garrafadas, facadas e enforcamento, em plena via pública.

De janeiro de 2013 até julho de 2015, houve 29 linchamentos com vítimas fatais, resultando em 30 mortes na Grande São Luís (houve um caso de linchamento duplo, de adolescentes de 16 e 17 anos). Além destes, houve pouco mais de uma dezena de linchamentos que não resultaram em morte. A média, portanto, é de um linchamento fatal por mês – medida da barbárie naturalizada no cotidiano urbano.

O mapa abaixo esclarece a incidência dos linchamentos na capital maranhense e ilustra esta forma de fazer ‘justiça’. Segundo os motivos atribuídos para os linchamentos com vítimas fatais, na parca cobertura da imprensa local ou nos sumários relatórios da SSP-MA, temos:

a) 4 casos envolvendo estupro ou violência doméstica;
b) 4 casos envolvendo assassinatos (ou tentativa de), inclusive um caso de linchamento de um policial (PM);
c) 4 casos em que não foi possível reunir informações suficientes para identificar os motivos;
d) 18 casos de linchamento de supostos assaltantes (60% do total).
O que impressiona não é somente a crueldade do linchamento de Cleidenilson Pereira da Silva, mas também a “invisibilidade” das outras 29 mortes por linchamento ocorridas nos últimos dois anos e meio, bem como a impunidade dos envolvidos e o silêncio do Estado. Nesse sentido, desde o início do ano, foi apresentada ao governo do Maranhão a proposta de criação de um Sistema Estadual de Informações sobre Violência e Segurança Pública, visando o monitoramento dos mais diversos tipos de violência, numa parceria Estado-Sociedade Civil, de modo a subsidiar a formulação de políticas públicas de prevenção social da violência e combate à impunidade. Continuamos aguardando a resposta do governo estadual…

George Sorel, em seu estudo no início do século XX, informa que a força bruta, o derramamento de sangue e a crueldade seriam interpretados usualmente como costumes de povos antigos, de sociedades atrasadas. José de Sousa Martins chama atenção para o fato de que no Brasil, no entanto, os linchamentos diferem profundamente do que a própria imprensa classifica como chacinas, praticadas por justiceiros ou, mesmo, policiais.

 

Protesto de 'bem nascidos": é no preconceito que tudo começa

Protesto de ‘bem nascidos”: é no preconceito que tudo começa

Nos debates a respeito dos linchamentos, é possível perceber que muitos confundem a ação dos linchadores com a ação dos chamados justiceiros, apesar da enorme diferença entre as motivações de uns e outros. Boa parte das pesquisas sociológicas colocaram grande ênfase nas orientações positivas dos agentes da luta pela cidadania, dando ênfase ao estudo dos movimentos sociais, orientados por objetivos sociais evidentes e modernizadores, isto é, de algum modo politizados

 

Evidentemente, estamos diante de um fenônemo novo e distinto, inserido dentro de um conjunto de práticas elaboradas pelo pensamento conservador, em tudo diferente das práticas de gestação da cidadania onde a chamada “justiça popular” poderia ter lugar.

Para os grupos vulnerabilizados, a conjuntura de fortalecimento do ódio e do preconceito leva a situações extremas, emergindo o linchamento como um dos mecanismos desse ideal de justiça, seletivo, emocional, permeado de rituais súbitos, irracional e refratário aos procedimentos formais dos julgamentos reconhecidos pelo Estado de Direito.

Jean Améry, sobrevivente do campo de concentração de Bergen-Belsen, em seus escritos testemunhais, nos esclarece que o prisioneiro do lager nazista denominado de Muselmann era um cadáver ambulante, um feixe de funções físicas já em agonia e que deveria ser excluído da consideração humana, ou, notadamente, conforme Primo Levi, em seu livro É isto um homem?, o Muselmann é o não-homem que habita e ameaça todo ser humano, a redução sinistra da vida humana à vida nua e que não pode nem ser chamado de vivo nem ter uma morte que mereça esse nome.

 

Famílias em fuga no Coroadinho: ausência do Estado

Famílias em fuga no Coroadinho: ausência do Estado

A passagem de uma vingança ordinária para a matança transforma os homens em objetos e os redefine e insere em dois grupos racionalizados, notadamente aqueles que devem viver e aqueles que devem morrer. O primeiro, o grupo dos bons, dos intocáveis, que também são diferenciados internamente por representações classistas, e o segundo, daqueles que representam o mal, a feiura, a imundice, os negros e pobres da periferia que cometem os delitos contra o patrimônio dos bons e que deixaram de ser homens e viraram feras

Estas redefinições e rearranjos não encontram guarida no ordenamento jurídico nacional, no entanto, constituem-se como regra padrão, como nomos que, contraditoriamente, são utilizadas em larga escala pelo próprio Estado, que, teoricamente, as repele.

Assim, de acordo com Hannah Arendt, “grandes massas de pessoas constantemente se tornam supérfluas se continuamos a pensar em nosso mundo em termos utilitários. […] Os acontecimentos políticos, sociais e econômicos de toda parte conspiram silenciosamente com os instrumentos totalitários para tornar os homens supérfluos”.

Decapitações, torturas, linchamentos e chacinas não podem ser explicados como uma fatalidade, mas sim caracterizados como um mecanismo eficaz de controle absoluto sobre a vida humana, induzido por ações/omissões estatais que, cada mais vez, golpeiam, como punhal, à traição, o corpo do inimigo declarado e marcam o fim e a ruína de qualquer ética da dignidade humana.

* Advogados da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.
** Historiador, Prof. Ms. do Curso de História da UFMA, membro do Conselho Diretor da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e do Observatório da Violência
6

O cacife de Edivaldo…

Do blog de Daniel Matos

cacife-edivaldoO prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), obteve uma prova, neste sábado, 04, durante a 7ª edição do programa “Todos por São Luís”, na Vila Embratel, de que uma boa porção do carisma e do prestígio que o levaram à vitória na eleição, em 2012, continua intacta.

holandinha-cacife2Tão logo chegou ao mutirão, por meio do qual o Município presta uma série de serviços à comunidade de um bairro, a cada semana, Edivaldo foi alvo de constante assédio.

Enquanto uns aplaudiam, apertavam as mãos e abraçavam o prefeito, outros o puxavam pelo braço para registrar uma selfie. Continue lendo aqui…

5

As chances de Edivaldo Júnior…

Patamar de eleitores ainda indefinidos quanto à eleição de 2016 pode ser o trunfo que o prefeito de São Luís precisa para reverter a difícil situação em que se encontra

 

Holandinha aposta no carisma popular para reverter a situação

Holandinha aposta no carisma popular para reverter a situação

Os números da pesquisa Exata/TV Guará foram especialmente duros com o prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PTC).

Exatamente no momento em que ele tenta recuperar a credibilidade da imagem como gestor – com recuperação asfáltica em diversas avenidas e bairros – o levantamento mostra que o interesse do eleitor em sua reeleição praticamente se mantém inalterada, sempre abaixo dos 20%.

O momento do prefeito levou, inclusive, aliados mais próximos a achar que sua movimentação estava a ponto de garantir uma virada no jogo. (Leia aqui)

Mas um dado da Exata pode dar um alento ao prefeito.

De acordo com o levantamento, 56% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar, quando a pesquisa pode o nome de um candidato aleatoriamente, sem mostrar opções ao eleitor.

É claro que, quando confrontado com os nomes, este patamar cai para a casa dos 4%, mas não deixa de ser um dado de estímulo para o prefeito – sobretudo diante da situação que enfrenta.

Afinal, é na indecisão que o eleitor acaba preferindo manter as coisas como estão…

1

Imagem do dia: Dilma pior que Collor…

dlma

Pesquisa do Instituto DataFolha divulgada neste fim de semana mostrou que o governo Dilma Rousseff (PT) é considerado rum ou péssimo por 65% dos eleitores brasileiro. A desaprovação só perde para a de Fernando Color de Melo ás vésperas do impeachment, em 1992. No mesmo dia, a mídia revela críticas do ex-presidente Lula a Dilma. É o pior momento do PT no poder em 13 anos