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Líderes evangélicos pressionam por reabertura de igrejas

Usando lideranças políticas vinculadas ao segmento religioso, pastores das principais denominações reuniram-se nesta quinta-feira, 5, em conferência virtual, com o governador Flávio Dino, que deve ceder e anunciar regras para o funcionamento

 

Acompanhado dos seus representantes políticos, líderes de várias igrejas evangélicas pressionaram o governador, que deve anunciar regras para abertura de igrejas

O governador Flávio Dino (PCdoB) deve editar até o fim desta semana um novo decreto, com regras específicas para a reabertura das igrejas evangélicas e católicas em todo o Maranhão.

Pelo menos oi isso que ele prometeu nesta quinta-feira, 28, em reunião com líderes evangélicos, que estavam acompanhados por políticos ligados ás denominações religiosas.

A pressão pela reabertura das igrejas, sobretudo as evangélicas – cujo grosso da arrecadação se dá pelos dízimos e ofertas durante os cultos – vem sendo feita desde abril, a começar pelo interior.

O pastores vêm usando políticos vinculados às denominações para pressionar prefeitos, primeiro em Santa Inês, depois em Imperatriz, que autorizou a reabertura nesta quarta-feira, 27.

A parir da abertura nos municípios, a pressão se voltou a Flávio Dino, que admitiu a volta dos cultos, segundo apurou o blog.

O mais provável é que as igrejas já possam abrir a partir deste domingo, 1º, quando entrarão em vigor novas regras para o distanciamento social.

A partir daí,outros setores começarão a abrir, seguindo protocolos de segurança sanitária…

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Sobre filhos, netos e sobrinhos nas eleições de 2020…

Pré-candidato da Rede Sustentabilidade nas eleições de São Luís, o jornalista Jeisael Marx  abriu debate sobre a política como herança passada para parentes, como se vê no atual quadro da sucessão do prefeito Edivaldo júnior

 

Alguns dos pré-candidatos a prefeito de São Luís: filhos netos e sobrinhos de políticos tradicionais, alguns com mamãe e papai na campanha

Ao se referir às eleições de São Luís como uma espécie de “clubinho da elite”, o jornalista e pré-candidato da Rede Sustentabilidade, Jeisael Marx, ressaltou que a disputa em 2020 tenderia a se dar entre filhos, netos e sobrinhos de políticos tradicionais do Maranhão.

Diante disto, ele pregou que é hora de a população desassistida apostar nos seus, naqueles que vieram das comunidades, como ele próprio, sem sobrenome ou curral eleitoral para se eleger.

Jeisael tem razão.

Dos nove pré-candidatos já postos para a disputa, nada menos que cinco são filhos, netos ou sobrinhos de políticos tradicionais do Maranhão, incluindo o próprio líder nas pesquisas, Eduardo Braide (Podemos), filho do ex-presidente da Assembleia, Carlos Braide.

A lista inclui os deputados estaduais Neto evangelista (DEM) e Adriano Sarney (PV), o presidente da Câmara Municipal,  Osmar Filho (PDT), e o secretário de Cidades, Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

Pereira Júnior tem, inclusive, uma curiosidade em sua campanha: a articulação é toda feita pelo pai, Rubens Pereira, e pela mãe, Suely Pereira, ambos ex-prefeitos de Matões – e ambos com problemas na Justiça Eleitoral.

Dos principais candidatos já postos, apenas Duarte Júnior (PCdoB), Wellington do Curso (PSDB) e Bira do Pindaré (PSB), além do próprio Jeisael,podem ser considerados self-made man, uma vez que estão na política sem sobrenomes famosos ou parentes importantes.

O próprio atual prefeito também é fruto da construção política do pai, outro político tradicional, o deputado estadual Edivaldo Holanda. 

Oriundo da periferia de São Luís, Jeisael Marx visita as comunidades, tentando abrir a mente para o “nós também podemos”

Sem entrar no mérito da qualidade destes rebentos familiares, a quantidade de filhos, sobrinhos e netos nas disputas mostra que a política maranhense continua patrimonialista, com as instâncias de poder sendo entregue aos herdeiros como espécies de capitanias hereditárias.

E para lembrar outro pensamento de Jeisael Marx, tudo isso ocorre com a concordância do próprio eleitor, que se se acostumou com a ideia de que apenas “eles e não nós” têm direito de ser líderes políticos.

Uma ideia equivocada, que estes self-made man podem ajudar a mudar em 2020…

Leia também:

Os municípios como capitanias hereditárias…

Símbolos da cafonice provinciana de SLZ…

Sobre nomes e sobrenomes…

Pais & filhos…

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Imagem do dia: eles já não são mais os mesmos…

Movimento de protesto em São Luís reuniu apenas alguns manifestantes em frente à Assembleia Legislativa, que não mostraram a mesma empolgação de outrora. Cartazes de cartolina em defesa do juiz Sérgio Moro e da operação Lava Jato marcaram a manifestação, que foi pacífica

 

fracos

É possível até contar o número de pessoas reunidas nesta foto, do repórter-fotográfico Biné Morais, de O EstadoMaranhão. Com absoluta boa vontade, o blog contou 69 pessoas. É o total de manifestantes presentes neste domingo, 4, em protesto contra as emendas ás 10 Medidas contra a Corrupção. O movimento saiu em defesa do juiz Sérgio Moro e criticou os políticos. Não houve contratempos com a polícia, que também não estimou o número de participantes

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TCE do Maranhão também é cabide de político…

Reportagem da Rede Globo abordou situação dos tribunais de contas em vários estados; e a realidade do Maranhão é tão parecida, ou pior, que as demais

 

O atual comando do TCE: apenas um não-oriundo da classe política

O atual comando do TCE: apenas um não-oriundo da classe política

O programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, exibiu nesta quarta-feira, 16, matéria sobre a situação dos Tribunais de Contas dos Estados em várias unidades da federação.

E em todas constatou que o órgão é recheado por políticos ou parentes de políticos.

O TCE’s são formados, em sua maior parte, por indicações aprovadas pela Assembleia Legislativa, geralmente com intensa influência política.

Mas a reportagem não passou pelo Maranhão, onde a realidade é exatamente a mesma.

Ou até pior.

A começar pelo presidente, conselheiro Jorge Pavão, ex-prefeito de Santa Helena e ex-deputado estadual – e que mantém a mulher no comando da prefeitura do seu município – o TCE-MA tem sua maioria formada por políticos ou parentes de políticos.

O conselheiro Washington Oliveira, por exemplo, foi militante orgânico do PT, onde mantém forte influência, também foi deputado federal e vice-governador.

Ex-presidente do órgão, Edmar Cutrim foi deputado estadual e mantém forte atividade política na família, com um filho prefeito e outro deputado estadual.

Além deles, o atual corregedor, Nonato Lago, é irmão do ex-governador Jackson Lago, morto em 2011.

E o conselheiro  Álvaro César Ferreira é primo da ex-governador Roseana Sarney (PMDB) e irmão do ex-prefeito de Barreirinhas e ex-deputado Albérico Filho.

Raimundo Oliveira Filho era cunhado do então governador Luiz Rocha, e foi nomeado pelo próprio.

Dos sete conselheiros do TCE, apenas Caldas Furtado, que é vice-presidente, é oriundo do quadro do tribunal ou indicação sem influência política.

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Quem são os sócios da agiotagem?!?

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Por Robert Lobato

Há dois tipos de agiotagem no Maranhão: a privada e a pública.

A agiotagem privada é aquela em que leva determinada pessoa com dificuldades financeiras a procurar um “empréstimo” com terceiros tendo, quase sempre, de deixar uma “garantia real” penhorada que pode ser um carro, terreno, casa ou outro bem qualquer.

Essa atividade já enriqueceu muitos espertos em São Luis, inclusive gente importante que posa de empresário bem sucedido, assim como já liquidou com muitos otários que perderam até as cuecas por conta dessas tenebrosas transações.

Já a agiotagem pública envolve dinheiro dos cofres do erário, principalmente oriundo de pobres prefeituras do interior do Maranhão.

Ao contrário da agiotagem privada, onde a “garantia real” são bens privados, na agiotagem pública a tal “garantia real” é merenda escolar, o posto de saúde, a praça da cidade, o calçamentos das ruas, o asfaltamento das estradas para os povoados etc.

Aliás, a própria cidadania local é a “garantia real” que alguns prefeitos dão à bandidagem. Continue lendo aqui…

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Morte de Kaapor pode envolver políticos…

Conflitos entre kaapor´s e madeireiros são constantes no interior maranhense

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Há uma morte suspeita de que o assassinato do índio Alberto Kaapor tenha ligações com a classe política maranhense.

O líder indígena Euzébio Kaapor foi alvejado com dois tiros nas costas na madrugada da última terça-feira (28), no povoado Buraco do Tatu, que fica a 40 km do município de Santa Luzia do Paruá.

Há meses ele vinha sendo ameaçado de morte por madeireiros e líderes políticos da região do Alto Turi maranhense.

Alberto chegou a comunicar o secretário de Direitos Humanos do governo Flávio Dino (PCdoB), Chico Gonçalves, de que estava sendo ameaçado de morte.

Mas nenhuma ação do governo foi feita para evitar o assassinato.

Fontes da Secretaria de Segurança garantem haver ligações entre a morte do índio e a relação de madeireiros e políticos na região de Santa Luiza e outros municípios.

Nem mesmo a Polícia Federal, tão ciosa em investigar tolices relacionadas aos indígenas, entrou ainda na investgiação da morte do índio.

O clima ´de tensão na região…

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Deputados são citados em depoimentos de Gláucio e Bolinha…

Gláucio e o pai, Miranda: Rede de proteção nos três poderes

Agiotas apontados como mandantes do assassinato do jornalista Décio Sá, Gláucio Alencar Pontes e Júnior Bolinha também são investigados por chefiarem uma quadrilha de agiotagem no Maranão e no Piauí.

E o desbaratamento desta quadrilha de agiotagem é exatamente o objetivo da segunda fase das investigações.

Em seus últimos depoimentos, Gláucio e Bolinha destrincham a rede de relacionamentos que deram a ele proteção para suas ações na área.

Uma rede que envolve deputados estaduais, juízes advogados e policiais, inclusive federais.

A rede criminosa de Gláucio e Bolinha esta´entranhada nos três poderes estaduais, o que pode comprometer as ivnestigações.

A menos que o secretário de Segurança, Aluísio Mendes, esteja disposto a peitar eventuais padrinhos – ou a força política dos envolvidos.

Será um “deus nos acuda”, certamente…

 

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Livro sobre eleições atrai personalidades à AABB…

Várias personalidades no lançamento do livro

Ganhou forte repercussão nos meios políticos o lançamento do livro “Eleições Municipais – Registro de Candidaturas e Propaganda eleitoral”.

Deputados, juízes, membros do Ministério Público, advogados e jornalistas  estiveram presentes ao lançamento, na sede da AABB, na última quarta-feira.

A obra é fruto da parceria dos servidores do TRE-MA, Flávio Braga e Roberto Magno Frazão.

A lista de presentes mostra o prestígio dos autores, respeitados especialistas em Direito Eleitoral: vice-governador Washington Luiz, desembargadores Lourival Serejo e Jose Bernardo Rodrigues, o juiz federal Roberto Veloso, advogados Carlos Lula, Raimundo Marques, Manoel Rubim; o conselheiro do TCE Caldas Furtado.

Além deles, a presidente do TRE, desembargadora Anildes Cruz; desembargadores federais do Trabalho Alcebíades Dantas e Fernando Belfort; deputados estaduais Jota Pinto (PR), Edilázio Junior (PV), Chico Gomes (PSD) e Dr. Pádua (PSD); os secretários Rodrigo Comerciário (Assuntos Institucionais) e Pedro Fernandes(Cidades); os vereadores de São Luis, Batista Matos e Geraldo Castro.

Advogados Roberto Feitosa, Isaac Filho, Souzaugusto, Américo, Josemar Pinheiro.

Só a lista dos convidados já demonstra a importância e a força do livro…

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A miséria do Maranhão…

Difícil explicar que o Maranhão ainda tenha 1,7 milhão de habitantes abaixo da linha da miséria.

Governo após governo, idéias após ídéias, as soluções mirabolantes se sucedem e o estado continua entre os mais miseráveis do Brasil – agora o mais miserável.

De Sarney a Roseana, o estado teve 11 governadores eleitos – sem falar nos vices João Alberto e Ribamar Fiquene, que assumiram por um período enquanto o titular tratava de garantir mandato senatorial.

O próprio Sarney era a redenção do estado no pós-vitorinismo.

Depois Pedro Neiva de Santana, Newton Bello e Nunes Freire que passaram despercebidos.

Aí veio João Castelo, Luiz Rocha, Epitácio Cafeteira, Edison Lobão e Roseana Sarney, que inaugurou o sistema da reeleição.

Depois de Roseana, José Reinaldo e Jackson Lago. Depois, Roseana de novo.

No mosaico de salvadores do estado há membros de todas as correntes políticas.

Todos tiveram planos contra a pobreza, idéias as mais diferentes para desenvolver o Maranhão.

E nada…