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Caema volta a jogar esgoto in natura em córrego no Calhau…

Igarapé que corta o Barramar e deságua diretamente nas praias ao longo da avenida Litorânea está sendo contaminado por dejetos despejados por uma estação elevatória na avenida Santo Antonio

 

A Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) voltou a cometer crime ambiental na região do Calhau.

Há pelo menos uma semana, esgoto in natura é despejado diretamente no córrego que corta o Barramar e chega às praias da região.

Os moradores denunciam que o esgoto vem do Grand Park que não tem estação de tratamento, diante da vista grossa da própria Caema.

– O mal cheiro é insuportável. A gente precisa fechar as janelas para poder respirar – denuncia um morador, no vídeo postado acima.

Não é a primeira vez que este blog denuncia este mesmo crime ambiental da Caema. (Relembre aqui e aqui)

Mas o problema se repete ano após ano, sem nenhum tipo de fiscalização das autoridades responsáveis…

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Faltou o mergulho, Flávio Dino…

Este blog já disse que incentiva os laudos de balneabilidade como instrumento de aferição da qualidade das praias de São Luís. E o governador faz bem em divulgar e virar, ele próprio garoto-propaganda, sobretudo agora, com sua mais nova modalidade de comunicação, que são os vídeos-selfies. Mas o comunista seria mais convincente se desse um mergulho na praia. Assim, o laudo ganharia mais credibilidade.

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Praias sujas: eles não estão nem aí…

A placa mostra o trecho impróprio na Ponta D’Areia, mas isso não parece importar aos banhistas

O novo laudo de balneabilidade das praia de São Luís apontou, pelo menos, seis pontos de poluição na Ponta d’Areia.

Mesmo assim, a orla marítima da capital maranhense ficou lotada neste feriado como só se vê em época de Reveillon.

E as pessoas parecem não estar nem aí para os riscos da poluição, como mostra esta imagem do repórter-fotográfico Biné Morais, do jornal O EstadoMaranhão.

A placa mostra o trecho impróprio para banho e alguns banhistas no mar, como se pouco importasse o aviso de advertência…

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Bastou uma chuva fina!!! laudos revelam praias impróprias em SL…

Chuviscos de apenas 2mm na última sexta-feira revelaram que 10 dos 24 pontos coletados nas praias estavam contaminados por esgoto in natura; documento mostra também a farsa da balneabilidade anunciada por Flávio Dino durante a campanha eleitoral

 

Pontos vermelhos mostram praias impróprias; farsa desmascarada

Pontos vermelhos mostram praias impróprias; farsa desmascarada

A suposta balneabilidade de 100 das praias de São Luís foi anunciado pelo governo Flávio Dino (PCdoB) em outubro, em pleno segundo turno das eleições, disputadas pelo seu pupilo Edivaldo Júnior (PDT).

Era uma farsa, segundo afirmou o senador Roberto Rocha (PSB), no último final de semana.

– Ouço falar que limparam as praias de São Luís. Como? Qual a mágica? – questionou Rocha, em seu perfil no Instagram.

O senador tem razão em seu questionamento.

Na última sexta-feira, uma chuva de apenas 2 mm revelou que 10 dos 24 pontos de praias coletados pela Secretaria de Meio Ambiente estavam impróprios para banho.

O motivo é simples: a Semma argumentou que a balneabilidade de 100% das praias foi garantida pela inauguração da Estação de Tratamento de Esgotos do Vinhais, em outubro. ocorre que a estação cobre apenas 40% do esgoto de São Luís.

Para se ter ideia da complexidade do tema, a Prefeitura de São Luís, gerida pelo afilhado de Dino, Edivaldo Júnior (PDT), entregou milhares de casas e apartamentos do programa “Minha Casa Minha Vida”, construídas pelo Governo Federal

O problema é que o prefeito, como em todos o outros setores de sua gestão, não cumpriu com a sua parte no contrato, que era a de garantir a infraestrutura, como rede de esgoto adequada.

Essas unidades habitacionais também passaram a jogar esgoto in natura nos rios.

E os rios, obviamente, desembocam no mar.

Resultado: a qualidade das praias anunciada por Flávio Dino é uma farsa desmascarada pela chegada das chuvas.

Simples assim…

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O imundo presente de Edivaldo e Flávio Dino ao aniversário de SL…

Em plena comemoração dos 404 anos da capital maranhense, avenida Litorânea amanhece com esgoto jorrando na praia do Calhau, por um problema que o governo não resolve e a prefeitura finge que não é com ela
 

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Lagoas de resíduos da Alumar voltam a ser foco de preocupação…

Depois de o vereador Fábio Câmara cobrar formação de comissão para vistoriar a área onde é armazenada a lama de bauxita da Alumar, o deputado Wellington do Curso também quer vistoria da Assembleia

 

wellington2O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) propôs hoje à Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa uma visita à área onde é armazenada a lama de bauxita usada na fabricação de alumínio pela Alumar.

É a segunda medida relacionada a Alumar desde que as barragens de minério da empresa Samarco romperam em Minas Gerais, matando pessoas e causando dano ambiental de proporções colossais.

na semana passada, o vereador Fábio Câmara (PMDB) conseguiu aprovar na Câmara de São Luís a formação de uma comissão para fazer a mesma vistoria. (Releia aqui)

Precisamos destinar especial atenção ao local em que a Alumar tem os seus depósitos, isto é, à zona rural de São Luís. Fato é que os reservatórios ocupam uma área de aproximadamente 50 hectares e foram instalados desde setembro de 2005, sendo desde então reservatórios com resíduos de bauxita. Não estamos aqui questionando o caráter sustentável ou não de tais reservatórios. O que queremos é apurar as denúncias e, assim, evitar que problemáticas ambientais assolem nosso estado”, ressaltou.

Ainda não há previsão de quando as visitas serão feitas – e a empresa costuma oferecer resistência a este tipo de controle – mas é importante a preocupação da classe política.

Que deveria ter ressonância em toda a sociedade…

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Fábio Câmara alerta para risco de inundação com lama também em SL…

Vereador revela que a Alumar já recebeu mais nove autorizações para construção de lagos artificiais de lama de minério, a mesma que inundou dois municípios de Minas Gerais

 

Um dos mares de lama da Alumar na região do Tibiri: risco ambiental

Um dos mares de lama da Alumar na região do Tibiri: risco ambiental

O vereador Fábio Câmara (PMDB) fez importante alerta sobre o risco de São Luís sofrer inundação por lama de minério nos moldes da que ocorreu em Bento Rodrigues e Mariana, em Minas Gerais.

FabioCamaraDe acordo com informações de ativistas ambientais, já foram emitidas nove autorizações de supressão vegetal das terras que haviam ficado de fora da gleba Tibiri-Pedrinhas – no caso da área industrial de São Luís – para que a Alumar construísse seus lagos artificiais depositários de resíduos industriais altamente tóxicos, alertou o parlamentar.

De acordo com Câmara, além de danos nos lençóis freáticos, a poluição pode prejudicar o Cinturão Hidrológico existente.

– O caso é tão grave que as fábricas de bebidas ao longo do Km-18/19 da BR-135 na região de Pedrinhas, que antes se orgulhavam da qualidade da água utilizada, já começaram a tratar previamente a água que utilizam – revelou.

Os rompimentos de barragens como o que ocorreu nos municípios mineiros não são novidade no Maranhão.

Em 2008, uma barragem rompeu-se em Gonçalves Dias, gerando inundação e destruição no município, fato, inclusive, recentemente tratado neste blog. (Releia aqui)

No caso das barragens de lama da Alumar, a Frente Comunitária da Gleba Tibiri-Pedrinhas e movimentos sociais, ainda ensaiaram uma visita a áreas destes lagos depositários dos resíduos produzidos pelo beneficiamento da bauxita, como mostra a foto acima.

Para debater o assunto, Fábio Câmara pretende realizar audiência pública e propor projeto de lei tornando obrigatória a contratação de seguro contra rompimento das barragens.

– O seguro deverá oferecer cobertura de danos físicos, inclusive morte, e prejuízos materiais às pessoas físicas e jurídicas domiciliadas em áreas afetadas por inundações (urbanas ou rurais habitadas ou utilizadas para quaisquer fins de natureza econômica, inclusive de subsistência) – concluiu Câmara.

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Poluição da Caema em rio do Calhau ocorre desde 2013…

Este blog denunciou o problema em vários posts, sempre com desculpas esfarrapadas da companhia; o resultado é a imagem degradante na praia do Calhau, que ganhou o mundo na última segunda-feira

 

Em 16 de fevereiro de 2014, este blog publicou o post “Caminhões despejam dejetos em córrego do Calhau…”, para denunciar, no vídeo reproduzido acima,  uma situação que vinha ocorrendo desde 2013.

O post mostrava que dois caminhões – sempre aos sábados – há meses faziam o mesmo serviço: chegavam carregado de dejetos e descarregavam numa espécie de fossa, na Avenida Santo Antonio, que a Caema identifica como “Elevatória do Parque Shalon”.

Na época, o blog encaminhou o vídeo à assessoria da Caema, que, simplesmente informou desconhecer o problema e pediu a identificação dos caminhões.

Nos primeiros tempos, a água jorrava assim, na cabeceira do rio que seguia para a praia

Nos primeiros tempos, a água jorrava assim, na cabeceira do rio que seguia para a praia

Em 22 de março daquele mesmo ano, o blog voltou a tratar do assunto, no post “Caema continua despejando esgoto em córrego do Barramar…”.

No post, o blog informou que os caminhões deixaram de aparecer todo sábado, mas mostrou, em imagens, que o esgoto que deveria ser processado na estação elevatória, jorrava abertamente no córrego do Barramar – o mesmo que desemboca na praia do Calhau, onde apareceu a mancha preta no início da semana. 

Na época, os operários que operavam a “estação” informaram que “abriram um buraco na caixa por que o caminhões não podiam mais fazer a coleta  por que a bomba estava queimada”.

Em 18 de julho de 2014, novo post do blog. Dessa vez, os “Moradores do Barramar acusam Grand Park de jogar esgoto no igarapé que corta o bairro…” – o mesmo que desemboca na praia e gerou a imagem grotesca.

– A fedentina aqui é insuportável. Muita gente está vendendo suas casas por não ter mais condições de ficar. E os próprios funcionários da Caema dizem que o problema vem do Gran Park – afirmou um morador, à época.

A imagem grotesca da praia do Calhau: mais uma vergonha para São Luís

A imagem grotesca da praia do Calhau: mais uma vergonha para São Luís

Nestes mais de dois anos de denúncias, nada foi feito – nem na gestão passada, muito menos na atual gestão da Caema.

E o resultado foi a imagem degradante que humilhou São Luís em rede mundial…

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André Fufuca cobra solução do governo para esgoto em praias…

Fufuquinha vê desrespeito da Caema

Fufuquinha vê desrespeito da Caema

Uma foto de derramamento indiscriminado de esgoto nas praias de São Luís ganhou as redes sociais. De Brasília, o deputado federal André Fufuca (PEN) criticou duramente o ocorrido.

– A imagem é estarrecedora em sua completude. Desde o perigo que representa para a saúde das pessoas, passando pelo desrespeito da Caema e colimando com uma péssima propaganda para o turismo de nossa cidade – criticou.

Depois que a foto ganhou notoriedade nas redes sociais, a Caema lançou uma nota afirmando que a mancha era de esgoto e justificou que o problema já havia sido resolvido.

A imagem que ganhou o mundo; e a caema apenas disse: "é esgoto mesmo"

A imagem que ganhou o mundo; e a caema apenas disse: “é esgoto mesmo”

André Fufuca demonstrou indignação com o trato que a empresa deu ao caso.

– E quem usou a praia no dia? Como fica? Já que foi algo motivado por um problema, o que se esperava era que a empresa tivesse agido com respeito! Deveriam ter noticiado antes, avisado antes e respeitado o direito das pessoas de saber. Tudo o que não fizeram – indignou-se.

O deputado ainda suspeita que este pode não ser um caso isolado.

– A foto que flagrou o desrespeito da Caema foi aérea, o que deixou a coisa mais visível. Eu se não tivessem fotografado? Ficaria por isso mesmo? E isso nos leva a crer que existe sim a possibilidade de ser um problema recorrente.

Para o deputado a imagem não foi tratada com a devida importância pelo governo.

– Essa imagem rodou o país, com toda a certeza. E o governo fez o que para tentar minimizar o problema? Absolutamente nada. Quem mais vai perder com isso, depois das pessoas que banharam em esgoto por causa da omissão da Caema, é o turismo do Maranhão – criticou.