Em meio a uma agenda pessoal negativa, ministro Flávio Dino determina que juízes envolvidos em crimes graves sejam punidos com demissão sem salários
Editorial
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino decidiu nesta segunda-feira, 16, que os juízes condenados por crimes graves sejam sumariamente demitidos, sem o recebimento de salários.
- até então, juízes condenados tinham como punição mais rave a aposentadoria compulsória, com salário garantido para o resto da vida;
- o fim do privilégio é so mais um atacado por Dino, que já vinha atuando contra o pagamento dos chamados penduricalhos aos magistrados.
“Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial”, explica o ministro maranhense.
A decisão teve forte repercussão positiva na sociedade civil, mas ela veio em um momento em que o próprio Flávio Dino enfrenta agenda pessoal negativa, por conta da ação que resultou em invasão da Polícia Federal à casa do jornalista Luís Pablo Almeida, de São Luís.
- num rasgo de autoritarismo, Dino achou-se perseguido por Pablo divulgar que sua esposa usava um carro do TJ-MA;
- a operação da PF na casa do jornalista – determinada pelo ministro Alexandre de Moraes – apreendeu equipamentos.
Há uma máxima nos meios populares segundo a qual os magistrados e qualquer natureza acham-se o próprio Deus; outra máxima, esta da política maranhense, apelida Dino de “Professor de Deus”.
A decisão que vai evitar o privilégio da aposentadoria a juízes une os dois provérbios
Ou seja, os deuses finalmente foram alcançados pelo seu professor…


