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O desespero de Brandão por uma foto com Lula

Governador-tampão tem corrido o Brasil inteiro atrás do ex-presidente, mas ainda não conseguiu fazer uma imagem que preste para usar durante a campanha, além imagens gerais com várias pessoas ou os micos das selfies atracado no pescoço do petista

 

Carlos Brandão até tenta ser íntimo e se aproximar de Lula, que o cumprimente sem sequer olhar para sua cara em evento do PT

Fora do contexto das esquerdas, o governador-tampão Carlos Brandão (PSB) até que se esforça um bocado para tentar criar uma imagem de campanha satisfatória ao lado do ex-presidente Lula; mas o resultado tem sido apenas selfies tremidas com o maranhense atracado no pescoço do ex-presidente.

Foi assim em Brasília no mês passado, durante a filiação de Geraldo Alckimin ao PSB; e foi assim sábado, durante lançamento da candidatura de Lula, em São Paulo.

Desconhecido nas esquerdas, Brandão se ampara no ex-governador Flávio Dino (PSB) para se aproximar de Lula; mas só consegue ao seu lado fotos gerais, com três ou quatro pessoas alheias ao seu interesse.

A selfie usada pela campanha de Brandão – quase um enforcamento no pescoço de Lula – acabou sendo descartada depois pela má-qualidade da imagem.

A selfie com Brandão atracado no pescoço de Lula – que aprecia desconfortável, virou mico da pré-campanha do governador-tampão

Neste fim de semana, o governador-tampão conseguiu outra selfie, igualmente atracado no pescoço do ex-presidente, que mostrou-se pouco à vontade com a situação.

E nessa guerra, levado por seu padrinho Flávio Dino, o governador vai tentando construir uma agenda de imagens com Lula, mesmo alheio a tudo que representa a esquerda.

E haja pescoço do ex-presidente para suas selfies…

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Base do PT pró-Weverton prepara novo movimento em São Luís

Formado pelo diretório municipal do partido na capital maranhense e petistas de todos os 217 municípios – com participação de membros da Fetaema, da CUT, do Sindsep e de outros segmentos sociais –  grupo se mobilizará em defesa da chapa Lula/Weverton nas eleições de outubro

 

Weverton reúne petistas de todo o maranhão e membros de movimentos sociais e sindicais em torno de sua candidatura; e é o preferido de Lula para o governo

O PT de São Luís, presidido pelo ex-vereador Honorato Fernandes, prepara novo evento para consolidar o grupo petista que defende abertamente a  chapa Lula (PT) e Weverton Rocha (PDT).

Com forte base nos movimentos sociais, sindicatos e com ampla base na classe trabalhadora, o movimento petista reúne membros do PT de todo o Maranhão; além disso tem forte participação em entidades como a CUT, a Fetaema, o Sindsep e dezenas de outras entidades da classe trabalhadora.

Um dos primeiros eventos da base do PT pró-Weverton foi realizado no início de março, na sede da Fetaema, no Araçagy, quando reuniu petistas de todos os 217 municípios; o próximo evento será organizado para definir a data de inauguração da sede do comitê “PT com Weverton e Lula”.

Além de Honorato Fernandes, o grupo reúne outros petista de peso, como o ex-secretário de Esportes Márcio Jardim, o professor e sociólogo Paulo Romão, pré-candidato a senador pelo PT, além de vereadores, ex-vereadores, ex-candidatos a prefeitos e dirigentes de diretórios municipais no Maranhão inteiro.

O argumento para defender a candidatura de Weverton, segundo Honorato Fernandes, é a preferência que o próprio Lula já manifestou em relação ao senador, que sempre atuou no campo progressista, inclusive, em defesa do próprio Lula.

O comitê de petistas com Lula e Weverton devem apresentar teses no encontro de tática do PT, que definirá os rumos do partido nas eleições de outubro.

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Aprovado projeto de lei de Zé Inácio que trata sobre o descarte de embalagens de vidro

Foi aprovado hoje (04) na Assembleia Legislativa o projeto de lei 561/2019 de autoria do deputado Zé Inácio (PT), que estabelece diretrizes para coleta e destinação final, inclusive através de processos de economia solidária, de vasilhames de garrafas de vidro do tipo long neck, garrafas de 600 (seiscentos) mililitros, e de 1 (um) litro, que sejam descartáveis, utilizadas para consumo de cervejas e refrigerantes (sendo aplicável a outros vasilhames de garrafas de vidro não retornáveis), no âmbito do Estado do Maranhão.

Segundo descrito na lei os estabelecimentos que vendem diretamente para consumo local esses produtos ficam responsáveis pela coleta e o recolhimento das garrafas ficará sob a responsabilidade dos fabricantes, podendo eles firmarem termo de cooperação com empresas de reciclagem, públicas ou privadas.

Ainda de acordo com o PL os supermercados, hipermercados e estabelecimentos que vendem bebidas para consumo no local são obrigados a manter recipientes para a coleta das garrafas de vidro, em locais visíveis nos postos de venda, para depósito por parte do consumidor e para recolhimento por parte dos fabricantes.

“Embora existam pontos de coleta seletiva em determinadas localidades, a obrigatoriedade dos supermercados de disporem de recipientes para a coleta dessas garrafas, é fundamental, já que há um número significativo de bairros e cidades do estado que não possuem pontos de coleta. Sendo assim essa logística é imprescindível para que não haja o descarte incorreto dos produtos, permitindo que nosso estado possa avançar no cuidado com o meio ambiente, a exemplo de outras unidades da federação e de vários países que estão bem avançados no tratamento de seus resíduos sólidos, como na Europa.”, diz Zé Inácio.

Vale ressaltar que o Brasil produz em média 980 mil toneladas de embalagens de vidro por ano. O consumo de embalagens de vidro entre os brasileiros é de 12 kg por habitante ao ano e a grande parte é descartada no meio ambiente.

“O cuidado com este tipo de material está relacionado diretamente com a política de meio ambiente, pois o seu impacto no ambiente é direto e pode causar imensuráveis transtornos e poluir áreas, já que levam até um milhão de anos para se decompor, causando riscos a pessoas e animais, posto que o material pode ser cortante, causando ferimentos, tornar-se criatório de mosquitos transmissores de doenças como a dengue e demais transtornos”, afirmou Zé Inácio.

O projeto de lei segue agora para sansão do governador Carlos Brandão.

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Candidato do PT ao Senado sai em defesa de Weverton: “não se inventa liderança progressista da noite para o dia”, diz

Professor e sociólogo Paulo Romão criticou a tentativa absurda do Palácio dos Leões de tentar pintar o senador do  PDT como bolsominion, esquecendo seu histórico de lutas no Congresso Nacional a favor do trabalhadores e de Lula

 

Paulo Romão se manifesta no twitter em defesa de Weverton Rocha e com críticas ao Palácio dos Leões

Uma das principais lideranças independentes do PT maranhense, o sociólogo Paulo Romão, pré-candidato a senador pelo partido, criticou a tentativa do governo-tampão de Carlos Brandão – através da mídia alinhada ao Palácio dos Leões – de pintar o senador Weverton Rocha (PDT) como bolsomínion.

Segundo Romão, a ação destrambelhada dos brandonistas esbarra em um fato: historicamente, Weverton sempre se posicionou a favor dos trabalhadores, de Lula do debate progressista.

– Basta revisar os votos dele no Congresso Nacional em defesa da classe trabalhadora – disse o pré-candidato a senador.

A pressão do Palácio dos Leões se dá por dois motivos:

1 – tentar afastar Weverton do PT e do ex-presidente Lula, o que será impossível por que o próprio Lula já declarou preferir Weverton no Maranhão;

2 – melhorar a falta de traquejo progressista do tampão Carlos Brandão (PSB), este sim, ideologicamente de direita e alinhado às teses bolsonaristas.

Para Paulo Romão asa duas tentativas do grupo de Flávio Dino já nascem fracassadas por não encontrar amparo na realidade.

– Não se inventa liderança progressista da noite para o dia – disse o petista. 

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Lula volta a tentar apoio de Ciro Gomes e do PDT

Ex-presidente tenta ampliar sua aliança – hoje muito à esquerda – e conversou por telefone com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e quer convencer os pedetistas a fazer da aliança presidencial; o senador Weverton já havia se colocado como “uma das pontes”

 

Lula já buscou trégua com Ciro Gomes, mas espera apoio do PDT ainda no primeiro turno das eleições presidenciais

O ex-presidente Lula (PT) voltou a tentar o apoio do PDT para seu palanque presidencial.

Lula conversou por telefone com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi e chegou a propor um encontro pessoal para tratar das eleições.

O candidato do PT tem sentido os riscos de uma aliança muito à esquerda no espectro político, formada por PT, PSB e PCdoB; ele pretende ampliar este arco, com outros partidos.

No ano passado, Lula procurou o senador Weverton Rocha em busca de apoio para convencer o candidato do PDT, Ciro Gomes, a apoiá-lo; em entrevista à Folha de S. Paulo, Weverton chegou a dizer que seria uma das pontes para a aliança.

– É claro que cada um tem seu estilo. Mas acredito que vai chegar o momento de parar para pensar e, no final, os dois vão acabar chegando a um entendimento. Serei uma das pontes para ajudar nisso – concluiu Weverton, à época, segundo republicado pelo blog Marco Aurélio D’Eça, no post “‘Serei uma das pontes’, diz Weverton, sobre união Ciro e Lula..” .

Muito próximo do presidente do PDT, Carlos Lupi, Weverton Rocha já propôs a Lula ser uma das pontes para chegar à união entre o PT e o PDT

Por enquanto, o PDT mantém a candidatura de Ciro Gomes.

E só deve rediscutir o assunto mais próximo das convenções…

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PT desautoriza imposição de Dino para vice de Brandão

Ex-governador atropelou o partido ao indicar, por decisão pessoal, seu ex-secretário de Educação Felipe Camarão, antes mesmo do encontro de tática; e agora enfrenta resistências internas à sua escolha

 

Felipe Camarão foi imposto por Flávio Dino como vice de Brandão, sem discussão alguma com as correntes do PT

A imposição pessoal do nome do ex-secretário Felipe Camarão para compor a chapa do governador-tampão Carlos Brandão (PSB), decidida unilateralmente pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) – antes mesmo de o PT se reunir para decidir sobre os rumos eleitorais – gerou divisões internas no partido.

Diversas alas da legenda não aceitam Camarão como representante petista e já há ensaios de outras candidaturas à chapa majoritária – seja de Brandão, seja, dentro de uma eventualidade, do senador Weverton Rocha (PDT).

O deputado estadual Zé Inácio é um dos nomes que se lançaram a vice; já o professor Paulo Romão quer disputar o Senado, num contraponto ao próprio Flávio Dino.

Orgânico no PT, o deputado Zé Inácio também pôs o seu nome à disposição do partido para compor chapas majoritárias, não necessariamente a de Brandão

Controlador absoluto dos destinos do PT estadual desde que assumiu o governo, Flávio Dino nunca respeitou as instâncias partidárias  para decidir, ele próprio, de que forma o partido seguirá em cada pleito; para isso, empregou no Palácio dos Leões dirigentes petistas mais fisiologistas do que ideológicos.

Mas as forças contrárias à essa imposição fazem o contraponto interno; a partir delas é que o PT marcou o encontro de tática eleitoral para o dia 29 de maio, quando será definido, além dos rumos partidários, também nomes para disputar os cargos majoritários.

Flávio Dino pode até ter seu pupilo escolhido, mas vai precisar dialogar e não impor ao PT…

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Em carta aberta a petistas, liderança do PSOL defende apoio a Weverton

Jornalista e professor universitário, ex-candidato a prefeito de São Luís, Franklin Douglas lembra das lutas da esquerda até a eleição de Jackson Lago, em 2006 – relembra o erro histórico da cúpula do PT, que ficou contra o pedetista naquela eleição – e diz que, em breve, todos juntos, PDT, PT, PSOL e Rede Sustentabilidade estarão nas ruas por Lula presidente

 

Franklin Douglas exortou a companheirada petista a se manter firme no campo progressista, contra a pressão das velhas estruturas agora de volta ao Palácio dos Leões

O jornalista, professor universitário e ex-candidato a prefeito de São Luís, Franklin Douglas, liderança do PSOL na capital maranhense, encaminhou “Carta Aberta” aos membros do PT, fazendo um apanhado histórico da importância do posicionamento do campo progressista ao lado do senador  Weverton Rocha (PDT).

Douglas justifica sua ausência do encontro do PT, na Fetaema – por ter assumido compromissos inadiáveis – mas exorta os companheiros petistas a resistirem contra o Palácio dos Leões, mantendo-se ao lado da classe trabalhadora.

– CORAGEM, LUTA! Foi o que travamos. É o que devemos fazer também agora. Somos herdeiros da OPOSIÇÃO HISTÓRICA MARANHENSE. E é com ela que devemos nos perfilar, não com os que recompõem a velha estrutura que, mesmo sob o governo Flávio Dino, só trouxe aumento da violência no campo, como bem externou a FETAEMA em carta aberta – ponderou Franklin Douglas.

Na carta aos petistas, o líder do PSOL relembra a trajetória das esquerdas até a vitória de Jackson Lago, em 2006 – quando, em equívoco histórico, o PT decidiu não acompanhar o pedetista, que acabou vencendo a eleição.

– Bastaram quatro meses para a História nos dar razão. O PT deveria ir com o PDT desde o primeiro turno. Felizmente, corrigimos aquele equívoco com toda nossa força em apoio ao candidato do “é 12, é 12, é 12, é 12, é 12, é 12!!” (quem não lembra do jingle que ganhou todo o Maranhão?) e, no segundo turno, IMPUSEMOS A PRIMEIRA DERROTA ELEITORAL DA OLIGARQUIA SARNEY EM 50 ANOS! – diz o documento.

Esquerdistas históricos como Valdinar, Weverton e Márcio Jardim – e outros de ocasião, como Rubens Júnior – ao lado de Jackson após golpe que o tirou do poder em 2009

Franklin Douglas lembra ainda do golpe judiciário que cassou o mandato de Jackson e que, mais tarde, também tirou Lula da disputa presidencial de 2018 e o levou à cadeia.

– Por acompanhar ativamente – como eu, como Marcio Jardim, como dezenas de lideranças sindicais da FETAEMA, como tantos de nós – Weverton sabe o que ocorreu nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (até vaga na Academia Brasileira de Letras foi negociada, em troca de voto pela cassação de Jackson). Weverton aprendeu com a história o que é esse tipo de processo que, atualmente, denominamos de Lawfare “perseguição judicial”) – sofrido por Jackson 10 anos antes, e usado para decretar a prisão de Lula e tirar os direitos políticos dele – relembrou o psolista.

Endereçada aos petistas Honorato Fernandes, Marcio Jardim, aos membros da Fetaema e ao próprio Weverton Rocha, o documento – que na verdade seria o discurso de Franklin Douglas no evento do PT – encerra conclamando o campo progressista a lutar nestas eleições.

– À LUTA COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS PETISTAS COM WEVERTON! SEM MEDO! E COM A CERTEZA QUE VOCÊS ESTÃO NO LADO CERTO DA HISTÓRIA. JUNTOS, PETISTAS, PSOL, REDE, PDT, TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DA FETAEMA E MILHARES DE OUTROS, ESTAREMOS BREVEMENTE NAS RUAS, NAS PRAÇAS E NA CAMPANHA DE LULA-PRESIDENTE CONTRA O FASCISMO, PARA DERROTAR BOLSONARO, PARA O POVO VOLTAR A SER FELIZ, NO BRASIL E NO MARANHÃO – concluiu.

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Brandão demite aliados de Flávio e Jerry em Imperatriz e militância culpa Madeira

Crise nos bastidores do governo-tampão no segundo maior colégio eleitoral do estado se dá pela histórica relação de guerra dos partidos do campo progressista com o ex-prefeito da cidade, tucano que hoje comanda a Casa Civil

 

Madeira é apontado como responsável pelo corte nas posições de Adonilson (sentado à direita do ex-prefeito), aliado de Márcio Jerry

A demissão de gente ligada ao ex-governador Flávio Dino (PSB), ao deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), ao PT e outros partidos do campo progressista, tem gerado uma nova crise nos bastidores do governo-tampão de Carlos Brandão (PSB).

Os cortes nas estruturas do estado na região tocantina são apontados como uma ação do chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira (PSDB), que sempre sofreu oposição do PT, do PCdoB e do PSB em Imperatriz.

Ex-prefeito da cidade, Madeira é hoje o chefe da Casa Civil do governo Brandão, responsável pelo comando da máquina do estado.

Os cortes teriam atingido diretamente posições do professor Adonilson Lima (PCdoB), ligado diretamente a Márcio Jerry; outros cortes atingiram outros membros do PCdoB e do PT.

As demissões promovidas pelo governo Brandão estão ocorrendo também em diversos municípios, o que acaba sendo usado por adversários locais e criando clima de instabilidade política no Palácio dos Leões.

Brandão tenta se livrar da imagem de “poste” de Flávio Dino, nomeando homens de confiança no governo; mas acaba por chamar gente da antiga elite política tradicional, o que gera insatisfação nos setores do campo progressista.

E ele só tem mais 70 dias para ajustar sua gestão antes da campanha…

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“O povo contra as elites tradicionais”, diz Weverton, sobre eleições de outubro

Ao falar a membros do PT de todo o Maranhão, em evento na quarta-feira, 20, pré-candidato do PDT ao governo destacou que as fotos de encontros dos seus principais adversários mostram que as velhas práticas políticas estão de volta ao estado

 

A classe trabalhadora, os movimentos sociais, sindicatos e representações do campo, da cidade e dos povos negros e indígenas estão ao lado de Weverton contra as elites tradicionais maranhenses

O senador Weverton Rocha (PDT) definiu, na quarta-feira, 20, em encontro com petistas maranhenses, o tom de como será as eleições de outubro, em que a população estará claramente contra a imposição das elites tradicionais maranhenses.

– Antigas elites políticas estão de volta. Basta ver as fotos de quem está comandando o governo, que já nasce fracassado pelas velhas práticas – afirmou Weverton.

Embora não tenha citado nomes, o senador se referia ao governador-tampão Carlos Brandão, que trouxe de volta ao poder figuras já consideradas superadas na política maranhense, como o ex-governador José Reinaldo Tavares, os ex-deputados Anderson Lago, Marcone Farias, Nan Souza, os ex-prefeitos de São José de Ribamar, Luiz Fernando Silva, e de Imperatriz, Sebastião Madeira, além de diversos remanescentes do antigo Grupo Sarney.

Aos petistas e convidados de outros partidos do campo progressista presentes ao encontro do PT, Weverton destacou que essa relação “povo contra elite” fica clara quando se vê sua base de apoio, formada, sobretudo, por segmentos dos trabalhadores, movimentos sociais, sindicais e do campo.

– É a luta do povo contra as elites; e não é apenas uma luta de classes, mas de gerações – afirmou o senador.

A imagem acima mostra a cara do governo-tampão de Carlos Brandão, com a volta de velhas práticas políticas da elite tradicional maranhense, agora encastelada no Palácio dos Leões

Até mesmo o PT, que organizou o encontro com Weverton, mostra-se dividido socialmente nestas eleições.

Do lado de Brandão está a elite do partido, dirigentes com altos caros no Palácio dos Leões para si e para familiares; já com Weverton, estão o que ele chama de petistas-raiz, aqueles da base partidária, que atuam diretamente nas ruas e na luta da classe trabalhadora, no campo, na cidade, nas comunidades quilombolas e terras indígenas em todo o Maranhão.

E a disputa “povo X elite tradicional” se vê também na própria imprensa.

Uma parte da mídia, envelhecida, defende velhas práticas e tenta dar suporte aos antigos grupo que dominaram o governo-tampão; do outro lado, está a parte mais progressista da mídia, que sempre atuou em defesa da sociedade e da inclusão social, tanto nos governos Sarney, quanto Jackson, José Reinaldo ou mesmo Flávio Dino.

Para Weverton, essa união popular e progressista fará a diferença na disputa contra as famílias e grupos tradicionais que voltaram ao poder com Brandão.

Numa batalha de classes e de gerações…

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“Lula não precisa de ninguém para ter votos no Maranhão”, reconhece Weverton

Senador do PDT diz que o ex-presidente tem uma relação direta com o povo maranhense, que independe de lideranças dele próprio e muito menos de Flávio Dino, que tenta ser os donos dos votos do petista no estado

 

Ao contrário de Flávio Dino, que tenta ser o dono dos votos de Lula, Weverton reconhece a força do ex-presidente no eleitorado maranhense; e quer estar ao seu lado nas eleições

Num do mais contundentes discursos sobre sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 20, em encontro com militantes do PT de todo o estado, o senador Weverton Rocha (PDT) reafirmou o peso do líder petista no Maranhão.

Aos militantes, Weverton revelou o teor de uma das últimas conversas com o ex-presidente, quando reconheceu a capacidade única de sua votação entre os maranhenses.

– Não é o Lula quem precisa de alguém. Ele não precisa de Weverton, não precisa de Flávio Dino, não precisa de ninguém. Ele já tem 70% dos votos do Maranhão, independente de quem o apoie. Tentar se apropriar desta força é oportunismo – reconheceu Weverton.

O discurso é um petardo direto nas pretensões do ex-governador Flávio Dino (PSB), que tenta se impor como o dono dos votos de Lula no Maranhão, controlando o PT e outros partidos que estejam no campo político do ex-presidente.

Com ligação direta com Lula – independente da ação de Dino – Weverton reconhece o poder do ex-presidente e se põe ao seu serviço.

– Na última conversa que tive com o Lula eu disse a ele: “lá no Maranhão, se o senhor nem pisar, vai ter os mesmos votos; por que é o povo quem quer, não precisa de ninguém conduzindo” – afirmou o senador.

Apesar da pressão de Flávio Dino pelo apoio do PT ao tucano-socialista Carlos Brandão, Lula já manifestou publicamente sua preferência pelo senador Weverton Rocha.

E Weverton reconhece a força e o tamanho do ex-presidente…