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O PT de ontem e o PT de hoje no Maranhão…

Esta imagem melhor representa o PT de ontem

O PT de ontem é aquele que gravita em torno do deputado federal Domingos Dutra (PT).

Usado pelo parlamentar – e formado, sobretudo, por petistas nunca testados nas urnas, por petistas testados e reprovados e por “intelectuais” aprisionados nos primeiros períodos das faculdades públicas – este PT sempre foi linha auxiliar dos ícones da oposição e nunca prosperou.

Sua maior conquista foi uma vice-prefeitura de Jackson Lago (PDT), em 1996.

O próprio Dutra era o titular, esquecido em um “palacinho” no Monte Castelo, sem direito a vez ou voz na adminsitração e com uma ou outra secretaria-adjunta, depois escurraçada quando do rompimento entre PT e PDT.

O Mesmo Jackson voltou a usar o PT em 2006.

Os mesmos petistas sem voto, testados e reprovados nas urnas, e os intelectualóides de primeiro período, defendiam a aliança com o governo, jogados em pastas sem expressão e algumas sinecuras tidas como adjuntas.

Além das bancadas inexpressivas na Câmara Federal, na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa.

Este é o PT de ontem.

O PT de hoje tem a imagem da conquista do poder e de protagonista da história

O PT de hoje é o de Lula. Partido que agora chega de fato ao poder no Maranhão, dividindo espaços na administração pública e somando com os vencedores.

Já tem o vice-governador que toma posse em 2011 – Washington Oliveira – e os secretários de Trabalho, José Antonio Heluy, e de Desenvolvimento Social, Edmilson Campos.

Todas pastas com cacife político de peso, com programas de grande alcance social no estado.

Já comandou a Secretaria de Educação e pode voltar a comandá-la, desde que indique um técnico afinado com o setor e de comprovada competência em educação básica.

Também pode compor as importantes secretarias de Agricultura e de Igualdade Racial – além disso, elegeu pela primeira vez três deputados estaduais.

Sem falar no capital político que consolidou, ampliando os horizontes eleitorais, em aliança com o PMDB que pode ser repetida em 2012 e que, fatalmente, resultará em um novo patamar de poder em 2014.

De uma forma ou de outra.

Este é o PT de hoje…

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Governo Roseana: PT pode emplacar também a Igualdade Racial

Chocolate pode ir para o secretariado

O PT poderá indicar o novo secretário de Igualdade Racial do governo Roseana Sarney (PMDB). E já tem até nome, avalizado pelas entidades da área: o professor Raimundo Nonato Chocolate, que disputou mandato na Câmara Federal, em outubro.

A atual titular da pasta, Claudete Ribeiro, é da cota pessoal da governadora, mas tem demonstrado claramente o interesse de voltar para a Funac, onde desenvolveu trabalho reconhecido nacionalmente.

Chocolate é um dos mais articulados do PT no movimento negro, e tem articulação com organizações-não governamentais, entidades culturais e sociais ligadas ao movimento, além de ter o respaldo de militantes das universidades federal e estadual.

A indicação do PT passaria pelo grupo do vice-governador eleito Washington Oliveira…

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Luis Fernando nega ter pedido filiação ao PT…

Luís Fernando: tranquilo no DEM e com relação ao PT...

(14h20) – Não passou de mais um factóide da corrente rebelde do PT a especulação de que o prefeito de São José de Ribamar e futuro chefe da Casa Civil do governo Roseana Sarney (PMDB), Luís Fernando Silva (DEM), teria pedido filiação ao partido.

– Sou filiado ao DEM e não pedi filiação ao PT. Tenho admiração pelo presidente Lula, pela presidente eleita Dilma Rousseff e também pelo vice-governador Washington Oliveira, mas estou filiado ao DEM e não há discussão sobre a troca de partido – afirmou o prefeito, em conversa com o titular deste blog.

De acordo com Luís Fernando, as relações com os partidos que formam o governo Roseana – PMDB, PT, PV, DEM, PTB, PP… – são as melhores possíveis, sem a necessidade de troca neste momento.

O factóide da filiação do prefeito no PT foi publicado no blogue de Eri Santos (ligado à corrente do deputado Domingos Dutra, ex-apoiador de Flávio Dino (PCdoB) e porta-voz de petistas de baixo coturno como Chico Gonçalves, Franklin Douglas, Augusto Lobato, Márcio Jardim…).

Segundo Eri, o pedido teria sido feito ao grupo de Washington Oliveira e seria analisado na reunião de hoje da Executiva Regional.

– Fico até honrado com a possibildiade, mas não se discutiu isso em nenhum momento. Nem antes nem depois da campanha – declarou Luís Fernando Silva.

Como se vê, mais um factóide dos que não têm informação e plantam sem checar tudo o que lhes vem aos ouvidos…

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Simplesmente faltam quadros no PT maranhense…

Roseana quer um técnico especializado Educação Básica na secretaria...

O PT maranhense vive há quase 30 anos disputando o poder político no Maranhão, mas parece que nunca se preparou para assumi-lo de fato.

Um exemplo é a Secretaria de Educação do governo Roseana Sarney (PMDB).

O nome mais preparado para o posto era justamente o do professor Anselmo Raposo, que sucumbiu aos problemas internos da pasta.

Com ele afastado, o partido ficou sem opção para indicar. Se a restrição já é grande levando em conta todo o PT maranhense, fica maior maior ainda quando o vice-governador Washington Oliveira (PT) insiste em restringir as indicações apenas a membros do seu próprio grupo político,

...Mas Washington Oliveira prefere alugém que lhe siga ás ordens

Com a saída de Raposo, Roseana quer um técnico especialista em Educação Básica para o posto; Oliveira, por outro lado, prefere alguém que tenha ligações diretas com ele, não importa se técnico ou político.

E o problema não ocorre apenas na Educação.

O titular da pasta de Desenvolvimento Social, Edmilson Santos, não entende do riscado. Está no posto apenas e simplesmente pela sua fidelidade ao ex-candidato a deputado Rodrigo Comerciário.

Dos três petistas que assumiram o governo a partir de 2009, apenas um – José Antonio Heluy – parece adequado ao cargo que ocupa no comando da Secretaria de Trabalho.

Mas Heluy é o único que chegou ao poder não por indicação do PT, mas a convite pessoal de Roseana Sarney.

Uma mostra de que o PT maranhense carece de quadros para o exercício do poder.

Completo ou dividido…