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“Brincadeira de péssimo gosto”, dizem homens que ofenderam nordestinos..

Em vídeo que se espalhou na internet, Lucas Paolinelli Campos e Vinícius Silveira Raposo avaliaram que a vitória de Bolsonaro para presidente seria um passo para enquadrar nordestinos e nortistas

 

Os dois homens que ofenderam nordestinos pediram desculpas, mas devem ser investigados

Após polêmica nacional de um vídeo que eles mesmos espalharam na internet, o empresário Lucas Paolinelli Campos e o médico veterinário Vinícius Silveira Raposo divulgaram nota de retratação pública por ofensas ao Norte e Nordeste.

No vídeo, Paolinelli, que estava com um terceiro rapaz, ainda não identificado, diz que, após a vitória de Jair Bolsonaro, não precisaria mais “suportar esse pessoal do Acre, de Roraima, esse pessoal do Norte”.

Raposo, por sua vez, completou dizendo que “essa galera do Nordeste tem que parar de gastar o dinheiro que o Sudeste produz”. (Veja aqui o vídeo completo)

Na nota, os dois homens tentam justificar que o vídeo tratou-se de “uma brincadeira privada”. Mas reconhecem que o ato foi “infeliz e de péssimo gosto”.

– Aludido vídeo foi gravado em uma roda de amigos, e visava uma brincadeira privada, brincadeira essa que, reconhecemos ser infeliz e de péssimo gosto. Veiculada de forma contextualizada, tomou proporções inimagináveis, motivo pelo qual, de pronto, a rechaçamos e manifestamos total retratação – escreveram.

Lucas Paolinelli Campos é sócio da empresa mineira Ramos e Campos Importação e Exportação Ltda, conhecida como Primus Gemstones.

Vinícius Silveira Raposo, de acordo com o site Pragmatismo Político, é professor universitário, formado em medicina veterinária e integrante da Connect Horse, uma empresa de treinamento de cavalos.

Mesmo após as desculpas, os dois devem ser investigados por xenofobia…

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Zé Inácio participa de mesa sobre o combate ao racismo…

O deputado Zé Inácio participou nesta terça-feira (17) do encontro ‘A abolição inacabada – 130 anos e a permanência do racismo’.

O evento que é promovido pela CUT através da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo.

O deputado participou da mesa ‘Combate ao Racismo e de resgate da história dos negros’ e falou sobre seus projetos de lei e proposições que visam dar mais dignidade e valorizar o povo negro do Maranhão.

Entre as ações do deputado estão os projetos de lei que criam o dia estadual das trabalhadoras domésticas – 27 de abril, o feriado estadual do dia da consciência Negra – 20 de novembro, o projeto de lei que destina 20% de vagas em concursos no âmbito legislativa estadual para negros, além da criação da medalha negro Cosme, para homenagear lideranças no âmbito nacional e estadual que dedicaram ou dedicam-se a luta em favor do povo negro.

O parlamentar comentou ainda a importância de haverem mais deputado estaduais e federais, senadores, vereadores, prefeitos, gestores negros para contribuir nessa luta.

Zé Inácio lembrou que o dia 20 de novembro, agora feriado estadual do dia da consciência Negra, “não será só mais um dia para que não estejamos em nossos locais de trabalho, mas sim um dia para comemorar as lutas daqueles que muito fizeram por nós no passado e dos que no dia-a-dia continuam na luta. E mais que isso, reivindicar direitos em favor da população negra e manifestar pelo combate ao racismo”.

Participaram da mesa também o Secretário Estadual de Igualdade Racial Gerson Pinheiro, o Secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT Martvs das Chagas e a sindicalista e economista norte-americana do Solidarity Center Jana Silverman.

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Em reação a Flávio Dino, até nordestinos atacam o Maranhão…

Defesa do governador ao mandato da presidente Dilma Rousseff é criticada por deputado sergipano e leva comentaristas a chamar maranhenses de “povo miserável” e “sempre a mercê de ladrões”

 

 

O ataque do deptuado Alberto Fraga a Flávio Dino, que desencadeou o ataque ao Maranhão

O ataque do deputado Alberto Fraga a Flávio Dino, que desencadeou o ataque ao Maranhão

 

A postura do governador Flávio Dino (PCdoB), de intensa articulação em defesa do mandato da presidente Dilma Rouseff (PT), despertou o ódio de gente defensora do impeachment no Brasil a fora.

E até nordestinos passaram a atacar o Maranhão, nas redes sociais, por causa da ação do governador.

Um dos ataques: "a mercê de ladrões corruptos"

Um dos ataques: “a mercê de ladrões corruptos”

Após postagem do deputado sergipano Alberto Fraga, criticando a postura de Dino – sobretudo após a cooptação do deputado Waldir Maranhão (PP) para as fileiras dilmistas – sergipanas passaram a agredir o Maranhão como forma de desqualificar o governador.

Uma delas, identificada por @fatimacapalbo23, afirma, categoricamente:

– Pobre povo do Maranhão, sempre à mercê de ladrões, corruptos; explicado por que é um estado de miseráveis.

Outra comentaista atesta a causa da pobreza maranhense; "estado de miseráveis"

Outra comentaista atesta a causa da pobreza maranhense; “estado de miseráveis”

Outra, identificada por @esperancaetica, foi na mesma linha:

– Por isso que o Maranhão é um estado miserável. Deputados que estão contra o impeachment são a favor da corrupção – declarou.

O ataque ao maranhenses gerou forte reação no estado.

E desde ontem, o perfil do deputado Alberto Franga no Twitter está infestado por uma guerra entre nordestinos.

Com agressões e xingamentos de lado a lado…

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Por que não te calas, Clóvis Saraiva?!?

Saraiva: arrotando preconceito...

O professor Clóvis Saraiva deveria repensar a estratégia que tem usado para enfrentar a acusação de racismo e preconceito contra um aluno negro na Universidade Federal do Maranhão.

Cada vez que ele tenta comentar o caso, acaba se complicando mais.

Na última, em entrevista ao Jornal Hoje, da Rede Globo, saiu-se com essa: “O aluno, mesmo sendo negro, tem que saber se expressar em sala de aula (…)”.

Como assim, “mesmo sendo negro”??? Por acaso o fato de ser negro seria um impeditivo para saber se expressar?

A resposta do professor levou até a um questionamento do repórter, que viu preconceito na própria resposta do acusado de racismo.

Na primeira tentativa de se explicar, em nota de “Retratação Pública”, Clóvis Saraiva atacou mais ainda o estudante nigeriano que o acusa de perseguição e racismo.

O que parece é que o professor tem certa carga de preconceito enrustido – seja cultural, social ou racial – daqueles que se evidenciam apenas em debates sociológicos internos, e que ele não tem conseguido controlar diante de uma situação real.

O Ministério Público já determinou investigação do caso e a Ufma também vai apurar o desvio do professor.

Mas a instituição deveria pedir também que ele ficasse calado…

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Professor acusado de racismo se complica em “Retratação”…

Saraiva, em foto, em sala de aula...

Saiu pior que o soneto a tentativa de emenda do professor José Cloves Saraiva, da Universidade Federal do Maranhão, para a polêmica envolvendo o estudante nigeriano Nuhu Ayuba.

Saraiva encaminhou nota de “Retratação Pública”, divulgada no blog de Jonh Cutrim, em que, praticamente, responsabiliza o próprio aluno – e a sua cultura – pela  sua atitude.

Retratar-se significa reconhecer um erro e corrigi-lo. Se tentou corrigir um erro, o professor Cloves Saraiva, mostrou apenas antipatia e ressentimento pelo estudante, expondo publicamente problemas pessoais com ele.

– Ao perguntar o seu nome não houve qualquer sentido jocoso, visto que sua pronúncia no seu idioma induz isto no nosso (…) – diz o professor, sem esclarecer o que quis dizer com “induz isto…”.

Pelo que se entende do que o professor não explica, seria a pronúncia do nome de Nuhu que “induziu isto” na cabeça dele.

Mas Clóves Saraiva vai além na tentativa de “retratação” a Jonh Cutrim, expondo publicamente a situação do seu aluno, mesmo dizendo entender “as dificuldades naturais, como todo estrangeiro”. 

Reclamei a você e aos outros colegas que não compareciam as aulas, nem fizeram os exercícios e, principalmente você, não compareceu ao PRÉ-TESTE e nem fez a sua 1ª Avaliação, além disso, não fez o PRÉ-TESTE da 2ª Avaliação, nem as suas notas de aula no caderno desta disciplina foram escritas e apresentadas até hoje. É lamentável! (sic) – desabafa o professor.

E conclui, assim: deveria pelo menos se explicar, evitando interpretações errôneas sobre o seu atual comportamento como estudante da UFMA.

Tradução óbvia: na visão de Cloves Saraiva,  Nuhu Ayuba é culpado por tudo que lhe aconteceu.

Isto sim é lamentável…

Leia aqui a íntegra da “retratação” do professor da Ufma

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Flamenguistas anti-nordestinos deverão ser investigados…

Chegou à Câmara Federal o caso envolvendo torcedores do Flamengo, que atacaram os nordestinos logo após o jogo em que o time carioca foi eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará Sporting.

O deputado maranhense Chiquinho Escórcio (PMDB) cobrou d atribuna que a Câmara solicite investigação da Polícia Federal para encontrar os agressores.

Após o empate que eliminou o Flamengo, torcedores do clube passaram a agredir nordestinos por meio das redes sociais Facebook e Twitter (veja um dos exemplos ao lado).

O caso é parecido com o que ocorreu em outubro do ano passado, quando paulistas passaram a agredir os nordestinos, após a vitória da petista Dilma Rousseff (PT) sobre o paulista José Serra (PSDB).

Na época, uma estudante de Direito chegou a propor que umpaulista matasse um nordestino afogado.

Para Chiquinho Escórcio, o caso caracteriza racismo e deve ser investigado pela Polícia Federal.

Leia também o texto “Eles odeiam os nordestinos”