0

“Mical é forte e está consolidada no PTB”, garante Roberto Jefferson

Em mensagem direta ao editor do blog Marco Aurélio D’Eça, presidente nacional do partido diz que a deputada estadual será responsável por organizar as chapas de deputado estadual e federal para 2022

 

Mical Damasceno com Roberto Jefferson e a vice-presidente nacional do PTB Gracyela Nienov

O presidente nacional do PTB encaminhou nesta sexta-feira, 11, mensagem direta ao editor do blog Marco Aurélio D’Eça em que reafirma a força da deputada estadual Mical Damasceno no partido.

– Marco Aurélio D’Eça, recebi sua matéria dizendo que o PTB pode mudar de mãos novamente. Não acredite nisso, não. A Mical é forte e está consolidada. Ela é a presidente estadual do PTB – afirmou o ex-deputado.

Ele contestou post do blog, que apontava riscos para a parlamentar continuar no comando do partido.

Também em conversa com o editor do blog, a própria Mical admitiu que houve gestões de pessoas do Piauí – “empresários, não políticos” – em busca do comando do partido no estado.

Roberto Jefferson, n o entanto, garantiu que é dela o comando partidário.

– Ela vai organizar o partido no estado e fazer a chapa de federal e de estadual – frisou Jefferson.

O presidente nacional nada falou sobre candidatura própria do PTB a governador; mas Mical damasceno reafirmou o projeto de ter o ex-prefeito Edivaldo Júnior como candidato.

Ela revelou, inclusive, conversas já realizadas entre o ex-prefeito e líderes da igreja  Assembleia de Deus.

Esta, no entanto, é uma outras história…

6

Sérgio Moro cai fazendo acusações graves contra Bolsonaro

Ministro da Justiça enregou o cargo após exoneração do diretor da Polícia Federal – que, segundo ele, atende a conveniências de políticos – e revela ações do presidente que mostram tentativa de uso político do cargo

 

Bolsonaro e Moro romperam porque o presidente quer controlar a Polícia Federal, a quem o ministro pregava autonomia

Como era esperado desde o seu início, acabou o casamento de conveniência entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, agora ex-ministro da Justiça.

Moro pediu demissão nesta sexta-feira, 24, após exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. 

Em pronunciamento nesta manhã, Moro revelou graves ações de Bolsonaro para tentar controlar órgãos de investigação da presidência, desde o Coaf – transferido de sua pasta ainda no ano passado – até a própria Polícia Federal.

O Coaf foi responsável por revelar movimentações atípicas do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, que resultaram nas investigações sobre rachadinhas na Assembleia Legislativa do Riod e Janeiro.

Já a Polícia Federal tinha acabado de abrir investigação contra fake news e contra financiamento de manifestações que atentaram ao Estado Democrático, e das quais o próprio Bolsonaro participou. 

As acusações de interferência reveladas por Moro devem ser investigadas pela Câmara Federal – inclusive a acusação de que o novo diretor da PF pode ser um delegado vinculado desde a sua origem ao próprio Congresso Nacional.

Antes de trocar o diretor da corporação, Bolsonaro se aproximou de figuras como Valdemar da Costa Neto e Roberto Jefferson, conhecidos por estar em todos os esquemas de corrupção desde a redemocratização.

Embora tenha perdido seu ministro da Justiça, o presidente pode ganhar na Câmara o apoio do famigerado Centrão, habitat de Jefferson e Valdemar, que reúne a massa fisiológica da Câmara.

Sinal de que a PF poderá blindar os filhos de Bolsonaro, objetivo principal da troca…