Deputados remanescentes do governo Flávio Dino erraram a mão ao comentar a decisão do governador Carlos Brandão de ficar até o final e apoiar o sobrinho ao Governo do Estado

APELAR PARA AS AMEAÇAS DE UM FUTURO INCERTO APRA OS BRANDÃO, dinistas expõem a própria falta de tempo político na sucessão
Opinião
Duas postagens nas redes sociais – uma do deptuado estadual Rodrigo Lago, outra do federal Márcio Jerry (ambos do PCdoB) – expuseram nesta quarta-feira, 28, o nível da escassez de poder experimentada pelo grupo remanescente do governo Flávio Dino, hoje em litígio com o governador Carlos Brandão (sem partido).
- os dinistas passaram os últimos quatro anos com uma ampulheta na mão, feito gênio da lâmpada a gritar: “o tempo está passando…”;
- era uma forma de pressionar Brandão a pensar nos riscos de ficar sem mandato em 2027 e fazê-lo ceder o governo a Felipe Camarão (PT);
- o tempo passou, Brandão não cedeu e reafirmou na terça-feira, 27, a candidatura de Orleans Brandão; aos dinistas restam apenas as ameaças.
“O anúncio pelo governador Brandão de que permanecerá até dezembro conforta quem tem sentimento de justiça. Inelegíveis em 2026, a partir de 2027 os irmãos Brandão, a cunhada e o sobrinho responderão, sem blindagens, pelos gravíssimos crimes praticados nesses últimos anos”, atacou sem pestanejar Rodrigo Lago, poucas horas depois da reunião de Brandão com sua base partidária.
Márcio Jerry foi mais ameno, porém na mesma linha, ao reproduzir postagem do portal “Os analistas”, que também lembram os Brandão dos riscos da perda de poder: “toda a família sem mandato a partir de janeiro de 2027, em solidão e expostos ao sol e á chuva”, disse o site reproduzido por Jerry.
O tempo agora se volta contra os próprios dinistas.
- sem espaços de poder e sem candidatura estruturada, vão buscar a sobrevivência segregados à esquerda;
- com Lula em dificuldades eleitorais, caberão a governadores, como Brandão, a garantia de sua reeleição.
Restariam aos dinistas a saída da aliança com Eduardo Braide, mas a filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD, do prefeito, é uma má notícia desta semana.
Mas esta é uma outra história…









