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Waldir Maranhão aponta “o preço da ruptura” entre Governo do Estado e Governo Federal…

Ex-presidente da Câmara Federal analisa em artigo que “o Maranhão depende da aliança incondicional com o Governo Federal” e entende que o afastamento do Palácio dos Leões “coloca em risco áreas vitais”

 

ALIADO HISTÓRICO DE LULA, WALDIR MARANHÃO ALERTA para os riscos de um rompimento político entre Governo do Estado e Governo Federal

O ex-presidente da Câmara Federal Waldir Maranhão (PT) analisou  em artigo publicado nesta segunda-feira, 1º, os riscos que o Maranhão corre em um rompimento com o Governo Federal; segundo o ex-parlamentar – que disputa vaga na Câmara, nas eleições de outubro – o afastamento do Palácio dos Leões do governo Lula põe em risco áreas vitais do estado.

“A dependência e a força dessa parceria são facilmente quantificáveis por meio de dados oficiais. Apenas no âmbito do Novo PAC, até abril de 2025, o estado já possuía uma previsão de R$ 17,3 bilhões em investimentos garantidos até 2026, com R$ 8,2 bilhões já executados. Projetando o cenário para o fim de 2025 e até 2030, a carteira associada ao Maranhão salta para a impressionante marca de R$ 47,5 bilhões, abrangendo mais de 2,2 mil empreendimentos. Trata-se de dinheiro público materializado em obras, equipamentos, escolas, unidades de saúde e moradias que chegam diretamente à ponta para mudar a vida da população”, explica Maranhão. (Leia a íntegra aqui)

  • o artigo do ex-deputado petista é publicado no mesmo dia da visita do presidente do PT nacional Edinho Silva ao Maranhão;
  • Edinho chega para anunciar que o candidato do presidente Lula é o vice-governador Felipe Camarão, rejeitado por Brandão.

Para Waldir Maranhão, mais grave do que forçar uma ruptura institucional, o erro maior é renegar, minimizar ou politizar a realidade de dependência do estado em relação ao Governo Federal.

“Como aponta a análise do cenário atual, ocultar, minimizar ou politizar essa realidade administrativa e financeira enfraquece a transparência pública e desinforma a população. Quando o governo estadual evita dar o devido crédito ao esforço federal, ele transforma os investimentos públicos essenciais em uma disputa de narrativa que não serve ao interesse público. O Maranhão precisa, urgentemente, de uma cooperação federativa madura, não de silêncio conveniente frente às entregas”, alerta Waldir Maranhão.

  • o ex-parlamentar cita a liberação de R$ 90 bilhões, para construção de novas unidades de saúde no Maranhão;
  • valor soma-se aos R$ 342 milhões do novo PAC-Saúde e políticas como Mais Médicos, Samu e Farmácia Popular.

Waldir Maranhão lista ainda a previsão de R$ 17,3 bilhões para 2026 na área do PAC e projeta R$ 47,5 bilhões até 2030.  

“Trata-se de dinheiro público materializado em obras, equipamentos, escolas, unidades de saúde e moradias que chegam diretamente à ponta para mudar a vida da população. Um rompimento institucional ou uma postura de oposição contínua por parte do Palácio dos Leões colocaria em risco imediato áreas vitais”, alerta o ex-parlamentar. 

Aliado do presidente Lula desde sua passagem pela Câmara Federal, entre 2014 e 2018, Waldir Maranhão tem se posicionado publicamente em defesa dos interesses do Maranhão e apontando projetos de desenvolvimento para o estado.

E pela primeira vez alerta sobre os riscos de um rompimento institucional provocado pela política…

Dinistas reforçam pedido para deixar governo Brandão…

Dois dias depois do vazamento da conversa entre o governador e o vice Felipe Camarão, secretários Rubens Pereira e Robson Paz, reiteram que não pretendem continuar nas pastas

 

SECRETÁRIOS LIGADOS AO DINISMO REFORÇAM PEDIDO DE EXONERAÇÃO, dois dias depois da nova proposta de Brandão a Camarão

Os secretários de Articulação política, Rubens Pereira, e de Cidades, Robson Paz, publicaram nesta quinta-feira, 8, novo pedido ao governador Carlos Brandão (sem partido) para serem exonerados de suas pastas.

“Na última quarta-feria,7, reiterei meu pedido de exoneração do cargo de Secretário de estado das Cidades ao governador Carlos Brandão”, publicou Robson Paz.

“A vida pública requer de nós coerência e compromisso. Por isso, reitero meu pedido de exoneração da secretaria de Articulação Política”, completou Rubens Pereira.

Tanto Robson quanto Rubão já haviam pedido para deixar o governo Brandão em outubro de 2025, como este blog Marco Aurélio D’Eça registrou no post “Dinistas Começam a desembarcar do governo Brandão…”.

A saída faz parte do movimento de dinistas e comunistas de afastamento do governo.

Para a Articulação Política, o governo Brandão já nomeou Júnior Viana, que ficará até abril no posto…

Post alterado às 9h40 de 9/01/2026 para acréscimo de informações

Os dinistas que já viraram brandonistas…

A “caça às bruxas” iniciada pelo governador Carlos Brandão deve poupar ex-aliados do governador Flávio Dino que passaram a rezar de joelhos na cartilha do Palácio dos Leões

 

ELES PODEM ESCAPAR DA FACA. Surgidos a partir do dinismo, Rubem Jr., Duarte Júnior, Bira e Robson estão  com Brandão

O governador Carlos Brandão (PSB) iniciou na sexta-feira, 4, o processo de demissão de gente ligada ao ex-governador Flávio Dino, como revelou em primeira mão este blog Marco Aurélio d’Eça no post “Brandão começa a demitir dinistas do governo…”.

Mas há ex-dinistas que devem escapar do rapa.

Trata-se de pessoas indicadas por deputados federais, estaduais e secretários que eram dinistas de quatro costados e se transformaram em “brandonistas desde criancinha”.

  • nessa lista estão os deputados federais Duarte Júnior (PSB) e Rubens Pereira Júnior (PT);
  • também figuram como “neobrandonistas” os secretários Rubens Pereira e Bira do Pidaré;
  • há especulações, a confirmar, de que o secretário Robson Paz já teria deixado o dinismo.

Por enquanto, segundo apurou este blog Marco Aurélio d’Eça, foram demitidas pessoas ligadas ao deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) e aos deputados estaduais Rodrigo Lago (PCdoB), Carlos Lula (PSB) e Júlio Mendonça (PCdoB), nas secretarias de Cidades, de Agricultura familiar e na Articulação Política.

Segundo revelou o blog Marrapá, o titular da Gasmar, Alan Kardec Barros, e o titular da Igualdade Racial, Gerson Pinheiro – ambos comunistas históricos – articulam em Brasília para permanecer nos cargos. (Leia aqui)

No Palácio dos Leões a ordem é clara: qualquer um indicado por aliados de Flávio Dino terá a “cabeça cortada” de cargos no governo.

O Diário Oficial deve trazer esses cortes ao longo da semana…

Jerry detona versão de Rubão para rompimento: “Tão absurda que se mostra inverossímil”…

Nova versão apresentada pelo secretário Rubens Pereira para o rompimento entre os brandonistas e os dinistas, segundo o deputado federal comunista, entra facilmente no rol das fake news

 

“MENAS VERDADE!” Márcio Jerry esteve em todas as reuniões para tratar de sucessão estadual, mas nunca ouviu falar na história de Rubens Pereira

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) reagiu com veemência neste sábado, 28, à nova versão apresentada pelo secretário de Articulação Política, Rubens Pereira, para justificar o rompimento entre o governador Carlos Brandão (PSB) e o vice-governador Felipe Camarão (PT).

  • na nova versão de Rubão, a crise se deu por que os dinistas não aceitaram o vice indicado para Camarão;
  • o secretário não citou nome do vice indicado, a quem ele foi indicado por Brandão, e quem vetou seu nome.

“A alegação do secretário Rubens Pereira para o rompimento do governador Carlos Brandão com seu vice, Felipe Camarão – e parte expressivíssima do grupo que o elegeu – é tão absurda que, de cara, se apresenta como inverossímil; como diz um amigo de Matões, é “menas verdade”; ou, na linguagem atual, é fake news”, revelou Jerry, em suas redes sociais.

Márcio Jerry é um dos principais interlocutores do chamado grupo dinista, presente em todas as reuniões para debater o tema sucessão estadual; ele desconhece reunião em que o assunto vice fora discutido.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já apurou que Rubens Pereira tem reafirmado a tal reunião e que, segundo ele, o encontro teria acontecido em sua casa.

Até agora, porém, nenhum representante – de dinistas ou brandonistas – confirma a tal pauta revelada por ele…

Debate sobre presença de Brandão transforma em ato político o casamento de Dino

Discussões sobre o convite ou não ao governador ganham os grupos de troca de mensagens e aumenta a expectativa em torno da festa, no sábado, 30, que pode significar a oficialização do desenlace entre os dois

 

DINISTAS DE UM LADO, BRANDONISTAS DE OUTRO. Presença de Brandão em casamento de Dino virou bolsa de apostas em todo o Brasil

Bem ao seu estilo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino vinha trabalhando nos bastidores para que o seu casamento com a companheira de 14 anos Daniela Lima fosse um evento discreto, em Petit Comité, no sábado, 30.

Mas o assunto vazou e ganhou os meios midiáticos por um detalhe político: não há informações sobre convite ou presença confirmada do governador Carlos Brandão (PSB).

  • desde a semana passada, blogs maranhenses apontam que Brandão não recebeu convite para a festa;
  • a partir desta segunda-feira, 25, o assunto ganhou também as manchetes de portais nacionais;
  • o destaque é o mesmo: Brandão não foi convidado, o que aponta para rompimento entre eles.

Não acredito que, caso o ministro o tenha convidado, o governador decida não ir; se não estiver na festa, é por que não recebeu convite”, disse a este blog Marco Aurélio d’Eça um aliado de quatro costados de Flávio Dino.

Convidar ou não para casamento virou critério político? Flávio Dino sempre foi reservado, vida pessoal bem reservada, mesmo quando governador. É um casamento, não um ato político; deixemos os noivos em paz”, disse outro dinista, este mais incomodado com o assunto.

Casamentos costumam ser atos meramente religiosos, familiares, sociais, no máximo; mas a história mostra que, vez por outra, transformam-se  em atos políticos de forte simbolismo:

  • em 1997, a então governadora Roseana Sarney casou-se pela segunda vez com Jorge Murad, tornando o cunhado, Ricardo Murad, inelegível. (Saiba aqui)
  • durante a ditadura, o casamento dos presos políticos Inês Etienne Romeu e Jarbas Silva Marques virou símbolo da luta contra o regime militar. (Leia aqui)
  • na Europa da Idade Média, o casamento entre nobres legitimava o poder e a autoridade dos governantes, pois envolvia união de territórios (Leia aqui)

O casamento era uma aliança política, forjada de acordo com interesses estratégicos do reino, fosse para selar acordos de paz ou agregar terras. Enquanto isso, as relações extraconjugais eram o refúgio para o prazer”, diz o escritor Sérgio Alberto Feldman, no livro “Amantes e Bastardos”, que analisa as relações conjugais e extraconjugais da alta nobreza portuguesa no século XIV.

É pouco provável que o agora ministro do STF tenha pensado em dar ao seu matrimônio qualquer tom de pompa ou demonstração de poder, mas as circunstâncias da época – e a sua própria importância política para o Maranhão – já transformaram o evento em um fato político de repercussão nacional.

E será o assunto principal da política antes, durante e depois da cerimônia…