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Edivaldo resiste à pressão e fica ainda maior no fim do mandato…

Com trabalho em toda a cidade, legados em todas as áreas da gestão e popularidade nunca antes vista em um final de mandato em São Luís, prefeito fortalece imagem política ao resistir à pressão de aliados do Palácio dos Leões por apoio a Duarte Júnior

 

Edivaldo tem a popularidade certificada diariamente pela população; e resiste ao assédio de Flávio Dino e aliados pelo apoio a Duarte Júnior

Editorial

O prefeito Edivaldo Júnior (PDT) vem recebendo uma pressão sem precedentes de agentes do Palácio dos Leões – incluindo o próprio governador Flávio Dino (PCdoB) – por um posicionamento público no segundo turno das eleições em São Luís.

Até esta terça-feira, 24, porém, tem resistido bravamente.

Consciente do seu papel político e da imagem de sua gestão, o prefeito optou por se preservar da disputa pela sua sucessão e se manteve neutro no primeiro turno, aguardando que um aliado dele ou do seu partido chegasse à disputa com Eduardo Braide (Podemos).

Isso não aconteceu.

Duarte Júnior (Republicanos) passou o primeiro turno inteiro atacando a gestão do prefeito; e mesmo neste segundo turno tem desdenhado de sua atuação ainda muito mais que o próprio Braide, adversário conhecido.  

Mesmo assim, Dino e aliados têm tentado cooptar o prefeito, inclusive com argumentos mentirosos.

Não é verdade, por exemplo, que Flávio Dino tenha enfrentado o próprio grupo para eleger Edivaldo em 2012 e reelegê-lo em 2016. Pelo contrário, se dependesse do comunista, ele não seria o escolhido em 2012 e abriria mão da disputa em 2016.

Essa história foi contada em diversas ocasiões no blog Marco Aurélio D’Eça ao longo dos últimos oito anos. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)

Edivaldo se manteve neutro entre o governador Flávio Dino e o senador Weverton Rocha no primeiro turno das eleições

Edivaldo chegou à prefeitura graças à força do PDT e ao hoje senador Weverton Rocha, quando Dino e o PCdoB tinham clara preferência por Tadeu Palácio (então no PP).

Em 2016, Flávio Dino e o Palácio dos Leões chegaram a dar Edivaldo como morto, pregando a substituição dele por Bira do Pindaré (PSB); o prefeito só conseguiu manter a candidatura – e se reeleger em segundo turno – graças ao senador pedetista e seu partido, que arregaçaram as mangas em seu favor.

Edivaldo Júnior chega ao final do mandato como um dos prefeitos mais populares da história de São Luís; natural que todos queiram tirar proveito de sua força, inclusive Flávio Dino, preocupado com uma derrota acachapante em plena capital do seu estado.

O prefeito, porém, sabe do tamanho do seu legado e da força popular que terá nos futuros embates eleitorais, inclusive o de 2022. 

Seria tolice, portanto, queimar-se em uma eleição praticamente já definida.

E por um candidato que sequer reconhece o seu trabalho…

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Coerente, César Pires atua no apoio e na articulação por Braide

Único deputado estadual a estar com o candidato do Podemos no primeiro turno, parlamentar ganhou importância na campanha também no segundo turno, com a forte movimentação em busca de apoios políticos e populares

 

 

César Pires com Braide já no segundo turno; agora mais forte, após vitórias importantes no primeiro turno

O deputado estadual César Pires (PV) foi o único representante da Assembleia Legislativa a declarar apoio ao candidato Eduardo Braide (Podemos) no primeiro turno das eleições em São Luís.

Coerente em sua trajetória, Pires atuou fortemente na articulação de apoios a Braide.

– Estou muito feliz e honrado em contar com o apoio do deputado César Pires e de todo o time do PV. Estamos juntos e vamos seguir firmes para a vitória – reconheceu Eduardo Braide, no encontro com os dirigentes e candidatos a vereadores do Partido Verde em São Luís, realizado em outubro.

Ativo parlamentar da oposição, César Pires defendeu, desde a pré-campanha, que os partidos deste campo – MDB, PV e PSD – se mantivessem alinhados contra o projeto de poder do governador Flávio Dino (PCdoB), tendo como opções as candidaturas de Eduardo Braide, Adriano Sarney (PV) e Wellington do Curso (PSDB).

E cobrou publicamente coerência da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) para se manter neste alinhamento.

A princípio fechado com a candidatura do seu partido, Pires buscou apoios a Braide assim que Adriano Sarney desistiu da disputa, o que ocorreu também com Wellington do Curso.

Com Braide, César Pires protagonizou o primeiro grande ato de apoio no primeiro turno, levando os candidatos a vereador pelo PV

Com Braide, o deputado PV protagonizou o primeiro grande ato partidário de adesão ao candidato do Podemos, ainda no primeiro turno.

E se manteve na busca por apoios a cada estágio da campanha, mesmo tendo que dividir as atenções em São Luís com as suas bases no interior maranhense.

Já no segundo turno, César Pires manteve a busca por fortalecimento da candidatura de Braide – no enfrentamento direto ao governador Flávio Dino – e buscou conversas com ex-candidatos.

Esse papel resultou também no apoio de Wellington.

Na reta final da campanha, o deputado estadual continua ativo em busca de novas alianças com Braide, que consolidem o favoritismo do candidato.

E repercutam diretamente no resultado do pleito, tanto do ponto de vista político quanto eleitoral…

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Braide soma quase 100 mil votos com alianças no 2º turno…

Levando em consideração o número de votantes no primeiro turno e a pesquisa do Ibope divulgada na sexta-feira, 20, candidato do Podemos salta de 193.518 votos no primeiro turno para 287.656 votos, consolidando favoritismo

 

Alianças como a de Neto Evangelista somaram a Braide quase 100 mil votos, suficientes para manter a dianteira sobre Duarte Júnior

Líder absoluto no primeiro turno das eleições de São Luís, com 37,81% dos votos, o candidato do Podemos, Eduardo Braide, saltou quase 17 pontos percentuais no primeiro turno com as novas alianças no segundo turno.

Levando em consideração o total de eleitores votantes no primeiro turno (553.499), ele passaria de 193.578 votos no primeiro turno para 287.656 votos no segundo turno; são mais de 94 mil votos em uma semana.

Braide conseguiu apoios importantes, sobretudo de ex-candidatos a prefeito, como Neto Evangelista (DEM), que se engajou diretamente em sua campanha, e Dr. Yglésio (sem partido).

Neto alcançou sozinho 83.138 votos no primeiro turno, ficando na terceira posição;  Yglésio somou 9.816 votos.

Além da aliança com os candidatos a prefeito, Eduardo Braide ganhou apoio também de importantes vereadores, como o presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT), mais votado em São Luís, com 7.447 sufrágios.

Aplicando-se a mesma estimativa para Duarte Júnior, encontra-se o candidato do Republicanos com 245.246 votos no segundo turno, levando em conta os números do Ibope e o total de votantes no primeiro turno.

É um crescimento expressivo, mas insuficiente para superar o total de votos de Braide, que, por esta estimativa, venceria a eleição de domingo.

Importante, portanto, a política de alianças construída pelo candidato do Podemos no segundo turno de 2020

O que não havia ocorrido em 2016….

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Debates recomeçam nesta terça-feira…

Faltando seis dias para o segundo turno, Eduardo Braide e Duarte júnior vão se enfrentar ao longo da semana em programas a serem exibidos, respectivamente, pela TV Guará, TV Band e TV Mirante

 

Eduardo Braide e Duarte Júnior estarão frente à frente em debates sucessivos ao longo da semana

Os candidatos Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos) terão três de confrontos olho-no-olho nesta semana que antecede o segundo turno das eleições de São Luís.

Nesta terça-feira, 24, eles vão participar do debate na TV Guará, marcado para as 21 horas.

No dia seguinte, também às 21h, os dois voltam a se enfrentar na TV Band.

E o encerramento da temporada de debates se dará na sexta-feria, 27, com o debate da TV Mirante,

Os programas podem influenciar diretamente no resultado do pleito, que tende a se acirrar ao longo da semana.

Todos os programas serão transmitidos ao vivo para todo o estado…

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A ameaça de Flávio Dino e aliados ao povo de São Luís

Governador, ex-candidatos, parlamentares, secretários de governo e jornalistas ligados ao Palácio dos Leões tentam diariamente chantagear lideranças e eleitores a votar no candidato Duarte Júnior, sob pena de sofrer represálias

 

Dino tem usado todas as formas de ameaças – abertas e veladas – para tentar constranger o eleitor a votar em seu candidato em São Luís

As hostes do governador Flávio Dino (PCdoB) ultrapassaram todos os limites da democracia neste segundo turno em que o comunista decidiu apoiar o candidato Duarte Júnior (Republicanos).

Desde a declaração de apoio de Dino, ainda no domingo, 15, ele próprio, seus auxiliares, seus aliados e até jornalistas vinculados ao Palácio dos Leões passam o dia com ameaças aos que se decidiram por Eduardo Braide (PDT).

Primeiro foram os secretários Felipe Camarão (Educação) e Rodrigo Lago (Comunicação), que ameaçaram mandar pro inferno e tentaram colar em Braide a imagem de bolsonarista que o próprio Duarte assumiu em discurso.

Em seguida, o ex-candidato Rubens Júnior (PCdoB) ameaçou os eleitores de São Luís, dizendo que, sem Duarte, Dino não iria mais apoiar as ações da prefeitura na capital maranhense.

A atitude dos dinistas gerou reação até de aliados do próprio governo.

– Quer dizer que o governo pode abrigar na sua base toda espécie de fauna e flora da extrema-direita bolsonarista, mas ninguém tem o direito de ousar pensar diferente do chefe? – questionou o ex-secretário de Esportes Márcio Jardim.

Nesta segunda-feira, 23, a chantagem começou em blogs ligados ao Palácio, que replicaram ameaças abertas de demissões de auxiliares do governo que não declararam voto em Duarte Júnior.

A informação publicada nestes blogs dinistas servem, inclusive, de prova de uso da máquina em favor do candidato do Palácio dos Leões. (Veja aqui e aqui)

Mas mostra também até que ponto está disposto a ir Flávio Dino para manter, a qualquer custo, o poder político  em São Luís.

Numa grave ameaça às liberdades democráticas…

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Maior corrente do PT, CNB declara apoio a Braide…

Ala petista declara em nota que o candidato do Podemos tem votado alinhado à esquerda na Câmara Federal; Por outro lado, Duarte Jr. declarou-se publicamente candidato do partido de Bolsonaro

 

A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior do PT,  declarou nesta sexta-feira, 20, apoio público à candidatura de Eduardo Braide (Podemos).

Em nota, a CNB ressalta que Duarte Junior oferendei o candidato Rubens Jr, representante da esquerda, e se declarou publicamente do partido de Bolsonaro.

A corrente CNB é a mesma do ex-presidente Lula; e é a maior do PT em todo o Brasil.

Abaixo a nota:

*RESOLUÇÃO DA CNB-MA SOBRE O SEGUNDO TURNO EM SÃO LUÍS*

O segundo turno das eleições de São Luís exige das forças do campo democrático e popular uma profunda reflexão acerca da conjuntura que se desenhou no pleito da capital.

Finalizado o primeiro turno em 15 de novembro, têm-se na disputa eleitoral do segundo turno dois candidatos que integram partidos da base aliada do governo federal: Eduardo Braide e Duarte Júnior.
Braide é do Podemos e Duarte é do Republicanos. Ambos os partidos não possuem alinhamento ideológico com o PT ou com o campo democrático-popular.

Ao analisar meticulosamente quem apoiar neste segundo turno, o PT e as demais forças de esquerda devem considerar que não se trata de uma opção meramente ideológica, posto que ambos os candidatos não possuem afinidade política com o campo democrático-popular.

O candidato Duarte Júnior, que abandonou as fileiras do PCdoB para se filiar ao partido dos filhos de Bolsonaro (Republicanos), já fez declaração pública – como se fosse motivo de orgulho – de que integra o partido da base aliada de Jair Bolsonaro, usando tal discurso como meio de conquistar apoio político e votos. Outrossim, o candidato Duarte desferiu recentemente ataques ao então candidato do PCdoB à prefeitura, Rubens, e à militância do partido, fazendo insinuações pejorativas e referendando uma posição antipartidária de negação da política.

É importante destacar também que o candidato Eduardo Braide tem adotado uma posição independente na Câmara dos Deputados, tendo votado contrariamente à orientação do governo Bolsonaro em temas importantes como a Reforma da Previdência, o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, MP da flexibilização das regras trabalhistas durante a pandemia e o Novo FUNDEB, matérias em que Eduardo Braide se posicionou da mesma forma que a bancada do PT.

A análise sobre o segundo turno deve ser político-eleitoral, com o fito de buscar concretizar um modelo de gestão que seja capaz de desenvolver São Luís e garantir melhorias para a nossa população, sobretudo a mais pobre.

No que se refere à política de alianças, o Podemos em Recife já declarou apoio à candidata Marília Arraes, do PT, no segundo turno, o que reforça a tese de que esse novo momento eleitoral reúne forças e projetos opostos em torno de uma causa maior, que é o desenvolvimento e o bem-estar das cidades e do seu povo.

É legítimo que o PT, seus militantes e lideranças, ou qualquer partido progressista, façam a opção política de apoiar qualquer dos candidatos a prefeito de São Luís, visto que não se trata de uma disputa com a presença de figuras que representam o campo popular e democrático que a esquerda integra.

Cumpre destacar, desde já, o compromisso da CNB – Maranhão com o Governador do Estado, e o projeto que ele representa para a esquerda brasileira, motivo pelo qual ressaltamos o nosso total apoio ao futuro candidato de Flávio Dino ao governo do Maranhão, por entender que é preciso dar continuidade ao ciclo de avanços e conquistas que transformaram a vida do povo maranhense e garantiram mais dignidade aos mais pobres através do Governo Dino.

Diante deste cenário, a CNB Maranhão DECIDE declarar apoio ao candidato Eduardo Braide (Podemos) neste segundo turno, por acreditar que ele é o mais preparado para gerir São Luís e garantir melhores condições de vida para a população, e, principalmente, por ter assumido o compromisso de efetivar políticas que dialogam diretamente com o modo petista de governar, tendo como princípios basilares a luta contra as desigualdades e a defesa da justiça social.

São Luís, 20 de novembro de 2020.

CNB – Maranhão
Coordenação

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Braide vence Duarte, aponta Ibope

Candidato do Podemos supera o adversário do governo Flávio Dino com diferença de oito pontos percentuais

 

Eduardo Braide mantém liderança na disputa pela Prefeitura de São Luís

O deputado federal Eduardo Braide (Podemos) será eleito prefeito de São Luís no próximo dia 29.

É o que aponta pesquisa Ibope divulgada na noite desta sexta-feira, 20, pelo JM-TV2, da TV Mirante.

Faltando uma semana para o pleito, Braide tem 54% e Duarte Jr. 46%.

O índice de votos nulos e brancos somam 9%.

A pesquisa Ibope consolida abria-se na liderança, mesmo depois de o governador Flávio Dino (PCdoB) assumir diretamente a campanha de Duarte.

Uma nova pesquisa Ibope deve ser divulgada antes do debate de quinta-feira, 26.

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Flávio Dino e seus garotos são patéticos…

Cercado de jovens candidatos a capitão do mato – dispostos a perseguir quem não seguir o chefe – governador parece não se dar conta de que seus dias seguem para o fim, momento em que precisaria provar que é um líder de verdade

 

Rubens Júnior ameaça perseguir aliados que não querem apoiar Duarte, o primeiro a persegui-los, inclusive o próprio Rubens

Por Roberto Kenard

Ao declarar apoio à candidatura de Duarte Júnior, o candidato pífio do governador, Rubens Júnior, ameaçou: quem for apoiar Eduardo Braide passará a ser adversário do governador Flávio Dino.

Esses garotos inexperientes e candidatos a coronéis do mato precisam levar umas palmadas e dormir debaixo da rede de quem entende de política. Então, vamos lá, dar uma aulinha de política para eles.

Flávio Dino tem só mais ano e meio de governo. Como não terá a reeleição pela frente, irá se desincompatibilizar para concorrer ao Senado ou para se aventurar na disputa de vice-presidente.

Ou seja, a disputa pelo governo do Maranhão em 2022 não passa por suas mãos.

A partir de 2022 ele dependerá do vice tornado governador, Carlos Brandão. Fazer chantagem ou perseguir aliados será, assim, mais um tiro no próprio pé.

Por que aliados decidiram apoiar Eduardo Braide sem medo?

É o primeiro sinal de que o governador começa a perder importância.

Por não poder mais se reeleger, quem ganha musculatura e importância são os aliados. Tratá-los mal é burrice.

Quem acha que se rebaixando irá ser escolhido como candidato a governador não sabe absolutamente nada de política.

Flávio Dino mostra-se, mais uma vez, pequeno demais para o papel de líder.

Logo, logo a realidade baterá à sua porta com a notícia indigesta: – Você não é líder, é só um governador.

E vai passar ao fim do mandato como todos os que foram insignificantes.

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Wellington vai com Braide, PT vai com Braide… todos vão com Braide

Candidato do Podemos no segundo turno das eleições em São Luís ganha apoios em massa que podem se transformar em uma onda capaz de impor dura derrota ao grupo do governador Flávio Dino e seu candidato, Duarte Júnior

 

Wellington do Curso superou as divergências criadas no primeiro turno e declarou apoio a Eduardo Braide num movimento que pode virar onda

Ensaio

O deputado federal Eduardo Braide (Podemos) conseguiu um fato histórico no segundo turno das eleições em São Luís: ele reúne em torno de si apoio sem precedentes na política maranhense.

Candidato da oposição ao governo Flávio Dino (PCdoB), Braide reúne apoios que vão de ex-sarneysistas à oposição de direita, passando por representantes da esquerda e até de membros do PCdoB.

A performance do candidato de oposição nunca foi vista na história maranhense, nem mesmo nos momentos mais críticos dos estertores do sarneysismo.

Quem acompanhou a vitória de Jackson Lago (PDT) sobre Roseana Sarney (MDB) em 2006 viu uma mobilização política que envolveu todos os setores da sociedade.

Mas nem naquele tempo, o adversário do sarneysimo conseguiu arrastar para si tantos representantes do sarneysismo, que se mantiveram ao lado da en~tão, tornando difícil a disputa em segundo turno.

Nesta disputa de São Luís, Braide parece angariar mais apoios á medida que o Pala´cio dos Leões falam contra ele, numa espécie de catarse coletiva contra as amarras governamentais, iniciada com o grito de independência do deputado Dr. Yglésio Moyses (sem partido).

Militância do PT anuncia ato público de apoio a Braide no comitê do Calhau, em mais um racha na base do governo Flávio Dino

O candidato do Podemos deve arrastar para seus eventos de campanha não apenas seus aliados de primeira hora, como PSDB, PSD, PSC e PMN, mas também ícones do sarneysismo, do bolsonarismo, do pedetismo, do lulismo e do próprio dinismo, incomodados com o rugido ameaçador do Palácio dos Leões.

É um fenômeno que marca as eleições de 2020 na capital maranhense.

E pode ter significativa influência nas eleições de 2022…

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De como Flávio Dino afundou a campanha de Duarte Júnior no 2º turno

Ao impor apoio centralizado de todos os auxiliares e aliados ao deputado do Republicanos, governador comunista tirou a imagem de independência e outsider que o candidato construiu e nem deu o volume necessário para superar o adversário Eduardo Braide

 

ABRAÇO DE AFOGADOS. Apoio de Dino a Duarte tirou do candidato a imagem de independência, mas não deu o volume de alianças que fortaleceriam sua candidatura

O apoio intempestivo do governador Flávio Dino (PCdoB) ao candidato do Republicanos Duarte Júnior pode entrar para a galeria histórica dos erros políticos maranhenses.

Com seu gesto apressado e impositivo – que levou auxiliares e aliados dependentes a fazer declaração em massa em favor do desafeto – Dino não apenas tirou de Duarte a imagem de independência, como também afastou alianças que poderiam dar maior volume de campanha no segundo turno.

Enquanto Eduardo Braide (Podemos) reúne em torno de si ex-candidatos de peso, como Neto Evangelista (DEM), Dr. Yglésio (PDT), Carlos Madeira (SDD) e Wellingtonn do Curso (PSDB) – além de partidos que vão do PDT ao MDB; do DEM ao PT, passando , inclusive, pelo PCdoB – Duarte restringe-se aos que são tutelados pelo próprio Dino.

Além do fracasso na articulação política, Flávio Dino atraiu para si os holofotes da imprensa nacional, que começou a questionar como um pretenso presidenciável não consegue, sequer, liderar a própria base em um projeto único.

O resultado é um Duarte totalmente amarrado aos interesses do Palácio dos Leões, sem poder de mobilização e dependente de gente que ele passou os últimos anos a humilhar e ridicularizar.

Assim como o blog Marco Aurélio D’Eça antecipou ainda no meses de setembro e outubro, Duarte se transformou, portanto, no adversário que Eduardo Braide sempre sonhou. (Entenda aqui e aqui)

Naquilo que pode se chamar de barbada…