4

Professores começam a se manifestar contra Edivaldo e Flávio Dino…

Governador comunista impôs como vice do prefeito o presidente do sindicato da categoria, Júlio Pinheiro, o que só aumentou a antipatia dos profissionais de Educação, que reagem à tentativa de mordaça

 

Cartaz desanca a dupla Edivaldo/Flávio Dino

Cartaz desanca a dupla Edivaldo/Flávio Dino

Tanto o governo  Flávio Dino (PCdoB) quanto – e principalmente – a gestão Edivaldo Júnior (PDT) passaram os últimos anos em conflito com os professores.

No estado, Flávio Dino contava com  a benevolência do chefe do Sindicato, o professor Júlio Pinheiro, filiado ao próprio partido do governador, para sufocar levantes contra o arrocho promovido pelo governo comunista.

Na gestão de Edivaldo foram greves e vários semestres sem aula, nos últimos quatro anos.

E Júlio Pinheiro acabou vice de Edivaldo Júnior, numa articulação que revoltou ainda mais os professores, que sentiram-se traídos pela liderança da categoria.

A reação já começou, a exemplo deste cartaz que ilustra este post, já espalhado por São Luís.

– Senhores, que papelão! Prometeram a mudança, mas seus governos atacam os direito dos professores e a Educação – afirma o panfleto, que traz como imagem o governador em posição de proteção ao seu candidato a prefeito.

E o vice de Edivaldo, Júlio Pinheiro, mantém-se calado quanto às questões educacionais.

2

Após denúncia de privilégios, Sindsalem recua e aceita proposta da Assembleia…

Associados não gostaram de saber que o presidente da entidade, Luiz Noleto, havia tirado licença-prêmio para não sofrer descontos de faltas durante a greve, e exigiram um acordo; servidores vão ganhar 5% de reajuste

 

Noleto e seus associados; eles podiam sofrer faltas, ele não...

Noleto e seus associados; eles podiam sofrer faltas, ele não…

Bastou que os privilégios da direção do Sindicato de Servidores da Assembleia Legislativa viessem à tona para a categoria encontrar uma forma de fechar acordo com a direção da Assembleia legislativa.

A entidade anunciou nesta quinta-feira, 19, o fim da greve, que já durava meses, aceitando proposta de 5% de reajuste mais aumento do tíquet-alimentação.

Nos últimos dias, os servidores da Assembleia descobriram, entre outras coisas, que o presidente do Sindsalem, Luiz Noleto Chaves,  havia tirado licença prêmio, exatamente no período da greve, para escapar de eventuais descontos por faltas, enquanto os demais servidores ficavam sujeitos às punições.

O deputado Eduardo Braide (PMN) intermediou o acordo com a direção da casa, ao procurar diretores insatisfeitos com o rumos que o movimento estava tomando – inclusive com ameaça de demissão dos não-efetivos.

Com o acordo desta quinta-feira, o Sindsalem manterá a sua sala nas dependências da Assembleia, mas os diretores eventualmente punidos por faltar ao trabalho continuarão com as punições.

Ao final das contas, prevaleceu o bom senso das duas partes na celebração do acordo.

E a partir de agora a categoria definirá o futuro de seu presidente.

Cujos privilégios foram expostos publicamente…

9

Disputa sindical ameaça ano letivo de estudantes de São Luís…

Por conta da eleição pelo comando da entidade representativa dos professores, grupos rivais tentam agradar a categoria com promessas de reajustes acima do proposto pela Prefeitura de São Luís, que é de 10,67%

 

Edivaldo, em mais um anúncio de benefícios para os professores de São Luís

Edivaldo, em mais um anúncio de benefícios para os professores de São Luís

 

A disputa pelo comando do Sindicato dos Professores de São Luís entre a atual presidente Elisabeth Castelo Branco e seu principal adversário, Antonísio Furtado, ligado ao PSTU, deve deixar os cerca de 90 mil alunos da rede de municipal de ensino sem aula.

Tanto a diretoria comandada pela presidente Elisabeth Castelo Branco quanto o grupo adversário, liderado por Antonísio Furtado, não aceitam a proposta de reajuste de 10,67% de aumento salarial feito pela Prefeitura de São Luís.

E aprovaram nesta quarta-feira, 19, um indicativo de greve da categoria.

Por conta da eleição municipal e da disputa eleitoral no SindEducação, os dirigentes sindicais e o grupo de oposição querem um aumento de 11,36% ou farão greve nas escolas da rede municipal.

A intransigência do SindEducação pode causar um prejuízo enorme para os cerca de 90 mil alunos da rede municipal e suas famílias.

Somente na gestão de Edivaldo Júnior (PDT), o aumento salarial oferecido aos professores já soma 28,43%.

Foram 9,5% em 2013, 5,9% em 2014 e 13,67% em 2015.

O acumulado dos últimos três anos é superior tanto ao reajuste do salário mínimo quanto à inflação registrada no período.

4

Sindicato tem “fantasmas” da Assembleia em sua direção…

Entidade que congrega os efetivos da Casa mantém em seus quadros 32 diretores que não trabalham – mesmo sendo apenas “estáveis” – contrariando a lei sindical; eles também deverão ser alcançados pelo “pente fino” nos que não dão expediente

 

Noleto, do Sindsalem, o "caça-fantasma... menos os "camaradas"

Noleto, do Sindsalem, o “caça-fantasma”… menos os “camaradas”

Nenhum dos 32 diretores do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa dá expediente regular na Casa, mantendo-se integralmente à disposição da entidade.

De acordo com a lei “é assegurado ao servidor no direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação, federação, associação de classe ou sindicato representativo da categoria.”

Ainda de acordo com a lei, o sindicato pode ter 1 servidor  em sua diretoria a cada 500 associados, até o limite de três servidores cedidos para entidades com mais de mil associados.

Detalhe: no período de cessão, o ônus do pagamento deve ser da própria entidade.

De acordo com informações da diretoria de Recursos Humanos da Assembleia, o Sindsalem mantém recursos jurídicos para garantir o pagamento dos diretores que não dão expediente na Casa.

O presidente da entidade, Luiz Noleto, por exemplo, recebe mais de R$ 8,5 mil, mais bônus alimentação, como consultor de Economia.

Mas trabalha apenas no sindicato há pelo menos 10 anos.

Pela lei, para garantir os 32 diretores à disposição de suas atividades –  e com salários pagos pelo próprio sindicato – o Sindisalem teria que ter mais de 15 mil associados.

Mas Assembleia só tem 374 servidores com direito a sindicalização. E a maioria nem é efetiva, e pode, inclusive, ser demitida, por pressão do próprio Sindsalem.

Desde o início do ano, o Sindsalen tem feito campanha contra supostos funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa.

Poderia começar a exorcizar os que estão dentro de sua própria sede…