Braide segue “cantando vitória” com desprezo à classe política

Ignorando estrategicamente a disputa presidencial e apresentando-se como degustador de pratos típicos no interior, ex-prefeito tenta vender também a imagem de “palmatória do mundo”

 

DEVORADOR DE PRATOS TÍPICOS E PALMATÓRIA DO MUNDO; egocêntrico, Braide segue pelo interior sem apoio da classe política

Opinião

O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) segue percorrendo o estado – como pré-candidato a governador – sem declarar preferências na disputa nacional, em uma suposta neutralidade.  Braide vem optando pela tática eleitoral de parecer um bom degustador de pratos típicos nos municípios e por se apresentar como a palmatória do mundo, ou melhor, do Maranhão.

  • em Formosa da Serra Negra fez críticas às estradas federais, atacando o governo Lula;
  • e ameaçou também o governador Carlos Brandão (sem partido) como se eleito já estivesse.

“Então fica um recado a você, governador: se você não entregar esse asfalto novo, quem vai entregar sou eu”, afirmou, soberbo.

A voz metálica, com arroubos de grandeza e autoelogios, tem reforçado a marca pessoal de Braide, que administrou a capital maranhense mantendo relação conflituosa com os vereadores e ignorando instituições como o Ministério Público. Essa falta de informações sobre repasses financeiros resultou, por exemplo na crise do transporte público da capital.

O estilo egocêntrico, personalista e autosuficiente do ex-prefeito já foi apontado neste blog Marco Aurélio d’Eça, na postagem “Adversários já exploram ‘temor que a classe política tem de Braide'”.  

“O ex-prefeito de São Luís não consegue atrair prefeitos, deputados federais, estaduais e vereadores por que demonstra absoluto desprezo por eles. O que se vê no interior é o temor de que Braide repita no governo o que fez na prefeitura, isolando partidos, vereadores e a classe política como um todo”, afirmou o texto, publicado em 25 de abril.

  • a falta de diálogo da gestão Braide na Prefeitura de São Luís refletiu um estilo personalista, com ironia sempre afiada, na ponta da língua;
  • não à toa ele não tem apoio da maioria dos prefeitos municipais e é presença sempre desacompanhada de lideranças políticas nos eventos.

Há quem compare os discursos e os movimentos políticos do pré-candidato, à campanha do ex-governador Flávio Dino ao governo, em 2014 e 2018.

Mas até Dino se rendeu ao apoio de personagens como Dedé Macedo, por exemplo; Braide diz não precisar.

E se Dino era apelidado de “professor de Deus”, com se poderia descrever o ex-prefeito?!?

Adversários já exploram “temor que a classe política tem” de Braide…

Estilo imperialista, soberbo e de desprezo do ex-prefeito de São Luís vira trunfo de Orleans Brandão e Lahésio Bonfim com prefeitos no interior

 

ORLEANS VAI REUNIR A CLASSE POLÍTICA E A POPULAÇÃO DA REGIÃON TOCANINA neste sábado, em Imperatriz

Análise da Notícia

A reunião de praticamente todos os prefeitos da região tocantina neste sábado, 25, será um forte contraponto do ex-secretário Orleans Brandão (MDB) à passagem do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) por Imperatriz. 

  • prefeitos e vereadores temem um governo Braide por causa do desprezo que ele demonstra pela classe política;
  • e não apenas Orleans, mas também o candidato do Novo, Lahésio Bonfim, utilizam este temor em favor próprio.

No lançamento de sua candidatura em Imperatriz, Orleans espera reunir todos os prefeitos da região tocantina, coisa que Braide não conseguiu durante sua passagem para anunciar a vice, outro ponto de fragilidade da sua candidatura.

O ex-prefeito de São Luís não consegue atrair prefeitos, deputados federais, estaduais e vereadores por que demonstra absoluto desprezo por eles.

O que se vê no interior é o temor de que Braide repita no governo o que fez na prefeitura, isolando partidos, vereadores e a classe política como um todo.

  • apenas políticos desgarrados, sem mais espaços de poder em nenhum grupo, se juntam ao candidato do PSD;
  • é assim em Imperatriz, com Ricardo Seidel, em Timon, com Luciano Leitoa, e em Caxias, com o deputado Paulo Marinho Jr.

É natural que eles estejam com Braide por que, em suas cidades, todas as demais forças políticas fecham com Orleans, isolando-os politicamente.

Isolados, eles tendem a buscar alternativas.

Mas são as forças políticas com poder eleitoral, neste momento, que fazem a diferença contra ou a favor de um candidato nos municípios neste momento.

E essa influência será significativa ao final da campanha…

Mídia quatrocentona começa a se indispor com Flávio Dino…

Jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, revista Veja e emissoras como Jovem Pan e CNN começam a ver o ministro da Justiça como mero exibicionista, um “animador de auditório”. Ainda protegido por uma leniente Rede Globo, ele responde com ironias e deboches, ignorando os alertas que este blog Marco Aurélio d’Eça faz desde o início do governo Lula; e caminha para o cadafalso sempre aberto aos que ousam contrariar o teatro montado pelos que se acham donos do poder no Brasil

 

Visto pelo Estadão como “animador de auditório”, Flávio Dino começa a sentir os dissabores de contrariar a mídia quatrocentona

Editorial

Dois dos três mais influentes jornais do Brasil viveram esta semana experiências críticas em relação ao ministro da Justiça Flávio Dino (PSB).

Na quarta-feira, 16, a Folha de S. Paulo divulgou suposta irritação de Lula com Flávio Dino por causa de operações da Polícia Federal, intriga desfeita pelo próprio Lula (Entenda aqui).

Já nesta quinta-feira, 17, editorial de O Estado de S. Paulo critica duramente o ex-comunista e o chama de “animador de auditório” classificando suas ações como fora do contexto de um responsável por pasta tão importante. (Leia aqui)

À matéria da Folha, Dino respondeu com deboche; sobre o editorial ainda não se manifestou.

De qualquer forma, os dois textos mostram uma espécie de fim da lua-de-mel que a chamada mídia quatrocentona mantém com o ministro da Justiça desde o início do governo Lula (PT).

E isso é ruim para o político maranhense; são sinais que sempre precedem a queda dos que resolvem contrariar aqueles que se acham donos do poder no Brasil.

A Folha, o Estadão, o jornal o Globo, a revista Veja e a Rede Globo vivem historicamente a certeza de que têm poder para botar e tirar qualquer líder político no Brasil; e é a partir desta certeza que esses veículos constroem suas realidades, auxiliados por outros com menor poder de fogo. 

O blog Marco Aurélio d’Eça tem alertado desde janeiro que Flávio Dino extrapola na sua postura à frente da Justiça, o que pode causar-lhe embaraços – como já causou – e até torná-lo alvo dos donos do poder.

O primeiro alerta veio ainda em janeiro, com o post “Dino tenta ofuscar o brilho de Lula e quebra a Primeira Lei do Poder…”; a este post seguiram-se outros, sempre alertando sobre o risco da postura de Dino. (Releia aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui)

Antes de Folha e Estadão, a revista Veja já havia exposto a inconveniência de Dino; e o mesmo Estadão publicou outro editorial contra o ministro, tudo exposto por Marco Aurélio d’Eça no post “Mídia nacional só agora vê em Dino o que este blog vê desde janeiro…”.

Flávio Dino é um político extremamente preparado, altamente culto e até erudito, mas carece de inteligência emocional; é irascível e reativo, capaz de perseguir nas ruas transeunte que o provoque.

É claro que todo brasileiro precisa se posicionar contra a hegemonia que a mídia quatrocentona tenta impor ao Brasil; mas brasileiros como Flávio Dino, que estão no topo do poder, precisa, mas que todos, saber jogar este jogo.

Por que são movimentos como os desta semana que sempre precedem a queda.

Sobretudo quando a resposta é a soberba…

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Flávio Dino: aparentemente soberbo…

Por Robert Lobato

Ao contrário do que diz o ex-deputado Freitas Diniz, eu nunca achei Flávio Dino um “impostor”, pelo contrário, o comunista tem trajetória pessoal, profissional e mesmo política (movimento estudantil) que merece reconhecimento.

Acho apenas que o “juiz” é sabido demais.

Entretanto, para quem entrou efetivamente na política há pouco mais de cinco anos, Dino precisa aprender mais um pouco sobre o jogo político, caso contrário pode passar para a história tão somente como uma “lenda” da política maranhense.

Aparentemente soberbo, o ex-deputado joga errado ao achar que todos devem aguardar o seu humor ou sua boa vontade para decidir se irá ser candidato a prefeito, governador, deputado federal, senador, presidente da República ou seja lá o que for.

Essa postura, que lhe valeu alcunha de “professor de Deus”, já desagrada meio mundo da combalida e complica oposição maranhense.

São muitas as queixas de lideranças importantes da oposição sobre a postura do presidente da Embratur.

Mas, aparentemente soberbo, Flávio Dino parece não se importar com isso, pois parece acreditar que o futuro do Maranhão, quiçá da humanidade, depende dele. Continue lendo aqui…