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Lançamento de candidatura do PT ao Senado enfraquece Flávio Dino

Sendo ou não mais um balão-de-ensaio, apresentação do nome do sociólogo Paulo Romão à vaga única de 2022 mostra que os partidos da base aliada já não se preocupam com a posição do governador comunista, enfraquecido após derrota nas urnas

 

Negro, Jovem e gay, Paulo Romão quer ser a aposta moderna do PT ao tradicionalismo padronizado que seria a candidatura de Flávio Dino após deixar o governo

Desgastado politicamente após a derrota nas urnas de São Luís – e acompanhando como mero observador a uma guerra na base pela sua sucessão – o governador Flávio Dino (PCdoB) parece ter perdido a admiração dos aliados políticos.

A pré-candidatura do sociólogo petista Paulo Romão ao Senado pelo PT mostra que Dino perde mesmo importância política à medida que se aproxima o fim do seu mandato.

Desde o início do segundo mandato, Dino vem tentando entrar no debate presidencial, usando como trunfo a unidade de sua base e a liderança de um grupo homogêneo – mesmo agrupando diversas tendências políticas.

A candidatura de um petista ao Senado – sem levar em conta que o próprio Dino pode ser um pretendente à vaga – é mais uma mostra do tamanho que a base tem hoje do comunista.

Dino já havia sentido a solidão do fim de mandato ao tentar enquadrar a base em prol da candidatura de Duarte Júnior (Republicanos), provocando movimento totalmente inverso.

Mas não é de hoje que outros líderes dinistas sonham com o Senado, sem levar em conta a posição do governador; o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), por exemplo, já anunciou ser candidato majoritário, em qualquer circunstância. (Relembre aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui)

A apresentação do petista Paulo Romão agora, só acentua a desimportância do governador comunista…

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Haroldo Sabóia aponta Flávio Dino candidato a federal

Ex-deputado federal analisa que o resultado das eleições municipais fortaleceu o projeto do senador Weverton Rocha, mas garantiu certa ampliação do vice-governador Carlos Brandão, “que imagina poder enfrentar Weverton sentado na cadeira dos Leões com a caneta dos convênios na mão”

 

Haroldo Sabóia acha que Flávio Dino vai deixar “triste legado” no Maranhão

O ex-deputado federal Haroldo Sabóia ampliou os efeitos da derrota do governador Flávio Dino (PCdoB) para além de 2020; Para Sabóia, a vitória de Eduardo Braide (Poddemos) pode levar o comunista a repensar sua candidatura ao Senado e optar por uma vaga de deputado federal.

– A disputa pelo governo do Estado em 2022, entre o Senador Weverton Rocha (PDT) e o vice governador Carlos Brandão (Republicanos), além de provocar uma grave fissura na base de apoio do governador Flávio Dino pode levá-lo a abandonar sua candidatura ao Senado para concorrer à Câmara Federal – avaliou o ex-deputado, em artigo no Facebook intitulado “Flávio Dino candidato a deputado federal em 2022?”.

Na avaliação de Haroldo Sabóia, a vitória de Eduardo Braide fortaleceu o projeto de Weverton Rocha, sobretudo pela importância do apoio de Neto Evangelista (DEM), lançado pelo senador pedetista.

Mas Sabóia não descarta o peso de Carlos Brandão, que, na avaliação do ex-deputado, ampliou sua base, sobretudo com o apoio do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e da senadora Eliziane Gama (Cidadania).

– Sentado na cadeira dos Leões e com a caneta dos convênios em mãos – [Brandão] imagina reunir forças suficientes para enfrentar o senador Weverton Rocha – avaliou.

Apontando outros grupos com interesse na disputa de governo em 2022, Haroldo Saboia cita o MDB de João Alberto e Roseana Sarney, o PSDB, do senador Roberto Rocha – que ele vê cada vez mais diminuto no estado – e os partidos mais à esquerda, como PSOL e PCB.

Outro imbróglio, segundo o ex-deputado,  será a disputa pela única vaga de senador – esta, na avaliação do ex-parlamentar sem a presença de Flávio Dino.

– Por exemplo, na coligação em torno do senador Werverton (PDT), a legenda de apoio mais forte é o DEM, dirigido por Juscelino Filho. Já o partido mais forte na base de sustentação do futuro governador e candidato a reeleição, o atual vice Carlos Brandão, não é nem o PCdoB, de Flavio Dino, nem o CIDADANIA, da senadora Eliziane Gama, e sim o PL do deputado federal Josimar do Maranhãozinho – aponta Haroldo.

E é por causa destes aspectos, que Sabóia afirma a candidatura de Flávio Dino a deputado federal, não a senador.

– Candidato a deputado federal, Dino poderá ter uma imensa votação que viabilize a reeleição dos atuais deputados do PCdoB, Marcio Jerry e Rubem Jr., além de eleger os seus secretários mais próximos, já anunciados candidatos, Carlos Lula, Clayton Noleto e Jeferson Portela – aponta.

Mas o ex-deputado não vê esta articulação de Dino de forma virtuosa, mas com certa crítica ao legado que o comunista pode deixar ao Maranhão.

– Triste legado, após oito anos de mandato, de um governo que se anunciou capaz de iniciar nova era de desenvolvimento econômico e de superar as terríveis desigualdades sociais no pobre Estado do Maranhão – concluiu Haroldo Sabóia.

Veja abaixo a íntegra do comentário:

DINO CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL EM 2022?
(notas sobre o triste quadro político-eleitoral da triste e antiga Província do Maranhão)

A disputa pelo governo do Estado em 2022, entre o Senador Weverton Rocha (PDT) e o vice governador Carlos Brandão (Republicanos), além de provocar uma grave fissura na base de apoio do governador Flávio Dino pode levá-lo a abandonar sua candidatura ao Senado para concorrer à Câmara Federal.

Embora derrotado no primeiro turno nas eleições de São Luís, Weverton sai fortalecido com a vitória de Eduardo Braide (PODEMOS). Todos reconhecem que o apoio de Neto Evangelista (DEM), candidato lançado pelo pedetista, foi decisivo para o resultado do pleito.

Carlos Brandão, por sua vez, apesar da derrota de Duarte, (filiado ao REPUBLICANOS do vice governador) conseguiu ampliar a base de sustentação de sua candidatura ao governo. Com o apoio do PL do deputado Josimar do Maranhãozinho, do CIDADANIA, de Eliziane Gama e do PCdoB de Flavio Dino, Carlos Brandão – sentado na cadeira dos Leões e com a caneta dos convênios em mãos – imagina reunir forças suficientes para enfrentar o senador Weverton Rocha.

É absolutamente improvável, todavia, que o cenário de 2022 fique restrito a essas duas candidaturas.
Duas outras legendas deverão ter candidatos majoritários no primeiro turno: o MDB (de João Alberto, Roseana Sarney, Hildo Rocha e João Marcelo) e o cada vez mais diminuto PSDB (do senador Roberto Rocha).

Bem à esquerda, teremos um nome apoiado pelo PSOL, pelo PCB e pela UP – organizações bem pequenas no Maranhão, mas fortalecidas nacionalmente pelo excelente desempenho de Guilherme Boulos nas eleições paulistanas.

Não podemos esquecer legendas com efetiva presença eleitoral no Estado, detentoras de mandatos na Assembleia e na Câmara Federal, que não deverão lançar candidatos majoritários. À direita, o PTB (Pedro Fernandes), o PP (André Fufuca), o PSC (Aluísio Mendes) PATRIOTA (Marreca Jr) e PSD (Edilázio Jr.). Ao centro-esquerda, também ausentes das disputas majoritárias, o PT (José Carlos da Caixa) e o PSB (Bira do Pindaré).

Essa plêiade, esse punhado de legendas, da direita ao centro esquerda, estarão em busca de acordos com os partidos que se colocarem na disputa para os Leões: PDT (com Weverton), REPUBLICANOS (com Brandão), MDB (com Roseana???) e PSDB (com Roberto Rocha ???).

Composições que – a exemplo daquelas feitas nas eleições municipais de São Luís – não obedecerão a quaisquer critérios políticos ou ideológicos. Nelas, bolsonaristas, sarneysistas, dinistas e outros quejandos, estarão entrelaçados, atados ou desatados sem qualquer pudor, ao sabor das circunstâncias.

Assim, serão alianças feitas com base no mais abjeto pragmatismo, no vale tudo da disputa pelo poder sem qualquer compromisso com os clamores populares por mudanças sociais. Serão balizadas pela corrida em busca de mandatos (federais e estaduais) pelos “donos” das legendas e “gestores” de fundos eleitorais milionários, em um quadro em que as conquistas de mandatos se tornam mais difíceis devido à proibição de coligações partidárias.

Em meio a tamanho imbróglio, outro elemento perturbador será a luta, nas diferentes coligações, pela outra candidatura majoritária : a disputa para única vaga ao Senado. Por exemplo, na coligação em torno do senador Weverton (PDT), a legenda de apoio mais forte é o DEM, dirigido por Juscelino Filho. Já o partido mais forte na base de sustentação do futuro governador e candidato a reeleição, o atual vice Carlos Brandão, não é nem o PCdoB, de Flavio Dino, nem o CIDADANIA, da senadora Eliziane Gama, e sim o PL do deputado federal Josimar do Maranhãozinho.

Nesse cenário, para assegurar a vitória de Carlos Brandão, seu vice e fiel escudeiro, além de contribuir para que o seu PCdoB possa superar a cláusula de barreira (feito que não conseguiu lograr em 2018) é bem provável que o governador Flávio Dino dispute uma vaga de deputado federal e apoie, em 2022, para Senador, o atual deputado do PL, Josimar do Maranhãozinho.

Candidato a deputado federal, Dino poderá ter uma imensa votação que viabilize a reeleição dos atuais deputados do PCdoB, Marcio Jerry e Rubem Jr., além de eleger os seus secretários mais próximos, já anunciados candidatos, Carlos Lula, Clayton Noleto e Jeferson Portela

Triste legado, após oito anos de mandato, de um governo que se anunciou capaz de iniciar nova era de desenvolvimento econômico e de superar as terríveis desigualdades sociais no pobre Estado do Maranhão.

Haroldo Sabóia

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Preservada da disputa em 2020, Eliziane aponta para 2022

Senadora maranhense até apoiou candidatos nas eleições de São Luís, mas ficou longe da guerra fratricida e do desgaste na base do governo Flávio Dino; e sempre bem avaliada nas pesquisas de intenção de votos, também é nome para a sucessão

 

Eliziane Gama pouco se envolveu na disputa em São Luís, apesar de apoiar dois candidatos; e tem recall eleitoral em pesquisas para estar no debate pela sucessão de Flávio Dino

Política com forte viés espiritual, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) parece ter sido protegida do desgaste nas eleições de 2020.

Embora também tenha apoiado os candidatos Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e Duarte Júnior (Republicanos), Eliziane acabou preservada do ônus da dupla derrota, que pesou apenas nos ombros do governador Flávio Dino (PCdoB) e de seu vice, Carlos Brandão (Republicanos).

Sempre bem avaliada em pesquisas de intenção de votos – em algumas ela aparece em primeiro lugar – Eliziane agora caminha para a sucessão de Flávio Dino.

E pode, inclusive, ser beneficiada com a guerra fratricida na base.

Para isso, basta estar mais efetiva no debate político.

E fortalecer politicamente seu partido, o Cidadania…

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É hora de Flávio Dino mostrar inteligência…

Cercado por auxiliares sem noção do jogo político – mas sedentos de vinganças – governador precisa lamber as feridas sem novos arroubos autoritários, sob pena de esfacelar ainda mais sua base política em pleno declínio de liderança

 

Encastelado no Palácio dos Leões, Flávio Dino precisa manter cada vez mais a serenidade, sem arroubos autoritários que acelerem o processo de declínio de sua liderança

Desde o resultado das eleições de domingo, 29 – que apontou vitória do deputado Eduardo Braide (Podemos) em São Luís – uma horda de jornalistas vinculados ao Palácio dos Leões, e de auxiliares sem vivência política, prega retaliação pura e simples do governador Flávio Dino (PCdoB) aos que se recusaram a apoiar seu candidato, Duarte Júnior (Republicanos).

Se deixar levar por este “conselho” será mais um erro do comunista.

Em evidente declínio de liderança, com popularidade em curva descendente, imagem nacional arranhada e cada vez mais no fim do mandato, Flávio Dino precisa mostrar absoluta inteligência política para se manter como referência do grupo que está no poder.

Ficou evidente no segundo turno a rebelião na base, sobretudo por parte do PDT, do DEM e do PTB, partidos que se juntam a PCdoB, PSB e PT para formar o núcleo principal do poder de Dino.

Brigar com esses partidos é chamar nova atenção da mídia nacional, afetando diretamente a tentativa de relações que o comunista tenta construir com as lideranças destas legendas.

O PDT, por exemplo, além de sair das eleições maranhenses como o partido com maior número de prefeitos e vereadores, ocupou também o espaço do PT como referência da esquerda, o que fortalece o ex-ministro Ciro Gomes no jogo nacional.

O DEM, comandado no Maranhão pelo deputado federal Juscelino Filho, tem entre suas lideranças dois presidenciáveis: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o prefeito de Salvador, ACM Neto. 

Romper com estas legendas deixará Dino restrito à esquerda no plano nacional.

Mas diante de sua postura anti-petista, ele vem cada vez mais sendo hostilizado pelo partido do ex-presidente Lula; ou seja, ao comunista resta seu PCdoB e o PSB, que, no fim das contas, tendem a se fundir.

Além disso, Dino terá que conviver no plano doméstico com a liderança cada vez mais ascendente do prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) e com a popularidade do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), outro que figura no rol dos possíveis candidatos de 2022.

Administrar o racha em sua base – criado ainda em 2018 na guerra surda entre Weverton Rocha (PDT) e Carlos Brandão (PRB) – ao mesmo tempo que precisa conviver com o surgimento destes novos atores, não será tarefa fácil para o governador comunista.

Ele precisará de muita inteligência para manter-se no topo.

Inteligência emocional, sobretudo…

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Othelino Neto caminha em faixa própria…

Presidente da Assembleia Legislativa – que já declarou pretensão de disputar em 2022 somente a eleição majoritária – construiu uma base de aliados importantes nas eleições municipais, o que carimba seu passaporte na sucessão de Flávio Dino

 

No coimando da Assembleia desde 2018, Othelino construiu sólida base para 2022, onde pretende concorrer nas eleições majoritárias

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), ao seu modo discreto, também construiu o seu nicho de poder eleitoral nas eleições municipais.

Elegeu diversos aliados no interior maranhense e construiu uma base sólida para a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

Othelino já declarou que não pretende concorrer à reeleição de deputado estadual, e quer estar em uma das chapas majoritárias de 2022, seja em qual função for, embora prefira o Senado. (Entenda aqui, aqui e aqui)

Com discrição e eficiência, ele carimbou seu passaporte ao eleger prefeitos, vices-prefeitos e vereadores em vários municípios.

A parceria com o senador Weverton Rocha pode render composição de chapa majoritária; mas, para isso, é preciso novo abrigo partidário

Seu posicionamento político no segundo turno das eleições em São Luís – ou mesmo seu silêncio – também dirá muito dos seus passos futuros, sobretudo pelo fato de que estará no comando da Assembleia até o final do mandato, em dezembro de 2021.

O próximo passo, portanto, é encontrar legenda que garanta a consolidação do seu projeto, o que não se dará pela via do PCdoB.

Mas esta é uma outra história…

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Fábio Macedo confirma troca do PDT pelo PRB…

Parlamentar gravou vídeo ao lado do presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, e chegará com vice-presidente regional, reforçando o grupo do vice-governador Carlos Brandão

 

Fábio com Marcos Pereira: troa de Weverton por Brandão

O deputado estadual Fábio Macedo deixou mesmo o PDT, do senador Weverton Rocha.

Ele esteve nesta quinta-feira, 12, em brasília, onde foi recebido pelo presidente nacional do Republicanos (ex-PRB), que confirmou sua entrada no partido.

Fábio será vice-presidente da legenda no Maranhão.

A entrada do ex-pedetista no partido do vice-governador Carlos Brandão é mais um lance na já aberta disputa pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB).

Veja o vídeo acima

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Roseana Sarney: O presente e o futuro…

Riod Ayoub Jorge, com edição

Depois do êxito de uma plêiade de mulheres, que tem se revelado competentes na adminsitração pública, em várias nações do mundo livre, e particularmente no Brasil, é justo incluir neste naipe a governadora Roseana Sarney.

(…)

Negar um governo tão  lúcido como esse, seria um ato de estupidez política, que acredito, os adversários sensatos seriam incapazes de projetar.

 

Roseana e seu lugar-tenete, Luís Fernando Silva: ações adminsitraivas de impacton

 (…)

No campo político, seu desempenho tem sido surpreendente, principalmente no aglutinamento dos grupos partidários conflitantes ideologicamente, mas que têm conseguido ligar-se ao seu governo, como partícipes das suas ações administrativas. Essa convivência entre contrários só tem sido possível, porque a governadora fiel às suas orígens, encarna como seu pai, os supremos ditames da democracia, estando sempre aberta ao diálogo, sem nunca pretender impor os seus pontos de vista. (…)

Aliança com o PT levou o partido ao inédito poder estadual

Com tamanho acervo de experiências e duros embates, em que pese todos os abalos que tem sofrido, sua contribuição ao nosso estado não pode parar agora. O seu projeto político em estreita parceria com o povo maranhense precisa avançar. (…) Queremos tê-la novamente na linha de frente, representando com altivez a nossa terra, e tal possibilidade é palpável.

(…) Não é por acaso que tem procurado montar e remontar sua equipe para melhorar seu desempenho e escolheu bem uma peça que funciona como a principal engrenagem dessa máquina governamental, que é o dr. Luiz Fernando Silva.

 

Madeira: adversário político com respeitável relação administrativa

Seu nome ecoa favoravelmente em todos os setores da sociedade, pela credibilidade que expressa, em razão da reta e competente administração que realizou em São José de Ribamar, onde é idolatrado, até os seus adversários políticos reconhecem o seu talento e o respeitam, o que não deixa de se constituir em um fato de singular grandeza, nesses tempos em que predominam, ainda, as manifestações rasteiras da politicalha.

Felizmente que esse dinâmico auxiliar da governadora Roseana Sarney continua incólume e bem situado no âmbito da nossa sociedade, o que sugere uma boa solução, na avaliação geral de outros expressivos nomes, que serão futuramente apresentados ao eleitorado.

Mas como muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, vamos esperar que a governadora conclua com êxito essa etapa a que se propôs, de concluir o seu melhor governo, que já se mostra exitoso.

Publicado originalmente em O EstadoMaranhão, em 21/06/2012, sob o título “Roseana Sarney: uma autêntica estadista”

 

 

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Percebendo a chance, José Reinaldo faz lobby por candidatura de Lobão em 2014…

LobãoX Dino: o confronto dos sonhos reinaldistas

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) quer o ministro Edison Lobão (PMDB) como adversário de seu afilhado, Flávio Dino (PCdoB), nas eleições de 2014.

Esperto, Tavares sabe que o pleito de daqui a dois anos terá as mesmas características da eleição municipal, em que o eleitor confrontará o passado com o futuro, a continuidade com a renovação, o velho com o novo.

Por isso quer Lobão na disputa, não outro candidato do grupo Sarney.

Com quase 80 anos, Lobão seria confrontado com a juventude de Dino. Seu projeto representaria a continuidade, contra a renovação proposta pelo afilhado reinaldista.

Para consolidar este embate, o próprio ex-governador faz lobby pela candidatura do ministro.

– O nome mais cotado pra ser o candidato do Palácio dos Leões em 2014 é o do ministro Edison Lobão. Pesam a seu favor a experiência política e o peso eleitoral – refletiu Tavares, em linhas gerais, durante entrevista ao programa Avesso, da TV Guará, semana passada. (Leia aqui)

São as pesquisas que induzem José Reinaldo a este raciocínio.

Luís Fernando é o pior dos mundos para o projeto de Tavares

Todos os levantamentos mostram que, em 2014, o eleitor busca mudança e renovação no quadro político estadual. Na cabeça de Tavares, o confronto Lobão X Flávio potencializaria este entendimento na cabeça do eleitor.

Mas para incensar uma candidatura lobanista, o ex-governador esconde, obviamente, um dado essencial que tem saltado em todas as pesquisas: o fato de, além da renovação, quase 20% do eleitorado aceita votar em um candidato indicado pela atual governadora Roseana Sarney (PMDB).

Interpretando: o eleitor quer renovar, mas com a garantia de que seja com a segurança de uma estabilidade administrativa.

Como sabe que no grupo de Roseana há quadros com este perfil – a exemplo do chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva – José Reinaldo ignora o dado, e força na “experiência e peso eleitoral” de Lobão.

Uma disptua Luís Fernando X Flávio Dino, na avaliação de José Reinaldo, seria arriscada para seu pupilo.

Além de perder o discurso do “novo contra o velho” – seu principal trunfo contra Lobão – o comunista perderia também o argumento da renovação política, que não se explica apenas no referencial “idade”, mas também nas idéias.

Além disso, seria confrontado com a bem sucedida experiência administrativa de Luís Fernando, já comprovada em São José de Ribamar, em contraponto ao fato de nunca ter exercido cargo no Executivo.

O padrinho de Flávio Dino não quer, de maneira alguma, o confronto de dois projetos novos para o Maranhão.

Ele quer, naturalmente, confrontar a nova proposta, que vê representada no pupilo comunista, com a política tradicional incorporada na figura de Edison Lobão.

E também vai forçar a barra por este confronto…

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Flávio Dino quer dos outros o que não fez pelos outros…

Flávio Dino, agora como ser supremo...

Absolutamente convencido de que será governador do Maranhão em 2014, o ex-deputado federal Flávio Dino (PCdoB) acha que pode conduzir o processo eleitoral de 2012 mesmo sem entrar na disputa.

Hoje, o comunista se acha liderança estadual e se coloca acima das disputas municipais.

Acredita támbém ter a capacidade de unir todo mundo no mesmo palanque – do PDT ao PP, do PT ao PSDB – cobrando destas legendas o que ele próprio não fez por elas em 2010.

Flávio Dino foi o principal responsável pela derrocada eleitoral do ex-governador Jackson Lago (PDT), e chegou a cobrar do pedetista a renúncia da candidatura em 2010.

À época, o PDT pregava a união das oposições em torno de Jackson, mas Dino preferiu apostar no projeto pessoal.

Como profeta, ele quer indicar o caminho

Agora, quer que todo mundo se una em torno dele, sendo ele o principal articulador das eleições municipais, orientando desde o prefeito João Castelo (PSDB) até o petista Bira do Pindaré, passando pela deputada Eliziane Gama (PPS), o ex-prefeito Tadeu Palácio (PP) e o ex-deputado Roberto Rocha (PSB).

Por esta articulação, Flávio Dino ficaria como entidade suprema, dizendo como cada um deveria se portar em 2012, preparando-se para o embate estadual, em 2014.

Ele conduzindo a todos e todos servindo a ele.

Como um verdadeiro messias…

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A cara do PCdoB nas próximas eleições…

Com que cara o PCdoB se apresentará ao eleitor nas próximas eleições – não só as de 2012 como as de 2014?

Com a cara da renovação não dá.

Seu principal representante no Maranhão chegou à política com a cara dos velhos coronéis interioranos, montado no voto de cabresto, como boa parte dos candidato a quem se acostumou a apontar o dedo.

Foi assim  que conseguiu votações expressivas em vários municípios ligados ao esquema oficial. Nestes esquemas, é o prefeito quem aponta o candidato , que sequer precisa ir falar aos eleitores.

A cara da renovação passa longe do PCdoB, portanto.

E com que cara o PCdoB se apresentará nas próximas eleições – as de 2012 e as de 2014?

Com a cara da honestidade também não dá.

Os esquemas que beneficiaram seu principal representante constam dos processos eleitorais usados para a cassação de um ex-governador, também eleito em 2006 – e também escorado no esquema oficial.

Honestidade ainda mais distante dos esquemas montados em ONGs e entidades ligadas ao partido – tanto aqui quanto alhures.

Esquemas já denunciados na Câmara Municipal, com seus vereadores, e agora no Ministério do Esportes, chefiado por um de seus membros – o mesmo já pego em outra situação vexatória, a de pagar uma prosaica tapioquinha com cartão corporativo.  

A cara da honestidade, portanto, não poderá ser usada pelo PCdoB nas próximas eleições.

O PCdoB só poderá ter uma cara nas próximas eleições – as de 2012 e as de 2014.

A cara-de-pau dos que se vendem com a máscara da honestidade e se utilizam do poder e do dinheiro escuso para alcançar seus objetivos.

Esta é a cara do PCdoB nas próximas eleições.

As de 2012 e as de 2014…

Leia também “Que coisa feia, candidato!!!”