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PSB dá como certa a filiação de Flávio Dino

Governador comunista tem espaço garantido no partido, que pode até absorver o PCdoB, criando uma superlegenda para as eleições presidenciais de 2022

 

Flávio Dino com expoentes do PSB nacional; governador deve ter caminho partidário diferente a partir de 2021

Terceiro colocado na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Márcio França indicou em entrevista à Folha de S. Paulo que espera pela filiação do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no seu partido, o PSB.

Segundo ele, essa pode ser uma saída para o comunista em virtude de possíveis problemas do PCdoB com a cláusula de barreira.

– Há um papel importante agora que vai ser jogado pelo Flávio Dino, que eu sinto que está de mudança. Para o PSB? Acho que sim. Sou muito amigo do Flávio. Ele é brilhante. Foi o melhor deputado que eu conheci em Brasília. O movimento dele vai ser o mais importante dos próximos dias. O PCdoB está com um problema [com a cláusula de barreira]. Ou eles migram para algum canto ou vão ser diluídos – disse o ex-governador de São Paulo, Márcio França.

Uma das alternativas é a fusão ou absorção do PCdoB pelo PSB, o que crisaria uma superlegenda à esquerda.

Dino ainda mantém-se calado sobre o assunto, sobretudo após derrota nas urnas de 2020.

De qualquer forma, o debate deve se intensificar em 2021…

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Flávio Dino inserido no contexto presidencial…

Governador do Maranhão começou a ser citado em todas as pesquisas, mesmo com índices que pareçam insignificantes – já está no mesmo patamar de figuras como Sérgio Moro, João Dória e Henrique Mandetta – e começa a construir um lastro eleitoral em setores críticos do governo Jair Bolsonaro

 

Flávio Dino já se encontra em patamar eleitoral nacionalmente parecido com o do prefeito de São Paulo, João Dória

O governador Flávio Dino (PCdoB) começou a pontuar em todas as pesquisas de intenção de votos sobre a corrida presidencial de 2022.

E seus índices, aparentemente insignificantes – algo entre 2% e 3% de intenção de votos – revela a construção de um lastro nacional entre os críticos do governo Jair Bolsonaro.

Segundo, por exemplo, levantamento DataPoder, divulgada nesta sexta-feira, 14, Dino registra 3% de votos entre aqueles que entendem que a Operação Lava Jato tem cometido abuso de poder, embora tenha sido importante no combate à corrupção.

Ele também registra 2% entre os que acham que a LavaJato faz um trabalho correto no Brasil.

Os ex-ministros Sérgio Moro e Henrique Mandetta, com muito mais exposição que Flávio Dino, estão no mesmo patamar do governador maranhense

Significa que o governador maranhense é lembrado por uma parcela do eleitorado no mesmo patamar de nomes como o ex-ministro Henrique Mandetta (DEM), o ex-titular da Lava Jato Sérgio Moro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB).

Os índices são insignificantes, mas estar entre estes não é pouca coisa, não…

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Veja mostra o Maranhão que Flávio Dino quer esconder do Brasil

Em ampla reportagem, revista analisa o governo comunista e revela concentração da riqueza, ampliação do desemprego e aumento da miséria no estado; e Dino já admite concorrer ao Senado não à presidência

 

Flávio Dino teve sua gestão maranhense exposta ao Brasil; e já admite concorrer mesmo ao Senado

O governador Flávio Dino (PCdoB) foi definido em reportagem da revista Veja, que já está nas bancas, como “a grande novidade da esquerda para a eleição de 2022”.

Mas a reportagem encontrou, cinco anos depois da eleição do comunista, um estado pior do que era até 2014, quase cinco décadas depois de governos ligados ao grupo do ex-presidente José Sarney.  

De acordo com Veja, estado viu ampliar-se a concentração de renda e o desemprego nos anos de Dino.

– Como se não bastasse, ele conseguiu uma “façanha” às avessas: em sua gestão, a miséria aumentou ainda mais no mais miserável de todos os estados brasileiros. Como “remédio”, o governador vem abrindo de forma temerária os cofres. Nesse aspecto, provou ser um comunista. Os últimos três anos do Maranhão foram no vermelho, com déficits consecutivos – ironizou a reportagem.

Flávio Dino, claro, culpa a crise econômica dos primeiros anos á frente do governo maranhense e o governo Bolsonaro, que acaba de completar apenas o seu primeiro ano.

O perfil de Veja revela dados ainda mais alarmantes em relação ao governo Flávio Dino, informações que não circulam com facilidade nos meios de comunicação maranhenses:

– O estado perdeu a linha de crédito com a União ao cair para a nota C, de mau pagador. Isso porque contraiu um déficit primário de 700 milhões de reais em 2018, com projeção de encerrar 2019 também no vermelho (o número ainda está sendo fechado). Dino foi obrigado a aumentar impostos sobre combustíveis, bens de consumo e prestação de serviços – a arrecadação continua irrisória – revela a revista.

Em sua reportagem, Veja insiste que Dino é uma das estrelas da esquerda na atual conjuntura nacional.

Mas talvez, até pela fragilidade dos resultados do seu governo, o próprio Dino já fala em outras alternativas nas eleições de 2022.

– Uma candidatura à Presidência poderá se colocar se houver um conjunto de forças me apoiando. Se não houver, serei candidato ao Senado – admitiu o governador, pela primeira vez.

A revista Veja com a reportagem sore Flávio Dino começou a circula nesta sexta-feira, 14…