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Mariana: um crime, uma vítima, um suspeito e milhares de acusadores e juízes…

Assassinato da sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney revela o quão perigosa pode ser a geração “redes sociais” sempre a primeira a divulgar fatos sem a necessária checagem profissional

 

Mariana e Lucas Porto: protagonistas de uma tragédia familiar

Mariana e Lucas Porto: protagonistas de uma tragédia familiar

Por Udes Filho

O crime que teve como vítima a sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney, a publicitária Mariana Costa, revelou o comportamento perigoso da “geração facebook” ou “geração twitter”, ou mesmo, “geração redes sociais”. Não sei como classificá-la.

Logo que a morte de Mariana começou a ser noticiada, em primeira mão, através das redes sociais [sem os devidos cuidados de apuração profissional], as especulações proliferaram na rede.

O primeiro passo, foi a busca por culpados, já que se tinha uma vítima. Sem respaldo técnico, algumas pessoas espalharam nas redes sociais que o marido da vítima seria o principal suspeito. Informação que foi derrubada, após divulgação dos primeiros dados de fonte técnica e confiável, apontando o cunhado de Mariana, Lucas Porto, como o real principal suspeito da autoria do crime.

Enquanto não se tinha o suspeito oficial, o marido da vítima [que não deixa de ser, também, uma vítima] foi julgado, xingando e condenado pela “sociedade das redes sociais”, que age ao estilo “detono primeiro; pergunto depois”.

O próprio cunhado, Lucas Porto, que figura como principal suspeito de ter estrangulado e asfixiado a publicitária até a morte, mesmo ainda como suspeito, já recebeu o veredito de culpado, julgado pela “sociedade das redes sociais”.

Bom! Antes de continuar, quero deixar claro que tenho tendência a entender que o principal suspeito, Lucas Porto, de fato, seja o autor do crime, por conta das evidencias preliminares, que já tiveram ampla divulgação. Entretanto, não posso afirmar que seja ele o autor.

E ninguém pode, neste primeiro momento do caso. Seria de extrema irresponsabilidade tal afirmação. Continue lendo aqui…

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Polícia libera “suspeito” do caso Décio Sá…

Décio Sá: solução cada vez mais distante...

A polícia soltou, desde a semana passada, Valdêmio José da Silva, que havia sido preso um dia depois do asassinato do jornalista Décio Sá.

Pelo que apurou o blog, não houve contra o suspeito qualquer prova que justificasse a manutenção de sua prisão temporária.

Valdêmio José foi preso juntamente com Fábio Roberto Cavalcante Lima, exatamente um dia depois da morte de Décio Sá.

Para prendê-los, a polícia baseou-se unicamente em um e-mail encaminhado a alguns veículos de comunicação – e repassados ao secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes – com ilações sobre a ligação dos dois homens com o crime.

Ilações que, ao longo do primeiro mês de morte de Décio Sá, se mostraram absolutamente frágeis.

Este blog já havia anunciado a soltura de um dos presos do caso Décio desde a semana em que o crime completaria 30 dias.

Não havia consistência na manutenção da prisão. (Releia aqui)

O outro suspeito permaneceu preso apenas pelo fato de haver acusações de outros crimes contra ele – inclusive com pedidos de prisão.

Com a soltura, o caso volta à estaca zero das investigações…