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Uma homenagem a O Imparcial…

Completar 100 anos de circulação como jornal impresso é um feito histórico sem precedentes, em uma época onde a “cultura rápida” cria opções cada vez mais pueris ao Jornalismo real

OS ATUAIS RESPONSÁVEIS POR “O IMPARCIAL”. Centenário como história de coragem, resistência e ensinamento

História

Todas as homenagens, todas as honras, todos os louros devem ser jogados ao longo deste 2026 ao jornal O Imparcial; chegar aos 100 anos da forma como o jornal chegou – em meio ao cada vez mais pueril ambiente de notícias no mundo – é um feito não apenas digno de livro de recordes, mas também para ser celebrado por todos os setores do jornalismo real.

A internet trouxe a partir do início dos anos 2000 a “cultura rápida”, a “notícia fugaz”, a “informação pueril”, que dominou a agenda nas duas décadas seguintes e levou ao fim de publicações históricas no mundo inteiro; no Maranhão, sepultou o poderoso jornal O EstadoMaranhão.

  • mas O Imparcial manteve-se vivo, ativo, resistente, empunhando a ideia do que é jornalismo clássico;
  • sofreu, sentiu as dores do envelhecimento e da perda de espaços, mas sobreviveu e continuou ativo;
  • e chega a um período em que a própria notícia clama por um caminho: o jornalismo profissional.

“Quando uma notícia é veiculada por um profissional de trajetória firmada ou por um veículo de comunicação estabelecido, ela carrega um lastro. A credibilidade, que antes parecia diluída na massa de seguidores, volta a ser o ativo mais valioso do mercado”, aponta a jornalista Carla Ribeiro, no artigo “A notícia de volta pra casa: o fim da era da informação sem dono…”, publicado neste blog Marco Aurélio d’Eça.

Assim como Ribeiro, este blog Marco Aurélio d’Eça também vê a Inteligência Artificial como uma ameaça, assim como os primórdios da internet o foram.

Profissional diplomado, com pós-graduação e mestrando na pesquisa jornalística, o titular deste blog Marco Aurélio d’Eça, que construiu praticamente toda a sua trajetória em O EstadoMaranhão, também sentiu o golpe da invasão do jornalismo por quem nunca sequer se preocupou com a pesquisa e com a técnica.

  • mas sobreviveu, assim como o Imparcial, Carla Ribeiro e alguns poucos profissionais da comunicação que ainda fazem jornalismo no Maranhão;
  • É por isso que cada homenagem a O Imparcial deve ser vista como uma vitória do jornalismo, independentemente do contexto atual do que é notícia.

O Imparcial resiste como uma trincheira de leitura para quem quer aprender a fazer jornalismo. Afinal, o fazer jornalístico é ler e escrever.

Por que, como diria Joelmir Betting, “quem não gosta de ler e escrever não sabe falar…”.