Quem é quem entre os deputados maranhenses sobre a redução da pena de Bolsonaro…

Quatro parlamentares votaram contra a chamada dosimetria na tentativa do golpe de 8 de janeiro de 2023 e sete votaram a favor da medida que pode beneficiar o ex-presidente

 

CADA QUAL NO EU QUADRADO. Não houve surpresas entre os deputados maranhenses na votação da proposta de redução de pena dos golpistas

A Câmara Federal aprovou nesta terça-feira, 9, o Projeto de Lei que propõe a redução da pena dos envolvidos na tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023, o que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

  • condenado a mais de 27 anos de cadeia, Bolsonaro pode ter a pensa reduzida;
  • estudos feitos por especialistas e aliados já preveem apenas dois anos para ele.

Enre os deputados maranhenses, 11 deputados participaram da sessão, que aprovou a proposta por 291 votos a favor e 148 contra.

  • Allan Garcês (PP), Aluisio Mendes (PRB), Cléber Verde (MDB), Josivaldo JP (PSD), Junior Lourenço (PL), Marreca Filho (PRD) e Pedro Lucas (União) votaram a favor;
  • outros quatro maranhenses votaram contra a proposta, que agora vai ao Senado: Duarte Jr. (PSB), Fábio Macedo (Podemos), Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT).

Além deles, também compõem a bancada maranhense os deputados Amanda Gentil (PP), Detinha (PL), Josimar de Maranhãozinho (PL), Hildo Rocha (MDB), Márcio Honaiser (PDT), Juscelino Filho (União) e Pastor Gil (PL), que estavam ausentes da sessão.

O projeto será analisado também pelos senadores…

Criminosos também carregam bíblias para cima e para baixo…

Defender a anistia aos criminosos condenados pelo 8 de janeiro – e compará-la à anistia aos que enfrentaram o golpe militar que assolou o país – é uma estupidez típica dos tempos sombrios surgidos no bolsonarismo

 

ELES SABIAM O QUE FAZIAM!!! Bolsonaristas destroem vidraças de prédio público durante a invasão dos três poderes no 8 de janeiro de 2023

Editorial

Nas últimas semanas, gente de todos os calibres sociais e inteligências passaram a fazer pressão por anistia aos já condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023. Sob o argumento de que “muitos ali nem sabiam o que estavam fazendo”, esses defensores da clemência usam argumentos os mais estapafúrdios para pedir a liberdade.

Curiosidade ou não, a totalidade dos “anistiadores” é bolsonarista, tem viés de direita ou nutre antipatia pelos postulados de esquerda.

  • não há inocentes entre os que invadiram a praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023;
  • o mais ingênuo deles apostava, no mínimo, que o vandalismo derrubaria o governo Lula;
  • o golpe foi planejado, estudado, organizado e executado por uma massa que tinha foco.

“Não cabe anistia para quem tenta golpear a democracia. O projeto [de anistia, em tramitação no Congresso] sequer dá nome às coisas. O Supremo não poderá admitir uma lei que tenta normalizar ataques à democracia”, afirma o professor-doutor em Direito Lenio Streck; sua posição é seguida por diversos outros especialistas, sob o argumento básico de que “não é possível perdoar quem ataca os próprios responsáveis pelo perdão”. (Saiba mais aqui)

Estupidez maior ainda é comparar a anistia que pretendem aos golpistas à anistia dada aos que enfrentaram a ditadura militar que tomou o país a partir de 1964.

  • os que lutaram contra a ditadura estavam legitimamente lutando contra um golpe de estado;
  • os que invadiram a sede dos poderes constitucionais eram eles próprios agentes do golpe.

“Nos anos que se seguiram ao golpe [de 1964], essa insatisfação levou à formação de diversos grupos políticos de esquerda que tinham a luta armada como forma de ação e cujo objetivo principal era derrubar a ditadura, que cerceava direitos, vigiava opositores, censurava, torturava, matava e desaparecia com pessoas. Estas organizações pretendiam combater um Estado que estava criando inimigos internos para aniquilá-los”, conta a historiadora pós-doutora Isabel Cristina Leite, da Universidade Federal Fluminense. (Leia mais aqui)

Não há mais nenhuma dúvida, diante de tantas provas, tantas imagens, tantas falas e tantas declarações, que o ocorrido em 8 de janeiro de 2023 foi uma tentativa e golpe de estado, que só não foi bem-sucedida por que o líder dos insurgentes, um covarde histórico, fugiu e deixou seu rebanho a deus-dará.

  • mas criminosos também são filhos e filhas, pais e mães de família;
  • criminosos também carregam bíblias para cima e para baixo.

O que pensam os “anistiantes” sobre os milhares de presos que lotam as cadeias por terem roubado uma galinha ou um pedaço de carne para dar de comer aos seus filhos? 

O que dizem eles sobre cidadãos que já cumpriram suas penas e ainda permanecem ilegalmente enjaulados pelo sistema jurídico brasileiro? E os milhares de pretos presos apenas por serem pretos, esquecidos por gente de boa escrita, boa fala e bons argumentos?!?

A democracia prevê os debates e até as guerras ideológicas, em que vale tudo dentro do processo argumentativo.

Mas a democracia precisa ser preservada às últimas consequências…

Flávio Dino deve presidir a turma do STF que julgará Bolsonaro….

Ministro maranhense assumirá o comando do colegiado formado por outros quatro ministros exatamente no período em que a ação contra o ex-presidente da República e outros 33 acusados de tentativa de golpe estará tramitando

 

NO MEIO DO FURACÃO. Esses são os ministros que irão julgar Bolsonaro na Primeira Turma do STF

O ministro maranhense Flávio Dino deve estar no comando da Primeira Turma no momento em que a ação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrar na pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal.

A informação é do jornal O Globo.

  • além de Dino, compõem a primeira turma os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Carmem Lúcia;
  • o atual presidente deste colegiado é outro indicado pelo presidente Lula (PT), Cristiano Zanin, que deixa o posto em outubro.

“Ex-ministro da Justiça do governo Lula, Dino é alvo de forte rejeição pela militância bolsonarista e pelo próprio ex-presidente. Como presidente da Turma, caberá a ele definir os ritos e a dinâmica do julgamento; e certas decisões, ainda que meramente procedimentais, podem ser contestadas pela defesa de Bolsonaro”, destaca O Globo.

Dino foi ministro da Justiça no governo Lula e é um dos principais adversários de Bolsonaro dentro do lulismo.

Há uma pressão, inclusive nos bastidores do STF, para que o caso seja analisado por todos os 11 ministros e não apenas pelos membros da Primeira Turma.

Mas esta é uma outra história…