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Roberto Rocha compara Flávio Dino a Nicolas Maduro…

Para senador, comunista do Maranhão usa o sarneysismo para justificar seu fracasso, da mesma forma que o ditador venezuelano usa o imperialismo para justificar a miséria em que afundou o seu país

 

EU SOU VOCÊ AMANHÃ. Assim pensa Dino em relação a Sarney

O senador Roberto Rocha (PSDB) aproveitou o feriado de Proclamação da República para expor mais uma faceta do governo Flávio Dino (PCdoB), que ele chama de “fracassado”.

Para Rocha, ao utilizar seu discurso contra o sarneysismo, o comunista maranhense age da mesma forma que o ditador venezuelano Nicolas Maduro – que, aliás, tem o apoio do PCdoB.

– Nesses regimes totalitários, é prática comum criar um ‘ismo’ para justificar o projeto de poder e o fracasso administrativo. Bem ali, na Venezuela, o Maduro usa o imperialismo. Aqui, no Maranhão, não tão maduro ainda, Flavio Dino usa o sarneysismo – provocou Rocha.

Para o senador, a utilização do sarneysismo como espectro a assombrar o governo, trata-se de uma estratégia de Dino para ludibriar a população nas eleições de 2018.

– Flávio Dino se esforça para tentar fazer a população olhar apenas no retrovisor eleitoral, numa disputa do passado. Mas vamos admitir, o sucesso do PROGRAMA MAIS SARNEY produziu a maior obra desse governo: Roseana Sarney – provocou o parlamentar.

Mesmo sem citar nomes, Flávio Dino respondeu com mais blablablá nas redes sociais…

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O aparelhamento do estado no governo Flávio Dino…

Além de nomeações por decreto na estrutura de várias secretarias, comunistas agora criaram a figura de oficiais administrativos na polícia e nos Bombeiros, além de um enorme quantitativo de cargos em um instituto de previdência a ser criado

 

TOTALITARISTA. Comunistas tendem a querer o estado a seus pés, como subordinado e dependente

O governo Flávio Dino (PCdoB) tem usado a estrutura a seu dispor para aparelhar o estado desde o início de seu governo, ainda em 2015. (Releia aqui e aqui)

Agora, esse aparelhamento tem superado a barreira dos decretos e começa a ser institucionalizado por instrumentos legais.

Pelo menos três destes instrumentos já foram encaminhados à Assembleia Legislativa, com propostas de criação de cargos controlados pelo Palácio até na estrutura dos setores de segurança, como Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

A Medida Provisória 243/17 cria o posto de Oficiais de Administração na estrutura do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar; são 11 vagas de major administrativo na Polícia Militar e outros quatro no Corpo de Bombeiros.

– O Governador, sem conversar com os policiais, está baixando uma Medida Provisória, criando cargos. Soldado que, pelo acordo firmado em 2015, poderia chegar até o patamar de Coronel, agora só poderá alcançar o posto de Major da Polícia e do Bombeiro Militar – denunciou o deputado Sousa Neto (Pros).

POLÍCIA POLÍTICA. Sem garantias de emprego, soldados tendem a seguir apenas ordens de quem os contrata

Já os Projetos de Lei Complementar nº 007/2017 e nº 008/2017 cria mais de 100 cargos na Estrutura de um tal Instituto de Previdência dos Servidores do Estado, uma espécie de recriação do antigo Ipem.

São 63 cargos na estrutura do Instituto de Previdência e outros 39 cargos para o Conselho Administrativo do Fundo de Benefícios dos servidores públicos.

– Pelo histórico do governo, por tudo aquilo que vem acontecendo, há dúvidas de que esses cargos servirão para aparelhar o Governo do Estado? – questiona o deputado Eduardo Braide.

Com cargos no balde para distribuir, Flávio Dino cria as bases para sua reeleição.

E o pior: há o risco de usar estas estruturas obedientes contra opositores e críticos…

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Prisão de João Abreu incomodou até aliados do próprio Flávio Dino…

Deputados federais e estaduais, secretários municipais e até do próprio governo comunista manifestaram ao blog preocupação com o que chamaram de “falta de limites” do governador

 

João Abreu considera absurda sua prisão pela polícia de Flávio Dino

João Abreu considera absurda sua prisão pela polícia de Flávio Dino

A prisão do ex-secretário João Guilherme Abreu teve forte repercussão política no Maranhão.

Mas, ao contrário de outros casos como este, a ação contra o empresário gerou comoção de toda a classe política, e uma espécie de “desabafo surdo” em relação ao totalitarismo do governo Flávio Dino (PCdoB).

Até mesmo aliados do próprio Flávio Dino, na assembleia, na Prefeitura de São Luís e no governo mostraram-se preocupados com a falta de limites demonstrada pelo comunista.

– Estou impressionado. Não esperava que ele fosse capaz disto tudo. E logo o João Abreu? Olha, ele vai pra cima da branca! – alarmou-se um auxiliar do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), referindo-se à ex-governador Roseana Sarney (PMDB).

Em conversas com o titular do blog, deputados federais e estaduais, secretários de estado e do município manifestaram-se surpresos com a postura do governo contra seus adversários políticos; e temeram pela democracia no estado.

– Temo pelo Maranhão. É impressionante como este povo se apoderou das instituições do Maranhão e aparelho o estado. Estou preocupado. diria até com medo – disse um deputado chegado à base governista no início do ano.

Todos os que conversaram com o titular do blog pediram anonimato, obviamente.

Como se vê, Dino tem imposto o medo e o terror no Maranhão…

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Roseana repudia “clima de ameaça, perseguição e intolerância” no MA…

Ex-governadora emite nota em que reafirma a inocência do ex-chefe da Casa Civil João Abreu e se declara “estarrecida com a sua absurda prisão”

 

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De O EstadoMaranhão

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) manifestou-se ontem, por meio de nota, a respeito da prisão do seu ex-secretário-chefe da Casa Civil.

No comunicado, ela se disse indignada e repudiou o que classificou de “clima de ameaça, perseguição e intolerância” que se instalou no Maranhão durante o governo Flávio Dino (PCdoB). A peemedebista também defendeu o ex-auxiliar.

– Estamos estarrecidos com a absurda prisão do ex-Secretário da Casa Civil, João Abreu, empresário exemplar, chefe de família respeitável, membro destacado da classe empresarial e incapaz de praticar atos de que lhe acusam. No meu governo dedicou-se com honestidade e competência na condução da Secretaria da Casa Civil –  declarou.

Para a ex-governadora, a prisão de João Abreu faz parte de um “plano de perseguição” que tem como objetivo atingir a ela própria e a toda sua equipe de trabalho.

– Sua absurda prisão faz parte de um plano de perseguição para constranger a mim e às pessoas que comigo trabalharam e gerar espetáculos midiáticos que desviem a atenção da opinião pública para a paralisação em que se encontra o Maranhão – completou.

Abaixo, a íntegra da nota:

“Em respeito ao povo do Maranhão, venho a público manifestar a minha indignação a esse clima de ameaça, perseguição e intolerância implantado no Maranhão, condutas que não fazem parte da tradição pacífica de nossa gente. Estamos estarrecidos com a absurda prisão do ex-Secretário da Casa Civil, João Abreu, empresário exemplar, chefe de família respeitável, membro destacado da classe empresarial e incapaz de praticar atos de que lhe acusam.
No meu governo dedicou-se com honestidade e competência na condução da Secretaria da Casa Civil.
Sua absurda prisão faz parte de um plano de perseguição para constranger a mim e às pessoas que comigo trabalharam e gerar espetáculos midiáticos que desviem a atenção da opinião pública para a paralisação em que se encontra o Maranhão.
É fato que existe uma citação de um dos acusados presos pela Lava Jato referente a um precatório que foi objeto de ação rescisória ajuizada pelo MP-MA em 27/08/2013. Cabe ressaltar que, quando foi objeto da ação rescisória, o caso estava em primeiro lugar na lista de precatórios. Era uma ação de indenização proposta por uma empreiteira, há mais de 25 anos, contra o Estado do Maranhão. Não há nada de irregular nesse acordo, aprovado por todos os órgãos estaduais e homologado pela Justiça.
O Governador venceu as eleições para governar e promover a justiça social e não para criar esse clima ideológico de perseguição. Mas gasta seu tempo fazendo o que lhe é mais agradável, odiando, perseguindo, distribuindo culpas aos que não lhe são simpáticos e apalpando as culpas dos culpados que o aplaudem.
Roseana Sarney

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O Estado de exceção no governo Flávio Dino…

Dino: prepotência e aparelhamento do estão para atender aos seus interesses

Dino: prepotência e aparelhamento do estão para atender aos seus interesses

A frase abaixo é do juiz Sérgio Moro, que coordena a operação Lava Jato e cuida de todos o processos referentes ás investigações em todo o país:

 

Sérgio-Fernando-Moro.Evidentemente falta melhor apuração dos fatos, sendo necessárias provas que corroborem a palavra de criminoso colaborador”

 

Moro se referia às acusações envolvendo o governo Roseana Sarney (PMDB) e o ex-secretário João Guilherme Abreu.

Sérgio Moro tem fé pública e é visto hoje como um herói nacional, pelo trabalho que faz na investigação da Lava Jato.

E para ele, precisava de mais provas que embasassem a denúncia do “criminoso colaborador” Paulo Roberto Costa.

Mas para a Polícia de Flávio Dino tudo já está resolvido.

Portela e os delegados da Seic: militante partidário e servidores apenas preocupados com a estabilidade profissional, sem contrariar o chefe

Portela e os delegados da Seic: militante partidário e servidores preocupados com a estabilidade profissional

Comandada por Jefferson Portela, um militante do PCdoB – disposto a tudo para agradar ao chefe e subir nas instâncias partidárias e políticas – e coordenada por delegados carreiristas, preocupado apenas em servir ao governo e seguir na profissão, a Secretaria de Segurança Pública decidiu condenar e requerer a prisão de João Abreu.

E o próprio Flávio Dino se encarregou de pressionar o Poder Judiciário a ceder a uma prisão estapafúrdia e sem lógica, que fatalmente cairá nas instâncias superiores da Justiça, envergonhando mais uma vez os que fazem a “Justiça” no estado.

Agora, leia a afirmação do ex-secretário Ricardo Murad, que também já iveu na pela a perseguição imposta por Dino e pelo seu aparelho estatal:

ricardo muradA prisão preventiva de João Abreu é despropositada e abusiva, típica de um estado policial de exceção como esse que estamos vivendo no Maranhão”

E é assim que o Maranhão se encontra, subjugado por um sistema autoritário, totalitário, truculento e absolutista.

É a mudança que se implantou no Maranhão…

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Absolutismo…

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Ao longo da história, os regimes totalitários destruíram diversas cidades, nações, reinos e colônias em todo o mundo, gerando guerras civis, destruição, dor e morte. Uma das características dos absolutistas é a incapacidade de conviver com as diferenças, de aceitar a crítica e de refletir sobre as próprias ações.

O absolutismo tem terreno mais fértil nos regimes comunistas, autoritários e centralizadores.

Para os comunistas da antiga União Soviética, por exemplo, inimigos precisavam ser esmagados e mortos, para evitar que se reagrupassem contra o regime.

Em maior ou menor grau, vive-se hoje no Maranhão um sistema absolutista, em que críticos do governo são vistos como inimigos, que precisam ser esmagados, de uma forma ou de outra. Como nos regimes totalitários do Leste Europeu, adversário deve ir para a cadeia. Quem discordar dos chefões do governo, não pode continuar a conviver em sociedade.

 

DINO-1E para concretizar seu projeto, Dino aparelhou o Sistema de Segurança com membros do PCdoB, dispostos a pressionar delegados e policiais a atender os interesses do chefe do partido, que também é o chefe do governo. E tem subjugado também o Poder Judiciário, pressionando-o a atender seus desejos os mais absurdos, sob pena de cortes de orçamentos ou com gracejos de troca de favores.

 

O governo Flávio Dino se vê cercado de inimigos o tempo inteiro. Vê desafetos em qualquer manifestação crítica, seja de membro da direita, da esquerda, esteja no poder ou fora dele. Qualquer um que ameace seu projeto de poder deve ser eliminado, de uma forma ou de outra.

E para concretizar seu projeto, Dino aparelhou o Sistema de Segurança com membros do PCdoB, dispostos a pressionar delegados e policiais a atender os interesses do chefe do partido, que também é o chefe do governo. E tem subjugado também o Poder Judiciário, pressionando-o a atender seus desejos os mais absurdos, sob pena de cortes de orçamentos ou com gracejos de troca de favores.

O episódio envolvendo o empresário João Guilherme Abreu é o exemplo mais recente desta intolerância, que já tentou atingir também o ex-secretário Ricardo Murad.

E está pronto para subjugar qualquer outro que atravessar o caminho dos donos do poder.

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão, com ilustração do blog