Iracema garante, definitivamente, mais um mandato à frente da Assembleia…

Supremo Tribunal Federal validou, por unanimidade, a eleição do dia 13 de novembro de 2024, que considerou a deputada eleita para o biênio 2025/2027

 

VITORIOSA. Iracema Vale vai comandar a Assembleia até fevereiro de 2027, após validação por unanimidade no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, votou nesta segunda-feira, 24, favoravelmente à eleição da deputada Iracema Vale (PSB) para a presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, no biênio 2025/2027.

Com o voto de Fachin, o STF garante a unanimidade pela validação da vitória de Iracema.

  • a deputada foi considerada eleita para mais um mandato, pelo critério da idade, após dois empates de 21 X 21 com o colega Othelino Neto (Solidariedade);
  • Othelino questionou este critério em ação no STF, processo que vinha se arrastando desde o final de 2024; nenhum ministro votou contra a parlamentar.

Coma  vitória, Iracema Vale permanecerá no comando da Assembleia até fevereiro de 2027.

E é uma das peças-chave no debate da sucessão do governador  Carlos Brandão (sem partido)…

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STF deve barrar indicações de parentes de governador para TCEs, TJs e Ministério Público…

Maioria do tribunal já formou entendimento de que essas indicações configuram nepotismo e deverão ser proibidas; julgamento será completado na quarta-feira, 29

 

NEPOTISMO NA PAUTA. O STF vai decidir se a proibição de parentes para tribunais e Ministério Público vale a partir de agora ou para trás

Análise da Notícia

A maioria das notícias da imprensa maranhense sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal envolvendo a questão do nepotismo no Brasil – dada até como uma espécie de comemoração – abordou no fim de semana apenas o fato de que os ministros entenderam não configurar nepotismo a nomeação de parentes para secretarias ou ministérios, entendidas como “cargos políticos”.

  • mas o STF também impôs a proibição de parentes de presidente e governadores em tribunais superiores e de Justiça, tribunais de contas e chefias do Ministério Público federal e estadual;
  • esse entendimento já tem sete votos a favor e deve ser completado no julgamento da próxima quarta-feira, 29, quando devem votar os ministros Carmem Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

Essa inclusão da proibição de indicações para TJs, TCEs e MPs foi incluída no voto do relator Luiz Fux após intervenção do ministro André Mendonça. Fux acatou a  proposta e a incluiu no voto, sendo seguido por Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Kássio Nunes e Dias Toffoli.

Houve divergência do ministro Flávio Dino, mas apenas para ampliar essa proibição, incluindo também os cargos de secretários.

Portanto, são duas as questões julgadas na decisão sobre nepotismo:

  • 1 – por maioria dos ministros (6X1) parentes de chefes do Executivo em ministérios ou secretarias – seguidas as regras – não configura nepotismo;
  • 2 – a unanimidade dos ministros (7X0) entende que parentes de presidente e governadores não podem ser indicados para tribunais e MPs.

Na continuidade do julgamento, os demais ministros decidirão apenas se mantêm esses posicionamentos; também vão estabelecer a modulação da regra, quando decidirão se vale só daqui pra frente ou se retroage para atingir casos já consumados.

É simples assim…