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Quadrilha que ameaça fraudar urnas agiu nos arredores do Maranhão…

Investigação da Polícia Federal chegou ao município de Piripiri, no vizinho estado do Piauí, o que torna bem próximo do estados os riscos de golpe eleitoral no pleito de outubro

 

urnaPelo menos um dos inúmeros mandados da operação Clístenes da Polícia Federal – que desbaratou uma quadrilha que anunciava o poder de fraudar as eleições de outubro – foi cumprido nos arredores do Maranhão.

A polícia chegou ao município de Piripiri, onde conduziu coercitivamente uma pessoa para depor. (Leia a informação completa aqui)

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A quadrilha prometia garantir a vitória a candidatos, mediante alteração do dados da urna eletrônica, ao preço de R$ 5 milhões para uma eleição majoritária e R$ 600 mil para uma vaga de vereador.

Os criminosos diziam ter contato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônica.

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Inesperado retrocesso…

Anúncio da Justiça Eleitoral de que a eleição de 2016 voltará a ser manual é a pior notícia em um país que cambaleia diante de sua pior crise econômica, política e de credibilidade perante o mundo

 

E quando já não se tinha mais nada o que lamentar em termos de desajuste econômico no país, eis que surge este documento oficial da Justiça anunciando o fim das urnas eletrônicas a partir de 2016.

O documento assinado por todos os tribunais superiores deixa claro que a Justiça Eleitoral não tem dinheiro para fazer a licitação e garantir manutenção e armazenamento dos equipamentos, que revolucionaram os últimos 20 anos de eleições no Brasil. Motivo: o governo Dilma Rousseff (PT) anunciou um contingenciamento (corte) no orçamento do Judiciário para 2016, inviabilizando o sistema eleitoral.

O cidadão brasileiro, que, pelo menos neste aspecto – em um país carente de pesquisas e de patentes – sentia-se orgulhoso de poder participar de um processo eleitoral invejado até por nações de primeiro mundo, como os Estados Unidos, vai ter de voltar à antiga cédula de papel, num processo obsoleto, lento e sujeito a todo tipo de fraude.

A urna eletrônica surgiu em 1996, primeiro como teste, depois, já em 2000, definitivamente nas eleições do país. De lá para cá, o processo eleitoral brasileiro figurou em destaque como um dos mais ágeis e seguros do mundo. O Brasil foi, nos últimos 20 anos, um dos poucos países do mundo a divulgar o resultado de suas eleições – todas elas – poucas horas depois de encerrada a votação.

Obviamente que, nos bastidores, vê-se a decisão do Poder Judiciário como uma espécie de pressão ao governo para que volte atrás em sua decisão de cortar orçamento do setor. Caso contrário, o brasileiro, que se orgulhava de votar com segurança, voltará à história primitiva, num desastroso retrocesso sem precedentes no mundo.

Da coluna Estado Maior, de O EstadoMaranhão