Waldir Maranhão parte pra cima do brandonismo: “o cenário político virou uma bagunça”

Para o ex-deputado federal – protagonista da defesa contra o golpe de Dilma – o atual governo “retrocedeu aos tempos das oligarquia, extintas com a eleição de Flávio Dino ao governo”

 

WALDIR VÊ UM VÁCUIOD E PODER POLÍTICO NO MARANHÃO após a era Flávio Dino, do qual ele se mostra alinhado

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão colocou o dedo na ferida ao diagnosticar o atual momento político do Maranhão. Em conversa direta com este blog Marco Aurélio d’Eça, Maranhão classificou o cenário local como uma verdadeira “bagunça”; ele atribui essa desorientação do estado ao vácuo deixado pela saída do ex-governador Flávio Dino do cenário partidário.

​“Como então presidente do PP, ajudei a eleger Flávio Dino governador. Também participei de um dos momentos mais emblemáticos da política brasileira que foi o impeachment da primeira presidente da República eleita de forma democrática seguindo todos os passos que poderiam ser tomados contra os opositores da democracia. Agora, precisamos trabalhar para colocar o povo no governo do Maranhão novamente porque o que está aí é um modelo de gestão que só faz acordos de bastidores e esquece os maranhenses”, disparou o ex-deputado.

  • claramente dinista, Waldir Maranhão faz uma leitura afiada do sentimento de dispersão que atingiu a base aliada após a ida de Flávio Dino para o STF;
  • ele se posiciona não apenas como um observador, mas como um fiador da mudança que derrotou o grupo Sarney nas eleições de 2014 e 2018;

​Em maio de 2016, no auge do processo que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff, Waldir Maranhão colocou seu mandato e sua biografia na linha de frente ao assinar a anulação das sessões do impeachment na Câmara. O gesto – embora sufocado pela pressão institucional da época – é lembrado pela cúpula e pela militância petista como um ato de coragem em defesa da democracia e do partido.

​Ao expor as entranhas do atual cenário e cobrar uma gestão voltada ao povo, Waldir Maranhão mostra que não entra na disputa apenas como mais um nome na nominata do PT.

Mas como uma figura de peso disposta a liderar a reorganização da base progressista maranhense…

Com nova postura política, Braide já mostra desenvoltura em Brasília…

Prefeito de São Luís ocupa o vácuo político deixado pela guerra fratricida entre os grupos do ministro Flávio Dino e do governador Carlos Brandão; e vai se tornando referência no debate sobre a sucessão estadual

 

COMO LÍDER POLÍTICO. Bem recebido pela colega de partido Eliziane Gama, Eduardo Braide mostrou boa relação com deputados e senadores maranhenses

O prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) foi a principal figura política do Maranhão na reunião da bancada nesta terça-feira, 26, em Brasília, coordenada pela senadora Eliziane Gama, do seu mesmo partido; é o que mostram as imagens e vídeos deste blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Eduardo Braide à vontade com Eliziane em reunião da bancada”.

Se vai ou não disputar o governo não se sabe, mas o prefeito já circula com a desenvoltura de candidato entre deputados e senadores; e se aproveita, sobretudo, do vácuo deixado pela guerra travada entre os grupos do ministro Flávio Dino e do governador Carlos Brandão (PSB).

  • bem posicionado politicamente, o prefeito já é cogitado como principal opção para 2026 até mesmo por adversários;
  • entre os dinistas, já há quem defenda aliança em torno dele para enfrentar um eventual candidato do Palácio dos Leões;
  • rumores de pesquisas dão conta de que Braide já tem ao menos 10 pontos à frente do vice-governador Felipe Camarão (PT).

Direto de Brasília, apresentando importantes projetos para São Luís! O dia foi de reuniões no Senado para apresentar à bancada federal maranhense duas obras fundamentais pra nossa cidade: 2ª etapa do novo Socorrão 2 e o Elevado da Forquilha. Amanhã tem mais reuniões para garantirmos mais obras pra nossa cidade”, destacou o prefeito, em suas redes sociais.

Braide brilhou na reunião da bancada aproveitando-se da ausência do governador Carlos Brandão (PSB), que passou os últimos dias avaliando o tamanho do estrago causado pelas batalhas com os dinistas, tanto na Assembleia quanto no campo judicial e midiático.

Ciceroneado pela senadora Eliziane Gama, que é a candidata do seu partido à reeleição ao Senado, o prefeito foi recebido com pompa e circunstância pelos parlamentares.

O que só amplia seu espaço como liderança estadual…

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A ausência do governo e a crise na Assembléia..

Há um vácuo de poder no Maranhão. A ausência da governadora Roseana Sarney (PMDB) do debate político e do dia-dia administrativo do estado gera um vazio de lideranças em todos os níveis.

E este vácuo influencia também nas constantes crises vividas na Assembléia Legislativa, desde a posse do deputado Arnaldo Melo (PMDB) na presidência da Casa.

O governo briga com o governo em plenário.

A Oposição, em céu de brigadeiro, apenas estimula esta briga para colher os louros da crise governista.

Um interlocutor político de peso já teria chamado a bancada para reunião em Palácio e “enquadrado” eventuais rebeldias.

Mas sem esta referência no Executivo, ninguém sabe a quem recorrer.

Os mais experientes ainda buscam o atual secretário de Saúde, Ricardo Murad, que decidiu cuidar apenas do dia-dia de sua pasta.

Há uma evidente falta de norte à bancada.

De um lado os medalhões – raposas felpudas e experientes, ressentidas com a força dos garotos que levaram Arnaldo Melo ao poder.

Do outro, exatamente estes meninos – jovens parlamentares arrojados, mas sem a devida percepção do que é estar sendo usado como estopim de cizânias.

Sem o comando do Executivo, as duas bandas se engalfinham dia após dia, deteriorando as relações na base.

E a oposição agradece…