1

Oficiais entram em contradição em depoimento do caso Fagner…

Major Anderson Maciel afirmou ao delegado Guilherme Sousa que prendeu o cabo Monteiro por que este confessou ter atirado, mas o sub-tenente Bernardo Reis da Costa revelou que alertou o major de que outros PMs haviam disparado

 

A desocupação que resultou na morte de Fagner

A desocupação que resultou na morte de Fagner

exclusivo2Há pelo menos uma contradição no depoimento dos oficiais que comandaram a operação de retirada de invasores de um terreno na região do Turu, em 13 de agosto.

Este blog teve acesso aos depoimentos do major Anderson Fernando Holanda Maciel e o do sub-tenente Bernardo Reis da Costa, ouvidos pelo delegado de homicídios Guilherme de Sousa Filho.

Os autos mostram que será preciso muito boa vontade para não ver que houve açodamento por parte dos comandantes da ação – e da própria polícia civil – na prisão dos cabos Marcelo Monteiro e Janilson Santos.

Em seu depoimento, o major Anderson disse ter chegado ao seu conhecimento que os disparos teriam partido do cabo Monteiro, embora não tenha revelado quem o informou sobre isso.

– Que antes de entrar em contato com as autoridades superiores o depoente contactou com o Cabo Monteiro perguntando se era verídico se o mesmo tinha efetuado o disparo de arma de fogo no manifestante ora ferido; Que cabo Monteiro respondeu: “senhor, a multidão veio enfurecida em direção à tropa e eu fui obrigado a utilizar a arma de fogo” – declarou major Anderson ao delegado.

Segundo no depoimento, foi a partir de constatar a morte de Fagner Santos que o major recebeu determinação dos superiores (ele também não informa que superiores foram estes) para conduzir o cabo Monteiro à Delegacia de Homicídios.

Leia também:

Um grave deslize…

Caso Fagner: polícia vai periciar mais de 80 armas…

Perícia desmente versão para morte de jovem no Turu...

O sub-tenente Reis acrescentou detalhes contraditórios ao delegado Guilherme Sousa.

Segundo ele, o major Anderson o chamou para informar-lhe que já havia conversado com o cabo Monteiro  e “este teria realmente atirado em direção à multidão que estava tentando avançar”. Ao ouvir a declaração do major Anderson, Reis ponderou, segundo depoimento à polícia:

– Que o depoente, ao falar com o major Anderson, informou a este que não só o Cabo PM Monteiro teria atirado, mas assim como outros policiais militares – diz o depoimento.

Na delegacia, Guilherme Sousa ratificou a voz de prisão do cabo Monteiro, e também prendeu o cabo Janilson, levando em consideração a declaração de uma testemunha, também ainda não revelada pela polícia.

Mais tarde, a perícia revelaria que não saiu das armas deles a bala que matou o jovem…

1

Antonio Pereira cobra ações do governo contra a violência

Parlamentar ressaltou assalto a banco em Carolina e falou em onda de violência espalhada pelo Maranhão na gestão de Flávio Dino

unnamed

O deputado Antônio Pereira (DEM) pediu providências do governador Flávio Dino e do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, contra a onda de violência que tomou conta do Maranhão, especialmente dos municípios de Carolina e Imperatriz.

Falando em nome do prefeito Ubiratan Jucá (PMDB) e do povo de Carolina, Pereira lembrou que o efetivo da polícia em Carolina é insuficiente para uma população de 24 mil habitantes.

– O Governo precisa dar uma posição uma posição para conter a violência – cobrou.

6

É morto que nem presta no governo da mudança…

O governo Flávio Dino perdeu, definitivamente o controle da Segurança Pública no Maranhão. Crimes espocam por todos os lados. Só nesta noite foram dois mortos em tentativas de assalto – e um ferido gravemente internado no Socorrão

Este homem foi executado à luz do dia, por dois motoqueiros, em pleno estacionamento do Tropical Shopping. Baleado com balas “ponto 40”, ele passou bom tempo agonizando sob o sol da tarde.

E a última ocorrência fez tombar estes dois, em nova tentativa de assalto, desta feita na Macaúba, nas proximidades da Praça da Bíblia. um morreu, o outro foi levado pro hospital.

Há ainda uma informação ainda não confirmada, de um bandido que tombou numa tentativa de assalto a uma lanchonete na Cidade Operária.

E o governo divulga hoje, levantamento de agosto, comemorando por que só foram registrados 80 homicídios.

Simples assim…

4

“Flávio Dino conduz segurança de forma desastrada”, diz Hildo Rocha…

Parlamentar cita a morte do mecânico Irialdo Batalha, a repressão violenta aos ocupantes da Vila Nestor e a morte do jovem Fagner Barros, no Turu como símbolos da incompetência do governo no setor

Hildo Rocha tem alertado a população sobre a incompetência de Flávio Dino

Hildo Rocha tem alertado a população sobre a incompetência de Flávio Dino

Em pronunciamento na tribuna da Câmara, o deputado Hildo Rocha voltou a criticar as operações policiais malsucedidas praticadas pelo aparelho de segurança pública do governo estadual. Rocha disse que o governador Flávio Dino está promovendo um verdadeiro massacre.

– A forma como ele vem conduzindo a segurança pública é desastrada – enfatizou o parlamentar. 

O parlamentar citou três casos considerados emblemáticos: a execução do mecânico Irialdo Batalha, na cidade de Vitória do Mearim (29/05); a reação violenta da tropa de choque contra moradores da Vila Nestor II (06/08), que colocou em risco a vida de dezenas de pessoas e resultou em ferimentos graves a uma criança; e a reintegração de posse de um terreno, na Vila Luizão, que teve como vitima Fagner Barros dos Santos (19 anos) atingido por tiros.

Governo repressor

O deputado disse que o governador não tem sensibilidade para lidar com a população mais humilde.

– O governador não os atendeu. Mandou a policia enxotar debaixo de cassetete. É mais um caso desse governo violento que persegue o povo mais pobre do Maranhão – destacou, referindo-se ao caso da repressão violenta aos moradores da Vila Nestor que pretendiam ser recebidos pelo Governador.

Ações desastradas

Quanto ao caso Fagner, o episódio também ficou marcado por outra trapalhada gravíssima.

Diante da repercussão negativa, o governo tentou se isentar da responsabilidade. Pôs a culpa em dois policiais, que participaram da operação, e mandou prendê-los. Mas, sem a devida comprovação de que estes teriam sido os autores dos disparos que tiraram a vida de Fagner, a justiça decretou a soltura dos policiais.

A demora na divulgação do laudo reforça a suspeita de que os tiros que mataram Fagner não foram disparados pelos policiais. Caso isso venha a se confirmar estará materializado mais um ato de injustiça praticado contra os policiais militares do Maranhão.

Ação em favor dos pobres

O parlamentar disse que Fagner Barros dos Santos havia constituído família recentemente e morreu lutando por um pedaço de terra para fazer uma casinha. Rocha afirmou que, assim como fez no caso do Irialdo Batalha, irá denunciar, em todos os órgãos de defesa dos direitos humanos, os recentes casos de injustiças cometidas pelo Governo Flávio Dino.

– O meu mandato aqui é em favor dos pobres do meu Estado. Não vou aceitar que o governador Flavio Dino e seus asseclas façam tamanha arbitrariedade com o povo maranhense – enfatizou o deputado.

0

Força Nacional vai levar 300 policiais do Maranhão…

Se a situação da segurança pública no Maranhão já não é das melhores, ela pode piorar ainda mais.

O Governo do Estado foi acionado recentemente pelo Governo Federal para que deixe à disposição da Força Nacional de Segurança Pública nada menos que 300 homens.força-300x188

Isso mesmo: 300!

Para quem não sabe, a chamada Força Nacional é composta por membros das polícias estaduais, com treinamento específico, que são convocados para atuar em situações de violência extrema em qualquer parte do país.

No Maranhão, já houve casos em que o Governo do Estado pediu esse auxílio, na gestão Roseana Sareny (PMDB).

Do blog de Gilberto Léda

2

Sobre polícia e governo…

Familiares em dor pela morte do jovem assassinado; nenhuma desculpa do governo

Familiares em dor pela morte do jovem assassinado; nenhuma desculpa do governo

A desastrada ação da Polícia Militar na ocupação de um terreno na região do Turu/Miritiua – que resultou na morte de um trabalhador, quinta-feira – abriu debate sobre a atual fase de comando do sistema de Segurança Pública do governo.

Ficou claro desde as primeiras investigações – apesar de a Secretaria de Comunicação do governo Flávio Dino (PCdoB) dizer o contrário – que houve ali erros absurdos de estratégia policial e militar, e não um fato isolado de um policial.

E um erro de estratégia é um erro de comando, de cúpula, de Sistema de Segurança, de governo, até.

E em um governo que se declara de esquerda e “aberto ao diálogo com todos os setores sociais”, quando isso ocorre, o caso ganha proporções maiores. Um “governo de esquerda” não pode se dá ao luxo de usar armas letais em ações de polícia contra populares. E foi isso o que ocorreu na desocupação do terreno.

 

Munição usada na ação

Munição usada na ação

E em um governo que se declara de esquerda e “aberto ao diálogo com todos os setores sociais”, quando isso ocorre, o caso ganha proporções maiores. Um “governo de esquerda” não pode se dar ao luxo de usar armas letais em ações de polícia contra populares. E foi isso o que ocorreu na desocupação do terreno”

 

Mas o pior é que a tragédia parecia anunciada.

Uma semana antes da desocupação do terreno no Miritiua, o comando do Sistema de Segurança e da Polícia Militar já haviam dado sinais de que algo de errado estava acontecendo com a tropa. Policiais do Choque agiram com violência e usaram gás de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral contra manifestantes que protestavam por moradia.

Uma das imagens mostra, inclusive, quando um policial atinge uma mãe com uma criança no colo com uma dessas bombas.

Nada foi feito para corrigir rumos e ordenamentos militares no intervalo entre as duas ações .

E o resultado foi o assassinato de um jovem na manhã de quinta-feira…

Da coluna EstadoMaior, de O EstadoMaranhão
Imagens (Biaman Prado)
1

Morte na Vila Luizão não foi ação isolada…

Governo Flávio Dino, mais uma vez, trata a vida humana com desprezo, ao minimizar a ação da polícia que resultou no assassinato de um manifestante, hoje pela manhã

O manifestante assassinado: violência policial

O manifestante assassinado: violência policial

“Uma ação isolada do policial”.

Foi assim que o governo Flávio Dino tratou, em nota, hoje, uma ação violenta da Polícia Militar que resultou na morte de um manifestante, na Vila do Luizão.

Mas não foi  um caso isolado.

A polícia tem agido com truculência cada vez maior desde que o governo Dino iniciou-se.

Aliás, este blog alertou, ainda em janeiro, que o governador estava abrindo precedente perigoso ao justificar todas as ações policiais. (Releia aqui)

E quando não despreza a vida da vítima, o governo tende a criminalizar aqueles que se manifestam contra suas ações, como faz o chefe da Articulação Política, Márcio Jerry, diariamente nas redes sociais.

Manifestantes da Vila Nestor: reprimidos com violência

Manifestantes da Vila Nestor: reprimidos com violência

A mesma polícia que acabou matando hoje, agiu com agressividade semana passada, contra os manifestantes da Vila Nestor. (Relembre aqui)

O mecânico Irialdo Batalha: executado em praça púiblica

O mecânico Irialdo Batalha: executado em praça pública

A mesma polícia que matou um hoje, participou da execução do mecânico Irialdo Batalha, há dois meses, em Vitória do Mearim. (Releia aqui)

Leia também:

O Estado assassinou Irialdo Batalha…

Em todo lugar do mundo, as polícias são o reflexo de seus comandos. E o que se vê no Maranhão é um governo autoritário, truculento, capaz de tudo contra quem se dispor a criticá-lo.

E o resultado disto, nunca será um fato isolado.

É simples assim…

9

Com Flávio Dino, a polícia age é assim…

marco1Moradores do residencial Nestor, em Paço do Lumiar, foram recebidos hoje com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, ao tentar chegar ao Palácio dos Leões. Eles queriam ajuda do governo Flávio Dino (PCdoB) para reverter uma ordem judicial que vai desalojar as famílias da área. Foram barrados com violência.

marco2Além de não conseguir falar com nenhum membro do governo, ainda foram agredidos pela polícia militar. É assim que o governo da Mudança trata o povo. Pra quem disse que os leões não iriam mais rugir para o povo, a e realidade é bem diferente. (as imagens são de De Jesus/O EstadoMaranhão)

4

Anistia Internacional na cola de Flávio Dino…

Entidade Internacional confirmou ao deputado federal Hildo Rocha que pode denunciar o governo maranhense pela execução do mecânico Irialdo batalha, em Vitória do Mearim

 

A Anistia Internacional encaminhou documento ao deputado federal Hildo Rocha (PMDB) em que anuncia a possibilidade de processar o Governo do Maranhão pela execução do mecânico Irialdo Batalha, assassinado em praça pública por um vigilante que agia ao lado policiais militares em Vitória do Mearim, município do interior maranhense.

 

anistiaPara quem se elegeu prometendo uma revolução no campo administrativo e inaugurar uma nova era no campo da ética ser acionado judicialmente por um organismo internacional configura falta de preparo para o exercício do cargo. Decepcionante”

Hildo Rocha, deputado federal

No documento, assinado pelo seu diretor Executivo, Átila Roque, a entidade confirma o recebimento da denúncia e das provas e diz que estão sendo avaliados para eventual ação.

A denúncia contra o governo Flávio Dino (PCdoB) foi feita pelo próprio Hildo Rocha, que levou o caso também ao conhecimento da Câmara dos Deputados e a vários outros órgãos e entidades.

– Acusamos o recebimento do material enviado pelo senhor. Iremos analisar o material e avaliar a possibilidade de ação por parte da Anistia Internacional – afirma Roque, em resposta a Rocha.

Irialdo Batalha foi executado por um vigilante que participou de uma operação policial, ocorrida na cidade de Vitória do Mearim, no dia 29 de maio. Após furar um bloqueio, por estar sem os documentos da moto que pilotava, o mecânico foi alvejado com um tiro e caiu da moto.

O vigilante chegou em seguida e, diante dos olhares de várias testemunhas, desferiu um tiro, à queima-roupa, na cabeça da vítima.

Em seguida, ajudado ajudado por policias militares, jogou o corpo na viatura da PM e fugiu.

Além da Anistia Internacional, Hildo Rocha denunciou o caso a várias entidades nacionais e estrangeiras…