Ícone do site Marco Aurélio D'Eça

Escândalo de propina exige resposta de toda a chapa de Brandão

Pagamento de mais de R$ 778 mil na Secretaria de Educação teria motivado o assassinato de um empresário em São Luís e expõe a corrupção na liberação de recursos do governo-tampão, encarado com silêncio pelos candidatos do Palácio dos Leões a governador, a vice-governador e a senador

 

Dinheiro que causou assassinato de empresário é de restos a pagar do governo Flávio Dino, foi pago pela pasta até abril comandada por Camarão e expõe suposto esquema de propina de Brandão

A revelação do assassino confesso Gibson Cutrim – de que as desavenças que levaram à morte do empresário João Bosco Oliveira Sobrinho foram geradas pela intermediação de um pagamento da Secretaria de Estado da Educação – atinge em cheio o governo-tampão de Carlos Brandão (PSB).

E atinge em três aspectos:

1 – expõe a corrupção na intermediação de pagamentos de valores pelo próprio Brandão por influência de aliados;

2 – envolve a Secretaria de Educação, comandada até abril pelo vice de Brandão, Felipe Camarão (PT);

3 – E o pagamento se refere a valores deixados a pagar pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), que renunciou em abril.

Tanto Brandão quanto Camarão e Flávio Dino são candidatos nestas eleições e precisam se explicar ao eleitor.

De acordo com o que contou Gibson à polícia, a Seduc empenhou, liquidou e pagou em menos de 24 horas, o valor de R$ 778.449,92 à empresa S.H Vigilância e Segurança Eireli.

Dois dias depois, o empresário João Bosco foi assassinado por Gibson.

É portanto, um assunto que atinge em cheio a chapa completa de Brandão.

Sair da versão mobile