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Por que São Luís não pode ter um prefeito preto?!?

Jornal O Imparcial estampa em sua primeira página da edição desta segunda-feira, 16, o desejo do ex-vereador Fábio Câmara de ser o primeiro prefeito negro da capital maranhense, debate que precisa ser travado nas eleições de 2024, quando São Luís completará 412 anos sem que nenhuma pessoa de cor tenha sido eleita para c0mandar seus destinos

 

Recorte da capa de O Imparcial que trouxe a entrevista de Fábio Câmara: importante debate a ser travado nas eleições de 2024

Análise da Notícia

O jornal O Imparcial estampa em sua edição desta segunda-feira, 16: “Fábio Câmara quer ser o primeiro prefeito negro de São Luís”.

Para além da pretensão do ex-vereador, que busca a chancela do PDT para concorrer às eleições de 2024, o assunto trazido à baila por O Imparcial, mas do que uma análise, requer forte reflexão e uma pergunta: por que São Luís não pode ter um prefeito preto?.

– Não é que eu tenha que ser prefeito pelo fato de ser negro! Eu sou um negro que quer, também, contribuir com suas irmãs e irmãos, pretas e pretos, no processo de auto identificação positiva mostrando aos que têm a nossa pele, a nossa etnia e a nossa história de que “sim, nós podemos”. A narrativa falaciosa de que nós somos invisíveis, periféricos e minoria, não é fato! É Fake! – declarou Fábio Câmara a O Imparcial, citando ninguém menos que o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

Na entrevista – que não tratou de questões raciais, mas de política, é preciso estabelecer – o “pré-pré-candidato pedetista”, como ele mesmo gosta de se definir, falou de outro negro ilustre, o ex-presidente da África do Sul, o lendário Nelson Mandela.

– Parafraseando Nelson Mandela, tornar-me suplente de deputado estadual, tornar-me suplente de deputado federal e obter um pouco mais de 3% como candidato a prefeito não representas derrotas que eu acumulei, porque na minha mente e no meu coração eu alimento a minha vida com a crença de que “eu nunca perco! Ou eu ganho ou eu aprendo!” – finalizou o pedetista.

O próprio Câmara citou duas ilustres mulheres negras que estiveram á frente da prefeitura – Lia Varella, na década de 90, e Esmênia Miranda, vice do atual prefeito Eduardo Braide (PSD) – mas nenhuma delas foi eleita como prefeita.

Por que isso ocorre é o debate que precisa ser travado na sucessão municipal…

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