Justiça mantém decisão que obriga diretora do IEMA a fornecer informações ao deputado Othelino Neto

Juíza de 1º Grau já havia ordenado a liberação dos documentos, mas o governo recorreu ao TJ-MA e teve recurso negado pelo desembargador Jamil Gedeon Neto

 

ABRINDO A CAIXA PRETA. Othelino tem vencido Cricielle em todas as instâncias da Justiça

O Tribunal de Justiça manteve a decisão que obriga a diretora-geral do Instituto Estadual de Educação (IEMA), Cricielle Aguiar Muniz, a fornecer informações públicas solicitadas pelo deputado estadual Othelino Neto (SDD), referentes a bolsistas, cargos e remunerações vinculados ao órgão.

Entenda o caso:

  • Othelino havia impetrado mandado de segurança após o IEMA deixar de responder ao Ofício nº 27/2025 – GDON, protocolado em 14 de julho de 2025;
  • a 1ª Vara da Fazenda Pública reconheceu a omissão e determinou o cumprimento do dever legal de transparência, dando dez dias para envio das informações;
  • o Governo Carlos Brandão (sem partido) recorreu e teve o recurso indeferido pelo desembargador Jamil Gedeon Neto, mantendo a liminar da 1ª instância;
  • nova decisão mantém válida a determinação de entrega das informações no prazo de dez dias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.

“O pedido formulado pelo impetrante encontra respaldo no art. 5º, XXXIII, da Constituição Federal, segundo o qual todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral, ressalvadas apenas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”, destacou o relator. (Leia aqui a íntegra da decisão)

Com a manutenção da liminar pelo Tribunal, o caso reforça o entendimento de que a administração pública deve atender aos pedidos formais de informação feitos por parlamentares, sob pena de violar o direito constitucional de fiscalização e acesso à informação.

Cricielle Muniz, o Iema e o governo não se manifestaram sobre a decisão do desembargador…

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O que mais escondem no caso Décio???

A polícia manteve em sigilo, por trinta dias, a suposta gravação do assassinato do jornalista Décio Sá, no mês passado, em um restaurante da Litorânea.

Dono do telefone que recebeu a ligação – gravada em secretária eletrônica – o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Leonardo Monteiro, disse ontem, a O Imparcial, ter revelado o caso à polícia no dia seguinte à morte de Décio. (Leia aqui).

Se a polícia escondeu esta gravação – liberando apenas no trigésimo dia do assassinato, como que para gerar um fato novo no caso – o que mais pode ter escondido?

Nunca foi divulgado o resultado dos exames nas balas – lote, a que unidade policial pertence, etc..

Nunca foi divulgado o retrato falado do provável assassino.

Nunca foi revelado o resultado no exame de impressão digital no carregador da arma que matou Décio Sá.

Nunca foi revelada a linha mais provável de investigação adotada pela polícia.

Nucna foram revelados os níveis de participação dos dois suspeitos presos desde o dia seguinte ao crime.

Quanto mais mostra a polícia, mais fica evidente que ela tem mais a mostrar…