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Relação de Braide e Edivaldo é outro aspecto da nova política

Prefeito que deixa o cargo recebe no gabinete o prefeito eleito com a formação da sua equipe de transição, numa relação inédita na capital maranhense e que aponta para novos momentos da relação política no Maranhão

 

Edivaldo Júnior Eduardo Braide com as respectivas primeiras-damas; sintonia se dá até na opção pelo estilo de vestir

A foto divulgada nesta sexta-feria, que mostra o prefeito Edivaldo Júnior (PDT) ao lado do prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) é um símbolo da história política.

O gestor que sai recebeu o gestor que entra em seu gabinete,. numa relação inédita na história política do Maranhão, onde a transição era feita de modo hostil entre o antecessor e o sucessor.

A imagem de Braide e Edivaldo integrando as comissões de transição das duas gestões é um avanço na forma de fazer política no Maranhão..

E mais uma mudança de patamar gerada pela vitória de Eduardo Braide nas eleições e São Luís.

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Brandão tenta cooptar prefeitos na eleição da Famem…

Apesar das advertências do Palácio dos Leões, vice-governador usa o próprio gabinete para tentar gerar um clima de competição na eleição da Famem; mas ainda não conseguiu construir uma candidatura competitiva

 

Carlos Brandão não tem dado ouvidos à pregação de unidade do governador Flávio Dino e tem usado o Palácio dos Leões para operar nas eleições da Famem

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) resolveu agir mesmo por conta própria e está utilizando a estrutura do governo para gerar um clima de competição na Federação dos Municípios do Maranhão (Famem).

Brandão tem ligado pessoalmente – ou recebido prefeitos em seu gabinete – pregando contra a candidatura do atual presidente, Erlânio Xavier (PDT), mesmo diante da pregação de unidade do governador Flávio Dino (PCdoB).

E para isso conta, também, com o apoio do chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB).

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou com os gestores municipais – alguns eleitos e outros reeleitos – que o vice-governador ligou para prefeitos do PCdoB, do PTB e do PP com o argumento de que “o governador vai tirar cargos do PDT”.

O problema é que ele sequer conseguiu apresentar um candidato para a disputa na Famem.

Tentou o prefeito reeleito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), mas não obteve resposta; foi em busca de outros nomes e não conseguiu ninguém para o projeto; precisou se aliar a Josimar de Maranhãozinho (PL), que pode lançar um nome da sua cepa de prefeitos.

A movimentação de Brandão tem criado um clima de tensão na base do governo, por gerar expectativa quanto à definição de Flávio Dino em relação ao que ocorreu em 2020 e ao projeto para 2022.

Os aliados mais próximos do governador têm buscado a reunificação da base, mas enfrentam a resistência da sangria desatada do vice-governador.

Que, ansioso, está cada dia mais afoito por 2022…

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Osmar Filho cresce em articulação e deve ser unanimidade na Câmara

Com o gesto fundamental do prefeito eleito Eduardo Braide, presidente da Câmara Municipal consolidou uma base que levou colegas ainda reticentes a confirmar apoio à sua reeleição, o que deve ocorrer em chapa única

 

Osmar Filho mostrou extrema habilidade ao apoiar Braide após resultado do primeiro turno; e o gesto do prefeito garantiu sua reeleição no comando da Câmara

Mais jovem presidente da Câmara Municipal eleito em 2019, o vereador Osmar Filho (PDT) vem demonstrando extremo amadurecimento nestas eleições de 2020.

Aliado incondicional do ex-candidato a prefeito Neto Evangelista (DEM), Osmar seguiu com este no apoio a Eduardo Braide (Podemos), numa articulação que consolidou a aliança pela governabilidade em São Luís.

O primeiro gesto desta articulação foi a declaração de apoio de todos os vereadores da base do prefeito eleito à reeleição do presidente pedetista.

O gesto levou praticamente toda a Câmara – eleitos e reeleitos – a dar apoio à reeleição de Osmar Filho.

Foi talvez o mais rápido xeque-mate eleitoral da história do parlamento municipal.

Consolidado, com a imagem fortalecida entre os pares, Osmar caminha agora para um segundo mandato à frente do legislativo municipal.

Credenciado, naturalmente, a voos mais altos…

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João Lisboa: Ação contra Vilson Soares aguarda decisão de juiz eleitoral

Se comprovadas as denúncias de compra de votos nas ações em juízo, prefeito eleito deverá ser cassado por conduta ilícita

 

Vilson Sores (e) e seu padrinho político, o atual prefeito Jairo Madeira

A eleição municipal em João Lisboa-MA, ocorrida no último dia 15 de novembro está judicializada e o prefeito anunciado como eleito Vilson Soares Ferreira Lima (PDT), da Coligação “João Lisboa não pode parar”, poderá nem ser diplomado, caso a Justiça Eleitoral, presidida pelo Juiz Glender Malheiros venha a acatar as 06 ações de Investigação Judicial Eleitoral por Abuso de Poder Econômico e Captação ilícita de votos, e mais uma representação do Ministério Público Eleitoral.

Como se não bastassem essas ações, segundo os impetrantes, robustecidas de provas, até mesmo com flagrante delito, como é o caso de uma delas, feita pela própria polícia na noite que antecedeu ao pleito, e a todo momento surgindo mais denúncias de compra de votos, como a que foi feita pelo Sr. Manoel dos Santos Silva, na Delegacia de Polícia local.

Segundo a Ocorrência Policial 243228/2020 de 26/11/2020, o Sr. Manoel dos Santos Silva, o “Manula”, comunicou que no dia 05/09/, por volta das 13:30, vendeu seu voto e consequente apoio por R$2.000,00 (dois mil reais) para o então candidato a prefeito Vilson Soares e que recebeu a referida quantia em espécie na casa do próprio Vilson. Que resolveu procurar a polícia depois que ouviu falar de várias denúncias, ficando com “dor de consciência”, duas testemunhas que teriam conhecimento do fato. Assim como as demais que já foram investigadas, a referida denuncia está sendo investigada, e em seguida enviada para a Justiça, onde resultará em mais um processo contra a coligação de Vilson Soares.

Conforme o Art. 41A, da Lei 9504/97, ressalvando o disposto no artigo 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor com o fim de obter o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, sob pena de multa e cassação de registro ou diploma. O que, se comprovadas essas denúncias nas ações ingressadas em juízo, levarão à cassação do mandato do prefeito eleito Vilson Soares, por conduta ilícita, pois à caracterização basta a evidência do dolo.

Juiz eleitoral Glender Malheiros

Procurados pelo blog, denunciantes e denunciados não quiserem se manifestar. Já o empresário Raimundo Cabeludo, ex-candidato a prefeito pelo MDB, que também pediu a cassação do registro e diplomação de Vilson Soares, afirmou ontem em entrevista ao programa Rádio Alternativo do radialista Arimatéia Júnior (Nativa FM), que caso seja preciso irá até as últimas instancias jurídicas.

“Não vamos desistir, pois a legislação é clara. É vedada a compra de votos e para nós está claro que houve esse tipo de ilícito eleitoral, no que aguardamos que a Justiça se pronuncie, pois não vamos ficar calados, vamos sempre em busca de nossos direitos, como cidadão e ex-candidato a prefeito de João Lisboa, independentemente da quantidade de votos que obtivemos”, disse Cabeludo.

Veja abaixo a lista das ações, todas conclusas, ou seja aguardando a decisão do juiz Glender Malheiros:

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORALAIJE 0600547-28.2020.6.10.0058 – Abuso – De Poder Econômico COMISSAO PROVISORIA MUNICIPAL DO PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO – PTB X JOSE AUGUSTO DUARTE OLIVEIRA e outros (2);

REPRESENTAÇÃO Rp 0600564-64.2020.6.10.0058 – Propaganda Política – Propaganda Eleitoral – Banner/Cartaz/Faixa#-058ª – Ministério Público Eleitoral X JOÃO LISBOA NÃO PODE PARAR 10-REPUBLICANOS / 11-PP / 12-PDT / 14-PTB / 25-DEM / 40-PSB / 45-PSDB / 77-SOLIDARIEDADE / 13-PT / 51-PATRIOTA / 55-PSD / 65-PC do B e outros (1);

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL AIJE 0600565-49.2020.6.10.0058 – Abuso – De Poder Econômico DIRETORIO MUNICIPAL DO PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRATICO BRASILEIRO – PMDB e outros (1) X VILSON SOARES FERREIRA LIMA e outros (2);

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL AIJE 0600566-34.2020.6.10.0058 – Inelegibilidade – Representação ou Ação de Investigação Judicial Eleitoral Jugada Procedente pela Justiça Eleitoral Coligação forte é o povo X ELEICAO 2020 EVA MAGNA MENEZES RODRIGUES SILVA VEREADOR e outros (3);

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL AIJE 0600567-19.2020.6.10.0058 – Abuso – De Poder Econômico DIRETORIO MUNICIPAL DO PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRATICO BRASILEIRO – PMDB e outros (1) X VILSON SOARES FERREIRA LIMA e outros (2);

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL AIJE 0600570-71.2020.6.10.0058 – Abuso – De Poder Econômico Coligação forte é o povo X ELEICAO 2020 VALDILENE MILHOMEM MOTA BATISTA VEREADORA;

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL AIJE 0600571-56.2020.6.10.0058 – Inelegibilidade – Abuso do Poder Econômico ou Político FORTE É O POVO 43-PV / 14-PTB X VILSON SOARES FERREIRA LIMA e outros (1);

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Márcio Jerry: a hora do bombeiro comunista…

Deputado federal e mais próximo aliado do governador Flavio Dino sabe que o racha na base só antecipa o final do governo; mas precisará atuar forte para amainar o fogo ardente da vingança pulsando no vice Carlos Brandão e no deputado Josimar de Maranhãozinho

 

Márcio Jerry vê à distância a movimentação de Carlos Brandão na tentativas de antecipar o debate de 2022; mas entende que isso antecipa também o fim do governo Flávio Dino

Principal articulador político do governador Flávio Dino (PCdoB), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) anda assustado com a volúpia do vice-governador Carlos Brandão e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) em antecipar o debate sobre a sucessão de 2022.

Jerry entende que uma nova crise política na base governista – sobretudo após derrota para Eduardo Braide (Podemos) nas eleições de São Luís, forçará inevitavelmente o fim do governo comunista e a consequente diminuição da imagem de Flávio Dino.

Mesmo sem conseguir um nome para a disputa na Federação dos Municípios (Famem), Brandão e Josimar ligam quase que diariamente para prefeitos tentando criar uma base contra o atual presidente, Erlânio Xavier (PDT).

Botaram na cabeça que a reeleição de Erlânio significa, automaticamente, a força do senador Weverton Rocha como sucessor de Flávio Dino.

Essa guerrinha se dá exatamente pela ausência de Jerry do governo.

Em seus áureos tempos de bi-secretário de Comunicação Social e Articulação Política, o comunista trabalhava por uma base gigantesca, heterogênea e extremamente unificada em torno do projeto dinista.

Hoje, essas pastas estão sob a tutela de Rodrigo Lago.

O atual secretário não tem o cacife político para articular – até pela postura de servilidade a Dino – e por vezes até se transforma, também, em incendiário da base.

Também não tem a força necessária para peitar os interesses de Brandão e do chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), que jogam juntos no projeto de 2022.

O blog Marco Aurélio D’Eça é testemunho das tentativas frustradas de Jerry pela conciliação da base em torno de um candidato ainda no primeiro turno.

Sua missão agora é outra.

Cabe ao aliado mais próximo de Flávio Dino impedi-lo de sucumbir à guerra patrocinada na base do seu governo, o que pode ser resolvido já na reforma administrativa do início do ano.

Mas esta é uma outra história…

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Esquema que atraiu PF para Ribamar pode envolver deputado federal

Pastor Gyldenemir chegou a negociar com o prefeito Eudes Sampaio recursos de emendas da área da Saúde, indicando o agiota Pacovan como intermediário, num esquema que vem se arrastando há anos na Câmara Federal e envolve parlamentares de vários partidos no estado

Gyldenemir é um dos canais de Josimar de Maranhãozinho na movimentação de emendas parlamentares; ele chegou a Ribamar, onde o agiota Pacovan foi preso por extorsão

No início de 2020, o deputado federal Pastor Gyldenemir (PMN) teve um encontro a sós com o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB).

Os dois, que não tinham qualquer tipo de relação, trataram sobre liberação de emendas na área da Saúde para a prefeitura de Ribamar. Mas Gyldemenir fez uma exigência: era preciso tratar a movimentação dos recursos diretamente com o agiota o Josival Cavalcante, o Pacovan.

Estaria aí o fio da meada da operação que levou Pacovan para a cadeia, nesta quinta-feira, 3, sob acusação de chantagem e extorsão a prefeitos, incluindo Eudes Sampaio.

O blog Marco Aurélio D’Eça já tratou do esquema de compra e venda de emendas parlamentares em diversos posts ao longo de 2020; mostrou, por exemplo, como recursos das emendas para combate à coVID-19 estavam sendo desviadas em vários municípios.

E o caso não vem de hoje, como revela post publicado neste blog em julho de 2011, sob o título “Suposta agiotagem de emendas desperta interesse da mídia nacional…”

Gyldenemir é hoje a parte mais frágil desse esquema, que envole outros deputados federais, a maior parte ligada aos partidos PL, Patriotas e Avante, todos controlados pelo controvertido Josimar de Maranhãozinho – ele próprio um dos conhecidos negociadores dessas emendas.

Josimar foi destacado em reportagem de O Estado de S. Paulo como o “Papão de emendas”.

O caso envolvendo Eudes Sampaio pode ser só o primeiro de uma série de ações da PF para coibir a prática de compra e venda de recursos públicos envolvendo agiotas como Pacovan.

Outros parlamentares, inclusive, procuraram o mesmo Eudes Sampaio para tratar do assunto…

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Braide adota o estilo Braide na montagem do governo…

Discreto, reservado e independente, prefeito eleito tem controle absoluto sobre cada aspecto da gestão que vai conduzir a partir de janeiro e trabalha na escolha dos auxiliares de forma absolutamente pessoal

 

Apenas à mulher, Graziela, Eduardo deve confiar as informações mais importantes do seu futuro governo; discreto, o casal mantém a rotina no pós-eleição

Em outros tempos da política maranhense, a essas alturas, a imprensa já havia apresentado uma infinidade de nomes do futuro governo Eduardo Braide (Podemos); e as especulações estavam correndo soltas nos meios políticos.

Até mesmo este aspecto da pós-eleição mostra o quanto Eduardo Braide é diferenciado em relação aos políticos tradicionais.

O prefeito eleito monta seu gabinete, organiza sua equipe de transição e seu corpo de auxiliares sem que absolutamente nada vaze ou gere especulações na mídia.

É o jeito Eduardo Braide de ser.

O ainda deputado federal consegue analisar nomes, discutir currículos e ouvir sugestões sem que nenhuma informação fuja ao seu controle. Discreto, reservado e independente, Eduardo Braide terá uma equipe com a sua cara, em todos o setores da administração.

É óbvio que o prefeito eleito vai ouvir sugestões e indicações de partidos aliados e de lideranças que estiveram com ele na campanha; mas será sua a palavra final quanto ao secretário de qualquer pasta.

E o fato de, até agora, nem mesmo uma especulação tenha surgido quanto aos nomes de sua gestão, mostra o quanto ele tem e preza pelo controle daquilo que tem e que almeja.

E assim deve ser a sua gestão em São Luís…

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Flávio Dino e Eduardo Braide podem ser decisivos em eleição da Famem

Insistência da dupla Carlos Brandão e Josimar de Maranhãozinho em trazer para a escolha do comando da entidade o debate sobre a sucessão de 2022 pode levar a um novo enfrentamento entre o governador e o prefeito eleito; e a disputa promete ser tensa

 

Derrotados na eleição municipal, Josimar e Brandão parecem querer vingança em nome de 2022; e forçam a barra para que Flávio Dino entre no jogo deles

O governador Flávio Dino (PCdoB) pode se envolver em um novo embate com o prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) após ter sido derrotado por este nas eleições de São Luís.

Dino vem sendo pressionado pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) a entrar na briga pelo comando da Federação dos Municípios (Famem).

Obcecados pela antecipação do debate pela sucessão de 2022, os dois acham que é preciso derrotar o atual presidente da Federação dos Municípios, Erlânio Xavier (PDT), como forma de enfraquecer o senador Weverton Rocha (PDT).

Levando em consideração as alianças para eleição de São Luís, Erlânio teria hoje algo em torno de 74 votos, dos prefeitos filiados ao PDT, DEM, PTB, MDB, e pode conseguir também o PSL.

Um candidato apoiado por Brandão e Josimar teria de saída votos do PL, do Republicanos, do Patriota e do Avante.

Neste caso, a dupla dinâmica da base do governo iria precisar do apoio de Flávio Dino, com seus prefeitos ligados diretamente aos partidos mais próximos ao Palácio dos Leões: PCdoB, PSB, Solidariedade, Cidadania, PROS e PT.

Nesta conta, o PP não entra fechado por que, embora sejam filiados à legenda, estes prefeitos seguem orientações diversas, o que leva a um espalhamento das preferências.

Erlânio iria precisar, portanto, dos votos de partidos ligados ao prefeito Eduardo Braide: PSC, PSD, PSDB, PMN e Podemos.

Como se vê, Josimar e Brandão querem nova disputa entre Flávio Dino e Braide; se o comunista vencer, anulará a derrota pela prefeitura.

Se perder, acentuará seu desmanche de fim de mandato…

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Destino de Duarte Júnior pode gerar novos traumas na base dinista

Derrotado nas eleições de São Luís e sem ambiente na Assembleia Legislativa, deputado estadual deve ser anunciado secretário do governador Flávio Dino a partir de janeiro, o que pode causar nova tensão entre os aliados

 

Duarte Júnior sabe que não tem clima entre seus pares na Assembleia Legislativas, mas ir para alguns setores do governo pode arrumar novo clima de conflito

O recesso parlamentar na Assembleia Legislativa, previsto para a segunda quinzena de dezembro, será uma espécie de freio de arrumação para o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos); de férias, ele ganhará tempo para preparar, sem trauma, a sua saída do Parlamento em direção ao Governo Flávio Dino (PCdoB).

Derrotado nas eleições de São Luís, Duarte não tem ambiente com seus pares na Assembleia Legislativa.

Mas o destino pretendido por ele e Dino – a de Secretaria de Desenvolvimento Social seria um deles, segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça – pode ser mais uma dor de cabeça para o governador comunista.

A Sedes é comandada pelo também deputado estadual Márcio Honaiser (PDT), indicação direta do senador Weverton Rocha (PDT).

A exoneração de Honaiser fatalmente será vista como retaliação de Dino à postura do PDT nas eleições de São Luís; sobretudo se for para levar o próprio Duarte para lá.

Esse clima de tensão sobre o futuro do deputado durará até fevereiro, quando a Assembleia retoma seus trabalhos e Flávio Dino terá que resolver a vida do afilhado político.

Se o mantiver na Assembleia, terá que enfrentar a reação hostil dos deputados da base, com possibilidade, até, de um processo de cassação.

Se, por outro lado, decidir dar a ele a Secretaria de Desenvolvimento Social – excelente espaço para jovem e ativo político – arrumará nova encrenca com aliados.

Mas se correr o bicho pega; se ficar…

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As perdas de Flávio Dino em 2020…

Governador não apenas saiu derrotado das eleições municipais como perdeu, a um só tempo, o controle de espaços de poder fundamentais para a manutenção do seu projeto político; e pode diminuir importância à medida que se aproximar as eleições de 2022

 

Dino diminuiu consideravelmente de tamanho dentro do próprio grupo político; e pode ficar cada vez menor à medida que se aproxima o processo eleitoral de 2022

O aspecto mais robusto da derrota do governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições municipais foi a vitória do deputado federal Eduardo Braide (PCdoB) em São Luís.

Mas o comunista não perdeu o controle apenas da capital maranhense; ele foi derrotado nos principais colégios eleitorais do Maranhão, a exemplo de Imperatriz, Barra do Corda, Codó e vários outros.

Além disso, o processo eleitoral municipal fez Dino perceber que já não tem o controle da bancada no Senado, perdeu o controle da presidência da Assembleia Legislativa e agora terá que negociar no varejo com a bancada federal, cuja base diminuiu consideravelmente, embora, tecnicamente, muitos ainda se declarem “aliados”.

A derrota pode aumentar ainda mais, se o governador se deixar levar pelos arroubos ressentidos de aliados mais próximos, sobretudo o vice Carlos Brandão (Republicanos) – que tenta a todo modo antecipar o controle da sucessão de 2022 – e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, outro a sonhar com a sucessão de Dino.

Inicialmente revoltado com a diminuição do volume de sua autoridade política, o governador parece ter retomado a razão, e se afastou de questões como a sucessão na Câmara Municipal e na Federação dos Municípios.

Mas os ressentidos insistem em botá-lo na linha de frente de uma reação aos próprios aliados.

O recado das urnas está dado a ele: não se deixe insuflar pelos recalques de Brandão e pela ambição de Josimar.

Mas Flávio Dino é maior e vacinado.

E deve saber o que faz…