Faltando exatos 20 dias para o fim do prazo de desincompatibilização, governador diz nunca ter existido promessa de apoiar o vice-governador, que o contesta

BRANDÃO NCOM LULA E CAMARÃO. Projeto de poder que se pretendia longevo esfacelou-se ao longo dos últimos quatro anos…
Análise da Notícia
A recente declaração do governador Carlos Brandão (Sem partido) ao jornal Folha de S. Paulo, afirmando não ter feito nenhum acordo em 2022 para apoiar o seu vice, Felipe Camarão (PT), em 2026, reacendeu o debate sobre traição entre dinistas e brandonistas.
- o assunto veio à tona em meio à proximidade do fim do prazo para desincompatibilização de Brandão;
- o governador tem até o dia 4 de abril para deixar o mandato, caso queira disputar uma vaga no Senado.
“Nunca houve esse acordo de apoiar o Felipe Camarão”, afirmou Brandão à Folha de S. Paulo.
“Teve acordo. Foi com PT nacional, com todos nós e foi público. Já foi confirmado várias vezes”, rebateu Felipe Camarão.
Entenda o caso:
Em 2022, o então governador Flávio Dino (PCdoB) tinha vários candidatos em sua base de apoio, mas decidiu-se pelo apoio ao então vice-governador Carlos Brandão, que assumiu o mandato em abril daquele ano; Felipe Camarão, que era um dos postulantes ao governo, foi indicado por Dino a vice de Brandão.
- desde então, os dinistas afirmam que esta aliança tinha a condição de Brandão apoiar Camarão nas eleições de 2026;
- Brandão, de fato, nunca confirmou esse acordo oficialmente, mas há diversos discursos dele dando a entender o projeto.
Em agosto de 2025, este blog Marco Aurélio d’Eça publicou a postagem “Brandão prometeu até em palanque que o PT de Camarão assumiria o governo em 2026…”.
O texto tinha um vídeo com um discurso do governador, de 29 de março de 2022, no qual ele afirma que “em 2026, o PT terá o governador do Maranhão por que será o vice de Carlos Brandão”. Foi este vídeo que Felipe Camarão usou nesta sexta-feira, 13, para rebater as afirmações de Brandão.
Brandão lança neste sábado, 14, a candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado, deixando claro que não renunciará em favor de Felipe Camarão.
Sem a cadeira do governo, resta ao vice-governador sair candidato de qualquer forma, se garantir o apoio do PT e dos demais partidos do campo progressista.
Neste caso, porém, é ele quem vai estar quebrando um suposto acordo da oposição com o prefeito Eduardo Braide (PSD), que também precisa das garantias para renunciar em 4 de abril.
Mas esta é uma outra história…










