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Zé Inácio culpa Bolsonaro por aumento da pobreza no Brasil

Zé Inácio aponta problemas no governo que levaram ao aumento da pobreza no país

O deputado Zé Inácio usou a tribuna para falar sobre duas datas muito importantes que merecem destaque e atenção, o Dia Mundial da Alimentação e o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, 16 e 17 de outubro respectivamente.

O parlamentar destacou que é fundamental erradicar a pobreza, garantir a produção de alimentos e principalmente colocar alimentos na mesa dos brasileiros. “O que nós temos visto nesses últimos anos, sobretudo agora no período do governo Bolsonaro, é o aumento da pobreza no Brasil e a consequência disso é o aumento da insegurança alimentar dos brasileiros”, disse.

Atualmente o Brasil registra mais de 19 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar, consequência da política econômica do Governo Federal que não tem garantido desenvolvimento econômico com inclusão social, nem uma política econômica que possa gerar emprego, visto os 14 milhões de desempregados.

“Se não tem emprego, há uma volta da carestia, há uma volta da inflação, a consequência são as pessoas não terem como comprar o alimento, e muitos aí estão passando fome. Então, eu queria fazer esse destaque dizendo que é preciso que haja uma rápida mudança nessa política econômica que não prestigia o trabalhador, o povo brasileiro, e tem servido simplesmente para fazer uma política que agrada o capital especulativo, o capital internacional”, afirmou Zé Inácio.

Ainda em seu discurso Zé Inácio comentou as tristes cenas que viralizaram na internet na última semana, onde pessoas avançavam em um caminhão de lixo atrás de restos de comida para poder matar a dor da fome. Cenas semelhantes também foram registradas no Rio de Janeiro, quando no último mês moradores da cidade recorreram aos restos de osso e carnes rejeitadas por supermercados para tentar matar a fome. Uma grave situação que atinge alguns dos maiores estados do país, como São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro.

E finalizou dizendo “Nós precisamos debater a volta da pobreza no Brasil, fruto do desgoverno do Presidente Jair Bolsonaro. Precisamos discutir a alta dos alimentos que se dá paralelamente com o aumento da fome e da pobreza no Brasil. Hoje temos a carne, o arroz, o feijão mais caros, o botijão de gás, em algumas cidades chega a mais de R$ 120. A pobreza está generalizada no Brasil”.

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Roberto Costa revitaliza MDB e o põe no jogo da sucessão

Mesmo sem nenhum candidato às chapas majoritárias, partido se põe na linha de frente das negociações sobre as eleições de 2022, graças ao trabalho de articulação do deputado estadual, mais ativa liderança da legenda no Maranhão

 

Com forte articulação pessoal, Roberto Costa põe o MDB no jogo da sucessão, com trânsito em todos os segmentos políticos do estado

Pela primeira vez em quase 30 anos, o MDB não vai ter nenhum candidato nas eleições majoritárias de 2022 – nem governador, nem vice e muito menos candidato ao Senado.

Mesmo assim, o partido está na linha de frente das articulações sobre a sucessão do governador  Flávio Dino (PSB); e desperta interesse de várias legendas, governistas e oposicionistas.

Por trás desta presença emedebista está o deputado estadual Roberto Costa, hoje a mais ativa liderança do MDB no Maranhão.

Com ligações diretas com a ex-governadora Roseana Sarney, que preside a legenda no estado, Costa dialoga em é de igualdade com todos os pré-candidatos a governador – do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) ao senador Weverton Rocha (PDT); do ex-prefeito Edivaldo Júnior (PSD) ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

Mesmo sem presença nas chapas majoritárias, o MDB figura entre os partidos cobiçados, pelo tempo de participação na propaganda eleitoral e pelo fundo eleitoral a que tem direito.

É com a força da articulação de Roberto Costa que o partido pretende chegar ao ano eleitoral em posição destaque, pronto pára eleger bancadas importantes na Câmara e na Assembleia Legislativa.

E voltar a sonhar com o poder já nas eleições municipais de 2024…

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Disputa por vaga de imortal do próprio pai constrange Flávio Dino e AML

Manifestações públicas de apoio ao escritor Antonio Guimarães – autor de livros reconhecidos internacionalmente – e a ausência de nexo da candidatura do governador à cadeira de número 32 diminuem o aspecto histórico da própria academia de letras

 

Casa de Antônio Lobo está sendo palco de uma constrangedora disputa entre um intelectual e um político

Repercutiu negativamente a disputa que o governador Flávio Dino (PSB) está tendo que enfrentar na Academia Maranhense de Letras para herdar a cadeira nº 32, que pertenceu ao seu pai, o intelectual Sálvio Dino.

O fato de concorrer com um renomado intelectual, escritor Antonio Guimarães de Oliveira, com reconhecida produção literária, constrange Flávio Dino e diminui o papel histórico da própria AML.

As manifestações de apoio a Guimarães nas redes sociais e nos comentários do post “Academia Maranhense de Letras pode transformar vaga em herança familiar…” deixam tanto os imortais da academia quanto Dino em situação vexatória. (Veja aqui)

O mais grave é que um dos comentaristas revelou que há imortais ligando para o escritor pedindo sua desistência da disputa em favor do governador, o que seria um crime contra a intelectualidade.

A eleição para a Academia Maranhense de Letras está marcada para esta quinta-feria, 21…

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Executiva nacional desconsidera movimento do PT no Maranhão

Posição eleitoral defendida pelos petistas encastelados no Palácio dos Leões – controlados pelo governador Flávio Dino – é vista pela cúpula do partido como “coisa de Capelli”; reunião no Rio de Janeiro reafirmou que “o caminho no estado é totalmente diferente”

 

Lula e membros da Executiva Nacional do PT; absoluta indiferença ao que pensam Augusto Lobato e Chico Gonçalves sobre o Maranhão

Os recentes movimentos do PT maranhense com relação às eleições de 2022 – protagonizados por gente como o presidente regional Augusto Lobato – sequer foram levados em consideração na reunião da Executiva Nacional no início desta semana, no Rio de Janeiro.

Para a cúpula petista, esses movimentos são “coisas de Capelli”.

Ricardo Cappeli é o secretário de Comunicação do governo Flávio Dino (PSB),  que manipula as cordas dos petistas com contracheques no Palácio dos Leões, a  exemplo de Lobato e do secretário de Cidadania, Chico Gonçalves.

O blog Marco Aurélio D’Eça apurou que na reunião do Rio foi reafirmado que “o caminho no Maranhão é totalmente diferente” do que pregam Lobato e Gonçalves.

Ao identificar o dedo de Ricardo Capelli nos movimentos do PT maranhense, a Executiva Nacional mostra ter consciência de que as ações são uma tentativa do governador Flávio Dino (PT) de garantir o apoio do partido ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o que já foi descartado pelo próprio ex-presidente Lula.

 

Os petistas controlados por Flávio Dino; ações desconsideradas pela cúpula nacional do partido

Mas as jogadas de Dino são frutos do seu próprio erro estratégico – ou talvez de sua presunção.

Brandão só está hoje no PSDB por que Flávio Dino apostava que Lula e o PT seriam cartas fora do baralho das eleições de 2022.

Desde 2018, o governador maranhense trabalhava com a ideia de uma frente ampla, envolvendo a esquerda e a centro-esquerda, sem a hegemonia petista. (Relembre aqui, aqui, aqui e aqui)

A ideia era manter o vice no ninho tucano e se transferir para o PSB, tendo também o PCdoB na aliança.

E o PT iria a reboque, sem a força popular de outrora.

Mas eis que o Supremo Tribunal Federal decide anular as condenações de Lula, pondo o ex-presidente de volta ao jogo do poder; e consequentemente fortalecendo o PT.

Com os planos indo para as cucuias, Dino teve que gerar o caos para tentar se reorganizar, inventando possibilidades irreais no PT maranhense a fim de convencer Lula a seguir seu projeto tucano-socialista.

E obviamente que os petistas empregados no governo defendem a tese do governo.

O fato é que o PT já tem para o Maranhão um caminho decidido nacionalmente, pela executiva e por Lula, que será anunciado somente quando o ex-p-residente achar conveniente.

E o que dizem Augusto Lobato, Chico Gonçalves e outros membros do partido controlados por Flávio Dino servem apenas para animar a arraia miúda.

Sem nenhum efeito prático…

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Felipe Camarão descarta ser vice: “não sou balão de ensaio”, diz

Secretário de Educação, lançado pelo PT como pré-candidato a governador, diz que na hipótese de não ter aval do partido para concorrer ao governo irá disputar uma vaga na Câmara Federal, o que frustra as expectativas do vice-governador Carlos Brandão

 

Flávio Dino apresentou Camarão a Lula como opção do PT, mas disse a Brandão que ele seria seu vice, o que foi desmentido pelo próprio secretário

O secretário de Educação Felipe Camarão (PT) descartou nesta terça-feira, 19, compor como candidato a vice-governador  nas eleições de 2022.

– Não existe nenhum tipo de interesse de ser um balão de ensaio, um blefe, para fortalecer uma suposta candidatura a vice. Não tenho essa pretensão, e nem me vejo com essa possibilidade por conta das nossas conversas internas no partido – afirmou Camarão, em entrevista à TV Mirante..

O secretário disse que, caso não haja aval do partido para sua candidatura ao governo, irá disputar uma vaga na Câmara Federal.

– É bem claro: ou eu sou candidato a governador, ou, na remota hipótese de o partido não me dar aval para candidatura, eu serei candidato a deputado federal – afirmou.

A afirmação de Felipe Camarão esmorece as expectativas dos aliados do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que apostavam na candidatura do secretário como uma estratégia de Flávio Dino para fortalecê-lo.

É absolutamente descartada pela cúpula nacional do PT uma composição no maranhão com o PSDB, e o governador Flávio Dino (PSB) já foi comunicado disto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A candidatura de Camarão é para o Palácio dos Leões, portanto, uma forma de evitar que Lula apoie a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

Mas esta é uma outra história…

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Oposição a Flávio Dino é a maior da Assembleia em quase 20 anos…

Nos últimos seis meses de mandato, governador vê parlamentares se alinharem fora da base governista por uma opção política dele próprio, o que deve gerar dificuldades para o vice-governador Carlos Brandão

 

Bancada do PL com Josimar de Maranhãozinho: aumento da oposição a Flávio Dino na Assembleia Legislativa

Os deputados estaduais Vinícius Louro, Leonardo Sá, Hélio Soares e Detinha (todos do PL) estão, desde a segunda-feria, 18, oficialmente na oposição ao governo Flávio Dino (PSB).

E o motivo foi criado pelo próprio Dino: o mal tratamento dado à bancada, que é controlada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

Mas outros parlamentares alinhados a partidos que vêm sendo tratados como inimigos por Dino – apesar de terem passado sete anos e meio como governistas – também tendem a se alinhar contra o governador.

É o caso, por exemplo, do deputado Neto Evangelista (DEM) e da deputada Mical Damasceno (PTB).

Só com estes nomes, a oposição agora nada menos que nove parlamentares, uma das maiores bancadas de oposição em 18 anos, ou seja, desde o racha no grupo Sarney provocado pelo então governador José Reinaldo Tavares.

Essa posição política na Assembleia – que tende a aumentar nos próximos meses – pode trazer dificuldades para o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assume em abril na tentativa de se viabilizar candidato à reeleição.

Mas esta é uma outra história…

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Minha vida no jornal O EstadoMaranhão…

A carreira jornalística que escolhi como profissão se confunde com parte da história do próprio veículo, onde comecei como repórter de Cidades, passei pela editoria de Polícia e cheguei à cobertura Política, em que fui repórter, subeditor e editor

 

Com Linhares Júnior e Carla Lima, entrevistando Roseana Sarney no projeto Sabatina O Estado, um dos mais importantes projetos do jornalismo político recente

 

Por Marco Aurélio D’Eça

Tive dois empregos diretos como jornalista em minha carreira profissional.

Em 1992, antes mesmo de entrar na faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), cheguei à rádio Esperança FM, onde fui repórter, produtor, apresentador, editor e diretor de Jornalismo.

A partir de 1995 ingressei no jornal O EstadoMaranhão, aprovado em um seletivo público, na maior reforma gráfica e editorial que o jornal experimentou.

Ali descobri a minha vocação para as letras do jornalismo escrito.

Para se ter ideia da importância desta escolha, meu teste para o jornal – uma reportagem sobre os terminais de integração, à época apenas um projeto da então prefeita Conceição Andrade – acabou transformando-se na manchete de primeira página de O Estado; era o dia 12 de julho de 1995.

Não há dúvida de que minha carreira jornalística se confunde com pelo menos metade da história do jornal O EstadoMaranhão.

Naquela redação vivi as transformações pessoais, do mundo, da política maranhense e da própria profissão de Jornalismo no último quarto de século.

Tudo o que sei sobre a prática jornalística aprendi na redação da Avenida Ana Jansen 200, após rico embasamento teórico na Ufma e na Faculdade Estácio de Sá.

Tive a sorte de ter como mestres nomes como Ribamar Corrêa, Newton Ornellas, Jaqueline Heluy, Ademir Santos, Manoel dos Santos Neto, Mário Reis, Alfredo Meneses, Edivan Fonseca, Ribamar Cardoso, Benito Neiva e Pergentino Holanda.

Convivi com ícones do jornalismo maranhense moderno, como Clóvis Cabalau, Felix Alberto, Zeca Pinheiro, Karina Lindoso, Érica Rosa, Sílvia Moscoso, Wal Oliveira, Othelino Neto, Waldirene Oliveira, Edwin Jinkings e Francília Cutrim dentre vários outros.

No jornal O EstadoMaranhão pude descobrir e comandar jovens talentos, como Carla Lima, Gilberto Léda, Mário Carvalho, Ronaldo Rocha, Batista Matos e Décio Sá, maior repórter da história recente do Jornalismo, com quem convivi desde a infância, passando pelo ensino médio e pela faculdade.

Quando era garoto, ainda lá no bairro do Coroado, lia o jornal O Estado em exemplares antigos, que minha mãe trazia da feira. Gostava da coluna Estado Maior; nunca imaginei que, um dia, seria responsável por esta coluna, a mais importante do jornalismo maranhense.

Como repórter de o Estado testemunhei a ascensão do roseanismo, a partir do governo Roseana  Sarney – que se confunde com a minha própria chegada ao jornal – e a queda do sarneysismo, a partir do rompimento do governador José Reinaldo Tavares, em 2003.

Foto de 1996, em uma visita do então presidente Fernando Henrique Cardoso ao Maranhão; repórteres de todo o Brasil no avião presidencial

Foram nada menos que 12 coberturas eleitorais ininterruptas – 1996, 1998, 2000, 2002, 2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016, 2018 – sendo o repórter com mais tempo a cobrir política por um mesmo veículo.

Pelo Estado conheci o Maranhão inteiro, nos Governos Itinerantes.

Foi minha a manchete com selo de exclusividade revelando o destino da famosa carreta roubada que deu origem à CPI do Crime Organizado, um dos mais importantes momentos da história política recente.

Com Roseana estive em São Paulo durante a campanha de 1998 – em que ela venceu em primeiro turno, sem precisar viajar pelo interior.

À época, a governadora internada no Hospital das Clínicas e eu fazendo o acompanhamento diário, encaminhando por fax matérias escritas à mão e digitadas na redação.

Em 2014, já como editor de Política, criei o conceito de texto final; o programa consistia no fato de que todos os membros da editoria eram, ao mesmo tempo, repórter, editor e paginador.

O modelo foi seguido depois por toda as editoriais do jornal.

Em 2016, idealizei, organizei e ancorei o projeto Sabatina O Estado, um dos mais importantes espaços jornalísticos na campanha eleitoral, que se repetiu nas eleições de 2018 e 2020.

Em 2018 decidi encerrar minha passagem por O Estado, em comum acordo com a direção da empresa; decisão acertada, que deixou portas abertas e uma amizade ainda sólida com a família e com todos que fazem a empresa.

Raramente escrevo em primeira pessoa no blog Marco Aurélio D’Eça, mas para testemunhar a importante história do jornal O EstadoMaranhão, é preciso narrar fatos.

E só quem viveu fatos tem a experiência de poder contar esta parte da história maranhense.

Uma história que jamais se encerrará com o fim da edição impressa do jornal, neste sábado 23.

Ela continuará por que é marca do próprio Maranhão…

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Enquanto os outros brigam, Edivaldo segue em frente

Devagarinho, bem ao seu estilo, sem se indispor com ninguém, ex-prefeito de São Luís vai consolidando-se como opção do eleitor, ao mesmo tempo em que Carlos Brandão, Weverton Rocha, Felipe Camarão e Simplício Araújo se engalfinham para ser a escolha de Flávio Dino

 

O carisma pessoal é um dos mais importantes trunfos de Edivaldo Júnior na pré-campanha eleitoral

Editorial

O ex-prefeito de São Luís Edivaldo Júnior (PSD) vai se consolidando como uma das principais opções para o Governo do Estado nas eleições de 2022.

E faz isso por um erro primário dos seus principais adversários.

Enquanto Edivaldo segue em faixa própria, ao seu estilo, sem se indispor com ninguém – nem mesmo com o governador  Flávio Dino (PSB) – o vice-governador  Carlos Brandão (PSDB), o senador  Weverton Rocha (PDT) e os secretários Felipe Camarão (PT) e Simplício Araújo (Solidariedade) se engalfinham exatamente pela atenção do mesmo Flávio Dino.

Edivaldo tem como principal trunfo pessoal na disputa pelo governo o seu carisma e o seu jeito e bom moço – aquele tipo que toda mãe quer como genro.

Mas, além destes atributos intrínsecos, ele também tem força eleitoral; e força eleitoral muito maior que a do vice Carlos Brandão, por exemplo.

Edivaldo aparece em segundo lugar em todas as pesquisas de intenção de votos, perdendo apenas para o senador Weverton Rocha (PDT), nos cenários sem a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Mas ganha de Weverton – e ganha bem – em São Luís e em toda a região metropolitana.

O ex-prefeito de São Luís tem a vantagem de ser de um partido de oposição sem ser oposição a Flávio Dino; e tem a vantagem de ser próximo a Flávio Dino sem se indispor com a oposição.

Se o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, garantir a Edivaldo Júnior ao menos a metade da estrutura que prometeu para sua campanha, o ex-prefeito de São Luís tem vaga certa no segundo turno.

E, chegando ao segundo turno, tem amplas chances de vencer a eleição; sobretudo por que os candidatos da base de Dino continuaram se engalfinhando.

E esta não é uma outra história…

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Prefeito de Santa Rita vai propor nova discussão do VLT ligando a Ilha de São Luís ao continente

Sabedor que Eduardo Braide é um defensor desse projeto, Dr Hilton Gonçalo vai propor um encontro ainda com os prefeitos de Bacabeira, Fernanda Gonçalo e de Rosário, Calvet Filho, para que juntos possam discutir e fazer com que esse projeto saia do papel

 

Os moradores de São Luís, Bacabeira, Rosário e Santa Rita podem ganhar uma nova opção de transporte público, desafogando o trânsito intenso da BR-135. Pelo menos essa é a proposta do prefeito Dr Hilton Gonçalo, que deseja debater o uso do VLT, que foi adquirido pela Prefeitura de São Luís em 2012 e desde então está guardado em um galpão no Tirirical consumindo mais de R$400 mil por mês, simplesmente para ficar parado.

Não é a primeira vez que Dr Hilton Gonçalo traz o tema para discussão. Em 2017, ele levantou essa possibilidade e na época Eduardo Braide então deputado estadual defendeu a proposta na Assembleia Legislativa. “Empreendimentos já anunciados para aquela região, pedem um transporte de massa eficiente, já que hoje há uma grande dificuldade no deslocamento da capital até a altura daquelas cidades pela BR-135.

Portanto, a partir de hoje, sou um defensor da proposta do prefeito de Santa Rita, já que será muito melhor ver o VLT nos trilhos do que em um galpão, sendo motivo de chacota em rede nacional, com dinheiro público gasto sem nenhuma utilização”, afirmou no dia 7 de fevereiro de 2017.

Sabedor que Eduardo Braide é um defensor desse projeto, Dr Hilton Gonçalo vai propor um encontro ainda com os prefeitos de Bacabeira, Fernanda Gonçalo e de Rosário, Calvet Filho, para que juntos possam discutir e fazer com que esse projeto saia do papel.

O projeto para instalação do VLT já existe e foi apresentado em uma reunião do CIM – Consórcio Intermunicipal Multimodal – na época participaram representantes da TransNordestina e Vale. 

O engenheiro Francisco Soares apresentou um esboço das paradas já existentes onde o VLT poderia passar. Sairia do Tirirical, passando por Aracanga (Maracanã), Piçarra (Pedrinhas) e Mandubé (Estiva), em São Luís. No continente a primeira parada seria em Rosário, onde já existe uma estação pronta e recém-recuperada pelo IPHAN. Logo em seguida três estações finalizariam o percurso – Recurso, Carema e Piruaba – todas em Santa Rita.

A atual linha férrea da TransNordestina não possui parada em Bacabeira, mas pode ser incluída duas estações, uma em Periz de Baixo e outra próxima a sede do município. 

Dr Hilton Gonçalo argumenta que que os atuais vagões do VLT teriam capacidade de atender 400 passageiros por hora, tempo estimado para fazer a ligação São Luís – Santa Rita. 

A linha férrea da TransNordestina passa no momento por uma reforma e seria o momento ideal para aproveitar a instalação do transporte ferroviário. Dr Hilton reconhece que as dimensões dos trilhos são diferentes da atual bitola dos vagões do VLT, mas isso pode ser resolvido com a troca do equipamento, o que não traria tanto custo, uma vez que na prática seria praticamente como “trocar os pneus de um carro”.

O prefeito de Santa Rita afirma que a instalação do VLT ligando a Ilha de São Luís ao continente é “uma obra de alcance social e desenvolvimento econômico muito grande. Pois além de atender a população em geral, o turista também seria beneficiado, uma vez que ao chegar no Aeroporto de São Luís, o visitante poderia parar no Maracanã e conhecer o Parque da Juçara e ir até a entrada da BR-402, que leva até o Parque dos Lençóis Maranhenses”.

Além de levar a proposta ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide, Dr Hilton Gonçalo quer trazer para o debate o Governo do Maranhão, a FIEMA, SEBRAE, Ministério Público e todas entidades interessadas em tirar do papel, esse projeto que beneficiaria milhares de maranhenses.

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Academia Maranhense de Letras pode transformar vaga em herança familiar…

Oferecida ao governador Flávio Dino apenas pelo fato de ter sido ocupada pelo seu pai, o intelectual Sálvio Dino, a cadeira número 32 será posta em disputa na próxima quinta-feira, 21; no páreo está também o renomado escritor Antonio Guimarães de Oliveira

 

Flávio Dino no Palácio dos Leões com membros da AML, em 2015: imortalidade como herança familiar

O governador Flávio Dino (PSB) resolveu tentar impor seu nome como membro da Academia Maranhense de Letras, querendo ocupar a cadeira de número 32.

E o argumento é um só: a vaga era do seu pai, o reconhecido escritor e poeta Sálvio Dino.

Na verdade, o movimento para fazer Dino imortal surgiu na própria AML, logo após a morte do seu pai, em 2020, segundo revelou o jornalista Pergentino Holanda em sua coluna no jornal O EstadoMaranhão.

Na tentativa de tornar a vaga na AML uma espécie de herança familiar, a Casa acaba por estuprar intelectualmente os imortais maranhenses, uma vez que – embora com amplos conhecimentos técnicos na área jurídica – Flávio Dino nunca teve qualquer tipo de militância ou produção intelectual que justifique sua “imortalidade”.

Sobretudo por que também concorre à vaga o escritor respeitado no mundo intelectual, Antonio Guimarães de Oliveira.

– Sobre Benedito Buzar, bom cidadão e grande historiador, porém acredito, sinceramente na força da literatura maranhense e seus grandes escritores. Acredito que não ocorrerá o “favor político”. Acredito na idoneidade de todos os acadêmicos e acadêmicas. Vamos aguardar o dia 21 de outubro… – desabafou Guimarães, em comentário no blog Marco Aurélio D’Eça.

O escritor Antonio Guimarães: livros reconhecidos pelos próprios intelectuais da Academia Maranhense de Letras

O problema para Guimarães é que, desde o ano passado, os próprios membros da AML encabeçam o movimento pró-Dino.

Na sua tentativa de se tornar imortal, Flávio Dino submeteu-se, inclusive, a um encontro com o ex-presidente José Sarney – decano da AML e da Academia Brasileira de Letras, e, por mérito próprio, reconhecido internacionalmente como escritor.

Antonio Guimarães revela que, quando fez sua inscrição à cadeira 32, foi informado pela direção da Casa de Antônio Lobo que o governador Flávio Dino não iria concorrer e que o ex-presidente Sarney não iria se envolver em disputa literária. (Leia aqui a íntegra do comentário)

Mas Flávio Dino quer a influência do ex-presidente para convencer os prováveis futuros confrades.

 A eleição na  AML será na quinta-feira, 21…