0

Alvo de Junior Bolinha em 2023, empresário é morto em São Luís…

Um ano depois de sofrer um atentado a mando do acusado de ser o agenciador da morte de Décio Sá é executado em uma barbearia no Anjo da Guarda exatamente na véspera do 12º aniversário de morte do jornalista

 

Felix Mendes, o Felinho, foi morto nesta segunda-feira, 22, um ano depois de sofrer atentado que resultou na morte do seu filho

O empresário e agricultor Félix da Silva Mendes Filho, o “Felinho”, foi executado na manhã desta segunda-feira, 22, em uma barbearia do Anjo da Guarda.

A informação é do jornalista Domingos Costa. (Leia aqui)

Em abril de 2023, Felinho sofreu um atentado em seu racho, na Vila Maranhão, ocasião em que executaram o seu filho,  Marcelo Mendes Martins; este blog Marco Aurélio d’Eça publicou a informação, à época, com o título “Assassino do Tech Office envolvido em outra execução”.

De acordo com a polícia, o atentado de 2023 fora encomendado pelo ex-empresário Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado de ser o agenciador do pistoleiro Jhonatas de Souza, que executou o jornalista Décio Sá na noite do dia 23 de abril de 2012; 

Júnior Bolinha deveria ter enfrentado o Júri Popular pela morte de Décio Sá no último dia 4 de abril, mas o julgamento foi suspenso por causa de um documento que aponta irregularidades na obtenção das provas apresentadas pela Polícia e pelo Ministério Público nas investigações do crime contra o jornalista.

A anulação dessas provas pode levar, inclusive, à anulação de todo o caso Décio Sá, como este blog Marco Aurélio d’Eça revelou, com, exclusividade, no post “Promotor se declara suspeito e Júri do caso Décio com Júnior Bolinha é cancelado…”. 

O assassinato de Décio Sá completa 12 anos nesta terça-feira, 23…

0

Promotor se declara suspeito e Júri do caso Décio com Júnior Bolinha é cancelado

Representante do Ministério Público no processo, Rodolfo Soares dos Reis encaminhou à 1ª Vara do Tribunal do Júri petição em que se declara “sem a necessária isenção para prosseguir no caso”, após apresentação de Incidente Processual de Ilicitude que pode anular toda a investigação da morte do jornalista, inclusive a própria denúncia contra os acusados, por ter sido baseada em provas obtidas ilegalmente ou por manipulação policial

 

Uma das operações aleatórias da polícia para tentar elucidar o caso Décio Sá, com escuta de blogueiros, jornalistas, políticos e empresários

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri Gilberto de Moura Lima determinou a retirada de pauta do julgamento do ex-empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado de ser o contratante do assassino do jornalista Décio Sá; o Júri estava marcado para o dia 4 de abril, como revelou este blog Marco Aurélio d’Eça, no post “12 anos depois primeiro acusado da morte de Décio Sá vai a Júri popular…”.

A decisão do juiz de cancelar o Júri se deu após decisão do promotor Rodolfo Soares Reis, de declarar-se suspeito para atuar no processo, uma vez que, segundo ele próprio, “considerando o conhecimento de causa superveniente, não mais se sente com a necessária isenção para prosseguir atuando neste Processo-crime”.

Rodolfo Reis atuou em diversas fases do processo, com várias manifestações nos autos; no documento encaminhado ao juiz, o promotor não detalha os motivos de sua suspeição e diz apenas que teve “conhecimento de causa superveniente”.

Mas este blog Marco Aurélio d’Eça teve acesso ao Incidente de Ilicitude nº 0006555-79.2020.8.10.0001 – Júri, interposto pela defesa de Júnior Bolinha, que além de levar ao adiamento de seu Júri,  pode, inclusive, anular todo o processo do caso Décio Sá, desde o início das investigações até a denúncia feita pelo Ministério Público.

O documento mostra ao juiz Gilberto de Moura Lima – com base nos próprios relatórios da polícia – que toda a investigação comandada pelo então secretário de Segurança Aluisio Mendes, hoje deputado federal, se norteou por uma interceptação telefônica ilegal contra Fábio Roberto Cavalcante Lima e Valdênio José da Silva, baseado em uma denúncia anônima de que seriam eles os assassinos.

Ocorre que os dois sequer foram citados na denúncia, nenhum dos denunciantes é listado nos autos e não há documento que tenha autorizado a interceptação de seus telefones, o que torna o conjunto de provas da polícia toda ilícita.

– Beira o surreal que um aparelho celular apreendido na posse de VALDÊNIO e FÁBIO ROBERTO, com exames residuográficos negativos, não reconhecidos e sequer denunciados, sirva de caminho a indivíduo jamais identificado e inquirido (Raimundão). (…) É imprescindível que a polícia técnica maranhense emule os fatos, que mais parecem um conto fantástico ou uma sorte investigativa proporcional ao acerto da megasena da virada – provoca o Incidente de Ilicitude, em sua página 17.

Decisão do juiz Gilberto Moura cancelando o Júri com Júnior Bolinha, após declaração de suspeição do promotor que atuava no caso

É a primeira vez em 12 anos que o personagem Fábio Roberto Cavalcante Lima surge no caso Décio Sá; Já Valdênio José da Silva é uma figura misteriosa que este blog Marco Aurélio d’Eça questionou desde o início; abaixo alguns dos posts sobre ele:

O Incidente de Ilicitude anexado ao processo do caso Décio já suspende, de imediato, toda as tramitações, que só poderão voltar a correr – inclusive eventuais julgamentos – após estas questões serem solucionadas na Justiça; no mérito, ele pede a anulação de todos os atos do processo, incluindo investigações, denúncias, pronúncia a Júri e julgamentos.

A morte de Décio completa 12 anos no próximo dia 23 de abril.

Alguns dos crimes pelos quais respondem os acusados já até prescreveram por falta de julgamento; e se todo o caso for anulado, os demais crimes também caminharão para a prescrição e ninguém pagará por eles.

Principalmente os verdadeiros autores…

0

12 anos depois, primeiro acusado pela morte de Décio Sá vai a Júri Popular…

Justiça marcou para o dia 4 de abril o julgamento em Conselho de Sentença de José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado de ser o agenciador do pistoleiro Jhonatan de Sousa, que matou o jornalista em abril de 2012, em um crime que chocou toda a sociedade maranhense; o acusado pode revelar novos nomes durante o Tribunal do Júri

 

Jhonatan de Sousa (à esquerda) teria sido contratado por Júnior Bolinha para matar Décio Sá; agenciador irá a Júri Popular em 4 de abril

O Tribunal do Júri marcou para o dia 4 de abril o julgamento do ex-empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado de ser o agenciador do assassino do jornalista Décio Sá; Bolinha é o primeiro dos quatro acusados pela trama contra o jornalista a sentar no banco dos réus, mas ele contesta a versão da polícia e aponta outros mandantes do crime.

Décio Sá foi morto no dia 24 de abril, em um restaurante da Avenida Litorânea; as investigações da polícia – à época sob o comando do hoje deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos) – apontou como mandantes os empresários e agiotas Gláucio Alencar e José Miranda (já falecido), tendo Bolinha como o contratante do matador Jhonatan de Souza, que este blog Marco Aurélio d’Eça também já apontou como uma farsa.

Este blog Marco Aurélio d’Eça sempre contestou a versão da polícia; em uma carta encaminhada a vários veículos de imprensa – cuja autenticidade foi atestada por ele próprio – Júnior Bolinha aponta outros mandantes para a execução, o que ele deve repetir durante o Juri Popular do dia 4 de abril.

Além de Gláucio Alencar, José Miranda, Júnior Bolinha e Jhonatan de Sousa, também foram apontados como envolvidos no crime o bon vivant Fábio Bocheca e o hoje coronel da Polícia Militar Fábio Capita, que segundo as investigações era o dono da arma usada pelo assassino.

À exceção de Jhonatan de Souza, nenhum dos envolvidos está preso; e alguns seguem a vida normal em sociedade.

Não há previsão de julgamento dos demais acusados…

0

Caso Décio Sá: um crime sem solução…

Numa das mais escandalosas manipulações da história do Maranhão, polícia, Ministério Público e Judiciário se uniram para criar uma narrativa que agradasse aos poderosos de plantão, muitos dos quais o próprio jornalista dedicava devoção absoluta

 

Décio Sá: injustiçado esquecido por aqueles que ele aplaudia

A morte do jornalista Décio Sá é, até hoje, passados 11 anos, um crime com corpo e sem cabeça.

A polícia, o Ministério Público e o próprio Judiciário se juntaram para criar uma teia que agradasse aos poderosos de plantão, muitos aplaudidos em vida pela própria vítima, hoje esquecida até por pessoas próximas, a quem ele dedicou anos de sua existência.

Sob a tutela do hoje deputado federal Aluisio Mendes, a investigação do assassinato de Décio Sá foi montada claramente para livrar o mandante, apontando um bode expiatório chamado Gláucio Alencar, a quem muitos poderosos deviam e precisavam tirar de circulação.

Mas o agenciador do pistoleiro Jhonatan de Souza, foi Junior Bolinha, que trabalhava, bebia e vivia em volta do empresário Marcos Túlio Regadas.

A arma usada pelo assassino pertencia ao capitão da PM Fabio Aurélio, o Fábio Capita, que era segurança de… Marcos Túlio Regadas.

E a rota de fuga do assassino foi montada a partir do Jeep Clube de São Luís, à época coordenado pelo próprio Capita.

O próprio Júnior Bolinha escreveu carta em que aponta Regadas como mandante do assassinato, fato totalmente ignorado por policiais, juízes e promotores que cuidaram do caso.

Empresário poderoso, dono da Franere, do Golden Shopping e do Rio Anil Shopping, Regadas era sogro de ninguém menos que Tati Lobão, neta do então senador Edson Lobão. Era um homem que frequentava as altas rodas, financiava campanhas eleitorais e tinha relações com clãs poderosos do Maranhão, tanto no Executivo quanto no Judiciário.

Gláucio era um empresário da construção, mas sua atividade principal era a agiotagem; financiava prefeitos, vereadores, deputados, juízes, promotores, policiais e criminosos de toda sorte.

Muita gente o devia; muita gente ganhou com sua prisão pela morte de Décio.

A história contada por Aluísio Mendes agradou aos poderosos, beneficiou empresários e tirou de circulação o incômodo chamado Gláucio Alencar.

Hoje, Décio Sá é assunto proibido na roda de conversas até de gente que se dizia próxima.

E o crime segue sem solução…

0

Oito anos sem Décio Sá: tudo no mais absoluto silêncio..

À exceção do assassino Jonathan de Sousa – bode expiatório de uma trama que abalou a imprensa maranhense – morte do jornalista continua com envolvidos todos livres, leves e soltos e com as mesmas práticas influenciando o poder

 

A imagem de Gláucio Alencar livre, no mesmo local onde Décio foi assassinato, é símbolo da falta de conclusão no caso da morte do jornalista

O assassinato do jornalista Décio Sá completa oito anos nesta quinta-feira, 23.

E o efeito prático das investigações foi ter levado à prisão e condenação apenas do assassino, Jonathan de Souza.

Oito anos depois, todos os envolvidos no crime estão hoje a curtir a vida, livres, leves e soltos, sem preocupação alguma em voltar aos bancos dos réus ou à cadeia.

Gláucio Alencar, seu pai, José Miranda, o ex-empresário Júnior Bolinha, o agenciador de serviços diversos Fábio Buchecha, e o agora coronel PM Fábio Capita estão todos a passear alegremente pela vida, livres e sem perspectiva de punição da Justiça maranhense, que parece também fazer de conta que o caso não se encontra em seus escaninhos.

O sorriso cínico do assassino Jonathan de Souza diz muito do processo envolvendo a morte de Décio Sá, esquecido nos arquivos da Justiça

A morte de Décio abalou a comunicação de internet em seu auge, quando a mídia caminhava para uma postura mais pessoal diante dos fatos.  

E este abalo foi o único efeito prático da investigação da morte do jornalista.

Nada mais mudou.

A agiotagem continuou a dar as cartas na política maranhense, a relação de criminosos com poderosos continuou a grassar no sistema empresarial e muitos dos que se beneficiaram de Décio continuaram a se beneficiar de outros agentes da mídia.

Tudo segue na mais absoluta normalidade do caos, com acusados celebrando julgadores, medíocres tentando ocupar o espaço deixado pelo jornalista e incompetentes chegando ao poder político.

Apenas Décio Sá acabou perdendo nesta história toda.

Pior: perdeu a própria vida…

1

Caso Décio Sá: sete anos depois…

Prestes a completar mais um aniversário, assassinato do jornalista tem apenas dois condenados presos, uma série de envolvidos soltos e um outro grupo de suspeitos que a polícia – e a Justiça – se recusam a falar sobre

 

ESTES HOMENS FORAM PRESOS COMO MANDANTES DO ASSASSINATO DE DÉCIO SÁ; hoje, todos estão livres

Editorial

Desde a semana passada, blogs maranhenses vêm noticiando um inquérito, pedido de inquérito ou petição judicial – seja lá o que for – correndo em segredo de Justiça e dando conta de supostas reviravoltas na morte do jornalista Décio Sá.

Curiosamente, o assunto vem à tona com a proximidade do sétimo aniversário de morte do jornalista, no dia 23 de abril.

O retomada do caso foi noticia agora primeiro pelo blog Atual7, depois por César Bello e em seguida por Neto Ferreira.

O blog Marco Aurélio D’Eça já havia tratado do mesmo assunto no início de 2018, em três postagens relacionadas. (Relembre aqui, aqui e aqui)

EXPOSTO À MÍDIA NACIONAL, JHONATAN DE SOUSA VIROU POP STAR DO CRIME, mas é o único acusado a estar preso

Décio Sá foi assassinado em um restaurante na Avenida Litorânea pelo pistoleiro confesso Jonathan de Sousa; a partir do assassino, a polícia abriu uma linha de investigação que levou à prisão de outras 12 pessoas, entre supostos mandantes, articuladores e contratantes, que chegaram a ser presos, denunciados e pronunciados.

Todos, à exceção de Jonathan, já estão soltos, muitos dos quais envolvidos em outros crimes. (Saiba mais aqui, aqui e aqui)

O blog Marco Aurélio D’Eça nunca acreditou na versão da Polícia para o assassinato de Décio Sá, endossada pelo Ministério Público e até por membros do Judiciário.

E mantém sua posição até hoje, pelas mesmas razões que podem ser relidas aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

ÚLTIMO A DEIXAR A CADEIA, JÚNIOR BOLINHA É O INÍCIO DA REVIRAVOLTA NO assassinato do jornalista Décio Sá

A possível retomada do caso, como mostraram Atual7, César Bello e Neto Ferreira, seria uma luz sob algo nebuloso, em que suspeitos são tratados como testemunhas, pronunciados recebem promoção em seus órgãos públicos e muitos, mas muitos suspeitos são tidos como gente de bem.

Mas o blog já recebeu até informações de que o delegado responsável pela oitiva das novas testemunhas e de velhos acusados já teria até sido substituído e mandado para uma delegacia de bairro.

O fato é que Décio Sá é o único punido neste caso até agora. Mesmo porque, o assassino, ainda hoje, posa de popstar da cultura policial.

E suspeitos de todos os “quilates” andam por aí ainda hoje.

Fazendo o mesmo que faziam há sete anos…

6

Agora livre, Gláucio Alencar vai a morro na Litorânea…

Empresário acusado de ser o mandante da morte do jornalista Décio Sá ganha direito de sair às ruas e posta foto em uma das dunas que podem ter servido de rota de fuga do assassino Jhonathan de Sousa

 

Gláucio Alencar em um dos morros da avenida Litorânea: oração a Deus….

O empresário Gláucio Alencar – acusado de ser o mandante da execução do jornalista Décio Sá, em 2012 – foi ontem, pela primeira vez em cinco anos, à praia onde ocorreu o crime.

Em prisão domiciliar desde 2016, Alencar ganhou o direito a sair às ruas por decisão do desembargador José Luiz Oliveira de Almeida, que considerou o “excesso de prazo” de sua prisão cautelar, argumentada pelo advogado Aldenor Rebouças.

– A primeira coisa que eu fiz foi agradecer a Deus, orando no monte da Litorânea para pagar uma promessa que eu havia feito quando estava preso – contou Gláucio Alencar, em sua página no Facebook.

O empresário foi preso em 13 de julho de 2012 e pronunciado a Júri Popular em 2013. Mas seus recursos nunca foram julgados pela Justiça – alguns encontram-se no Superior Tribunal de Justiça – o que caracterizou o excesso entendido por Luiz Almeida.

O empresário com a mãe enferma; direito concedido pela Justiça maranhense

A prisão de Gláucio Alencar como mandante do assassinato de Décio sempre foi questionada, inclusive por este blog, que apontou outras linhas de investigação com maior nexo causal. (Releia aqui, aqui e aqui)

Ao decidir pela liberdade do acusado, o desembargador citou também o estado de sua mãe, que encontra-se internada com problemas graves de saúde.

Ao poder sair de casa, o empresário também visitou a mãe no hospital…

2

Quatro anos depois, Polícia Federal mantém silêncio sobre inquérito contra Pedro Meireles…

Delegado foi acusado de participar de suposto esquema de achaques a prefeitos e agiotas – ao lado do advogado Ronaldo Ribeiro – e a PF passou a investigá-lo em julho de 2012, mas nunca apresentou qualquer resultado da investigação

 

Décio Sá em uma das entrevistas com Pedro Meireles; da antipatia à amizade em pouco tempo...

Décio Sá em uma das entrevistas com Pedro Meireles; da antipatia à amizade em pouco tempo…

seloUm inquérito de investigação da Superintendência da Polícia Federal no Maranhão vai completar quatro anos, daqui a exatos 30 dias, sem qualquer resultado anunciado pela instituição.

Trata-se de uma investigação contra o delegado Pedro Meireles, que foi aberto em 26 de julho de 2012, segundo nota da própria PF maranhense. (Relembre aqui)

À época, Meireles era o bam-bam-bam da Polícia Federal no Maranhão, tido como desarticulador de esquemas de corrupção envolvendo diversas prefeituras. Até surgir a suspeita de que ele comandava, na verdade, um esquema de corrupção e achaques a prefeitos e agiotas, envolvendo o agiota Gláucio Alencar e ainda o advogado Ronaldo Ribeiro, seu amigo de infância.

As suspeitas contra o delegado vieram à tona durante as investigações do assassinato do jornalista Décio Sá.

As investigações da Polícia Civil maranhense deram de cara com um esquema – denunciado pelos próprios prefeitos – envolvendo Gláucio, Ronaldo e Meireles, que consistia em livrar a cara de suspeitos de corrupção nas prefeituras, em troca de pagamento de propinas.

A delegada-geral de Polícia Civil, à época, Cristina Menezes, chegou a afirmar ver indícios de ligação de Meireles com agiotagem.

Leia também:

Porque Ronaldo Ribeiro ligaria para Pedro Meireles?!?

A relação de Décio Sá e Pedro Meireles…

A demorada investigação da PF contra Pedro Meireles…

Ronaldo com Meireles no velório de Décio: "amigos de infância"

Ronaldo com Meireles no velório de Décio: “amigos de infância”

O próprio Ronaldo Ribeiro passou a ser investigado no caso Décio, sob suspeita de que as negociações para pagamento do executor tivessem sido feitas em seu escritório. (Relembre aqui)

Um ano depois da investigação, em 2013, a PF ainda tergiversava quando questionada sobre a investigação contra o seu delegado.

– A Polícia Federal tem uma preocupação muito grande em não levantar falsas hipóteses; então a Polícia Federal busca apurar e comprovar. O que está sendo feito hoje é buscar comprovar tudo aquilo que foi dito. Se algo do que foi dito que implicar em responsabilidade for característica para justificar, o afastamento do cargo haverá sem dúvida. Agora, a Polícia Federal tem uma preocupação muito grande de trabalhar em cima de fatos e não em cima de possibilidades – ponderou, em 3 de maio de 2013 o então o superintendente da PF no Maranhão, Cristiano Sampaio. (Releia aqui)

O próprio titular deste blog foi ouvido em um inquérito sobrestado ao de Pedro Meireles, mas a Polícia Federal jamais deu qualquer notícia a respeito da investigação contra o delegado.

E o caso já completou quatro anos, expirando prazo legal até para eventual ação judicial contra os envolvidos.

Meireles segue na Polícia Federal, Gláucio continua preso, Ribeiro continua a atuar como advogado e o crime contra Décio continua a tramitar.

Sem previsão de julgamento…

6

Décio Sá: quatro anos de um silêncio eterno…

Amigos próximos, ex-aliados políticos e colegas de profissão parecem ter feito um pacto para evitar o assunto, que levou 12 para cadeia, mas deixou dúvidas sobre dezenas de outras pessoas

 

Décio Sá m plena atividade: ousadia e persistência na busca da notícia

Décio Sá m plena atividade: ousadia e persistência na busca da notícia

Um silêncio paira no ar a cada vez que se tenta engatar uma conversa sobre o assassinato do jornalista Décio Sá com políticos que o tiveram entre aliados mais ferrenhos  e colegas de profissão que o tinham nas relações mais íntimas.

E o silêncio só aumenta o ecoar das dúvidas sobre as circunstâncias, motivos e autores de sua morte, cruel e covarde, ocorrida na noite de uma segunda-feira, 23 de abril de 2012.

Décio Sá foi, para muitos desses “aliados”, o maior e melhor jornalista da história recente do Maranhão.

Décio Sá era para os colegas de profissão, o mais completo profissional que exerceu a carreira no estado.

Mesmo assim, todos estes que o rodeavam preferem o silêncio.

Um silêncio que parece revelar muito mais do que supõe esconder.

o supostos envolvidos: resposta rápída para um clamor popular

o supostos envolvidos: resposta rápida para um clamor popular crescente

Este blog sempre questionou, questiona, e vai questionar em todas as instâncias da Justiça, o resultado das investigações que apontaram, não os executores, mas os supostos mentores e pagadores do crime.

E o vácuo imposto após as investigações por quem exaltava o jornalista contribui ainda mais para este questionamento nestes quatro anos de silêncio.

O fato é que, há quatro anos, o Maranhão perdia, de forma abrupta e covarde, um dos seus maiores profissionais do jornalismo.

Uma covardia que nem o silêncio vai conseguir abafar…

2

Décio Sá dará nome à avenida no Calhau…

Projeto do vereador Ivaldo Rodrigues foi aprovado hoje, na Câmara, em redação final, e vai à sanção do prefeito Edivaldo Júnior

 

Décio Sá: ícone do jornalismo maranhense

Décio Sá: ícone do jornalismo maranhense

A Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira, em redação final da Comissão de Constituição e Justiça, proposta do vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), altera o nome da avenida Copacabana do Calhau para avenida jornalista Décio Sá.

A via é uma das que ser4vem de acesso ao bairro do Calhau, a partir da avenida Litorânea.

Ivaldo Rodrigues, autor da homenagem

Ivaldo Rodrigues, autor da homenagem

– É uma justa homenagem a um dos mais importantes jornalistas do Maranhão – ressaltou o parlamentar.

Décio Sá foi assassinado, em 2012, na avenida Litorânea, por uma quadrilha incomodada com suas denúncias no blog, segundo investigação da polícia.

o jornalista já dá nome também a uma das alas do Complexo de Comunicação da Assembleia Legislativa.

O projeto que cria a Avenida Jornalista Décio Sá vai agora á sanção do prefeito Edivaldo Júnior (PDT).