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Dilma venceu Serra em todos os municípios do Maranhão…

Dilma e Roseana fizeram campanha forte no Maranhão

A candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, venceu o tucano José Serra de ponta a ponta no Maranhão. Foi a vitória em todos os 217 municípios que garantiu a ela a maior vitória proporcional do país, com 70,65% dos votos válidos.

Não há um só município maranhense em que Serra tenha superado a candidata petista – pelo contrário, em muitos casos, ele até perdeu a segunda posição para Marina Silva (PV).

Mesmo nos municípios administrados pelo PSDB – São Luís, Imperatriz e Açailândia – Dilma impôs derrota sobre o tucano.

Proporcionalmente, a maior diferença pró-Dilma ocorreu em Afonso Cunha, onde ela venceu com 91,12% dos votos. Em Afonso Cunha, Serra teve apenas 4,44%.

A meta do grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) neste segundo turno é, agora, intensificar a campanha na região tocantina, onde a diferença em favor da petista foi menor.

Imperatriz foi onde Dilma teve a menor votação no estado – 35,87%.

Mesmo assim, venceu Serra, que ficou com 33,69%…

Texto alterado às 22h50 para correção de informação

Marco Aurélio D'Eça

15 Comments

  1. Sabe o que isso significa?? que somos realmente POBRES e ANALFABETOS como todos os índices apontam. Não temos acesso a informação como outros estados, dependemos vital mente do Bolsa – Família (criado pelo PSDB), por falta de emprego e oportunidades, e temos ainda nos regendo um sistema de coronelismo moderno. Tenho vergonha de morar num Estado em que Serra é derrotado em todos os municípios.
    Mas não se preocupem, quando ele sentar na cadeira de Presidente, fará sem retalhiação muitas coisas elo nosso estado.

  2. O fenômeno paulista “Serrereca” não vai enganar ninguem aqui no Maranhão, agora é Dilma na cabeça, vamos dizer que não queremos a velha política do café com leite reeditada.
    P.S.: Quem não souber o que foi a política do café com leite, reveja os livros de história política do Brasil.

  3. Do Blog do Nassif:
    A psicologia de massa do fascismo à brasileira

    Há tempos alerto para a campanha de ódio que o pacto mídia-FHC estava plantando no jogo político brasileiro.

    O momento é dos mais delicados. O país passa por profundos processos de transformação, com a entrada de milhões de pessoas no mercado de consumo e político. Pela primeira vez na história, abre-se espaço para um mercado de consumo de massa capaz de lançar o país na primeira divisão da economia mundial

    Esses movimentos foram essenciais na construção de outras nações, mas sempre vieram acompanhados de tensões, conflitos, entre os que emergem buscando espaço, e os já estabelecidos impondo resistências.

    Em outros países, essas tensões descambaram para guerras, como a da Secessão norte-americana, ou para movimentos totalitários, como o fascismo nos anos 20 na Europa.

    Nos últimos anos, parecia que Lula completaria a travessia para o novo modelo reduzindo substancialmente os atritos. O reconhecimento do exterior ajudou a aplainar o pesado preconceito da classe média acuada. A estratégia política de juntar todas as peças – de multinacionais a pequenas empresas, do agronegócio à agricultura familiar, do mercado aos movimentos sociais – permitiu uma síntese admirável do novo país. O terrorismo midiático, levantando fantasmas com o MST, Bolívia, Venezuela, Cuba e outras bobagens, não passava de jogo de cena, no qual nem a própria mídia acreditava.

    À falta de um projeto de país, esgotado o modelo no qual se escudou, FHC – seguido por seu discípulo José Serra – passou a apostar tudo na radicalização. Ajudou a referendar a idéia da república sindicalista, a espalhar rumores sobre tendências totalitárias de Lula, mesmo sabendo que tais temores eram infundados.

    Em ambientes mais sérios do que nas entrevistas políticas aos jornais, o sociólogo FHC não endossava as afirmações irresponsáveis do político FHC.

    Mas as sementes do ódio frutificaram. E agora explodem em sua plenitude, misturando a exploração dos preconceitos da classe média com o da religiosidade das classes mais simples de um candidato que, por muitos anos, parecia ser a encarnação do Brasil moderno e hoje representa o oportunismo mais deslavado da moderna história política brasileira.

    O fascismo à brasileira

    Se alguém pretende desenvolver alguma tese nova sobre a psicologia de massa do fascismo, no Brasil, aproveite. Nessas eleições, o clima que envolve algumas camadas da sociedade é o laboratório mais completo – e com acompanhamento online – de como é possível inculcar ódio, superstição e intolerância em classes sociais das mais variadas no Brasil urbano – supostamente o lado moderno da sociedade.

    Dia desses, um pai relatou um caso de bullying com a filha, quando se declarou a favor de Dilma.

    Em São Paulo esse clima está generalizado. Nos contatos com familiares, nesses feriados, recebi relatos de um sentimento difuso de ódio no ar como há muito tempo não se via, provavelmente nem na campanha do impeachment de Collor, talvez apenas em 1964, período em que amigos dedavam amigos e os piores sentimentos vinham à tona, da pequena cidade do interior à grande metrópole.

    Agora, esse ódio não está poupando nenhum setor. É figadal, ostensivo, irracional, não se curvando a argumentos ou ponderações.

    Minhas filhas menores freqüentam uma escola liberal, que estimula a tolerância em todos os níveis. Os relatos que me trazem é que qualquer opinião que não seja contra Dilma provoca o isolamento da colega. Outro pai de aluna do Vera Cruz me diz que as coleguinhas afirmam no recreio que Dilma é assassina.

    Na empresa em que trabalha outra filha, toda a média gerência é furiosamente anti-Dilma. No primeiro turno, ela anunciou seu voto em Marina e foi cercada por colegas indignados. O mesmo ocorre no ambiente de trabalho de outra filha.

    No domingo fui visitar uma tia na Vila Maria. O mesmo sentimento dos antidilmistas, virulento, agressivo, intimidador. Um amigo banqueiro ficou surpreso ao entrar no seu banco, na segunda, é captar as reações dos funcionários ao debate da Band.

    A construção do ódio

    Na base do ódio um trabalho da mídia de massa de martelar diariamente a história das duas caras, a guerrilha, o terrorismo, a ameaça de que sem Lula ela entregaria o país ao demonizado José Dirceu. Depois, o episódio da Erenice abrindo as comportas do que foi plantado.

    Os desdobramentos são imprevisíveis e transcendem o processo eleitoral. A irresponsabilidade da mídia de massa e de um candidato de uma ambição sem limites conseguiu introjetar na sociedade brasileira uma intolerância que, em outros tempos, se resolvia com golpes de Estado. Agora, não, mas será um veneno violento que afetará o jogo político posterior, seja quem for o vencedor.

    Que país sairá dessas eleições?, até desanima imaginar.

    Mas demonstra cabalmente as dificuldades embutidas em qualquer espasmo de modernização brasileira, explica as raízes do subdesenvolvimento, a resistência história a qualquer processo de modernização. Não é a herança portuguesa. É a escassez de homens públicos de fôlego com responsabilidade institucional sobre o país. É a comprovação de porque o país sempre ficou para trás, abortou seus melhores momentos de modernização, apequenou-se nos momentos cruciais, cedendo a um vale-tudo sem projeto, uma guerra sem honra.

    Seria interessante que o maior especialista da era da Internet, o espanhol Manuel Castells, em uma próxima vinda ao Brasil, convidado por seu amigo Fernando Henrique Cardoso, possa escapar da programação do Instituto FHC para entender um pouco melhor a irresponsabilidade, o egocentrismo absurdo que levou um ex-presidente a abrir mão da biografia por um último espasmo de poder. Sem se importar com o preço que o país poderia pagar.

  4. Marco,
    Achei interessante o comentário do Adalberto Cardoso, por esse motivoreproduzo.

    Dois fatos alvissareiros animaram os últimos dias de campanha do primeiro turno e o início do segundo. Primeiro, o jornal O Estado de S. Paulo declarou seu voto em José Serra. Depois, o proprietário da Revista Veja fez o mesmo. É salutar para a democracia que a imprensa deixe de lado a imagem de neutralidade, que não tem, e informe aos brasileiros de que o que eles estão lendo tem linha editorial, e que essa linha apoia um candidato qualquer.
    A nota dissonante, na verdade aterrorizante, foi a demissão de Maria Rita Kehl pelo mesmo Estadão que, com isso, praticou em casa, e no presente, a pretensa censura de que seria vítima se eleita a candidata Dilma. O jornal, simplesmente, cassou a voz de uma jornalista que não compartilha de sua linha editorial. Os militares fizeram o mesmo no Brasil, e isso há bem pouco tempo.
    Serra leva vantagem nesse ambiente cada vez mais enclausurado. Toda a imprensa tradicional lhe é favorável, mas até aqui apenas dois veículos o reconheceram de público. Ainda assim, e como os demais, esses dois veículos podem seguir fazendo campanha para Serra sem ferir a legislação eleitoral, porque qualquer manifestação sobre a parcialidade da mídia, mesmo que ela mesma se declare parcial, é lida por ela mesma como conclamação à censura. Seria ótimo para o país se o senhor William Bonner declarasse seu voto em cadeia nacional, ou talvez os editores responsáveis por seu jornal, a sra. Alice Maria, o senhor Ali Kamel e o sr. Schroeder. Escondidos atrás da imagem de pitibul do sr. Bonner, podem se eximir das críticas e da exposição pública, dando a Serra minutos a mais de televisão todos os dias na maior desfaçatez.
    A mídia no Brasil, como em toda parte, é empresarial. Tem interesses econômicos pesados e multifacetados, porque nenhum veículo, entre os grandes, é apenas midiático. As organizações Glogo são um grande conglomerado de empresas do ramo da informação e do entretenimento, com interesses em bolsa e na cotação do dolar. Só os ingênuos não perceberam a campanha difamatória contra a Petrobras, que trouxe as ações da empresa a um valor irrealmente baixo, com isso obrigando-a a oferecer-se à capitalização em condições desvantajosas. Procurem saber quanto as organizações Globo adquiriram em ações da Petrobras, e a campanha difamatória ganhará nova roupagem.
    Além dos interesses econômicos, lealdades políticas e de classe (sempre legítimas, desde que transparentes) explicam a adesão da imprensa ao candidato Serra. Na verdade, nesta eleição, em especial neste segundo turno, a radicalização à direita do candidato, se mancha de forma indelével sua (ilibada?) biografia (já chamuscada por procedimento equivalente contra Ciro Gomes em 2002), expõe a natureza de classe dessa eleição, como de resto o foi a de 2006. Serra tenta manchar a biografia de Dilma acusando-a de assassinar criancinhas (como os comunistas nos anos 1950, que as assavam em braseiro para comer). Mas isso é o de menos. O mais grave é ser ela fabricada por Lula; ter maus aliados (ser, na verdade, aliada do Mal); trazer consigo o PT e a roubalheira; ser mentirosa; esconder seu passado (oh, o passado!). Campanha sórdida, em que o candidato da oposição se acha acima de todo julgamento, como sua classe social. Em que se rebaixa ao rés dos preconceitos de sua classe social contra os mais pobres, contra as elites políticas forjadas nos movimentos populares, contra o partido que trouxe a democracia brasileira a este momento de celebração de sua maturidade. Que encontra em representantes da grande imprensa aliados capazes de conclamar as casernas (fantasma terrível) diante do risco que a continuidade de um projeto popular representa para a liberdade de expressão! Céus! Militares conclamados a defender a liberdade de expressão, ameaçada pela livre manifestação popular!
    Vivemos momento perigoso. Até aqui o golpismo da elite alijada do poder em 2002 se havia contido nos limites do curral da grande imprensa conservadora. Quando esta passa a conclamar os militares em sua própria defesa, bem…
    O trágico do momento atual é que o mesmo José Serra cresce no eleitorado contra o qual alimenta seus preconceitos de classe, oferecendo a ele o que acusa o governo atual de ter implementado de maneira “populista”. Salário mínimo maior; aposentadoria maior; décima terceira cota do Bolsa Família… Se Lula “enganou” o povo com migalhas, como insistiram o candidato e seus aliados, então Serra escarnece de sua própria interpretação sobre o governo que quer destituir, escarnece do povo que ele julga iludido, e reafirma seu preconceito em relação a esse mesmo povo, que ele agora ele também acha que pode enganar. Dilma tem pouco tempo para desconstruir esta empulhação.
    O cenário é preocupante. Serra e seus aliados de classe ameaçam, com sua radicalização apolítica, preconceituosa e protofascista, o futuro da democracia brasileira. Os brasileiros precisam dizer não a essa prática de satanização dos adversários políticos e despolitização da disputa eleitoral, que julgávamos enterradas em 1989.

  5. Marcos, O Maranhão, precisa sair dessa odiosa posição de penultimo estado da federação em desenvolvimento, e não é com migalhas da união que vamos sair dessa, precisamos investir em educação,cultura,formação profissional,estradas,portos e aeroportos, e na boa gestão pública, assim teremos como avançar e transformar nossa potencialidade em realidade, será porque São-Paulo reelege os governadores do PSDB, e Minas, Paraná,Goiás e tocantins,será porque? Eu te respondo é pelo modelo de gestão,a atitude republicana e moderna, nós não precisamos de modelos populistas e sim desenvolvimentistas, portanto, é por essas e outras que o PSDB está certo e deverá ter novamente no comando do Brasil um tucano. SERRA 45 JÁ!

  6. Se no Maranhão, houvesse mais escolas e universidades públicas, o resultado da eleição teria sido diferente. Portanto aqui o bolsa família ainda é um excelente boca de urna.

  7. No municipio de Afonso Cunha, dilma obteve mais de 91% dos votos validos….

    resp.: Verdade. Você tem razão. Em Afonso Cunha a votação foi maior que em Itapecuru. Obrigado.

  8. Rapaz deixa de ser moleque…O Itamar nunca falou isso, ele é um dos grande apoiadores do Serra…Quanta informação deturpada…Toma tento ovelha!

  9. pelo que vejo aqui no Maranhão Dilma esta esquecida. Ja vi ate Roseanistas pedindo voto para José Serra do tipo diretora de escola estadual da area itaqui bacanga

  10. é isso aí marco. dilma precisa passar dos 2 milhões novamente aqui no maranhão.
    o que os canalhas da oposiçãom a dilma querem é vender o Brasil que temos pela ninharia do aborto, tema já superado até mesmo, e principalmente, nos países de origem das forças poederosas e obscuras que apoiam a candidatura Serra.
    eles reduzem o debate a questões de princípios religiosos. é isso.
    não há debate . há sim ataques contra a dilma e seus aliados.
    por isso aqui no maranhão a ordem é passar dos dois milhões de votos e imprimir uma derrota defoinitiva dessa gente.

    abraço

  11. JA fiz comentários anos anteriores, sobre as eleiçoes estaduais…. vejo que nao mudou nada; se nao vejamos.. todo projeto ou obras grandes os governadores, sempre jogam pra CAPITAL SAO LUIS,( pelo menos aki ela ganha) e Imperatriz, .. so verificarem as grandes obras da gov. ROSEANA…. e sempre perde eleiçao por la;;;; agora, foi a vez da cidade de SANTA INES dah o TROCO. na eleiçao passada, ela perdeu pro jackson e agora perdeu para o dep. FLAVIO DINO.. o que se comenta na terrinha santa. eh que nenhum governador e falo agora sobre a REELEITA GOV ROSEANA..levou, sequer uma obra pra SANTA INES;..aki tem jornais, tv, faculdades, juventudes, sindicatos,formadores de opinioes, etc… gostariamos que a governadora, fizesse uma OBRA de repercussao . pra que ela ficque marcada aki na terrinha…. tipo via duto, centro de convençoes , estadio de futebol. campus da ufma. aumentar os cursos da uema que sao apenas 3 …..aki, é o 7 maior colegio eleitoral do maranhao…
    abraços…

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