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O tempo de João Castelo e os tempos atuais…

Castelo em 1980, exibe Porto do Itaqui aos colegas governadores

Haveria uma explicação temporal para os revezes do prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), na seara administrativa e jurídica – como a polêmica de agora, sobre o IPTU.

Sua forma de administrar está simplesmente fora de contexto em relação ao período em que ele administra São Luís.

João Castelo foi governador do Maranhão entre 1979 e 1982.

Depois disso, exerceu apenas um mandato de oito anos de senador e dois de deputado federal – com intervalo de oito anos de ostracismo entre eles.

Neste período de 30 anos, não exerceu mais nenhum cargo público de responsabilidade administrativa ou gerencial.

Nem o mais empedernido oposicionista é capaz de negar que Castelo foi um tocador de obras em seu período de governo. Ele mesmo faz questão de exaltar esta qualidade política.

Fez o Castelão, o Maiobão, a Cidade Operária, parte do Cohatrac, o Italuís, o Hospital dos Servidores, a Casa do Trabalhador…

Mas a que preço?

Castelo, em 2011, vê maquete de hospital embargado

Castelo foi tocador de obras na época em que não havia Ministério Público, as leis de Meio Ambiente eram incipientes, a imprensa tinha ainda mais amarras e a Lei de Responsabilidade Fiscal não era sequer cogitada no país.

Que diriam hoje os estudos ambientais sobre o projeto Italuís? O Castelão seria aprovado pela LRF? Como se posicionaria o Ministério Público na construção do Maiobão e da Cidade Operária?

Exatos trinta anos depois de governar o estado, João Castelo assumiu a Prefeitura de São Luís.

Não há sinais de avanço nas rotinas administrativas. A centralização de poder, característica de Castelo, é a mesma.

E o desejo de fazer quase sempre atropela as condições para fazer.

Por isso é que ainda não conseguiu levar adiante a construção do hospital de emergência prometido em campanha – derrubado pelas leis ambientais.

Por isso é que não conseguiu levar a cabo obras como o prolongamento da Litorânea e o viaduto da Forquilha – derrubados pela falta de relações políticas.

Por isso não consegue implantar a tabela do IPTU – derrubado pela força de fiscalização do Ministério Público.

João Castelo é, sem dúvidas, um tocador de obras dos mais qualificados do Maranhão.

Só precisa adequar suas práticas aos tempos em que vive…

Marco Aurélio D'Eça

24 Comments

  1. cara iraci medeiros, SAO LUIS ILHA DOS BURACOS, A NASA ESTA COM MEDO DE LANÇAR FOGUETES E CAIR EM SAO LUIS, hoje tenho bastante duvida quem foi o pior prefeito que a nossa querida ilha ja teve.Não sei se foi a Sra gardênia ou o proprio Castelo que não vai para lugar nenhum, mais os dias desse tocador de obras como voce classifica esta contado, agora quanto ao Castelo reeileito 2011, te dou um conselho muito pratico, PROCURE O PISIQUIATRA urgentimente pois voce está precisando.O LEGITIMO PREFEITO TRABALHADOR VOLTARÁ É SO AGUADAR. VIVA SÃO LUIS, VIVA TADEU PALACIO PREFEITO TRABALHADOR

  2. Parabéns pela matéria Marco!
    Quando Palácio era Prefeito, disse a infeliz frase:
    Pior do que tá não fica!
    Nunca mais eu repito essa frase.
    Abraço!

  3. Anacrônico, soberbo e centralizador o governo de João Castelo tende a ser o pior da história de São Luís…Prefeito, nós elegemos o Senhor para governar São Luís e não Roseana Sarney (que por sinal precisa começar a governar o Maranhão…). As competências e responsabilidades são suas, o Senhor não tem cumprido com suas obrigações para com a cidade e seu povo, o Senhor foi eleito para governar quatro anos e até agora nada… Nossa Ilha está um verdadeiro CAOS… na educação, na saude, nos transportes, as ruas sujas e mal iluminadas…buracos por todos os lados (imagino que os cofres municipais também nao tenham se livrado deles…) ou seja um verdadeiro CAOSTELO

  4. Marco Deça,
    Mais uma vez vc faz uma análise técnica perfeita de uma situação política delicada!
    Apesar da extrema vontade de fazer , o Prefeito João Castelo, perde-se nos caminhos que levam ao” poder fazer”.
    Licitar é a coisa mais difícil no atual modelo de administração pública. Obter licenças ambientais que não sejam questionadas pelo MPE e MPF é quase ganhar na loteria !
    Governar sem centralizar , na visão de Castelo, é dar cheque assinado para terceiros, mesmos que sejam de sua confiança !

    Aliado a tudo isso, na equipe de Castelo , poucos ousam mostrar os erros do Prefeito e preferem lançar confetes em suas pequenas vitórias !
    Resumindo: Em tempos de LRF, rigido sistema de licenciamento ambiental , MPU, TCU CGU (sistema “U”) ; Equipe auxiliar inexperiente , forte tendencia do Prefeito administrar com extrema centralização e sempre priorizando negociações partidárias , a administração castelista só terá dificuldades pela frente !

  5. Enquanto isso ainda há uma regra burocrática em Secretarias tipo a SMTT que o cidadão não tem acesso a um simples balcão de atendimento se estiver em trajes de bermuda. Fala sério!!!!!!!

  6. Par ele governar é só dar uma passagem só de ida para Gardenhinha para o Pasquistão, ai vcs veram ele governar de fato, pois ela quem manda em tudo nessa Prefeitura, contratar, descontratar e por ai vai…………..

  7. castelo conseguiu o impossivel. ser pior que tadeu palacio. putz.

  8. Castelo realmente realizou obras. Em Imperatriz, contruiu o Fórum, a Prefeitura, a Câmara, o Hospital Materno Infantil, a Praça Mané Garrincha, a primeira grande reforma do Estádio Frei Epifânio.
    Até hj, é um dos governadores que mais fez por Imperatriz.

  9. TODA VEZ QUE SE FALA EM CASTELO ESSA TAL DE IRACI MERDEIROS FAZ AQUELA BABAÇÃO EM JOÃO CRATERA.

    EITA MERDEIROS, FAZ QUESTÕ ATÉ DE COLOCAR O SOBRE NOME PRA SABER QUE FOI ELA A FUNCIONÁRIA DE CARGO COMISSIONADO QUE O BABOU, OK, VÁLIDO, AGORA DIZER Q ELE Á REELEITO EM 2012 AÍ TU JA TA PUCHANDO TANTO O SACO QUE O VELHO VAI RECLAMAR.

  10. Marco, Castelo NÃO é tocador de obras,não é, e nunca foi .
    Quando dos governos militares onde Castelo foi Governador Biônico, a milicada tinha como último reduto de credibilidade, o Nordeste Brasileiro ( A ARENA era um partido ” Nordestino”)e,em função dessa “simpatia”, despejava carradas de dinheiro nos governos corruptos do Nordeste, e o Maranhão não fugia e esta regra.
    Castelo é EXTREMAMENTE incompetente, e de honestidade duvidosa.
    Castelo na iniciativa privada é um tremendo FRACASSO, só consegue manter vivo seus, dele Castelo, negócios particulares, quando está com a chave de algum cofre público, à exemplo de quando foi Governador, e agora, como “dono” das tetas da generosa vaca leiteira , que é a nossa infeliz e vilipindiada Prefeitura.
    Castelo parece ter saido de um quadro de Velasques, onde o genial mestre retratava de forma fantástica anões, preferencialmente, os delinquentes.

  11. Castelo é o mesmo de ontem. Castelo tem essa vontade de construir, de fazer melhorias para o cidadão do Maranhão.Castelo é sem dúvida um tocador de obras. “Fez o Castelão, o Maiobão, a Cidade Operária, parte do Cohatrac, o Italuís, o Hospital dos Servidores, a Casa do Trabalhador…”, alem de abrir estradas no interior e ajudar os prefeitos em varias obras realizadas.
    Hoje o nobre jornalista citou apenas seis obras realizadas na capital e todas sem a manutenção devida. É uma pena ver obras de grande vulto serem degredadas por governos sem o compromisso com o povo.
    O Castelo de hoje tem a mesma vontade de ontem, só que tem pela frente uma enorme barreira política que teme o avanço deste tocador de obras para o povo. Soltem o Castelo e deixem que ele trabalhe para as melhorias da Ilha. Soltem o eterno trabalhador do povo. O povo já começa a perceber que uma parte da classe política quer impedir o avanço do Castelo da mesma forma que fizeram com a Gardênia. Se o dinheiro que a governadora Roseana prendeu estivesse na mão do prefeito, as obras que projetadas pelo prefeito, sem dúvida já estariam prontas. Quem perde é o povo. E o tempo não se recupera, haja vista que depois de 30 anos não se fez nada de importante para a população. O Castelão, sem manutenção;
    o Italuís, 30 anos sem manutenção; toda obra do prefeito sem manutenção nenhuma. E o povo sofrendo; perde até a alegria do povo genuinamente brasileiro: torcer pelo seu futebol. O povo clama por água. Mais. Pois só tem a que o Castelo trouxe há 30 anos. Tai o povo sem água e sedento… São 30 anos e nada se faz: é só oba-oba…
    O povo aclama, implora, tem vontade própria: trará quem o respeita e atende nas aflições: Castelo reeleito. Em 2012.

  12. em compensação, roseana sarney que já foi governadora por 4 ou 5 vezes, faz tantas burradas quanto nossso prefeito.

  13. Muito lucida sua visão. Castelo perdeu a carroça,o bonde e o avião da história. Virou castelo de arreia.

  14. Se fosse uma autoridade que cometesse um erro de português desse era logo taxado de analfabeto e sem capacidade para representar o povo. Errar é humano…

  15. Já que é pra corrigir, cuidado com o gerundismo que empobrece o texto.

    “estarei corrigindo” só seria permitido se estive explicitando simultaneidade. Ex: estarei corringo o texto enquanto vocês coçam as bolas.

    Ai sim hein.

    resp.: Então eu ficarei analisando a pertinência do seu comentário, para poder estar me preparando melhor e, depois, estar escrevendo de forma mais sucinta, para que todos possam estar compreendendo melhor aquilo que eu escrevo. Sem se esquecer de que é preciso estar aceitando que, em comunicação, o importante é fazer-se entender. Por que, se ninguém consegue estar assimilando o texto, é porque a opinião que você está apontando apenas serve, exatamente para que aqueles que estão decansando continuem a estar coçando o saco, sem estar enchendo o saco, com preciosismos da Gramática.

  16. Muito boa sua análise sobre o “modus operandi” de governar do Prefeito João “Caostelo”

  17. Assim falou o Alemão: “João Castelo é, sem dúvidas, um tocador de obras dos mais qualificados do Maranhão”.
    É… é… é um grande “tocador” de obras… o que é isso mesmo? Pelo que sei, Castelo, quando Diretor do BASA ‘tocou’ uma grande obra no BASA de Bacabal. Depois, quando Governador, ao lado de João ‘Suquinho’ Rodolfo ‘tocou’ grandes obras, como a Química Norte (na estrada para Ribamar) e uma Fazenda (Fazenda Modelo), na qual implantou até central de ar-refrigerado para um touro reprodutor. //// Mamãe, bota o meu!!!

  18. Caro Marco,

    Na frase “Mas há que preço?” o adequado seria “Mas A que preço”. Concorda?

    Parabéns pelas considerações contidas no texto.

    Sds,

    Adriano Rodrigues

    Resp.; Você tem toda razão. É um equívoco absurdo. Peço desculpas epl erro, agradeço a oreintação e estarei corrigindo.

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