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Interesse de procuradores por vaga de conselheiro gera crise nos bastidores do TCE…

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Vaga no TCE tem polêmica à vista

Gerou forte crise a declaração da procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Flávia Gonzales, de que a categoria não vai brigar pela vaga a ser aberta no Tribunal de Contas do Estado, por entender que ela é de indicação da Assembleia Legislativa.

Boa parte dos procuradores de contas não concorda com o posicionamento da colega, e acha que a vaga é de MPC. E, curiosamente, contam com o entendimento do próprio presidente do TCE, conselheiro Edimar Cutrim.

A vaga no TCE será aberta com a aposentadoria do conselheiro Yêdo Lobão, em 30 de setembro.

Ao jornal O EstadoMaranhão, Flávia Gonzales declarou categórica: “Consideramos que há legalidade na escolha  pela Assembleia. Por isso, não vamos brigar pela vaga”.

Mas, para os demais conselheiros, esta discussão não foi encerrada.

O blog apurou que Flávia Gonzales estaria se posicionando favorável  ao preenchimento da vaga pela Assembleia por que não tem idade suficiente para ser escolhida – e, portanto, não teria interesse que esta vaga surgisse agora.

E o clima entre os procuradores – com o apoio da cúpula do TCE – mostra que a Assembleia terá dificuldade para emplacar seu escolhido.

É aguardar e conferir…

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Max Barros sonha com o TCE, mas quer ser ungido pelo governo…

O secretário de Infraestrutura Max Barros vai negar peremptoriamente, mas trabalha dia após dia – ao seu modo – pela indicação da Assembleia Legislativa para a vaga a ser aberta no Tribunal de Contas do Estado.

Está exatamente no “modo Max Barros” o problema do secretário.

Não há dúvidas de que Max é hoje um dos mais promissores quadros do grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) – tanto do ponto de vista político quanto administrativo.

Não há – nem no governo, nem na oposição – quem duvide de sua honestidade, competência e capacidade de trabalho.

Mas o modo Max Barros de agir tem lhe tirado importantes espaços de poder.

Max Barros perdeu para ele próprio a presidência da Assembleia Legislativa, em 2011 e em 2012. Perdeu por que não quis articular sozinho a candidatura entre os colegas, preferindo que o governo Roseana Sarney viesse a impor seu nome de cima abaixo.

O resultado foi a eleição e reeleição de Arnaldo Melo (PMDB).

Foi deste modo também que Max Barros abriu mão da candidatura de prefeito em 2012 – posto para o qual mostrava absoluta má-vontade desde quando foi lançado publicamente pela governadora.

No modo Max Barros, é com a força do Palácio dos Leões que ele espera ser ungido conselheiro do tribunal de contas, na eleição de outubro próximo – que ainda pode ser antecipada.

Acha que a força do governo Roseana fará frente à articulação de corpo-a-corpo que já é realizada pelos colegas Rogério Cafeteira (PMN) e César Pires (DEM), e até pelo azarão Flávio Olímpio Neves, funcionário da própria Assembleia.

Esquece o secretário, que as guerras nunca foram vencidas apenas pela cabeça coroada de generais, reis e rainhas, do alto de seus palácios e quartéis-generais.

Elas são vencidas, sobretudo, pelas batalhas na planície…