Weverton assume missão de encaminhar no Senado a indicação de Jorge Messias ao STF…

Em missão oficial em Roma, senador retorna na próxima semana com o desafio de alcançar os votos necessários para aprovação do advogado-geral da União

 

PRESTÍGIO POLÍTICO. Em 2023, Weverton foi responsável pela aprovação de Flávio Dino; agora, terá que encarar desafio parecido com Jorge Messias

O senador Weverton Rocha (PDT) vai ser o relator do processo de indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. Rocha foi escolhido para encaminhar a votação na condição de vice-líder do governo Lula no Senado Federal.

Em Roma, na Itália, Weverton participa do Forum Brasil-Itália do LIDE e só deve retornar ao Brasil na próxima semana.

“Assim que retornar ao Senado, na próxima semana, vou tratar dessa missão com a responsabilidade que o processo requer”, afirmou o senador maranhense, em nota divulgada agora à noite.

  • o desafio de Weverton é evitar que os colegas rejeitem a indicação feita por Lula;
  • ele teve o mesmo desafio durante a indicação de Flávio Dino, aprovado na Casa.

A resistência ao então ministro da Justiça, indicado por Lula em 2023, foi quebrada por Weverton, graças ao perfil conciliador, com trânsito em todas as correntes da Senado.

  • atribui-se a Weverton a vitória de Dino, que enfrentava forte resistência entre os colegas, inclusive membros do próprio governo Lula;
  • o senador maranhense teria conseguido, inclusive, votos bolsonaristas, como de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sérgio Moro (PRB-PR).

Desta vez, a maior resistência a Jorge Messias se dá pelo fato de o advogado ter suplantado na preferencia de Lula um membro do próprio Senado, o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Especula-se nos bastidores do Senado que a casa pode derrotar Lula em plenário.

O senador maranhense pretende enfrentar este desafio…

Hildo Rocha lembra histórico de ações pelas quase 3 mil moradias entregues por Lula em Imperatriz

Iniciado em 2012, empreendimento sofreu entreves técnicos e financeiros até ser concluído agora, após retomada do programa Minha Casa, Minha Vida, em 2023

 

AO LADO DE LULA, como deptuado e como membro do ministério, Hildo Rocha teve atuação fundamental para impedir a desistência do projeto Canto da Terra

O deputado federal Hildo Rocha (MDB) fez nesta terça-feira, 7, um balanço histórico de todas as idas do Residencial Canto da Terra, em Imperatriz, até ser entregue para quase três mil famílias, nesta segunda-feira, 6, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

  • como deputado federal desde 2014, Hildo Rocha teve papel fundamental em todas as etapas do projeto;
  • ele atuou também como representante do Ministério das Cidades no início deste terceiro mandato de Lula.

“Com a entrega do Residencial Canto da Serra, estamos realizando o sonho de 2.837 famílias. Em razão de um grave erro de execução e fiscalização, o local onde as casas foram construídas ficava totalmente inundado nos períodos chuvosos. Era, portanto, imprescindível a construção de canais de drenagem. Superado aquele problema surgiu outro em 2023, porque as obras estavam paralisadas em função da empresa responsável pela conclusão ter desistido de continuar. Então novas empresas foram contratadas e fizemos o aporte financeiro necessário para que as casas fossem concluídas e entregues hoje pelo presidente Lula”, comemorou Hildo Rocha.

A atuação de Rocha em momentos cruciais do projeto – entre os governos Dilma (PT), Temer (MDB) e Bolsonaro (PL) – evitou o abandono do empreendimento.

  • em 2018, Hildo viabilizou R$ 76 milhões com o então ministro das Cidades, Alexandre Baldy;
  • este recurso foi fundamental para corrigir a drenagem que impedia o andamento da obra;
  • em 2023, o próprio Hildo Rocha assumiu a secretaria-executiva do Ministério das Cidades.

“Estou muito feliz por contribuir para a realização deste sonho que beneficia mais de 11 mil pessoas de baixa renda. Este projeto não é apenas moradia; é dignidade, oportunidade e um novo começo para essas famílias. Foi necessário também solicitar equipamentos públicos, como creche, posto de saúde, posto policial e espaços esportivos para atender a comunidade”, acrescentou Hildo Rocha.

Para o parlamentar, mais do que a entrega de uma obra, o Residencial Canto da Terra, para ele, significa a vitória sobre os muitos desafios enfrentados neste 13 anos.

Dino e seus tremendos desafios…

Governador, no próximo ano, terá que esquecer desculpas e partir para a prática. Uma das missões será aproximar-se do Governo Federal sem interferir em suas convicções políticas.

Flávio Dino terá um ano de muitos desafios em que não poderá usar de tantas desculpas como usou no ano que se passou

2019 será um ano em que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) terá que recuperar terreno para tentar melhorar a imagem desgastada, até mesmo na visão de seu eleitorado, após os movimentos de fim de temporada no ano que se passou. Além do fantasma da cassação, cuja acusação deverá ganhar ainda mais força este ano, o comunista também precisará evitar novos escândalos envolvendo aliados e fugir da mais recente acusação contra o seu nome, revelado por documento do Tesouro Nacional, que aponta a possível prática de pedaladas fiscais pelo Governo com o uso de uma empresa fornecedora dos serviços de tornozeleiras eletrônicas.

Conforme revelado por ótimo levantamento de O Estado na edição do fim de semana, Dino – que chora nas redes sociais de forma constante devido à “falta de apoio” do Governo Federal – contou nos últimos anos com um aumento de 25% em seu caixa. Ou seja, são quase R$ 6 bilhões a mais para investir e consolidar o estado do Maranhão como uma economia pujante e autossuficiente. O que se viu, na prática, foi uma economia extremamente dependente de fontes externas e de elevação de alíquotas de impostos para aumentar a sua arrecadação.

Mais uma vez, após uma eleição que demonstrou ser desgastante, Dino – que não revelou durante a campanha eleitoral o drama financeiro que se encontrava o Estado  – encaminhou para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (AL) projeto de Lei que onerava os impostos em produtos considerados importantes, como combustíveis e refrigerantes. Sem qualquer pudor, os aliados do Governo manobraram na Casa Legislativa e aprovaram o chamado “pacote de maldades”, que estará posto em prática a partir de março deste ano.

A tendência é que em 2019, ano de preparo para a eleição municipal, Dino sinalize com quem irá para fazer o sucessor de Edivaldo Holanda Júnior no Palácio La Ravardière e, assim, permanecer governando “com segurança”. Ativo nas redes sociais, Dino também fomentará o discurso de que está “tudo controlado” e que as finanças somente não irão bem por culpa de Jair Bolsonaro (PSL). Vale lembrar que o presidente empossado convidou Dino e outros governadores, durante a transição, para uma reunião. O comunista, atrelado à própria empáfia, recusou o convite.

O ano será de desafios para Dino: como colocar o Maranhão em um estado de protagonismo sendo claramente de oposição ao Governo Federal? E como tirar o estado desta crise colocada pelo próprio governador?