Ameaça de cassação do mandato serviu para que o prefeito de São Luís entendesse que – mesmo com alta popularidade – são as relações políticas que garantem poder

ISOLAMENTO POLÍTICO. Ameaça na Câmara pode ter mostrado a Braide que ele não pode navegar como se não existisse a política
Editorial
O arquivamento do processo de cassação do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) encerrou não apenas uma crise política envolvendo seu mandato, mas também uma premissa de alto valor político.
- pela primeira vez, Braide entendeu que não pode navegar como se vivesse acima de tudo e de todos;
- suas reações à ameaça de perda de mandato mostram claramente que, no mínimo, ele temeu o futuro.
“Pela primeira vez ele sentiu a pancada. Chegou a liberar emendas de vereadores na base do PIX, numa tentativa de apaziguar tensões”, comentou o deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), em debate sobre o assunto na Assembleia Legislativa.
Este blog Marco Aurélio d’Eça vem analisando a postura do prefeito de São Luís desde o início do seu mandato, em 2021; as análises mostram um homem solitário, isolado, que despreza a política, desdenha de políticos, ignora a imprensa, mas com altos índices de aprovação popular.
- essa postura foi tratada amplamente em novembro de 2023, no post “Um Braide da classe política; outro Braide da população…”;
- em outubro de 22, o blog apontou o futuro do prefeito de São Luís no post “Os caminhos políticos-eleitorais de Eduardo Braide”;
- no início de 2024, a corrupção atingiu a gestão, analisada na postagem “Braide paga o preço do desprezo pela comunicação”.
Mesmo assim, o prefeito conseguiu se reeleger com o histórico índice de 70% de votos, o que foi mostrado por este blog Marco Aurélio d’Eça, no post “Braide vence, de uma só vez, classe política e imprensa…”. Com os mesmos métodos, agora em âmbito estadual, ele alcançou índices estratosféricos na disputa pelo governo.
Até que veio a ameaça de cassação na Câmara Municipal.
O fato atingiu o prefeito, que abriu os cofres e fez de tudo para evitar o processo, arquivado pelo presidente Paulo Victor (PSB); mas ficou uma pergunta no debate:
Braide aprendeu a lição?!?










