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Para tentar salvar candidatura, Brandão já articula mudança para o PSB…

Vice-governador reconhece o erro de ter saído do PRB no início do ano e agora prepara entrada no partido de Flávio Dino para tentar manter o PT atrelado, mas sem abrir mão de ficar no controle do PSDB

 

Após fazer média com presidenciáveis tucanos, Brandão já está de saída, mas quer manter um preposto no controle do ninho maranhense

Frustrado na reunião que deveria decidir por seu nome como candidato único da base, o vice-governador Carlos Brandão deve seguir a orientação do governador Flávio Dino e trocar o PSDB pelo PSB.

A articulação, que deve ser efetivada até o início de janeiro, visa dois objetivos básicos:

1 – livrar-se da pecha de tucano e da tutela do agora candidato a presidente João Dória Júnior, após ter apoiado Eduardo Leite nas prévias;

2 – ampliar as chances de ter aliança com o PT, numa articulação nacional que poria o partido do presidente Lula longe do palanque do senador Weverton Rocha (PDT).

Essa troca do PSDB pelo PSB já havia, inclusive, sido anunciada, em julho, no blog Marco Aurélio D’Eça, no post “Brandão pode trocar PSDB pelo PSB…”

O problema para Brandão é o destino do PSDB no Maranhão.

Nem ele, nem seu principal apoiador, Flávio Dino, querem perder o ninho tucano no estado, apesar de terem interesse no PT; deixar a legenda acéfala atrairia interesse de adversários, como o próprio Weverton Rocha.

Com sua entrada surpresa no PSDB, Brandão cometeu um erro estratégico, analisado no blog Marco Aurélio D’Eça ainda em março, no post “Brandão ganhou ou perdeu com o PSDB?” 

Essa articulação tirou dele dois apoiadores de peso: o deputado federal Cléber Verde, a quem sequer foi comunicada sua saída do Republicanos, e a senadora Eliziane Gama (Cidadania), que vinha cotada para assumir o PSDB no Maranhão.

Agora, o vice-governador tenta consertar o equívoco fazendo novo gesto, dessa vez em direção às esquerdas; tanto que já ate trocou suas cores de campanha do azul e amaerlo para o azul e vermelho. (Entenda aqui e aqui)

Mas deve saber que não se faz omelete sem quebrar ovos…

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Felipe Camarão e Simplício Araújo reforçam candidatura entre militância…

Pré-candidatos do PT e do Solidariedade, respectivamente, saíram da reunião com Flávio Dino convictos de que têm espaços para viabilizar seu nome dentro da base, que não fechou com a opção dada pelo governador

 

Felipe Camarão ignorou opção de Flávio Dino por Brandão e manteve seu nome no PT para o governo

Pré-candidatos do PT e do Solidariedade ao Governo do Estado, os secretários Felipe Camarão (Educação) e Simplício Araújo (indústria e Comércio) saíram da reunião com o governador Flávio Dino (PSB) convictos de que podem construir seus nomes dentro da base.

Logo após o encontro – e apesar do presidente do seu partido, o subserviente Augusto Lobato, ter entregue a legenda ao projeto dinista – Camarão conclamou a militância do PT a manter-se3 firme o projeto de fazê-lo governador.

Para Camarão, o que mais importa é a viabilidade do seu nome, já demonstrada nas pesquisas que apontam crescimento exponencial, bem acima do predileto do governador, o vice Carlos Brandão (PSDB).

Simplício Araújo postou foto do encontro, disse respeitar opção de Flávio Dino, mas garantiu que buscará a unidade em torno do seu nome

Simplício Araújo também postou nas redes logo após a reunião; e disse que se manterá firme buscando em torno do seu nome a unidade não conseguida por Brandão mesmo com o apoio do governador.

Uma nova reunião da base está prevista para o final de janeiro, exatamente quando as regras eleitorais já estiverem em vigor e as pesquisas, para serem divulgadas, precisarão estar registradas na Justiça Eleitoral.

Antes, em dezembro, a última rodada da pesquisa Escutec/Gurpo Mirante apontará o impacto da decisão de Dino em favor de Brandão e o desempenho dos demais candidatos.

É aguardar e conferir…

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Com o “Não!” da base, Brandão perde mais força e aliados culpam Flávio Dino

Mesmo diante da declaração pessoal de apoio do governador durante a reunião para definição do candidato, lideranças governistas rejeitaram a opção pelo tucano, que agora terá menos tempo para tentar se viabilizar no grupo

 

Os aliados de Carlos Brandão detestaram a posição de Flávio Dino durante a reunião que deveria escolher o candidato da base

Análise da notícia

Os aliados do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) – notadamente o ex-governador José Reinaldo Tavares e o ex-prefeito Luiz Fernando Silva – esbravejaram duros impropérios contra o governador Flávio Dino (PSB) após a reunião que deveria definir, nesta segunda-feira, 29, o candidato da base às eleições de 2022.

De “frouxo” a “covarde”, segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, Dino foi carimbado com tudo o que se possa imaginar em termos de desqualificação, tanto pela dupla quanto pelos irmãos do vice-governador.

Mas eles não têm argumentos para justificar as ofensas.

Flávio Dino, de fato, e de todas as formas – inclusive com aliciamentos –  tentou unificar a base em torno do seu predileto para o governo; mas a rejeição ao nome de Brandão ficou clara durante a reunião, em discursos inflamados em defesa, sobretudo, do senador Weverton Rocha (PDT), que mostra em torno do seu nome a unidade pretendida pretendida por Brandão.

Mas a revolta de José Reinaldo, Luiz Fernando, dos irmãos Brandão e de toda a arraia miúda que cerca a candidatura do vice-governador se dá exatamente pelo fato de Flávio Dino não ter conseguido impor sua vontade.

Desde o início de 2021, Tavares e Luiz Fernando pregam que Dino deveria impor, na marra, o nome de Brandão, e demitir do governo quem não aceitasse sua determinação. (Relembre aqui e aqui)

Com o recuo do governador – diante de uma frustrada festa antecipada de Brandão – o nome do vice enfraquece ainda mais, já que ele perde ainda mais tempo para tentar construir seu nome dentro de uma cada vez mais definida base governista.

O pior para Carlos Brandão é que, mesmo agora já se sabendo que ele é o candidato de Flávio Dino, os outros três nomes da base seguem suas campanhas como se nada tivesse acontecido; e nenhuma liderança mudou sua posição.

A não ser o subserviente presidente petista Augusto Lobato, que constrangeu o pré-candidato de seu partido.

Mas esta é uma outra história…

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Weverton vira 2021 fortalecido como opção de governo para 2022

Mesmo diante de um governador – e de um vice-governador que está prestes a assumir a estrutura de poder – senador do PDT mostrou prestígio entre aliados, mantendo seu grupo absolutamente unido, e ganha condições pra articular-se como candidato, seja da base, seja por um grupo com outras forças políticas

 

Apesar da pressão do governador e do vice-governador, Weverton sai fortalecido da reunião, mantendo seu grupo unido e com poder de articulação com outras forças

Duas situações foram demarcadas claramente na reunião desta segunda-feira, 29, entre o governador Flávio Dino (PSB), sua base e seus pré-candidatos a governador:

1 – Ele quer mesmo a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB), por motivos óbvios, de depender da estrutura do governo para sua candidatura ao Senado.

2 – Dino mostrou que não tem força para impor uma unidade à base, cuja maioria está claramente posicionada pela candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

A reunião deixou claro, também, que Dino perdeu as condições de liderar o grupo.

Weverton Rocha sai fortalecido da reunião por que conseguiu mostrar prestígio diante de um governador e de um vice prestes a assumir o poder.

Além de impor um adiamento da decisão, manteve seu grupo de aliados totalmente unido; e agora já sabe que Flávio Dino quer e vai trabalhar por Brandão.

Até janeiro, o senador pedetista mantém a costura por alianças políticas que fortaleçam seu projeto.

Seja como candidato do governo – com a solução Roberto Arruda – seja como líder de um grupo que deve juntar outras forças.

Mas esta é uma outra história…

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Edinho Lobão: “Roseana na disputa pelo Senado pode fazer Dino parar de dormir”

Ex-candidato a governador ressalta índices que mostram o empobrecimento absurdo do Maranhão na era dinista, situação que, na sua opinião, deve levar o maranhense a pensar no que espera a partir de 2023

 

Roseana pode surpreender Flávio Dino na disputa pelo Senado, avalia Edinho Lobão

O ex-senador e ex-candidato a governador Edinho Lobão (MDB) avaliou que uma eventual entrada da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) na disputa pelo Senado deve tirar o sono do governador Flávio Dino (PSB).

– Roseana pode ser um divisor de água no estado e falo isso com clareza. Se ela se candidatar ao Senado em uma chapa que não seja a de Brandão, Flávio Dino para de dormir – disse Lobão Filho.

Para o ex-senador, o fato de o Maranhão ter empobrecido na era Dino deve levar o cidadão maranhense a repensar a política em 2022.

– Ele [Flávio Dino] não só não conseguiu fazer melhorar, como piorou o IDH do Maranhão inteiro e o estado empobreceu absurdamente. Tudo é uma questão de gestão. Se somos o estado que mais piorou, todo o cidadão maranhense deve parar para pensar – avaliou Edinho, baseado nos recentes números oficiais sobre a miséria no estado.

Candidato praticamente único ao Senado, Flávio Dino não consegue deslanchar como opção e chega a ser ameaçado por outros nomes que ainda nem se manifestaram se vão ou não disputar a eleição.

Por isso, Edinho Lobão entende que uma candidatura do porte da de Roseana pode até levar a uma derrota do governador.

Dormindo ou não…

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Aliados mostram a Dino riscos da imposição de Brandão sem critérios

Lideranças chamadas pelo governador nos últimos dias mostraram a ele que a indicação do vice-governador sem atender aos pré-requisitos da carta-compromisso deve gerar um racha na base; adiamento voltou a ganhar força

 

Dino não conseguiu convencer a base da unidade em torno de Brandão e deve adiar decisão desta segunda-feira, 29

Todas as lideranças independentes ouvidas pelo governador Flávio Dino (PSB) nos últimos dias disseram a ele a mesma coisa: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) não reúne, até o momento, condições para ser indicado candidato único da base governista ao Governo do Estado.

Chamados por Dino para chancelar a imposição do nome de Brandão, essas lideranças voltaram a aconselhá-lo a adiar a decisão para março ou abril de 2022.

Flávio Dino estabeleceu em julho três critérios básicos para escolha do candidato da base:

1 – compromisso com seus principais programas de governo;

2 – agregação das lideranças e partidos da base;

3 – potencial eleitoral.

O vice-governador só atende ao primeiro critério – assim como todos os demais pré-candidatos – por ser um requisito de caráter subjetivo.

Mas ele não agrega a maioria das lideranças e partidos da base; e não demonstra potencial eleitoral, segundo as pesquisas.

Aliados de Brandão tentaram influenciar a decisão de Flávio Dino nos últimos dias, postando vídeo em que dão como certa a aliança entre governador e vice, o que deixou Dino ainda mais inseguro.

O governador já conversou com o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), com a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e com o presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT); de todos ouviu que a melhor decisão agora é adiar a escolha do candidato.

Nesta segunda-feira, 29, o socialista vai se reunir com o senador Weverton Rocha (PDT), para tentar uma última cartada pela unidade em torno de Brandão.

A reunião da base deve ocorrer após esta reunião com Rocha.

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Os três critérios estabelecidos por Flávio Dino para escolha do candidato da base

Governador diz que o escolhido precisa ter “fidelidade aos programas do seu governo, agregação da classe política e potencial eleitoral”; segundo o próprio governador, os pré-requisitos foram assinados por todos os partidos e lideranças

 

Em entrevista em Imperatriz, Flávio Dino confirma critérios de escolha do candidato

O vídeo acima é do início do mês de novembro; foi feito durante visita do governador Flávio Dino a Imperatriz. Nele, o socialista confirma os três critérios básicos que precisam ser levados em conta na escolha do candidato a governador de sua base política.

Este vídeo ganhou mais importância agora, às vésperas do anúncio do escolhido, marcado para  a próxima segunda-feira, 29; e seus aliados esperam que os critérios sejam plenamente respeitados.

Na entrevista acima, Dino deixa claro quais são estes critérios.

O primeiro, segundo ele, é o respeito aos programas implantados em seu governo; e o próprio Dino cita alguns deles:

– UemaSul, Escola Digna, investimentos inéditos que nós fizemos na Saúde, como fizemos em Imperatriz e na região tocantina – destacou.

O segundo ponto estabelecido na carta-compromisso de julho é o que Flávio Dino chama de agregação política.

– Ou seja, que [o candidato] consiga reunir o apoio da maior parte da classe política, abrangendo prefeitos, deputados, partidos… – explica Dino.

“E o terceiro lugar é o potencial eleitoral”, diz o governador, para lembrar que o documento foi assinado por toda a sua base. 

Reunião da base em que Flávio Dino estabeleceu os critérios e todos assinaram; lideranças querem agora cumprimento desses critérios

– Nós assinamos este acordo, todos assinaram e estes são os três critérios que estão sobre a mesa – finaliza Flávio Dino.

Simples assim…

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Brandão já espalha vídeo anunciando decisão de Flávio Dino

Confiante de que o governador irá decidir-se pelo seu nome na reunião de segunda-feira, 29 – mesmo sem atender aos critérios definidos na reunião de julho – pré-campanha do vice-governador já faz peças anunciando a aliança

 

Brandão tenta forçar Dino a uma decisão a favor dele,. espalhando vídeos na internet no interior

A pré-campanha do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) começou a espalhar nesta sexta-feira, 26, vídeo em que praticamente antecipa a decisão do governador Flávio Dino (PSB) sobre o candidato da base governista.

Dino convocou reunião da base para segunda-feira, 29, mas aliados de Brandão espalham vídeo em que diz ser ele o nome escolhido pelo governador.

O problema para o tucano é que ele não atende aos principais requisitos básicos estabelecidos na reunião de julho.

Além do vídeo de Brandão, outro vídeo espalhado na internet mostra o irmão do secretário Márcio Jerry – o professor Samuel Barroso – afirmando que o escolhido é mesmo o Brandão; no início da semana, o blog Marco Aurélio d’Eça publicou foto de barros com um boné azul e vermelho com alusão à campanha de Brandão.

O vice-governador quer forçar Dino a escolhê-lo mesmo sem cumprir os critérios de candidato

Os vídeos fazem parte da estratégia dos aliados do vice-governador para criar um fato consumado na escolha de Flávio Dino, pressionando pela escolha do vice de qualquer forma.

A reunião de Flávio Dino acontece no Palácio dos Leões por todo o dia de segunda-feira, e já há quem diga que os planos de Brandão podem não se confirmar.

Mas esta é uma outra história…

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Carnaval vai depender de prefeitos, avisa secretário de Flávio Dino…

Titular da Saúde, Carlos Lula diz que caberá a cada município analisar a situação da pandemia de coronavírus para decidir se realiza as festas do período; Governo do Estado ainda não se posicionou oficialmente

 

O folião Flávio Dino quer deixar a decisão sobre carnaval nas mãos dos prefeitos no interior, mas nada diz se haverá folia em São Luís

O secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, informou que caberá às prefeituras a decisão sobre a realização ou não de festas de carnaval em 2022.

Nesta quinta-feira (25), blogs e setores da imprensa começaram a informar que o secretário teria dito que não haveria carnaval no Maranhão, o que não é verdade.

O secretário fez questão de destacar que não cabe a ele mas sim ao governador e aos prefeitos decidirem, com base na situação epidemiológica, se é ou não viável a realização da festa.

Do Jornal Pequeno

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Aliados de Weverton resistem à pressão do Palácio dos Leões…

Governador Flávio Dino começou a lotear espaços no governo e na chapa do vice-governador Carlos Brandão na tentativa de dar um verniz de viabilidade ao tucano, mas enfrenta resistências das lideranças já fechadas com o senador pedetista

 

Flávio Dino tem agido diretamente contra o próprio aliado Weverton Rocha, ao tentar cooptar lideranças para “engrossar” candidatura de Brandão

O governador  Flávio Dino (PSB) já se decidiu por apoiar a candidatura do seu vice, Carlos Brandão (PSDB), ao Governo do Estado; mas não quer pagar o ônus de escolher alguém que não atenda aos critérios estabelecidos por ele próprio na carta-compromisso assinada em julho.

Por isso, o governador passou a agir pessoalmente na tentativa de cooptação de lideranças que apoiam o próprio aliado, senador Weverton Rocha (PDT).

Fez assim com a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e com o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB).

Ao presidente da Assembleia ofereceu a vice de Brandão ou sua primeira suplência; a Eliziane, ofereceu espaços vários no governo. E ainda pediu que ajudassem a demover Weverton da ideia de ser candidato.

Dos dois, ouviu “não”.

Para tentar esvaziar a candidatura do próprio aliado Weverton Rocha, Flávio Dino chegou a oferecer a vice de Brandão a Othelino Neto

Flávio Dino sabe que não terá como explicar aos líderes da base a opção por Brandão sem que o vice atenda a nenhum dos pré-requisitos para ser candidato: não lidera as pesquisas, não tem apoio de partidos e não agrega as lideranças da base. (Entenda aqui, aqui, aqui e aqui)

De qualquer forma, o governador entendeu ser necessária uma ação de cooptação direta após o fracasso das tentativas da família Brandão.

Têm virado piada nas redes sociais, sobretudo, as tentativas de Marcos Brandão de pôr boné em quem não se sente à vontade em votar no seu irmão.

Mas esta é uma outra história…