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O dilema do “fica ou corre” para Rubens Pereira Jr.

Candidato com maior número de lideranças em seu palanque – do governador Flávio Dino à senadora Eliziane Gama – e com possibilidade de ter, inclusive, o prefeito Edivaldo Júnior, deputado terá pouco mais de dois meses para tentar garantir vaga em eventual segundo turno; qualquer outro resultado é uma derrota para seus apoiadores

 

Rubens é o candidato de Flávio Dino e do PCdoB, por isso atraiu e atrai tantos aliados; mesmo assim patina na casa de 1% nas pesquisas

O deputado federal Rubens Pereira Júnior é uma espécie de bomba-relógio para o grupo político liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB)

Pré-candidato a prefeito desde 2019 e com orçamento milionário em sua secretária de Cidades, ele não conseguiu alcançar 1% de intenções de votos em nenhuma pesquisa.

Mesmo assim, recebeu apoios importantes, de secretários de estado a deputados federais e estaduais, passando pela senadora Eliziane Gama (Cidadania); e ainda pode ter também no palanque o próprio prefeito Edivaldo Júnior (PDT). (Saiba mais aqui, aqui e aqui)

Com toda esta estrutura político-partidária, registrou 1,2% na pesquisa do Instituto Prever divulgada no último sábado, 4, amargando a nona posição entre 13 candidatos pesquisados.

O fracasso anunciado de Rubens Júnior joga pressão em seus aliados.

Mas agora ele só tem pouco mais de dois meses para mostrar que tem condições de chegar a um segundo turno; se houver.

Se ficar entre os últimos, perdeu.

Se não for para o segundo turno, perdeu.

Se desistir da candidatura, perdeu. 

É com esta pressão que poderão estar juntos, no mesmo palanque, Flávio Dino, Eliziane Gama e Edivaldo Júnior.

Todos de olho em 2022…

 

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Bolsonaro já repassou mais de R$ 1 bilhão ao Maranhão, diz Roberto Rocha

Senador maranhense diz que o montante em transferências voluntárias liberadas pelo presidente em apenas um ano e meio de governo supera em ajuda ao estado todos as gestões do PT juntas

 

Roberto Rocha em entrevista à rádio em que revelou o montante de R$ 1 bilhão repassadois voluntariamente por Bolsonaro a Flávio Dino

O senador Roberto Rocha (PSDB) afirmou esta semana que o governo Jair Bolsonaro já fez transferências voluntárias ao governo Flávio Dino (PCdoB)  que chegam a R$ 1 bilhão em um ano e meio.

Transferências voluntárias são aquelas em que não há obrigação do repasse por parte do ente federativo.

Segundo Rocha, esse montante repassado até o fim de junho supera todos os 14 anos do governo do PT juntos.

 Único senador maranhense aliado do governo Bolsonaro, Roberto Rocha destacou que  nunca na história do Maranhão tantos recursos federais contemplaram o estado em tão pouco tempo.

E atribui o fato, na maioria dos casos, ao livre diálogo e circulação que cultiva, tanto nos ministérios, quanto com o próprio atual presidente.

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Flávio Dino terá teste de tolerância política nas eleições de outubro

Governador vê diversos adversários com força eleitoral em alguns dos principais municípios – incluindo São Luís – mas sabe que sua interferência poderá ter repercussão negativa em seu próprio projeto de poder para 2022

 

Da sacada do Palácio dos Leões, Flávio Dino aponta cada vez mais para horizontes além do Maranhão; mas sabe que precisa cada vez menos de guerra paroquial

Ensaio

O governador Flávio Dino tem um projeto de poder desenhado para 2022: ele quer ganhar cada vez mais influência política nacional para tentar se viabilizar como candidato a presidente, ou, quem sabe, vice-presidente.

Mas sabe que, para viabilizar seu projeto, é preciso cada vez menos beligerância no plano estadual, evitando repercussão negativa.

Por isso, Dino terá um teste de tolerância política nas eleições de outubro.

Adversários do governador são favoritos ou disputam em igualdade de condições em municípios como São Luís, Imperatriz, Coroatá, Barra do Corda e Lago da Pedra.

E seus aliados, obviamente, querem sua interferência para evitar eventuais derrotas.

Ricardo Murad é adversário duro e corajoso; e sabe usar as armas de que dispõe contra seus adversários, estejam onde estiverem

Mas como se comportará Dino – cada vez mais no papel de estadista – em relação a campanhas como a Eduardo Braide (Podemos), favorito em São Luís; Maura Jorge (PSL), líder em Lago da Pedra, e Ricardo Murad (PSDB), com amplas chances em Coroatá?

Interlocutores do blog Marco Aurélio D’Eça no Palácio dos Leões dizem que Dino tenta, cada vez mais, isentar-se do debate eleitoral municipal.

Mas reconhecem que situações como a de Lago da Pedra e a de Coroatá – bem mais do que a de São Luís – preocupam o governador.

Maura Jorge e Ricardo Murad são adversários intensos, ostensivos e com forte repercussão midiática; no poder, ampliam essa força e podem fazer estragos na imagem de Dino.

Maura Jorge já demonstrou coragem contra o próprio Flávio Dino; e ainda dispõe de forte penetração nas redes sociais, campo necessário ao comunista

É, portanto, um caminho difícil para o comunista.

Se decidir ficar neutro mesmo nestes municípios com adversários históricos, nada garante que eles saberão reconhecer o silêncio caso vençam as eleições.

Mas se forem provocados, atacados e perseguidos – e mesmo assim vencer as eleições em suas bases – sairão das urnas com sede suficiente para uma campanha de desconstrução do governador.

As eleições de 2020 são, portanto, uma escolha estratégica do governador.

E ele terá que avaliar suas consequências…

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“Cada um decide o risco que quer correr”, diz Flávio Dino sobre aglomerações

Governador diz que disponibilizou o sistema de segurança e de controle para fazer rondas em todo o estado, mas ressalta que é preciso que cada um cuide de si. “Não sou tutor de cada um; não me cabe isso”, declara; o problema é que cabe ao autor das normas zelar pelo cumprimento delas

 

Flávio Dino praticamente lava as mãos em relação às regras de funcionamento impostas pelo seu próprio governo para bares e restaurantes

Editorial

O governador Flávio Dino (PCdoB) declarou em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 26, que a fiscalização sobre aglomerações e descumprimento de medidas sanitárias em bares e restaurantes caberá às próprias casas e aos clientes.

Dino afirmou que já reuniu com Corpo de Bombeiros e profissionais de vigilância sanitária, já direcionados para as rondas; mas não tem como fiscalizar 7 milhões de maranhenses.

– Nós temos um sistema de fiscalização que já funciona. Eu não sou tutor de cada um. Não me cabe isso. É preciso que cada um cuide de si. É impossível fiscalizar 7 milhões de pessoas – afirmou Dino.

Para ele, valerá o bom senso de cada um em seu objetivo de combater a coVID-19.

– Cada um decide o nível de risco que está disposto a correr. Infelizmente o coronavírus ainda está tirando vidas. Cada pessoa deve saber a que nível de segurança quer submeter-se. Nosso papel são normas – completou.

Há um problema na fala do governador.

A tendência é que, principalmente os bares, levem à aglomeração em suas dependências e fora dela, sobretudo pelo alto consumo de bebidas alcoólicas

De fato, não cabe ao governo fiscalizar a vida pessoal de cada um dos 7 milhões de habitantes no Maranhão; mas a fiscalização de logradouros e estabelecimentos sujeitos às regras das portarias e decretos do governo cabe somente ao próprio governo.

É do governo – e não do povo – a responsabilidade de fiscalizar se bares e restaurantes cumpriram as regras de distanciamento das mesas, disponibilizaram formas de higienização e cumpriram o horário de funcionamento.

Se as normas foram estabelecidas pelo governo, cabe ao governo zelar pelo seu cumprimento. 

É responsabilidade do governo, e não do cidadão, coibir aglomerações em vias e logradouros públicos.

Se Flávio Dino deseja apelar para o bom senso do cidadão, não necessitaria estabelecer regras, normas, portarias e decretos para disciplinar o funcionamento das coisas.

Bastaria a ele liberar tudo e torcer para a consciência do cidadão.

Mas é o próprio governo quem vai ter de arcar com o atendimento em uma eventual segunda onda de contaminação pela coVID-19.

É simples assim…

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Shoppings pressionam por abertura de praças de alimentação

Administradoras de centros de compras apresentaram argumentação ao Governo do Estado para funcionamento de lanchonetes e restaurantes que funcionam em suas dependências; Flávio Dino admite decisão ainda nesta sexta-feira, 26

 

Os shoppings se prepararam para reabrir suas praças, mas foram surpreendidos pelo veto da Vigilância Sanitária; e agora pressionam o governo pela abertura

As administradoras de shoppings centers de São Luís vêm pressionando o Governo do Estado pela reabertura de suas praças de alimentação ainda neste fim de semana.

Os centros de compras entendem que as praças geram aglomeração tanto quanto bares e restaurantes de rua, já liberados a funcionar.

Além disso, alegam que a rede de Supermercados Mateus já está anunciando a abertura dos restaurantes de seus supermercados, que funcionam nos mesmos moldes das praças de alimentação dos shoppings. 

O Grupo Mateus está anunciando a reabertura de suas praças de alimentação; se o Mateus pode, por que os shoppings não podem?, perguntam as gestores de centros de compra

O governo chegou a anunciar a liberação das praças de alimentação dos shoppings, mas voltou atrás após alerta da Agência de Vigilância Sanitária.

E a pressão continuou, sobretudo por que já estavam preparados para o funcionamento.

Em entrevista na manhã desta sexta-feira, 27, o governador Flávio Dino (PCdoB) admitiu que ainda há um debate pendente sobre o tema.

– Ao longo do dia de hoje teremos uma resposta; quem sabe, logo depois do almoço – revelou o governador.

Os secretários Carlos Lula (Saúde), Simplício Araújo (Indústria e Comércio) e Marcelo Tavares (Casa Civil) conversam desde o início da manhã com os representantes dos shoppings.  

É possível, portanto, que estas praças também possam funcionar a partir deste sábado, 27.

É aguardar e conferir…

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Em documento a Flávio Dino, moradores pedem retomada do porto no Cajueiro

Comunidade se mobilizou em abaixo-assinado com o Sindicato da Construção Civil para a retomada das obras e buscaram também apoio da Assembleia Legislativa para articulação de audiência com o Governo do Estado

 

A área do Porto São Luís vem passando por oras há dois anos, paralisada por causa de ações, agora contestada pelos próprios moradores da área

Moradores do Cajueiro (área Itaqui-Bacanga) e o sindicato dos trabalhadores da construção civil estão à frente de uma articulação para garantir a retomada das obras do Porto São Luís, na área Itaqui-Bacanga. Eles elaboraram e entregaram ao governador Flávio Dino e à Assembleia Legislativa na semana passada um documento com abaixo-assinado onde pedem a volta do empreendimento. Eles também pedem uma audiência com o governador e sugerem a data de 10 de julho.

Os moradores relatam a situação em que ficou a comunidade do Cajueiro com a interrupção da construção do Porto São Luís e a desmobilização do canteiro de obras.

“Perdemos empregos e a comunidade ficou sem as ações de compensação social. A volta do empreendimento é necessária, principalmente neste momento de crise pós-pandemia”, reclamam.

Assinam o documento entidades de moradores da região do Cajueiro, como a Associação Quilombola do Andirobal, União de Moradores Proteção de Jesus do Cajueiro e o Instituto Manancial do Cajueiro. Também assina a carta o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Construção Pesada de São Luís (Sindconstrucivil). As entidades signatárias representam cerca de 500 famílias que moram e trabalham na região.

“Queremos dizer ao governador e aos deputados que aqui moram muitos trabalhadores que tinham conseguido ou estavam se preparando para ocupar uma vaga de trabalho no Porto São Luís, que o porto já fez muitas melhorias por meio das compensações sociais e também já preparou quase toda a área para o empreendimento, indenizando muitas famílias. Por que o porto tem de sair? Queremos o empreendimento”, afirma Nataniel Barreto, líder comunitário do povoado Andirobal, no Cajueiro.

O abaixo-assinado dos moradores pedindo o retorno das obras de construção do porto, na região do Cajueiro

As obras do Porto São Luís estão paralisadas devido ao impasse na retirada de dois moradores que ocupam uma área do empreendimento em Parnauaçu, uma das comunidades do Cajueiro, e exigem R$ 10 milhões cada um para sair.

Todos os outros vizinhos aceitaram negociar, saíram e já receberam suas indenizações. A questão está na Justiça.

Emprego e ações sociais

No documento as entidades afirmam que a paralisação das obras causou a demissão de 300 trabalhadores da comunidade e do entorno, afetando cerca de 800 pessoas que dependiam diretamente da renda desses trabalhadores. Reclamam também da interrupção de ações sociais e melhorias para as comunidades do Cajueiro que vinham sendo executadas pelo Porto São Luís.

Afirmam que as negociações para a retirada de moradores e as compensações sociais realizadas pelo Porto São Luís desde outubro de 2019, com a intermediação do Governo do Estado, estavam ocorrendo de forma muito favorável para as comunidades. “Com a paralisação das obras, houve retrocesso, não somente na empregabilidade, mas também nas ações de saúde, educação profissional, segurança e acessibilidade”, relatam os moradores do Cajueiro.

A expectativa é de que a construção do Porto São Luís gere 10 mil empregos diretos e indiretos no pico da obra, o que vai garantir trabalho e renda para a população, “aliviando a situação econômica das famílias, principalmente em uma situação pós-pandemia do coronavírus”, diz o documento. Eles concluem o pedido ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa lembrando que: “O empreendimento do Porto São Luís será, sem dúvidas, um remédio pós-pandemia para a crise econômica, uma vez que irá gerar emprego e renda para as famílias maranhenses que tanto estão necessitadas neste momento”.

O Sindicato da Construção Civil também deu apoio à ação dos moradores pela retomada das obras do porto

Reunião online

No mês passado, os moradores das comunidades do Cajueiro que querem a retomada das obras do Porto solicitaram ajuda aos parlamentares estaduais. O deputado Neto Evangelista (DEM) realizou no dia dia 3 de junho uma reunião online da Frente Parlamentar para Desenvolvimento dos Portos e em Defesa das Comunidades quando foi tratado o assunto da retomadas das obras.

Participaram representantes da comunidade do Cajueiro, do Porto São Luís, do Governo do Estado, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da OAB/MA.

Saiba mais

O TUP Porto São Luís é a maior obra de infraestrutura atualmente em execução no Brasil. É um investimento conjunto da CCCC, WPR, e Lyon Capital. Terá capacidade de movimentação de cerca de 12 milhões de toneladas por ano, distribuídos em 7 milhões de soja e milho, 1,5 milhão de fertilizantes, 3,5 milhões de outras cargas.

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Flávio Dino na mesma sintonia política de José Sarney…

Governador do Maranhão tem citado cada vez mais o ex-presidente como referência da redemocratização brasileira e voz necessária no atual momento político; e se mostra cada vez mais próximo momento de convergência de pensamento entre os dois

 

Flávio Dino não conseguiu levar Sarney a um ato político virtual sobre a democracia brasileira; mas parece cada vez mais próxima a convergência de pensamento entre os dois

Ensaio

Não foi desta vez que o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney (MDB) estarão juntos em um ato político conjunto.

Marcado para a próxima sexta-feira, 26, o ato político virtual, no moldes do que foi o movimento “Diretas Já”, em 1984, teria a participação de Dino, Sarney e dos também ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Sarney, no entanto, desistiu da participação, alegando não ter mais idade para eventos partidários. (Leia aqui) 

Se depender de Flávio Dino, no entanto, Sarney será cada vez mais lembrado como voz da experiência no momento vivido pelo governo Bolsonaro.   

Pretenso protagonista das eleições de 2022, Dino tem levado o nome de Sarney para o eixo Rio-São Paulo como referência da redemocratização.

Na semana passada, por exemplo, citou Sarney como ícone da democracia e voz importante a ser ouvida no atual cenário político.

A experiência na redemocratização e o equilíbrio de Sarney na relação com os militares têm sido cada vez mais buscados nestes momentos bolsonaristas

O armistício de Flávio Dino e José Sarney começou em 2019, em encontro estimulado pelo ex-presidente Lula e revelado com exclusividade no blog Marco Aurélio D’Eça, no post “Lula encaminhou por Dino recado ao ex-presidente Sarney…”

Desde então, Dino deixou os ataques ao ex-presidente e à sua família, e tirou do vocabulário termos como “Oligarquia”; por outro lado, o grupo de comunicação da família Sarney ampliou a cobertura dos atos do governo maranhense. (Entenda aqui)

A convergência de pensamento político dos dois, no entanto, só ganhou força a partir do interesse nacional do comunista e do momento do governo Jair Bolsonaro – do qual Sarney é forte, mas equilibrado crítico. (Relembre aqui, aqui e aqui)

Seria a primeira vez que Dino e Sarney participariam com o mesmo objetivo de um ato sócio-político.

Mas ao que tudo indica, no entanto, esta primeira vez está mais perto do que longe…

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Bares e restaurantes terão lotação e horários restritos em São Luís…

O Protocolo Específico para Bares, Restaurantes e Afins, editado pelo Governo do Estado – e que ainda está em fase de adequação – estabelece, além das medidas gerais já divulgadas, redução do número de frequentadores e mesas de quatro lugares com dois metros de distanciamento uma das outras; o funcionamento só pode ir até a 0h00

 

Os bares precisarão seguir restrições quanto à lotação e ao distanciamento entre clientes para voltar a funcionar a partir de sábado, 27

Com autorização para reabrir a partir do próximo sábado, 27, bares, restaurantes e afins em São Luís terão que seguir um protocolo rígido de funcionamento, além das medidas que já vinham sendo adotadas pela população em geral.

Segundo o Pacto de Protocolo Especifico firmado entre o Governo do Estado e os representantes do segmento, além de máscaras pelos clientes será obrigatório o uso de Face Shield (Proteção acrílica) pelos atendentes.

A lotação terá que ser reduzida e as mesas – dispostas a dois metros uma das outras – só poderão comportar quatro pessoas.

– Nós já havíamos fechado o pacto com as entidades do setor, mas houve novas sugestões que foram encaminhadas à Vigilância Sanitária para reavaliação; ainda hoje teremos o protocolo final – explicou ao blog Marco Aurélio D’Eça o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.

O pacto firmado inicialmente ao qual este blog teve acesso, orienta evitar ao máximo a formação de filas, com adoção de senhas e agendamento para organizar o atendimento;

– Se houver necessidade de filas, o distanciamento precisa ser de 2 metros entre as pessoas, com marcação destacada no chão – diz o documento. (Veja imagens abaixo)

A circulação interna também deve obedecer a distância mínima de dois metros, além das medidas de higiene e proteção já definidas desde o início da pandemia.

Outra modificação se dá quanto ao horário de funcionamento; os bares, lanchonetes e restaurantes deverão seguir os seguintes horários:

Almoço: das 11h às 15h;

Lanches: das 10h às 00h;

Jantar: das 18h às 00h

Já nas padarias o funcionamento se dará entre 6h e 20h.

Não há restrições previstas quanto à adoção de música ao vivo, desde que sigam as recomendações de distanciamento e de lotação.

Veja abaixo o Protocolo Específico para Bares, Restaurantes e Afins:

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Eliziane entra na campanha de Rubens e aponta para 2022

Melhor posicionada entre os aliados nas pesquisas sobre a sucessão do governador Flávio Dino, senadora faz mais um gesto ao comunista, que tem, além dela, outros dois nomes alinhados ao Palácio dos Leões para a eleição de governo

 

Com apoio a Rubens Júnior, Eliziane pode se consolidar de vez como opção de Flávio Dino em 2022 ou fiar apenas observando a disputa entre Weverton e Brandão

Partido controlado pela senadora Eliziane Gama no Maranhão, o Cidadania vai declarar apoio ao deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) na disputa pela Prefeitura de São Luís.

E a presença da parlamentar na base do candidato do governador Flávio Dino acena para as eleições de 2022.

Apesar de não se movimentar oficialmente como candidata à sucessão do comunista –  ao contrário do vice-governador Carlos Brandão (PRB) e do senador Weverton Rocha (PDT) – Eliziane é a melhor aliada Dino nas pesquisas já divulgadas. (Relembre aqui)

Seu apoio a Rubens Júnior não deixa de ser um gesto político; aliás, mais um da senadora em favor de Dino.

Na tentativa de derrotar o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), ou pelo menos disputar espaço de poder na capital – esvaziada com o desgaste da gestão de Edivaldo Júnior (PDT) – Flávio Dino agora tem seus principais atores de 2022 espalhados em três candidaturas a prefeito.

Mais ativo candidato a governador, Weverton Rocha e seu PDT vão com Neto Evangelista (DEM).

Com possibilidade de concorrer no cargo, Carlos Brandão é o avalista de Duarte Júnior (PRB).

Neste aspecto, a candidatura de Pereira júnior é um desafio a mais para Eliziane Gama.

Flávio Dino tem seus três pré-candidatos a governador espalhados em três palanques em São Luis; e só um deles sobreviverá ao primeiro turno

Apesar da superestrutura de campanha, o candidato do PCdoB amarga índices abaixo de 1% nas intenções de votos das pesquisas já divulgadas; e, aparentemente, não dá sinais de viabilização como candidato.

O desafio da senadora duas vezes candidata a prefeita na capital – e também do seu partido e de sua base –  é usar seu prestígio para alavancar o candidato do Palácio dos Leões.

Se o envolvimento de Eliziane levar o comunista ao segundo turno em São Luís, ela estará, automaticamente, consolidada como opção de Flávio Dino em 2022.

Se não der certo, estaciona com o comunista em 2020, apenas observando a batalha entre Weverton e Brandão.

Ela vai conseguir?!?

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E o dinheiro, Flávio Dino, como será recuperado?

Governo maranhense pagou R$ 8,9 milhões por dois lotes de respiradores que nunca foram entregues; o governador apenas nega irregularidades, mas não diz o que está sendo feito para que o dinheiro seja devolvido aos cofres públicos

 

Flávio Dino pagou adiantado por respiradores e perdeu quase R$ 9 milhões, dinheiro que poderia ter sido usado em benefícios do povo maranhense

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a tratar nesta sexta-feira, 19 – durante entrevista coletiva sobre a pandemia de coronavírus – do calote de R$ 8,9 milhões que o Maranhão recebeu na compra de respiradores que nunca foram entregues.

Dino insiste em apenas negar irregularidade – acusando adversários de criar problemas em sua gestão – mais não diz como pretende receber o dinheiro de volta.

– Isto aconteceu com outros estados, como São Paulo, e o próprio governo federal. Portanto, o Consórcio [Nordeste] foi vítima do descumprimento de dois contratos. Lembremos que não havia oferta de respiradores no Brasil, os governos estaduais foram abandonados à sua própria sorte, o governo federal disse ‘se virem’, e nós tivemos que buscar respiradores em qualquer país do planeta. Os fabricantes brasileiros não tinham oferta –  afirmou.

Beleza, governador, mas… e o dinheiro, quando será recuperado? 

São R$ 8,9 milhões que poderiam ser usados em diversas outras ações do governo, mas se perderam na compra fracassada durante a pandemia de coronavírus.

A primeira compra, de 30 respiradores, custou aos cofres públicos maranhenses R$ 4,9 milhões; Na segunda compra, mais R$ 4,3 milhões, para 40 respiradores.

Os equipamentos nunca foram entregues, mas o governador não diz o que pretende fazer para recuperar o dinheiro.

E a pergunta continua: e o dinheiro, Flávio Dino, como será recuperado?