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Fracasso no combate à miséria, Flávio Dino quer evitar o tema na campanha

Ex-governador conta, inclusive, com a mídia ligada ao grupo Sarney para enterrar o debate sobre o combate à fome e o desenvolvimento do Maranhão, que ele prometeu melhorar e não conseguiu nos quase oito anos de mandato

Poste de Flávio Dino no governo, o tampão Carlos Brandão exibe a miséria como troféu no interior maranhense, herança dos quase oito anos de mandato comuno-socialista

Dono da campanha do governador-tampão Carlos Brandão (PSB) e candidato a senador, o ex-governador Flávio Dino (PSB) que jogar para debaixo do tapete o debate sobre a miséria do Maranhão.

Fracassado no combate à pobreza, Dino tenta nacionalizar a campanha para evitar que o assunto fome seja tratado na campanha; para isso, conta com a ajuda do poderoso Grupo Mirante, a quem tem feito gestos desde que deixou.

Foi exatamente na Mirante que Flávio Dino desmentiu a si8 mesmo, negando, em 2018, que havia prometido, no palanque de posse, varrer a miséria do Maranhão.

Foi exatamente na Mirante – a mesma que ele quer ajuda agora para abafar a história – que Dino negou ter prometido acabar coma pobreza

Os índices sociais do estado, porém, são os priores da história, após quase oito anos de mandato do comuno-socialista.

Por isso, ele prefere evitar o assunto; e acha que se a Mirante não falar disto, o maranhense não saberá.

Ocorre que na era das redes sociais, a população tem informação para além das redes de TVs e rádio; a internet, por mais precária que seja, chega a todos os lugares.

E um fato Flávio Dino não pode negar: a miséria no maranhão piorou em seu governo.

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Faltou petistas no encontro de Flávio Dino com o PT

Autodeclarado dono do “time de Lula no Maranhão, ex-governador levou membros do PCdoB, do PSB, muitos funcionários públicos e os dirigentes do partido do ex-presidente Lula que estão empregados no Palácio dos leões – e até do sarneysista PV – menos a militância de base, formada por trabalhadores, sindicalistas e representantes de movimentos sociais

 

Imagem do encontro do PT – postada pelo próprio Flávio Dino – mostra o ex-governador com seu tampão, Carlos Brandão, e o petista postiço Felipe Camarão; atrás, muitas bandeiras do PSB e até do sarneysista PV, e nada do PT

Análise da notícia

As imagens falam por si só.

No encontro com o PT promovido pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) nesta sexta-feira, 13, em um luxuoso espaço de eventos de São Luís, tinha de tudo, menos petistas.

Nas imagens pode-se ver o governador-tampão Carlos Brandão, o deputado federal Bira do Pindaré e o estadual Duarte Júnior, todos do PSB; também se viu muitas lideranças do PCdoB, mas nenhum petista de base.

Para justificar a presença do PT nas fotos, Dino insistiu na imagem de Felipe Camarão – que ele impôs ao partido como vice de Brandão; mas Camarão é o que se chama de petista postiço, aquele sem história de luta no partido.

E a plateia estava lotada, bem lotada de… funcionários públicos.

Mais uma imagem do time de Lula que Dino tem a bola: Márcio Jerry do PCdoB, Bira do Pindaré, do PSB, Rodrigo Lago e uma camisa verdade do PV, mas nenhum petista histórico representado na foto

É assim que Dino tenta se tornar dono do “time Lula” no Maranhão; mas ele pode até ser o dono da bola, mas seu time carece de jogadores da base, formada por centrais sindicais como a CUT, representantes de trabalhadores como o Sindsep e a Fetaema e representantes de segmentos sociais.

O time que Dino montou para embalar a candidatura do seu tampão tem apenas os dirigentes do PT empregados no Palácio dos Leões – eles ou seus parentes, muitos deles.

O encontro do PT com Flávio Dino, portanto, teve de tudo.

Menos petistas…

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Flávio Dino quer impor chapa pronta ao PT, mas enfrenta resistências…

Na tentativa de ter o controle absoluto do partido, ex-governador chegou a cogitar a transformação do encontro de tática em uma mera reunião da Executiva para decidir cartorialmente pelos nomes do governador-tampão Carlos Brandão e do ex-secretário Felipe Camarão

 

Flávio Dino utiliza petistas empregados no Palácio dos Leões para manipular o PT ao seu bel prazer, mas já enfrenta resistência da base

Um movimento chamado “PT de base” tem sido a principal resistência à tentativa de controle cartorial do partido pelo ex-governador Flávio Dino (PSB); esse grupo tenta impedir que Dino comande o encontro de tática marcado para os dias 29 e 30, impondo a chapa pronta com o governador-tampão Carlos Brandão e o ex-secretário Felipe Camarão (PT).

Apesar de filiado ao PT há cerca de seis meses, Camarão não é visto pela militância como orgânico a ponto de ser indicado vice; a base petista prefere o deputado Zé Inácio, que tem história no partido.

Com o controle absoluto dos principais dirigentes petistas no estado – a maioria com nomeações para para si ou para parentes no governo-tampão, Dino quer impor o nome do vice, o suplente de sua chapa e ainda definir a agenda do próprio encontro partidário, que é previsto no estatuto.

Para isso, tenta transformar o Encontro de Tática  marcado para os dias 29 e 30 de maio em uma mera reunião cartorial da executiva, onde os líderes empregados no Palácio darão chancela à escolha do ex-governador.

Para a base petista, no entanto, a ação de Dino representa intromissão indevida na instância partidária; até por que, há outras teses a serem apresentadas durante o encontro.

Ainda que Flávio Dino submeta os dirigentes petistas no Maranhão, a decisão sobre o futuro do partido será tomada pela executiva nacional, com base no argumento de todas as forças partidárias.

E na Executiva nacional Dino não manda como manda na estadual…

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Flávio Dino exclui Brandão de comitê das universidades pró-Lula

Como o governador-tampão tem pouca penetração na academia – que o vê como coronel do sertão maranhense – seu padrinho decidiu ignorar seu nome em evento que reúne professores ligados ao seu projeto de poder nas universidades públicas

 

O evento do meio universitário com Dino; sem identidade no setor, Brandão ficou de fora

Na sua tentativa de tornar-se “dono” da candidatura de Lula no Maranhão – e para tentar burlar sua pouca penetração nos movimentos sociais – o ex-governador Flávio Dino (PSB) decidiu promover um tal “Comitê de Luta das Universidades” em defesa da “Pré-candidatura de Lula”.

Mas, curiosamente, Dino decidiu banir do evento – inclusive das mídias divulgadoras – o seu candidato a governador, o tampão Carlos Brandão (PSB).

Aliás, Dino mantém Brandão escondido de todo e qualquer evento pró-Lula com a base da esquerda.

A explicação estaria na pouca – ou quase nenhuma – identidade ideológica de Brandão com a candidatura de Lula e, muito menos, com a comunidade acadêmica, sobretudo nas universidades públicas.

Neste segmento, Brandão é visto como um coronel da política do sertão maranhense, sem nenhuma ligação com os movimentos sociais e com os reclames das universidades públicas.

A movimentação do próprio Flávio Dino neste segmento é uma tentativa de mostrar penetração social na base da esquerda, que ele não tem, como mostrou o blog Marco Aurélio D’Eça no post “Fora do governo, Flávio Dino não consegue construir agenda popular…”

Tanto que, para o evento, Dino convidou apenas gente ligada a ele próprio na Uema, na Ufma e no Ifma.

Mas Brandão continuará excluído dos eventos pró-Lula em círculos fechados de Flávio Dino.

Por absoluta falta de identidade ideológica com o ex-presidente…

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“Preciso do apoio de vocês”, apela Flávio Dino, em jantar de Othelino com prefeitos e deputados

Após quase oito anos de maus tratos e tratamento autoritário – e sentindo o golpe da candidatura do senador Roberto Rocha – ex-governador diz agora que sempre prestigiou a classe política maranhense

 

Juntos e misturados: dinistas, petistas, comunistas, othelinistas e sarneysistas abraçados com Flávio Dino, que apela à “classe política” por sua eleição de senador

O ex-governador Flávio Dino acusou mesmo o golpe do lançamento da candidatura do senador Roberto Rocha (PSB) à reeleição.

Em jantar promovido pelo presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), com deputados e prefeitos, Dino nem de longe parecia o autoritário governante que maltratou a classe política em quase oito anos de mandato.

– Faço questão de ressaltar o meu compromisso com aquilo que a gente convencionou chamar de classe política. Quantas vezes andaram comigo, ao meu lado, inaugurando obras? Eu sempre prestigiei a classe política – afirmou o ex-governador, com a cara mais cínica, falando de obras no municípios e da relação do seu governo com as prefeituras.

Quem acompanhou o encontro conta que Dino chegou tentando ser engraçado, fazendo piada e brincando – até mesmo com o deputado Adriano Sarney (PV), neto do ex-presidente José Sarney (MDB), que decidiu apoiar o grupo de Dino nestas eleições.

Flávio Dino vem dando sinais cada vez mais claros de preocupação com a candidatura de Roberto Rocha; desde que o senador decidiu concorrer à reeleição, o ex-governador começou a se movimentar mais fortemente em busca do apoio – que até então ele achava ser obrigação dos prefeitos e deputados de sua base.

Dino fez questão de dizer que sempre prestigiou a classe política; como? levando-a nos lançamentos e usas obras e serviços no interior

A nomeação de Othelino Neto como seu coordenador de campanha – o presidente da Assembleia indicou a esposa como primeira suplente na chapa dinista – também foi uma forma de tentar se reaproximar da classe política, que ele sempre tratou com desdém e desprezo.

Sentindo na pele os riscos de perder a eleição de senador, o ex-governador não se fez de rogado em apelar aos convidados do jantar.

– Eu preciso do apoio de vocês. E mais uma vez estou pedindo o apoio de vocês – frisou o ex-governador.

Uma mudança e tanto para alguém que tinha certeza de ser Deus…

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Com medo de derrota, Flávio Dino quer cancelar encontro de tática do PT

Ex-governador teme que, durante votação secreta das teses, o apoio ao tampão Carlos Brandão – e à sua própria candidatura de senador – seja derrotado por outras possibilidades dentro do partido; e usa a manipulação do atual comando partidário para tentar reunir apenas a executiva

 

Com absoluto controle do presidente petista Francimar Melo, Flávio Dino quer manipular o encontro de tática marcado para o fim de maio

O ex-governador Flávio Dino (PSB) começou a fazer gestões nos bastidores do PT para tentar ter o controle do encontro de tática que o partido realizará no final de maio, quando definirá seu rumo eleitoral no Maranhão.

Com absoluto poder de manipulação da executiva do partido – toda empregada no Palácio dos Leões – Dino sente-se à vontade para determinar os rumos da legenda, sufocando qualquer movimento contrário aos seus interesses.

Diante da ameaça de teses diferentes das que ele prega – de apoio a ele próprio e ao governador-tampão Carlos Brandão – o ex-governador já admite, inclusive, trabalhar para cancelar o encontro de tática marcado para o dia 29 de maio.

O problema é que os petistas são obrigados a votar todas as teses apresentadas no encontro; e há pelo menos duas teses contrárias ao interesse de Dino: uma a ser levada pelo diretório de São Luís, de apoio à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), e outra que será apresentada por uma das correntes petistas, de apoio à candidatura de Paulo Romão ao Senado.

Se as duas teses forem aprovadas no encontro, apenas uma intervenção da direção nacional mudará o contexto da aliança petista, o que seria, de qualquer forma, um desgaste para Flávio Dino e seu candidato.

Para evitar ter que recorrer à força, Dino quer usar seu próprio encontro, do próximo sábado, 14, como primeira etapa do encontro de tática.

E no dia 29, apenas a Executiva se reuniria – também sob o comando de Dino – para homologar o que ele decidiu sozinho.

Será o PT sendo PT no Maranhão…

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Othelino terá desafio para convencer aliados a votar em Flávio Dino

Presidente da Assembleia Legislativa sabe que a base do ex-governador está toda apoiando o senador Weverton Rocha e já declarou apoio ao senador Roberto Rocha; por outro lado, o grupo de Carlos Brandão é formado por bolsonaristas e sarneysistas que não suportam o comunosocialista

 

Othelino sabe da difícil missão que é convencer ex-aliados a votar no ex-governador Flávio Dino, antipatizado pela classe política

O anúncio de que o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto (PCdoB) vai coordenar a campanha ao Senado do ex-governador Flávio Dino (PSB) é uma acusação de golpe do estrago que fez a aliança do senador Roberto Rocha (PTB) com 11 partidos e quatro candidatos a governador.

Nada mais natural que Othelino coordene a campanha de Dino, afina, sua esposa é a primeira suplente da chapa.

Mas o deputado estadual terá desafios quase intransponíveis a superar.

A frágil base política que Flávio Dino construiu ao longo de sua carreira política está hoje esfacelada, com a maioria apoiando o senador Weverton Rocha ao governo; são jovens parlamentares, prefeitos e lideranças políticas que ascenderam junto com o próprio Dino, a partir de sua vitória, em 2014.

Mas esta base, hoje, não quer saber do ex-governador – e nem mesmo o próprio Othelino tem acesso a ela, após deixar as bases de Weverton depois de  dizer que ninguém apartava.

Por outro lado, os aliados do governador-tampão Carlos Brandão são direitistas, bolsonaristas e sarneysistas na essência, antipáticos ao projeto de Poder de Flávio Dino.

É portanto, uma difícil missão para Othelino Neto, que ainda tem que se preocupar também, com a própria reeleição.

Mas, agora, Dino já tem a quem culpar por uma eventual derrota…

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Com Roberto Rocha ameaçando sua eleição, Flávio Dino vira digital influencer para tentar ser popular

Ex-governador acusou o golpe do lançamento da candidatura do atual dono da vaga no Senado – que reuniu 11 partidos e quatro candidatos a governador em seu palanque – e resolveu gravar vídeo até da entrega do seu novo escritório de trabalho, numa espécie de agenda de blogueirinho das redes sociais

 

Agora blogueirinho, Flávio Dino faz “tour” mostrando decoração e arte do seu novo escritório, em busca de cliques

O ex-governador Flávio Dino está acuado.

Em menos de dois dias, ele reagiu de forma inusitada a duas situações políticas e virou até blogueirinho nas redes sociais.

Primeiro, após post do blog Marco Aurélio D’Eçamostrando a falta de agenda popular em sua pré-campanha – ele foi à redes para dizer que fará novo encontro do que chama “time Lula” e afirmou que movimentos sociais estarão presentes, sem noticiar quais.

Mas o que levou Flávio a virar uma espécie de Digital Influencer em busca de cliques foi o lançamento da candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição.

O senador do PTB reuniu nada menos que 11 partidos e garantiu apoio de quatro candidatos a governador, o que tirou Dino do “céu de brigadeiro” em que vinha navegando como candidato único ao Senado.

Nesta terça-feira, 3, Dino apareceu em vídeo no seu novo escritório de trabalho, mostrando decoração, arrumação, detalhes artísticos e até a vista, num típico post de blogueirinho das redes sociais.

Foi uma clara demonstração de acusação de golpe.

Incomodado com Roberto Rocha, Flávio Dino vira até blogueirinho nas redes sociais

Roberto Rocha (PTB) entra finalmente na disputa do Senado já com 22% de intenções de votos, números medidos pelo Instituto Exata mesmo sem ele nunca ter-se apresentado como candidato.

A ameaça a Dino é real.

Com capilaridade estadual, levada pelos partidos e candidatos a governador, Rocha deve começar a ser apresentado pelos prefeitos em praticamente metade dos municípios, o que deve ser medido por pesquisas de intenção de votos já no final de maio.

Claramente incomodado com a movimentação do adversário, o ex-governador tem-se virado nas redes sociais.

Agora digital influencer, só não pode pintar cabelo de vermelho para chamar atenção.

E muito menos mostrar como se come bolo de chocolate na internet… (Não entendeu? Entenda aqui e aqui)

Em tempo: Da próxima vez, Flávio Dino, use o celular deitado, como fazem os blogueirinhos

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Após este blog mostrar sua falta de base popular, Flávio Dino inventa, às pressas, encontro com movimentos sociais

Ex-governador acusou o golpe de ser mostrado como figura elitista e sem relação com as camadas mais populares; e sentiu ainda mais com a aliança do senador Roberto Rocha com nove partidos e quatro candidatos a governador

 

Reação de Flávio Dino ao post que mostrou a fragilidade de sua agenda popular; ele agora tenta ser dono do “time de Lula” no Maranhão

O ex-governador Flávio Dino (PSB) reagiu menos de oito horas depois de o blog Marco Aurélio D’Eça publicar o post “Fora do governo, Flávio Dino não consegue construir agenda popular”.

No final da tarde de ontem – e após sentir outro golpe, o da aliança do senador Roberto Rocha (PTB) com quatro candidatos a governador e nove partidos – Dino publicou em suas redes que irá reunir “o time de Lula”. E fez questão de afirmar que “movimentos sociais presentes”.

Dino ainda tem poder para inventar movimentos sociais em torno de si, é verdade; mas tem que inventar, por que segmentos como a  Fetaema, o Sindsep, o Sinpol, os SindEducação e diversos outros setores organizados da sociedade querem distância do ex-governador comunista.

A arrogância de Flávio Dino se mantém mesmo após a rejeição da classe política e dos setores sociais ao seu nome.

Ele se julga dono da campanha de Lula no Maranhão e atropela até mesmo seu candidato a governador, o poste Carlos Brandão (PSB), que deveria ser o articulador da campanha petista no estado, mas, sem relação alguma com Lula, prefere seguir a reboque do padrinho.

Mas o time de Lula não está com Flávio Dino.

Lulistas-raiz do PT, do PSOL, do PSB e do próprio PCdoB já se posicionaram ao lado do senador Weverton Rocha (PDT), que lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo; também nos sindicatos, no campo e na cidade, é com Weverton que eles fazem agenda, não com Dino.

Weverton tem a preferência do próprio Lula, já manifestada publicamente pelo ex-presidente.

Mas a reação de Flávio Dino mostra que ele está acuado, perdido, apenas reativo diante dos fatos políticos que o emparedam.

E pelas próprias escolhas que fez, deve seguir assim até as eleições….

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Arrogância de Flávio Dino destruiu sua própria base e atraiu todos contra si

Autoritário, personalista e incapaz de dialogar ex-governador tentou se impor como líder e cometeu o erro de inventar um poste para sucedê-lo no governo por que não queria outras lideranças criando sombra em torno do seu nome

 

Símbolo do autoritarismo de Flávio Dino, esta imagem foi registrada em 2016, quando ele tentou impedir Maura Jorge de falar no palanque montado em sua própria cidade

Análise da notícia

O ex-governador Flávio Dino (PSB) foi imposto à classe política por uma estrutura de poder elitista; e nunca conseguiu construir uma liderança orgânica, natural, espontânea.

O resultado desta postura autoritária e personalista é a junção de toda a classe política – governistas e oposicionistas – em torno do nome do senador Roberto Rocha (PTB) para enfrentá-lo nas eleições de outubro.

Pela primeira vez na história um candidato reúne sarneysistas, oposicionistas, pedetistas, petistas, emedebistas e até gente ligada ao próprio Palácio dos Leões contra uma figura pública que, ao invés de construir pontes, desagregou ao absoluto nos quase oito anos em que sentou praça no Palácio dos Leões.

Não é de hoje que o blog Marco Aurélio D’Eça aponta traços de autoritarismo na postura pública de Flávio Dino.

O próprio Roberto Rocha sofreu com opressão do ex-governador, após os dois serem eleitos juntos, em 2014; na lista de abusos de Flávio Dino entram também a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, o ex-deputado federal Waldir Maranhão (PDT), a prefeita de Chapadinha, Dulcilene Belezinha, jornalistas, advogados e ex-colegas juízes.

E por último o senador Weverton Rocha (PDT), que lidera as pesquisas para o Governo do Estado.

Esse poder desagregador já foi tratado no blog Marco Aurélio D’Eça, em outubro do ano passado, no post “De como Flávio Dino escurraça os próprios aliados de sua base”.

Nem os alertas fizeram Dino mudar.

Achando-se dono de partidos, de carreiras políticas de mandatos e até de pessoas, ele decidiu sozinho criar um candidato a governador, inventou o vice para esse candidato e praticamente obrigou todos os aliados a fechar com sua candidatura a senador.

Perdeu feio, por que foi Roberto Rocha – e não ele – quem conseguiu os palanques múltiplos nas eleições de outubro.

Mas a arrogância continuou mesmo após o duro recado da classe política: matérias produzidas pelo Palácio dos Leões – e publicadas em blogs controlados pelo governo – ainda ontem apontavam que há “um fosso entre os números de Flávio Dino e os dos demais candidatos”.

Dino corre mesmo sério risco de ser derrotado na disputa pelo Senado.

Talvez fora do poder e sem mandato aprenda a ser mais humilde…