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Lula está certo: jornalismo é caso de hospício…

Do blog de Cunha Santos

Todo jornalista sofre de um distúrbio psicossomático que o diferencia dos seres humanos. Jornalista pergunta demais, fala demais, diz o que é para ser dito e o que não é para ser falado. Jornalista não pode ver autoridade que quer saber se roubou, quanto ela roubou, quem a ajudou a roubar.

Desvendar segredos, inclusive de alcovas, é a missão patológica desses seres alienígenas que vivem de escarafunchar a vida alheia, principalmente a vida pública.

Deveriam existir, para segurança da sociedade, manicômios exclusivos para jornalistas. Se há um crime, lá estão eles querendo saber quem é e qual será a punição do criminoso; se acontece uma coligação, aliança política ou coisa parecida, eles estranham e querem descobrir quem comprou e quem foi comprado nessa história; se ouvem falar de corrupção são atacados de ansiedades, histerias, transtornos e neuroses.

A sociedade precisa estar protegida desses psicopatas que, a bem da verdade, são responsáveis pela grande maioria das crises que se instalam nos estados e países…. Continue lendo aqui

Marco Aurélio D'Eça

9 Comments

  1. È como disse Paulo Francis:”Jornalismo é a segunda profissão mais antiga do mundo…”

  2. Vc quer colocar em nossas cabeças que ateu é religião? Não cola não Marcos. Isso se chama mensagens subliminares, querendo incoscientemente infiltar sua opinião que
    ser ateu faz parte de uma religião. Claro, onde, vamos supor existem 1 milhão de ateus, homens que não acreditam em DEUS, nem por isso eles se juntam e pregam tal ensinamento. O ateu, seja em grande aglomeração por metro quadrado, eles não se misturam nem com gente de sua mesma opinião. Ficam em seu isolamento mental, enclausurado em si mesmo, não eminto qualquer sinal de religiosidade. É PREÇO dessa
    aberração humana e o caminho é o hospício.

    Resp.; Não é minha intenção colocar nada na cabeça de ninguém. Apenas eu mesmo considero o ateísmo uma religião, assim como o crsitianismo, catolicismo, espiritismo, islamismo, protestatismo e outros ismos espalhados pelo mundo. Os outros ismos defendem, pregam e tentam impor a existência de Deus. O ateísmo, por sua vez, tenta negar esta existência. O resultado disso são guerras, miséria e mortes. No meu caso, se Deus existe ou não existe, isso não tem a menor importância.

    • Resposta não convicente caro amigo D’ Éça.
      O Jornalismo hoje em dia é uma faca de dois gumes. Tem jornalista que estampa uma notícia, para depois ver as opiniões. Se dentro delas for uma
      ofensiva ao postador, ele entra na justiça pedindo “retratação” ou “indenização”,
      assim vale também o ditado, o inverso também é verdadeiro.
      Pelo que sei tem jornalista que vive só de indenizações por ofensas. Tem outros
      que vivem pagando pelo que disse. (Exemp: O Bogéa Filho-cachaceiro). E caso mais recente de ofensa ao seu ateísmo como religião temos o Datena da BAND, leia esta matéria:
      Sex, 03 Dez, 01h31

      O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo entrou com uma ação para que programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, se retrate de uma atitude preconceituosa contra ateus, veiculada no último dia 27 de julho. A TV Bandeirantes possui concessão pública e não pode ser usada para disseminar preconceito, segundo o MPF.
      De acordo com o MPF, o apresentador José Luiz Datena e o repórter Márcio Campos ficaram por 50 minutos proferindo ofensas e declarações preconceituosas contra cidadãos ateus durante reportagem sobre um crime bárbaro. Em todo o tempo em que a matéria ficou no ar, o apresentador associava aos ateus a ideia de que só quem não acreditava em Deus poderia ser capaz de cometer tais crimes.

      A ação civil pública, com pedido de liminar, solicita que a Rede Bandeirantes de Televisão seja obrigada a exibir, durante o programa “Brasil Urgente”, um quadro com retratação das declarações ofensivas às pessoas ateias, bem como esclarecimentos à população acerca da diversidade religiosa e da liberdade de consciência e de crença no Brasil, com duração de no mínimo o dobro do tempo usado para exibição das mensagens ofensivas.
      Do Yahoo.com.br – Notícias. ou link: http://br.noticias.yahoo.com/s/03122010/25/manchetes-mpf-sp-questiona-tv-preconceito.html

      Como disse: hoje em dia, tá cada vez mais dificil ter liberdade de pensamento. Para tudo existe uma instituição para cobrar danos morais, até para quem é ateu quer tirar proveito da situação. É o fim da picada. Pagar para quem não acredita em DEUS!!!! Só muita taca neste sistema mundial que governa as mentes psicóticas atual da realidade humana. Como falou JESUS: “este reino não é o meu”. É desse que anda descaminhando muita gente para a aniquilação da criação de DEUS. Pasmem!!! É o fim.

  3. Até que enfim voçe achou o caminho que lhe levará a tal hospício. É sina dos ateus.
    Ainda bem que saiu de sua propria mente psicopata, que lhe serviu direitinho esta
    carapuça amigo D’Éça. Estava esperando por esta postagem sua aqui em seu
    blogmaníaco. De onde não se espera é que vem. Da minha parte acho muita hipocresia
    vc fazer uma postagem dessa, como jornalista, o que se viu durante os ultimos anos nos seus comentários, foi justamente essa psicomania doentia. Vc também pegou este vírus.
    Quntas vezes vc achincalhou o Flávio Dino e outros chegando ao ponto psicopático de até omitir o nome dele. Que bogagem! Isto é sinal da manisfestação de jornalismo “doido” que precisa de tratamento de choque iria lhe acalmar mais e cair na real ao fazer tal comentário sobre os outros jornalistas iguais a vc. Até mais vê amigo. Procure um médico para o seu caso, que já é grave.

    Resp.; Não sei com base em quê vocês estão fazendo a comparação deste texto com os membros da religião atéia (aquela que tenta, desesperadamente, provar a inexistência de Deus) da qual eu não faço parte. Em seugndo lugar, meu caro sabiá do Maranhão, o texto é do brilhante jornalista, poeta e escritor Cunha Santos Filho, na verdade uma ironia à atitude de Lula contra o jornalista do Estadão. É um libelo em favor da liberdade de expressão, com ironia e deboche. Se você rever os arquvos deste blog, verá que eu defendi a postura do jornalista porque penso exatamente isto – que o jornalista deva mesmo criticar, questionar, provocar, inclusive defendendo o discurso do seu grupo político.

  4. Concordo que o jornalismo nunca é imparcial no sentido que o jornalista pode, e deve, apresentar sua opinião, através de argumentos e da análise dos fatos. Mas não acho que seja certo deturpar a verdade, apresentando somente um lado dos eventos, subtraindo informações do leitor e impedindo-o de sua própria análise. Um exemplo, que o Walter constumava citar, está no livro “Honoráveis Bandidos”, do Palmério Dória. O autor, ao descrever fatos acontecidos na operação Navalha, em um tom de voz indignado, descreve o envolvimento do ex-ministro Silas Rondeau, e sequer menciona a participação da oposição.

    resp.; Em primeiro lugar, o livro do Palmério Dória não é uma peça de Jornalismo. É uma análise baseada em um ponto de vista – que se traduz em a visão de um ponto específico. Portanto, expressa o ponto de vista do autor. Mas o jornalismo também pode ser visto como ferramenta de construção de discurso. Esta é a minha vertente, com base nos ensinamentos de autores como Nelson Trakyna, Martin Barbero e Gaye Tuchmann, ícones das novas teorias do Jornalismo. Aliás, a posição pessoal do jornalista na cobertura jornalística – se sobrepondo aos interesses da empresa, do grupo político, associação de classe, ONG ou entidade social a que pertença (ou independentemente deles) foi o foco da minha peça de formação de curso, que obteve Nota 10 com louvor, em banca formada pelos professores-doutores Paulo Rios e Cristiane Bogéa, e pelo professor-mestre Márcio Monteiro.

    • Concordo com a formação de opinião, mas no resto a minha vertente é outra. As “teorias comunicacionais” de Barbero me parecem ter a ver com antropologia, e não jornalismo, que ele parece usar como a corda de um arco para suas idéias políticas, e ao acoplamento dessas idéias ao jornalismo. Justamente quando começa o dirigismo e a manipulação de massas, é quando se perde a isenção e a visão crítica necessárias ao jornalismo. Por esse caminho perde-se o respeito, e a modernidade vira desordem. Além do mais, não me parece que funcione bem essa tentativa. Se alguém é porta-voz de um grupo político, e divulga as notícias de modo a favorecê-lo, e a prejudicar o outro, não é mais um jornalista, é um advogado, e é assim que o leitor vai vê-lo. Se um jornalista manipular os fatos, outro pode justificadamente fazer o contrário, até que o leitor não acredite em mais ninguém, ou forme uma opinião evidentemente errada. Quando tudo se faz para defender um lado, perdem-se os fatos necessários para a compreensão da realidade. Em suma, concordo com a sua tese que o jornalismo é uma força construtora. Mas o compromisso do jornalista deve ser em primeiro lugar com a verdade, sem escolher o que ele acha que o leitor pode, seja por qual motivo, ouvir. Parabéns pela sua nota 10 com louvor.

      Resp.; mas quem uniu a “isenção com a visão crítica do jornalismo”? Como pode alguém ter a visão crítica e mesmo assim ser isento? Por acaso a visão não é um ponto de vista? Toda crítica não é uma opinião? E como é uma opinião isenta? E se é um ponto de vista, não está atrelado a algum conjunto de valores, alguma visão própria de mundo, alguma formação cultural? A visão crítica é formada exatamente por este conjunto. Manipular? O problema é exatamente este. Todos os defensores da teoria da imparcialidadfe deturpam (até de forma canalha) os conceitos da visão crítica e do posicionamento conceitual do jornalismo. Usar o seu ponto de vista para mostrar um fato não é deturpá-lo. Deturpar é inventar coisas para contar este fato. E isto é crime, condenado por qualquer vertente do jornalismo. A realidade, meu caro, também é um ponto de vista. tecnicamente, o real não existe, o que existe são versões do real. O real será sempre contado a partir de uma referência de quem o estar vendo – um simulacro, portanto, como bem definiu Jean Baudrillare. Nenhum jornalista consegue contar um fato sem impor a ele sua carga de idiossincrasias. Se não for assim, então não temos jornalsitas, temos robôs teleguiados. Esta subestimação do leitor que você mostra em seu comentário também é resultado das teorias dos anos 40, que impunha ao jornalismo o poder único de contar o fato. Hoje não, meu caro. Hoje, o leitor, o expectador, o ouvinte de jornalismo, também tem sua carga de influência no fato. Ele, sozinho, sabe diferir o que é real do sonho, não precisa de babá, portanto.

  5. Também gostaria que tivesse manicômio pra ateu. Ops, acho que você se enquadra, né!

    Resp.; Não, não me enquadro, porque não sou ateu. Ateísmo também é religião. E eu considero absolutamente desnecessária, qualquer forma de religião.

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