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A metalinguagem no jornalismo do Maranhão…

A metalinguagem no gerúndio

A profissão de jornalista tem no Maranhão uma característica única: aqui, o profissional de mídia é tão notícia quanto a própria notícia.

Esta característica acentuou-se ainda mais com o advento dos blogs, que expôs alguns profissionais à categoria de personalidades, espécies de vetores do poder – ou de grupos políticos.

Profissionais como o titular deste blog, o jornalista Décio Sá, os radialistas Geraldo Castro, Roberto Fernandes e outros, passam a ser personagens de notícias em blogs, jornais e emissoras de rádio tanto quanto governadores, prefeitos deputados e outras autoridades públicas.

É uma espécie de metalinguagem, ou seja, o “jornalismo” analisando o próprio jornalismo. O que, em tese, acaba sendo a própria redundância da notícia.

Este blog levantou as páginas de jornais e a maioria dos blogs nos últimos 30 dias – tendo como marco inicial a eleição da Mesa Diretora da Assembléia, em 1º de fevereiro.

Exemplo de metalinguagem redundante

Os nomes “Marco Aurélio D’Eça” e “Décio Sá” ocuparam a mídia tanto quanto o presidente eleito da Casa, Arnaldo Melo (PMDB).

Mais grave: as “notícias” sobre jornalistas ou blogueiros foram mais frequentes que as envolvendo o presidente da Câmara Municipal, Isaias Pereirinha (PSL), ou a eleição na Famem, por exemplo.

A metalinguística na comunicação maranhense ampliou-se com a falta de critério na criação de blogs. Coordenados por pessoas sem a menor intimidade com o fazer jornalístico, estas páginas valorizam o autor da notícia acima da própria notícia.

Deturpando o próprio conceito da cobertura jornalística…

Marco Aurélio D'Eça

5 Comments

  1. Michelle Welster disse:Poxa, sf3 porque ontem de maadugdra eu e minha melhor amiga prometemos ne3o sabotar os prf3ximos possiveis relacionamentos, dai entro aqui e leio isso o.OInjusto o.O (realmente eu preciso melhorar essa coisa de sabotar), e9 um sinal, sf3 pode. hahuaMuito bom o post, morri de rir tambe9m.Eu adorei aquele filme Dive3, tem uma parte que a principal fala que ela e9 promiscua com o marido dela, porque ela tem multiplas personalidade dentro de si ahuauaMuito bom, muito bom o post.

  2. admiro muito a profissao de vces. um dia serei uma boa jornalista……….

  3. Só se você contar por que o Décio saiu dos seus favoritos e você do dele.

    Resp.: Pergunte pra ele. Ele pode responder melhor que eu.

  4. PREZADO MARCO D’EÇA – A língua também tem suas pragas. São vícios. Surgem tímidos. Depois, ganham espaço no rádio e na TV. Alastram-se. Aí, dá no que dá. Enfeiam a língua. Irritam os falantes. Provocam o Paizão. O exemplo egípcio manda pôr as barbas de molho. Antes que o Criador perca a paciência, cuidemos da linguinha nossa de todos os dias.

    PRIMEIRA PRAGA

    Gerundismo. Olho vivo! Esse vício não tem perdão. Se você é do time que diz “vou estar mandando, vou estar providenciando, vou estar podendo fazer”, só tem uma saída. Use as formas portuguesas vou mandar ou mandarei, vou providenciar ou providenciarei, vou poder fazer ou poderei fazer. Se se fizer de bobo, prepare seu rico corpinho. Ele vai arder no mármore do inferno por toda a eternidade. Deus o livre!

    SEGUNDA PRAGA

    Eu apaixono. Vaaaaaaaaaaaaaaalha-nos, Papai do Céu! Não nos deixeis fazer economia com os verbos pronominais. Apaixonar é um deles. Transitivo direto, ele pede o objeto direto. Às vezes, o complemento é diferente do sujeito. O verbo tem, então, o sentido de causar paixão. É o caso de “Xuxa apaixona as crianças”. Outras vezes, o sujeito se toma de paixão. O pronome funciona como objeto direto: eu me apaixono, ele se apaixona, nós nos apaixonamos, eles se apaixonam. Dizer “eu apaixono”? A pergunta é inevitável: “Apaixona quem, cara-pálida?” A resposta exigirá um objeto: “eu apaixono os leitores” ou “eu me apaixono”.

    TERCEIRA PRAGA

    Seje, esteje. Xô, satanás! A troca do a pelo e só pode ser coisa do demo. Ele está louco para aumentar a população do inferno. Espalhou a praga. O mal pegou. Os contaminados pagam preço pra lá de caro. Adiam promessas. Perdem amores. Sujeitam-se a gozações. Caia fora. Dê ao verbo o que é do verbo – o a: que eu seja, ele seja, nós sejamos, eles sejam; eu esteja, ele esteja, nós estejamos, eles estejam.

    QUARTA PRAGA

    Houveram. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Que dor! O ouvido grita. Geme. Depois, bate pé. Exige respeito. No sentido de ocorrer ou existir, o houveram não tem vez. Corte-o do seu vocabulário. O ouvinte lhe agradece: Houve (jamais houveram) confusões com os passageiros de ônibus do Distrito Federal. Houve menos candidatos que o esperado. Nunca houve tantas denúncias no país.

    QUINTA PRAGA

    Se eu deter, trazer, pôr, ver. “Cadê meu pai?”, pergunta cada um dos pobres desamparados. “Sou o futuro do subjuntivo. Nasci do pretérito perfeito. Minha mãe é a 3ª pessoa do plural menos o -am final. Ninguém da família pula o muro.” Veja: ontem eu detive, ele deteve, nós detivemos, eles detiver(am). Logo, se eu detiver. Eu trouxe, ele trouxe, nós trouxemos, eles trouxer(am). Portanto, se eu trouxer. Eu pus, ele pôs, nós pusemos, eles puser(am). Assim, se eu puser. Eu vi, ele viu, nós vimos, eles vir(am). Vem, forma nota 10: se eu vir.

    SEXTA PRAGA

    De formas que. Já pra rua, s intruso! As locuções conjuntivas (terminadas por que) rezam na cartilha das conjunções (que, porque, se, quando). São invariáveis. Não aceitam plural nem a pedido de todos os santos: Estava preparado, de forma que se saiu bem na prova. A chuva refrescou a cidade, de maneira que trouxe conforto aos moradores. O projeto não a satisfez, de modo que precisou fazer outro.

    SÉTIMA PRAGA

    Comeu carne ao invés de peixe. Tudo vale. Alho, crucifixo, banho de sal grosso ajudam a manter longe a tentação. Recorra a todos os santos. Peça-lhes clareza em relação a ao invés de. O trio indica ideia contrária, contrária mesmo (dormiu ao invés de ficar acordada, comeu ao invés de fazer jejum, chorou ao invés de rir, mexeu-se ao invés de manter-se imóvel). Para acertar sempre, fique com em vez de. O trio significa em lugar de. Bivalente, signfica também ao invés de: Morreu em vez de viver. Comeu peixe em vez de carne. Pegou o ônibus em vez do avião. Foi ao teatro em vez de ir ao cinema. Comeu em vez de jejuar.

    MORAL DA HISTÓRIA

    Os egípcios quiseram testar o Senhor. Levaram na cabeça. Com eles, aprendemos a lição: manda quem pode. Obedece quem tem juízo. Em outras palavras: o chefe tem sempre razão. (www.tecioleite.blogspot.com)

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