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Rodrigo Janot: a vingança…

Em seus últimos dias no cargo, procurador-geral da República explicita sua veia revanchista, livrando amigos e encaminhando questões contra adversários que não escolheram o seu afilhado na sucessão do Ministério Público

 

Nicolao Dino é irmão de Flávio Dino e foi candidato a procurador-geral preterido por Michel Temer, decisão que Rodrigo Janot põe na conta dos seus adversários no governo

Os últimos movimentos do procurador Rodrigo Janot como procurador-geral da República é uma síntese pura do que foi o Ministério Público Federal durante sua gestão.

A mesma instituição que relutou até não poder mais em acionar tucanos como Aécio neves (MG), devassou a vida de petistas como Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rouseff.

Prestes a deixar o posto de chefe da PGR, Janot deixa evidente em seus gestos ações de vingança contra adversários e proteção clara a aliados.

A denúncia contra o ex-presidente José Sarney – baseada unicamente nas afirmações de um delator que sequer conseguiu provar o que disse – tem o mesmo peso do pedido de arquivamento da denúncia contra o governador Flávio Dino (PCdoB), também feita por um delator que não conseguiu confirmar o que disse.

Ora, se as afirmações do delator que apontou Flávio Dino não servem para Janot, porquê a afirmações do delator que apontou Sarney – nas mesmas circunstâncias – servem?

Mas Flávio Dino é irmão do principal assessor de Rodrigo Janot, o procurador Nicolao Dino.

Sarney, pelo contrário, é posto na conta do procurador como um dos que teriam influenciado para evitar que Nicolao assumisse o seu cargo.

Janot deixa o comando do Ministério Público com as marcas da vingança.

Simples assim…

Marco Aurélio D'Eça

2 Comments

  1. Essa lambança é fácil de ser corrigida. Basta após a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, assumir alguém representar a ela pelo reexame dos supostos crimes praticados por Flávio Dino que o processo voltará às rédias da imparcialidade. Vale lembrar que no dia 18/9/17. A PGR terá novo comando.

  2. Você está sendo injusto para com seus leitores, a justica era para ser única, mas, existe dois peso e duas medidas. Não tem pra onde correr. Quando um juiz a servico de Sarney absolve sumariamente uma reu, Roseana Sarney de crimes de corrupção, improbidade, vc não dar um pio, pode até ser economia de tinta, já sei no dos outros é refresco. Vamos ver, por enquanto esta impate. Roseana e Flavio Dino, livre. O que vc diz da PGR pedir o inquerito de Sarney ir para Sergio Moro. Respoda pra seu leitores!,.

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