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O exemplo da Bahia…

Os militares em greve na Assembléia Maranhense

O governador da Bahia, o presidente da Assembleia da Bahia, e as autoridades judiciais da Bahia fizeram o que as autoridades do Maranhão deveriam ter feito no caso da greve dos policiais militares.

– Não negocio com bandidos! – afirmou o governador Jaques Vagner (PT), desde o início do movimento.

Como “bandidos” ele se referia não aos PMs bahianos, mas a criminosos como Marcos Prisco, que vivem de espalhar o terror país a fora, insuflando tropas para obter dividendos.

O bandido Prisco: sempre em campanha

Ao sufocar o movimento grevista, a Bahia quebrou um paradigma que vinha sendo implantado Brasil a fora. Coisa que o Maranhão deveria ter feito quando teve a oportunidade.

E fica o exemplo também para políticos oportunistas, como Bira do Pindaré (PT), Marcelo Tavares (PSB), Domingos Dutra (PT), que, mais uma vez, se aproveitaram do movimento maranhense para tirar dividendos políticos.

Por que também vivem disso.

Nenhum piu deram, no entanto, com relação à postura do governador da Bahia.

Por que, claro, são oportunistas, apenas…

Marco Aurélio D'Eça

10 Comments

  1. Ja que vc fala que no Maranhão cumpre as leis aproveita e fala para tua chefa que só Estado dela é que o consignado é exclusividade do BB, será porque pois os outros Estados já cumpriram as decisões tomadas pelo CADE do BC

  2. Marcos, a nossa História é marcada por tragédias, e você como uma pessoa bem informada, esclarecida e formadora de opinião deve saber a tragédia que é viver num estado de exceção.
    Esses episódios que ora vem se alastrando em diversos seguimentos da sociedade é fruto da falta de capacidade e sensibilidade dos gestores em apresentar soluções para atender os anseios das categorias e da população.
    Colocar o exército para sufocar movimento de classe é um precedente ruim, que bem demonstra a falta de preparo e habilidade dos que governam, além de ser uma afronta à Constituição, pois como sabemos, a função das Forças Armadas são outras, bem definidas na Carta Magna.
    Gostaria de dizer ao Sr. “São Januário” que respeito o seu ponto de vista, porém acredito sinceramente que ele não tenha a devida dimensão do que seja viver num regime de exceção, e talvez não tenha se preparado para exercer sua cidadania, por ter se acostumado a viver e aceitando tudo calado sem poder se manifestar.
    Quanto aos fatos vergonhosos e as decisões tomadas pelos homens públicos do estado da Bahia, que não sirva de modelo para nenhum outro gestor público, pois representa tudo o que não pode fazer parte de uma sociedade democrática como a que acreditamos viver. Se for para tomar como exemplo, que seja o do Maranhão, onde uma paralisação das forças de segurança foi equacionada com negociação e sem violência…

  3. Ao invés de críticas de quem seja bandido ou não, tanto o governo do Maranhão, que se escondeu atrás de seus secretários para fazer um acordo com PM´S, o Governador da Bahia que agiu como um ditador, pois mandou até tanques de guerra, para tentar mediar um assunto que ele mesmo podia resolver, o Governador do Rio de Janeiro e demais Governadores
    desse BRASIL, deveriam ajuizar uma ação para que fosse desengavetada a PEC 300, votada e aprovada, para acabar com essas manifestações e a desigualdade salarial existente nas PM´S do BRASIL.

  4. Antonio Lima, eu queria de volta era a ditadura.Cacete em baderneiros. Democracia tem limite, respeito, direitos……

  5. Marcos, num regime democrático as autoridades escutam, negociam, fazem concessões, atendem reivindicações justas dos movimentos das classes.
    Ainda bem que no Maranhão esse espírito ainda prevaleça na cabeça daqueles que comando e tomam decisões.
    O “exemplo da Bahia” não deve servir de modelo a nenhum governante, pois num estado democrático de direito, decisões como as tomadas na terra de Jorge Amado é uma atentado à democracia.

    resp.: É, né? Então, tá!

  6. Marco, a nota abaixo foi extraida da coluna de hoje do Cláudio Humberto, e mostra com clareza as diferenças no trato das “greves” ocorridas na Bahia e Maranhão.
    Só um IMBECIL encherga que no Maranhão o “movimento dos baderneiros” teve apoio popular.
    Se o Governo Federal promovesse as mesmas ações que promoveu na Bahia, com a mais absoluta das certezas o vagabundo do Prisco sairia daqui preso juntamente com outros marginais fardados.
    Quanto ao “direito de greve” dos PMs ( não são militares, representam uma FORÇA AUXILIAR) e Militares, lembro que essa é mesma “categoria em buscas de seus direitos” que ESPANCA e MATA professores, Cobradores, Motoristas e outras categorias quando buscam seus direitos através de greves.
    Nunca é demais lembrar o comportamento dos ZELOSOS guardiões da lei quando da “desocupação” da favela do Pinheirinhos onde estupraram até crianças.
    Os PMs de São Paulo são diferentes do Maranhão ou da Bahia? Claro que não, o problema é que Dilma não iria deixar o Wagner na mão, já com Cid Gomes e Roseana, simplesmente deixou os marginais travestidos de PM deitarem e rolar.

    09/02/2012 | 00:00
    ‘O Estado é nóis’

    O governo Dilma deixou correr frouxa a baderna dos motins de PMs no Maranhão e no Ceará, mas quando a confusão se estabeleceu na Bahia governada por um petista, a crise virou “questão de Estado”, com presença de ministro da Justiça, tropas do Exército etc.

  7. Quem viveu os anos 80 e 90 deve lembrar-se quantas vezes o governador Jaques Wagner, à época deputado, saiu em defesa dos movimentos grevistas. Perdi a conta do número de vezes em que pôs gasolina na fogueira. Se não me engano, o petista apoiou os policiais que cerraram os braços certa vez na Bahia (eram tempos de ACM). Igualzinho à maioria dos petistas que chegaram hoje ao poder, Jaques Wagner rasgou os discursos de outrora (quem não se lembra do PT, por exemplo, votando contra o plano real e a lei de responsabilidade fiscal, apedrejando vorazmente as privatizações, ou zombando em plenário de cada aumento que era dado aos aposentados?). Eles foram úteis quando o PT era oposição. Agora, age igualzinho a todos aqueles em que descia o porrete, quiçá mais violento e intolerante. Dia após dia o PT vai perdendo todas as bandeiras que empunhava. Há poucos dias, ao privatizar (com direito à cena do martelinho batendo na bolsa de valores. Não é igualzinho ao tempo de FHC e sua turma?), Dilma colocou uma pá de terra em mais desses estandartes petistas: de ser contra as privatizações. PT, a casa caiu.

  8. Só o povo do maranhão,não ver que Domingos Dutra,Marcelos Tavares,Bira do Pindaré e outros são opotunistas.Pena dessas pessoas que acreditam em suas lorotas.

  9. Ainda bem que vivemos numa democracia, por que senão vc seria um dos carrascos.

  10. Caro Marco, essa comparação dista a grave da Bahia com a do Maranhão por um único ponto: O APOIO POPULAR-, que a do nosso estado teve e faltou aos policiais baianos.

    E o grande erro foi o “Prisco” querer usar o mesmo expediente: A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA.

    Nada de parabéns ao governo maranhense, que foi intolerante até a capitulação; foi o que vimos…

    Marco Antonio Carvalho Diniz

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