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Um salve aos caminhoneiros…

Categoria profissional fez o que todos têm vontade, mas não têm coragem, e trouxe o cidadão brasileiro a refletir sobre a importância de sua participação política

 

Editorial

 

Há milhares de categorias na classe trabalhadora brasileira.

Nenhuma, até hoje, teve tanta coragem quanto a dos caminhoneiros.

Esses pais e mães de família, que deram a cara a tapa, aceitaram ficar ao relento, sob sol e chuva, comendo mal e vivendo em condições sanitárias desprezíveis conseguiram parar o país para chamar a atenção para uma situação que afeta a todos.

Ninguém teve a coragem de gritar. Nem os médicos, tão ciosos em seus apitaços nas ruas, pedindo o “Fora Dilma”; nem as donas de casa, com suas panelas nas janelas.

E os jornalistas?!? Impressionante a leniência dos jornalistas com o estado de coisas.

Esta classe tão combativa, tão corajosa nos tempos da faculdade é incapaz de dar sua opinião nos temas mais comuns.

Aliás, houve jornalista interpelado por caminhoneiros que simplesmente estabeleceram: “não posso dar opinião”.

Mas os caminhoneiros foram para as ruas, foram gritar.

Depois de tudo é fácil bater palmas, é fácil mostrar simpatia em shows ou em telas de celular.

É fácil até mesmo escrever este texto.

Mas são os caminhoneiros que deram a cara a tapa.

Viva os caminhoneiros…

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Peemedebista, Andrea Murad não vê legitimidade em governo Temer…

Deputada manifestou apoio às manifestações da sexta-feira e prega uma Assembleia Nacional Constituinte para promover as reformas que o Brasil necessita

 

ILEGÍTIMO
Andrea Murad não vê possibilidade de Michel Temer promover as reformas

“Está certíssima”, é o que diz a deputada estadual Andrea Murad ao ser questionada sobre a onda de manifestações que tomou o Brasil nesta sexta-feira, 28. Para a parlamentar, apenas através de uma nova constituinte se teria legitimidade para tratar de assuntos como as reformas da previdência e trabalhista.

– Não vejo o atual governo e o atual congresso com legitimidade para modificar direitos fundamentais das pessoas, no caso as aposentadorias, e dos trabalhadores. Um novo governo e um novo congresso poderiam tratar desse assunto, porém, melhor que fosse uma Constituinte exclusiva para fazer todas as reformas para reorganizar o país. A crise de credibilidade que atinge as instituições colocou o país na UTI – diz Andrea, mesmo sendo do PMDB, partido do presidente Michel Temer.

A deputada defende que tais reformas precisam ser tratadas por representantes com legitimidade o que não ocorre hoje com o cenário de caos e instabilidade política tanto no Poder Executivo quanto no Poder Legislativo.

– Não vejo nesse governo e nesse Congresso esse requisito fundamental pela instabilidade causada pela Lava Jato e outras operações de combate à corrupção desencadeadas em tantas frentes tendo como alvos principais membros do Executivo e do Legislativo inclusive os atuais chefes dos poderes da República.  Além dessas duas reformas temos também a reforma política que precisa ser efetivada para regulamentar a atividade partidária e o financiamento das campanhas – defende a deputada.

Andrea declarou ser a favor das mudanças sobre o foro privilegiado e que todo o cidadão deve ser igual perante a lei.

– Não se justifica um juiz, um parlamentar, um governador, um promotor, um procurador, um prefeito ser julgado em instâncias diferentes. Essa lei já deveria ter sido votada há muito tempo. Da mesma forma a lei que regulamenta o Abuso de Autoridade é mais do que necessária porque, ao contrário do que muitos imaginam, protegem o cidadão e não as autoridades contra os abusos que alguns destes cometem no exercício dos cargos que ocupam – comemora a deputada.

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José Sarney e a greve de policiais militares…

E a situação das polícias? Os homicídios praticados por nossos policiais são destaque no mundo inteiro. É claro que há muitos que se comportam com heroísmo, mas os que esquecem os seus deveres os relegam para um segundo plano.

Agora o Espírito Santo, que tinha deixado para trás seu exemplo de má polícia e se destacado pela melhora de sua segurança, inventa uma nova maneira de fazer a greve – isto é, motim, rebelião, pois todos sabem que a greve de policiais é ilegal – sujeitando-se ao doce constrangimento de suas mulheres sentadas nas portas dos quartéis. A covardia de usá-las só é superada pela covardia contra o resto da população, deparada com o medo da violência que inunda suas ruas e atinge todo o estado. Violência que espanta em sua gratuidade.

Deus queira que por trás dela não esteja alguma mão política oculta, no eco do terrorismo que varre o mundo e de que o Brasil estava salvo até hoje.”

Trecho do artigo “Violência, lá e cá”, publicado em O EstadoMaranhão, edição de 11 e 12/2/2017

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A falência das UPAs no governo comunista de Flávio Dino…

Ameaça de greve de funcionários das unidades de saúde, por falta de pagamento, é só mais um aspecto da “venezuelização” do Maranhão desde que o governador tomou posse

 

No governo comunista de Dino, imagens servem apenas para propaganda

A ameaça de greve dos 8 mil funcionários das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), em todo o Maranhão, no Natal e no Ano novo, é s[ó mais um aspecto do desmonte que o governador Flávio Dino (PCdoB) promove no estado em todos os seus aspectos.

As UPAs foram exemplo de excelência no atendimento de Saúde no estado até o fim de 2014, antes do comunista tomar posse.

Leia também:

E as UPAs seguem ladeira abaixo…

As UPAs já não são mais as mesmas…

De lá para cá, este setor do estado – como todos os demais – vem sofrendo um processo de “venezuelização”, que considere, basicamente, no aparelhamento da máquina pública por camaradas comunistas, e altas taxações da população para bancar este inchaço.

A falência do estado pode ser vista também nos setores de Educação, de Infraestrutura e, sobretudo, na Economia.

E agora, sem Saúde, tende a virar, de fato, uma Venezuela nordestina…

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Helena Duailibe admite reunião com servidores da SAMU…

Em nota que tenta desqualificar o áudio sobre a tentativa de aliciamento dos funcionários da unidade de saúde, secretária revela que vai buscar ações para responsabilizar o autor da gravação

 

Hleena Duailibe no Samu; reunião com líderes ocorreu a portas fechadas, segundo áudio

Hleena Duailibe no Samu; reunião com líderes ocorreu a portas fechadas, segundo áudio

A secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe, divulgou Nota de Esclarecimento para tentar rebater as acusações de um áudio gravado durante uma reunião dela com funcionários do Serviço Atendimento Médico de Urgência, o SAMU. 

Na nota, Duailibe admite a reunião com os funcionários, mas nega que tenha sido com viés político.

No áudio, publicado ontem neste blog, uma das funcionárias da SAMU, revela que a auxiliar de Holandinha ofereceu dinheiro aos líderes da categoria para evitar uma greve prevista para a segunda-feira, 24. (Relembre aqui)

– Revelamos que não procedem as supostas alegações veiculadas sobre o SAMU e que todas as medidas legai cabíveis foram tomadas  para identificação cível e criminal da autoria do áudio veiculado – ameaça a nota da Secretária.

O fato é que a paralisação de advertência prevista para ontem não aconteceu.

Se foi fruto de propina paga por Helena Duailibe, só as mesmas investigações vão dizer…

Leia a nota abaixo:

resposta

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Em pleno semestre letivo, Edivaldo fecha escola para reforma e deixa alunos sem aula…

Estudantes foram surpreendidos ao chegar ontem à UEB Luís Serra, no Centro, e serem informados que o prédio está em reforma, sem previsão para abertura; em 2016, escola só teve dois meses de aula

 

A escola fechada para reforma: até a logomarca é da gestão anterior, o que indica o abandono

A escola fechada para reforma: até a logomarca é da gestão anterior, o que indica o abandono

Qual não foi a surpresa dos estudantes e pais de alunos da Unidade de Educação Básica Luís Serra, ao chegar ontem para a reabertura do ano letivo e receber a informação de que o prédio está em reforma, sem previsão de funcionamento.

A escola funciona em um prédio na Rua da Saúde, 244, Centro.

– O prefeito teve quatro anos para reformar a escola e só agora, em plena campanha, resolve fechá-la, deixando os alunos sem aula – alimentou um pai de aluno, autor da denúncia ao blog.

Detalhe: a mesma escola só funcionou dois meses no primeiro semestre por causa da greve dos professores.

Pela imagem acima, é possível perceber o grau de degradação do prédio. Até a fachada conserva a logomarca da gestão anterior à de Edivaldo Júnior (PDT), sinal de que a escola nunca passou por reforma nesta gestão.

Outro lado

Em nota encaminhada ao titular do blog, a Secretaria Municipal de Educação diz que a UEB Luís Serra é objeto de uma das 20 frentes de trabalho mantidas pela prefeitura para “manutenção e requalificação estrutural”. 

Mas afirmou que os alunos não vão ter prejuízo no ano letivo,  garantido por “calendário elaborado após diálogo com a comunidade escolar”.

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Servidores do município paralisarão atividades na segunda-feira…

Pela primeira vez na história, sindicato da categoria decide pela mobilização, que será marcada por ato público em frente à Câmara Municipal

 

Líderes sindicais levantam as mãos aprovando protesto, sob aplausos da categoria

Líderes sindicais levantam as mãos aprovando protesto, sob aplausos da categoria

 

O Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de São Luís (SINFUSP-SL) decidiu, por unanimidade, deflagrar indicativo de greve, com mobilização já nesta próxima segunda-feira, 20, em frente a Câmara Municipal.

É a primeira vez na história que a categoria decide mobilização deste tipo.

Durante o ato, os servidores revoltaram-se com a proposta de reajuste salarial de apenas 2% oferecido pela Prefeitura de São Luís. Desde o início das negociações, o sindicato apresentou proposta de 15% de aumento para os servidores.

– Somos a categoria de funcionários públicos municipais e merecemos respeito. Queremos o que é justo e o que é nosso por direito. Acredito que no país, nenhum gestor teve a imbecilidade de oferecer um reajuste imoral como esse e a gente não aceita. Quero dizer que os médicos do Socorrão I vão paralisar sim – discursou o médico Allan Garcêz, representando a categoria.

Servidores de todas as categorias lotaram o auditório

Servidores de todas as categorias lotaram o auditório

– Nós não podemos aceitar esses 2% como aumento. O prefeito é desrespeitoso e está querendo nos enrolar. Essa é uma proposta que está é nos empobrecendo, pois só a inflação está muito acima dela. Precisamos mostrar para o prefeito que temos valor e que temos força – revoltou-se outro servidor.

Ao final da Assembleia, os servidores aprovaram o indicativo de greve que vai ser encaminhado à prefeitura. Também foi criada uma Comissão de comando de greve.

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Com aliado rebelde, governo Flávio Dino joga ainda mais pesado…

Ação da Polícia Militar contra agentes penitenciários liderados, na manhã desta sexta-feira, 17,  deixou vários feridos e alguns no hospital

 

Governo ustou todo o aparato da PM para reprimir a ação dos agentes penitenciários

Governo ustou todo o aparato da PM para reprimir a ação dos agentes penitenciários

A ação da Polícia Militar contra os agentes penitenciários em greve, nesta sexta-feira, 17, em Pedrinhas, foi intensa e ostensiva, uma espécie de batalha entre agentes de segurança.

Liderados pelo notório Cezar Bombeiro – aliado do governo nas duas últimas eleições – os agentes protestam contra a malemolência do governo Flávio Dino (PCdoB) na discussão do reajuste da categoria, que já dura mais de um ano.

E talvez até por ser um aliado à frente da manifestação é que Flávio Dino determinou a dura ação da PM.

Líder do movimento, Cézar Bombeiro esteve com Flávio Dino e Edivaldo Júnior nas duas últimas eleições

Líder do movimento, Cezar Bombeiro esteve com Flávio Dino e Edivaldo Jr. nas duas últimas eleições

O governador é tido por adversários como duro na relação política, impiedoso e incapaz de gestos de leniência com os oposicionistas.

Mas esta dureza é amplificada à enésima potência quando o oponente é alguém como Cézar Bombeiro, que esteve em seu palanque.

Este é o espírito de Flávio Dino…

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Peritos do Estado anunciam paralisação…

Governo oferece apenas um reajuste de 15%, a serem pagos em parcelas que iriam até 2018; greve durará 48 horas, com início na próxima quinta-feira, 16

 

 

Peritos decidiram paralisar as atividades...

Peritos decidiram paralisar as atividades…

Os peritos oficiais do estado do Maranhão decidiram paralisar os serviços, a parir destas quinta-feira, 16, em protesto contra o governo Flávio Dino (PCdoB).

Após um ano e seis meses de negociação exaustiva, o governo decidiu, após várias concessões do sindicato, apresentar tabela de reajuste de 15%, divididos em três parcelas, de 6%, 6% e 3% respectivamente para os anos de 2016, 2017 e 2018.

– Dentro da mesma Instituição Polícia Civil, o tratamento dado pelo governo às categorias foi extremamente diferenciado. De um lado figura aquela agraciada com 40.7% de reajuste em seu subsídio, implantados ao longo do ano de 2015 e com última parcela no mês de junho de 2016. No outro extremo, relegados ao descaso, estão as outras categorias, tão dignas quanto aquela, de receberem tratamento equivalente – destaca nota do sindicato da categoria, que decidiu a paralisação em Assembleia no último dia 9.

Para os peritos, categoria tem sido tratada com diferenciação pelo governo Flávio Dino

Para os peritos, categoria tem sido tratada com diferenciação pelo governo Flávio Dino

Para os representantes dos peritos, com a diferenciação de tratamento, o governo Dino criou um abismo entre as categorias da Polícia Civil.

–  As demais categorias, a nossa inclusive, foram “merecedoras” de ínfimos 5% no ano de 2015, nada além. Estabeleceu-se um verdadeiro abismo. Em uma balança de dois pesos e duas medidas, foram criadas as bases do desequilíbrio e da insatisfação – afirmou a presidente da Apotec, Anne Kelly.

A paralisação de 48h é o primeiro alerta da categoria ao governo…

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Disputa sindical ameaça ano letivo de estudantes de São Luís…

Por conta da eleição pelo comando da entidade representativa dos professores, grupos rivais tentam agradar a categoria com promessas de reajustes acima do proposto pela Prefeitura de São Luís, que é de 10,67%

 

Edivaldo, em mais um anúncio de benefícios para os professores de São Luís

Edivaldo, em mais um anúncio de benefícios para os professores de São Luís

 

A disputa pelo comando do Sindicato dos Professores de São Luís entre a atual presidente Elisabeth Castelo Branco e seu principal adversário, Antonísio Furtado, ligado ao PSTU, deve deixar os cerca de 90 mil alunos da rede de municipal de ensino sem aula.

Tanto a diretoria comandada pela presidente Elisabeth Castelo Branco quanto o grupo adversário, liderado por Antonísio Furtado, não aceitam a proposta de reajuste de 10,67% de aumento salarial feito pela Prefeitura de São Luís.

E aprovaram nesta quarta-feira, 19, um indicativo de greve da categoria.

Por conta da eleição municipal e da disputa eleitoral no SindEducação, os dirigentes sindicais e o grupo de oposição querem um aumento de 11,36% ou farão greve nas escolas da rede municipal.

A intransigência do SindEducação pode causar um prejuízo enorme para os cerca de 90 mil alunos da rede municipal e suas famílias.

Somente na gestão de Edivaldo Júnior (PDT), o aumento salarial oferecido aos professores já soma 28,43%.

Foram 9,5% em 2013, 5,9% em 2014 e 13,67% em 2015.

O acumulado dos últimos três anos é superior tanto ao reajuste do salário mínimo quanto à inflação registrada no período.