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Sobre fraudes em pesquisas…

Este blog é um dos mais efetivos críticos da manipulação dos índices aferidos pelos institutos eleitorais; e desde 2012 apresentou ao deputado federal Weverton Rocha proposta para tentar diminuir desconfianças, criando uma espécie de comitê de campanha para realização de levantamentos

 

Um dos objetivos das pesquisas é influenciar o eleitor

Um dos objetivos das pesquisas é influenciar o eleitor

 

Editorial

Em 2012, já no fim da campanha eleitoral que experimentou uma margem de manipulação de pesquisas sem precedentes na história eleitoral maranhense, o titular deste blog propôs ao deputado federal Weverton Rocha (PDT) uma espécie de regulamentação dos levantamentos eleitorais no país.

A proposta consistia no seguinte:

Cria-se, a cada campanha, um comitê central com representantes de todos os candidatos. Este comitê ficaria responsável por contratar, fiscalizar e divulgar os resultados das pesquisas – até o limite de três institutos, com rodízio a cada rodada – a partir de um determinado período do processo.

O parlamentar pedetista – que hoje coordena a campanha do prefeito Edivaldo Júnior (PDT) – mostrou-se muito entusiasmado com a ideia e propôs outras conversas para amadurecê-la. Ocorre que a própria dinâmica da vida política e jornalística acabou por fazer o assunto cair no esquecimento.

Mas eis que o tema das  pesquisas vem novamente ao debate neste processo eleitoral.

Nas últimas duas semanas, foram divulgadas mais pesquisas que em todos os 24 meses anteriores ao início do processo eleitoral, que se dá com o prazo de convenções partidárias.

Instituto Escutec, Econométrica, Exata, Prever, Data M e agora até um tal de Grupo Coronato divulgaram pesquisas neste período, embasados única e tão somente pelo tal registro na Justiça Eleitoral.

O dispositivo do registro para garantia de divulgação de pesquisa é um engodo que só funciona na teoria.

O tal sistema Pesqele é automático, impessoal, incapaz de detectar fraudes como manipulação de números ou direcionamento de territórios pesquisados.

Permite problemas como o da semana passada, envolvendo o Instituto Data M, que anunciou duas mil entrevistas, marcando uma data para divulgação, mas registrou apenas 1,2 mil, fazendo correção já depois do prazo de apuração dos números. (Saiba mais aqui)

O questionário da Coronato: três ou cinco candidatos?

O questionário da Coronato: três ou cinco candidatos?

Permite problemas ainda mais graves, como a da pesquisa do tal Grupo Coronato, divulgada nesta terça-feira, 2 – inclusive neste blog, mas com ressalvas – que registrou uma pergunta sobre três candidatos e listou cinco no questionário.

A criação do comitê pluripartidário para acompanhamento de pesquisas evitaria “erros” deste tipo – e as fraudes e manipulações – porque representantes de cada candidato, sob a supervisão de um representante da Justiça Eleitoral, acompanhariam os levantamentos desde a montagem dos questionários até a tabulação dos números por cada instituto selecionado a cada rodada”, diz o titular do blog. 

Os demais institutos poderiam continuar a fazer seus levantamentos, mas apenas para avaliação interna, as chamadas pesquisas qualitativas , que apontariam cenários e serviriam para correção de rumos.

O sistema baixaria custos para os candidatos e para a Justiça, garantiria a qualidade dos serviços dos institutos e evitaria que os números fossem usados apenas para influenciar ou manipular a vontade do eleitor.

E o cidadão poderia acompanhar com mais certeza quem são os melhores candidatos para gerenciar sua vida política.

Simples assim…

Marco Aurélio D'Eça

3 Comments

  1. Simples né Marco D’eça ?! Agora toda pesquisa é fraudulenta na cidade. Impressionante.

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