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Estado “ocupa” 25% dos leitos e inviabiliza atendimentos em Imperatriz

A paralisação, por parte do estado, de serviços vitais no sistema de saúde pública, está sufocando o Hospital Municipal de Imperatriz, o Socorrão. Na última segunda-feira, 19, eram quase 25% dos leitos das enfermarias do único centro regional de urgência e emergência ocupados por pacientes que não deveriam estar ali.

Por falta de funcionamento de etapas que são da conta do Governo do Maranhão, dezenas de doentes formam uma espécie de dolorosa fila do desespero e ainda impossibilitam o acolhimento de outros pacientes.

Na segunda-feira, nove leitos do HMI estavam ocupados por pacientes já indicados para o TFD, Tratamento Fora de Domicílio, que nas regras da pactuação do SUS, Serviço Único de Saúde, dependem de especializações que não existem em Imperatriz, e já eram para estar em São Luís. Isso não ocorre porque a secretaria de Saúde do Estado não providencia o deslocamento e nem abre vagas das unidades da capital.

Tem paciente em leito do HMI há cinco meses, esperando transferência.

A direção do Socorrão não pode precisar quantos doentes, em condições menos emergenciais estão em casa, vítimas da mesma situação, e que vez por outra precisam ser acolhidos pelo HMI, ainda que temporariamente. Estima-se que pelo menos 50 pacientes aguardam o TFD do Estado, em suas residências.

Conta maior gerada pelo Estado para o Município se dá pela suspensão do atendimento, por parte do Hospital São Rafael, que reclama atrasos de até sete meses para receber pelos serviços prestados ao Governo do Maranhão. São procedimentos da hemodinâmica, indispensáveis para o tratamento de pacientes cardíacos graves. Ontem, eram 23 os doentes dessa categoria perdendo tempo e vendo agravar-se o estado de saúde.

Outra fatura pesada para o Socorrão (com desdobramentos na ocupação de leitos que poderiam acolher outros doentes) é a redução de ofertas das UTI’s. Do município, funcionam integralmente os 20 leitos de adultos e os 10 de crianças, mas, dos contratados pelo Estado, com recursos que são de Imperatriz, dos 15 leitos do Hospital da Unimed, nem todos acolhem pacientes dos SUS (a média dos últimos meses é de dez ocupações por mês).

Antes, esse 15 leitos eram 20, mas 5 deles, que permanecem na conta de Imperatriz, foram transferidos pelo Governo para a capital, São Luís.

Situação na manhã do dia 20/08:

01

Pacientes à espera do Tratamento Fora do Domicílio (TDF)

9

02

Pacientes à espera de exames e procedimentos da HEMODINÂMICA

23

03

Pacientes GRAVES, MUITO GRAVES e GRAVÍSSIMOS, na fila da UTI

23

 

Total de leitos “interditados”, no Socorrão

55

 

Marco Aurélio D'Eça

One Comment

  1. Conversa fiada desse prefeito tanto o estado quanto o município atendem pelo Sus, e que o governo dele ta péssimo, vai ser só essa mesmo pra ele, ele que vá pra delegacia trabalhar da mais resultado pra ele.

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