Pequeno dicionário feminista para machistas em descontrução…

As próprias expressões que dão título a este post são confundidas e mal interpretadas por homens – e mulheres – que já deveriam estar plenamente conscientes na busca pela equidade entre os gêneros

 

EMPATIA E UNDIADE. Juntas, as mulheres ocupam espaços importantes; separadas, ficam a mercê

Ensaio

  • “A sororidade das mulheres sempre reforça o caminho da equidade de gênero na busca pela igualdade nestes tempos de machismo em desconstrução.”

A frase acima foi criada exatamente no momento em que este post estava sendo escrito neste 8 de março de 2025, Dia Internacional da Mulher; e é quase certo que poucos dos leitores deste blog Marco Aurélio d’Eça – tanto homens quanto mulheres – conseguiram captar plenamente o significado dela.

Em 2017, o jornal espanhol El País publicou o “Vocabulário Feminino que todos já deveriam estar dominando em 2017”; passados oito anos, boa parte da população feminina brasileira – e praticamente toda a população masculina – ainda não sabe exatamente o que significa termos como feminismo, equidade e sororidade tão comuns às mulheres que sofrem com a desigualdade de gênero neste século XXI.

O “Pequeno Dicionário Feminista para Machistas em Desconstrução” também foi criado especialmente para este post pelo titular deste blog Marco Aurélio d’Eça – pai de meninas, adepto do empoderamento feminino e, culturalmente, um machista que vem se desconstruindo ao longo dos últimos 30 anos.

  • machista em desconstrução é aquele homem que reconhece ter sido criado em um ambiente culturalmente patriarcal, que sabe do preconceito estrutural no país, e reconhece também que a manutenção deste comportamento pode levar à violência contra a mulher; desconstruir-se como machista é reconhecer e aceitar as políticas afirmativas da mulher, para a mulher e pela mulher.

“O machismo se manifesta de diferentes maneiras e se perpetua por ideias e comportamentos que, muitas vezes, são considerados normais, mas que, na verdade, são prejudiciais, violentos, limitam a liberdade das mulheres, impedindo que elas alcancem seu potencial máximo”, diz a jornalista Patrícia Alencar, no artigo “O papel do homem na desconstrução do machismo”. (Leia aqui)

UM SOBE E AJUDA A OUTRA. A mulher que tem sororidade sabe ocupar seu espaço na sociedade

Mas nem toda mulher reconhece a importância do empoderamento feminino; essas mulheres pensam como homens por que também criadas em ambiente religiosamente patriarcal, estruturalmente preconceituoso e violentamente machista; para essas mulheres é que existe o termo Sororidade.

  • Sororidade é o termo em português para  a expressão francesa sororitè, que remete à solidariedade, à empatia e ao acolhimento entre as mulheres; a expressão foi criada para quebrar a competição entre as próprias mulheres, estimulada, obviamente, em um ambiente machista, por homens que viam, ou veem, na divisão uma forma de dominação de gênero. Mulher deve acolher mulher. Ponto.

“A sororidade, enquanto ideia e prática, é uma resposta à misoginia, isto é, ao ódio ou aversão a mulheres. A misoginia, manifestação em grau extremado do machismo estrutural, reflete-se também no relacionamento entre mulheres, gerando rivalidade entre elas”, explica o portal Brasil Escola. (Leia aqui)

Uma mulher consciente da sororidade entre elas tem maior capacidade de passar para um próximo estágio de entendimento do significado de feminismo, por que vai saber exatamente como exigir a equidade entre os gêneros no dia dia, seja no mercado de trabalho, na política ou qualquer outra situação cotidiana.

  • Equidade de gênero é o reconhecimento das características próprias de um indivíduo ou grupo de individuo, garantindo o equilíbrio na balança da Justiça para oferecer condições próprias no tratamento a esses indivíduos; em outras palavras, para que a mulher tenha igualdade de condições na disputa por espaços, é preciso que se leve em condições suas vulnerabilidades, sua biologia e o seu papel social.

“Pessoas de gêneros distintos são diferentes e as suas particularidades devem ser levadas em conta na garantia dos seus direitos e oportunidades. Assim, direitos específicos devem ser construídos para lidar com as especificidades de cada gênero”, ensina o site Politize.com.

CONSCIENTES DE SI. As mulheres buscam cada vez mais espaços sociais e lutam unidas pelos seus direitos

Consciente de sua condição de machista em desconstrução, certa de que terá sororidade no seu grupo e perfeitamente adaptada à equidade, a mulher pode agora buscar a igualdade de condições entre desiguais para alcançar o empoderamento feminino, expressão-mestra do feminismo no mundo.

  • Empoderamento feminino é a garantia de participação efetiva da mulher em todas as instâncias de decisão, política, econômica e social, levando em consideração suas características e dando a elas as oportunidades com base na equidade; empoderar uma mulher não é apenas dar poder a elas, mas garantir sua representatividade, respeitar seu lugar de fala e oportunizar ações que reforcem sua condição de gênero.

“O Empoderamento Feminino acontece quando há a conscientização das mulheres de reivindicarem por seus direitos, garantindo que possam estar cientes da luta pela total igualdade entre os gêneros em diversos cenários sociais”, explica a escritora Katlin Mallet, da organização Mind Miners.

 Entendendo o conceito de “machismo em desconstrução”, aplicando a sororidade, exigindo a equidade e buscando a representatividade a mulher estará empoderada e o feminismo implantado na sociedade com respeito ao estado de direito.

E quem leu o texto até aqui terá condições de entender a frase que iniciou o post; agora reescrita, ela diz exatamente assim:

  • “Quando uma mulher dá acolhimento a outra, ambas conseguem, juntas, garantir condições justas para ocupar seu espaço; e terão suas garantias de representatividade respeitadas por homens também cientes de seu papel social”.

É simples assim….

Fábio Câmara terá agenda exclusivamente feminina no Dia da Mulher…

Pré-candidato a prefeito de São Luís vai se reunir como os vários segmentos sociais onde a predominância de ação é do sexo feminino; na mesma sexta-feira, 8, militantes pedetistas da campanha vão distribuir as rosas vermelhas – símbolo da campanha – em pontos estratégicos da capital maranhense

 

Fábio Câmara distribui rosas vermelhas em uma de suas reuniões, símbolo do PDT e prova de carinho na relação com os movimentos de mulheres

O pré-candidato do PDT a prefeito de São Luís Fábio Câmara já montou uma agenda exclusiva de eventos nesta sexta-feira 8, Dia Internacional da Mulher; ele pretende ter reuniões com segmentos sociais de predominância exclusivamente feminina.

O pedetista vai se reunir com donas de casa, profissionais do sexo e representantes de vários outros setores da sociedade.

– O PDT tem uma relação muito poderosa com o movimento feminista, através do seu histórico Movimento de Mulheres do PDT, que é extremante atuante em todo o país, incluindo São Luís; o que temos discutido desde o início da pré-campanha é uma agenda permanente de valorização deste segmento – diz o pré-candidato.

Além da articulação de reuniões, a militância de campanha vai estar em pontos estratégicos de São Luís com uma programação especial para o Dia Internacional da Mulher.

Um dos três únicos candidatos já consolidados em seus partidos na disputa em São Luís – ao lado do prefeito Eduardo Braide e do deputado federal Duarte Júnior (PSB), Fábio Câmara tem também agenda televisa no meses de abril e maio, como um dos protagonistas do programa partidário do PDT.

Mas esta é uma outra história…