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O melancólico fim do bolsonarismo…

Enquanto o pai, ex-presidente, definha a caminho da prisão, o filho brinca de líder internacional e acha que tem votos para ser candidato a presidente em 2026

 

TÃO RÁPIDO COMO SURGIRAM. Os Bolsonaro reunidos sem Eduardo, que brinca de “exilado” nos EUA: o pai definha e os seus não têm o que fazer…

Editorial

Com câncer de pele, sofrendo as sequelas da facada de 2018 e esperando a hora de ir para a cadeia, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanha em prisão domiciliar o filho, Eduardo, tentar se impor como herdeiro de pai ainda vivo.

É assim que o bolsonarismo vai encerrando seu ciclo no Brasil.

Este blog Marco Aurélio d’Eça já disse e repetiu que Bolsonaro é um arroto da história do Brasil, um espécime que surgiu no vácuo de poder criado a partir do golpe de 2016, contra a então presidente Dilma Rousseff (PT).

Um dos piores ciclos, que caminha para o seu final em 2026, qualquer que seja o resultado das eleições.

  • se o presidente Lula se reeleger, abre as portas para um novo ciclo, mais saudável, a partir de 2030;
  • ainda que surja alguém mais à direita, o debate em caso de vitória será menos radical que o de hoje.

Era esperado que alguém surgido do nada voltasse ao nada com a mesma velocidade.

Mas o ocaso do bolsonarismo mostra-se tão violento quanto suas práticas…

Tarcísio de Freitas denunciado por “Coação no Curso do Processo”

Governador de São Paulo iniciou ofensiva em favor da anistia para os condenados pelo 8 de janeiro em pleno julgamento do STF, o que é visto pelo PT como obstrução da Justiça

 

USANDO BOLSONARO. O interesse de Tarcísio não é o ex-presidente, mas os votos do bolsonarismo

Alçado pelo mercado financeiro e pelos barões da Avenida Faria Lima ao posto de sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (PRB) iniciou esta semana uma forte ofensiva contra a condenação dos responsáveis pelo golpe do 8 de janeiro de 2023.

  • Tarcísio usa o Bolsonaro para tentar angariar os votos bolsonaristas;
  • ele sabe da inconstitucionalidade da anistia, mas insiste mesmo assim.

O governador foi denunciado pelo PT, tanto na justiça paulista quanto no Supremo Tribunal Federal.

A denúncia no Supremo, por Coação no Curso do Processo, pode levar, inclusive, à prisão do governador de São Paulo.

  • a pressão sobre partidos e parlamentares é vista como obstrução de justiça;
  • na opinião pública, a ação do governador é vista até como novo golpe.

As denúncias do PT serão analisadas pelo Ministério Público antes de uma decisão judicial…

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Rei morto, rei posto…

Encoleirado pelo mercado financeiro, governador Tarcísio de Freitas engana a família Bolsonaro enquanto o filho do ex-presidente continua a cometer crimes contra o Brasil nos EUA

 

CONTINÊNCIA A TRUMP. Assim como Bolsonaro, Tarcísio é submisso aos EUA; mas ele também é submisso aos banqueiros do Brasil

Ensaio

O mercado financeiro do Brasil já escolheu o seu representante para disputar a presidência da República contra o presidente Lula (PT) em 2026; trata-se do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PRB), como este blog Marco Aurélio d’Eça adiantou no post “O candidato dos banqueiros contra Lula; isso atinge você?!?”.

  • Encoleirado pelo establishment, Tarcísio de Freitas já recebeu sua primeira missão;
  • ele está em Brasília, desde a terça-feira, 20, para trabalhar pela anistia de Bolsonaro. 

“Não acredito em elementos para ele [Bolsonaro] ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, declarou o governador paulista numa frase tão golpista quanto todos os atos do ex-presidente praticados ao longo do seu governo.

Orientado pelo mercado financeiro, o governador de São Paulo tem um objetivo ao aliciar o Congresso Nacional pela anistia de Bolsonaro: com o gesto, ele pretende herdar os votos bolsonaristas, enquanto o filho do ex-presidente mantém-se nos Estados Unidos, praticando sistematicamente crimes contra o Brasil.  

  • Tarcísio de Freitas é um golpista;
  • Tarcísio de Freitas é bolsonarista;
  • Tarcísio de Freitas é americanista.

Mas Tarcísio é tão ruim ou pior que Bolsonaro por que, além de defender a submissão do Brasil aos caprichos do presidente americano Donald Trump, também atende os interesses dos banqueiros, que, dentre outras coisas, querem a privatização da Petrobras, já prometida por ele.

É este cidadão quem representará os ricaços do país em 2026.

De olho nele!!!

Editorial: o sistema Swift, Flávio Dino e sua decisão politico-judicial…

Ministro do Supremo Tribunal Federal já sabia, desde a semana passada, que o sistema internacional de integração bancária não está sujeito à pressão de Donald Trump, mas precisou garantir que bancos brasileiros não usassem a Lei Magnitsky para forçar o caos no Brasil

 

DECISÃO POLITICIO-JUDICIAL. Despacho de Dino protege ao mesmo tempo Lula dos banqueiros e Moraes da magnistky

Editorial

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino – vista como uma tentativa de proteger o colega Alexandre de Moraes da Lei Magnistky – não apenas blinda Moraes dos ataques do presidente americano Donald Trump, mas protege também todo o sistema financeiro do Brasil.

  • desde a semana passada, Dino já sabia que o sistema de integração bancária Internacional Swift não está sujeito às ordens de Trump;
  • mas Dino precisava garantir que os banqueiros não usassem a lei de Trump para gerar caos e comprometer o governo brasileiro.

“Tive excelente conversa com Hayden Allan, da Swift, que operacionaliza o maior sistema de integração bancária global. Hayden esclareceu que o Swift, sediado na Bélgica, segue o marco legal europeu e não está sujeito a sanções arbitrárias de países específicos”, publicou em suas redes sociais, na quinta-feira, 14, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com o chefão do sistema bancário. (Leia aqui)

Em outras palavras, o Swift garantiu ao número 2 do ministro Fernando Haddad que o sistema financeiro do Brasil não corria risco algum de ser bloqueado no sistema internacional por vontade de Trump.

  • naquele mesmo dia, banqueiros chegaram a propor ao STF que os ministros abrissem contas em cooperativas financeiras para escapar de sanções. 
  • era preciso garantir que os banqueiros – preocupados com seus próprios interesses – seguissem a orientação do chefão do Swift e ignorassem os EUA.

No sábado, 16, donos dos principais bancos privados do Brasil reuniram-se com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tido como o candidato dos barões da economia contra Lula em 2026; no encontro, a maior parte dos banqueiros afirmou que iria acatar a Lei Magnitsky, mesmo sem necessidade.

O encontro de Tarcísio com a elite econômica foi tratada por este blog Marco Aurélio d’Eça no editorial “O candidato dos banqueiros contra Lula; isso atinge você?!?”.

Na segunda, Flávio Dino encontrou no processo que trata de indenizações das barragens de Brumadinho e Mariana uma brecha para dar seu recado sobre a Lei Magnitsky.

Mas, ao contrário do que pensa a maioria dos analistas, o recado não é para Trump, mas para os próprios banqueiros brasileiros.

Cabe a eles escolher seguir as determinações do Brasil ou a dos Estados Unidos.

Simples assim…

Editorial: o candidato dos banqueiros contra Lula; isso atinge você?!?

Reunião do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas com a elite econômica do Brasil gerou desconforto na família Bolsonaro; mas é bem pior para a maioria do povo brasileiro

 

O PODER DOS BARÕES DA FARIA LIMA. Tarcísio de Freitas é o candidato dos banqueiros e dos empresários em 2026

Editorial

A chamada elite econômica brasileira, famílias que controlam a maior parte do capital, com seus bancos bilionários, praticamente decidiu no último sábado, 16, o seu candidato a presidente do Brasil em 2026. Trata-se do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

  • o encontro gerou forte desconforto na família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL);
  • mas a candidatura é bem pior é para o povo brasileiro, que precisa do poder estatal. 

“O mundo está de portas abertas para o Brasil e a gente andando em uma ciranda, discutindo picuinha. O Brasil não aguenta mais excesso de gastos, aumento de imposto e corrupção. O Brasil não aguenta mais o PT, o Brasil não aguenta mais o Lula”, discursou Freitas.

Mas em quê a candidatura dos banqueiros importa em sua vida?!? Em todos os aspectos.

  • os bancos não toleram a ideia de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil;
  • os bancos detestam a ideia de bolsa-família e outros projetos de transferência de renda.

“É quase um ciclo crônico. A esquerda vence as eleições, implanta seus programas sociais, tira as pessoas da pobreza e muitas enriquecem; Ao enriquecer, muitos se acham na elite social, começam a criticar os programas sociais e passam a defender os postulados da direita, que, no poder, beneficiam os mais ricos; e o ciclo recomeça. Dizer que a direita favorece os mais ricos não é uma crítica; é uma constatação”, disse, em dezembro, este blog Marco Aurélio d’Eça, no post “De como Lula e a esquerda conseguem diminuir a pobreza no país…”.

  • o candidato dos bancos não é somente dos bancos, mas das empresas financiadas pelo dinheiro público;
  • gente como Luciano Hang, da Havan, e Ricardo Farias, o Rei do Ovo, que detestam os programas sociais.

“Está um desastre no Brasil. As pessoas estão viciadas no Bolsa Família. Não temos nem a chance de trazer essas pessoas para treinar e conseguir uma vida melhor, porque elas estão presas no programa”,  pensa o Rei do Ovo, pensamento que se espalha entre ricos e pobres adeptos da direita.

Este pensamento foi desmentido neste blog Marco Aurélio d’Eça, no Editorial “A ameaça empresarial ao Bolsa Família…”.  

A elite econômica, o chamado capital da avenida Faria Lima, em São Paulo – a área que concentra as poucas famílias mais ricas do Brasil – nunca suportou Lula e o PT; errou em 2018 ao satanizar a esquerda, fazendo surgir o arroto da história chamado Bolsonaro. Em 2022 agiu apenas para corrigir o erro de 18.

Mas agora acha que pode mesmo reassumir o poder no país em 2026.

E isso é muito, mas muito ruim para a maioria do povo brasileiro…

Pesquisa aponta vitória de Lula ou de Haddad contra qualquer adversário em 2026…

Futura Inteligência realizou pesquisa entre os dias 14 e 17 de julho e mostrou que o atual presidente ou o seu ministro da Fazenda ganhariam em cenários com Jair Bolsonaro – hoje inelegível – ou com os governadores Tarcísio de Freitas ou Romeu Zema em um confronto direto nas próximas eleições presidenciais

 

Lula e Haddad ainda são as únicas opções da esquerda medidas nas pesquisas sobre a sucessão do presidente em 2026

Pesquisa realizada pelo Instituto Futura Inteligência apontou que o atual presidente Lula e o seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad (ambos do PT) seriam vitoriosos em 2026 numa disputa direta com qualquer um dos adversários já especulados pela direita.

Lula venceria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – hoje inelegível – por 56,3% contra 43,7%; contra o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (PL), a vitória seria de 57,2% a 42,8%.  Lula venceria também do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com o placar de 60,4% a 39,6%.

Se o candidato fosse o ministro Fernando Haddad, o PT também garantiria vitória.

Contra Bolsonaro, Haddad teria 51,9% contra 48,4%; Contra Tarcísio de Freitas, o ministro teria a maior dificuldade: 51,2% a 48,8%. O petista venceria também de Zema, por 56,1% a 43,9%.

A Futura Inteligência não pesquisou outras opções do campo de Lula; foram ouvidas 1000 pessoas entre os dias 14 e 17 de julho

Sobre a Futura Inteligência

Desde 1993, a Futura Inteligência auxilia empresas e instituições a compreenderem melhor o ambiente em que estão inseridas.

Ao longo das últimas três décadas, a Futura acumulou experiência e informação, formando um vasto banco de dados e conhecimentos estratégicos e conta com uma completa equipe de especialistas para contribuir na tomada de decisões estratégicas de sobre reputação, negócios, comunicação e política.

Em 2022, a Futura Inteligência foi a instituição que mais chegou próximo do resultado do primeiro turno da eleição para a Presidência da República no Brasil, em suas pesquisas de intenção de voto junto à população brasileira.