0

Imagem do dia: o fim de um ciclo; ou será o começo?!?

O ex-senador, ex-governador, ex-deputado federal, ex-juiz e ex-candidato a prefeito de São Luís Flávio Dino encerrou nesta quinta-feira, 22, sua trajetória política de 18 anos, iniciada em abril de 2006, quando decidiu renunciar ao cargo de juiz federal para concorrer pela primeira vez em uma eleição; ele fica no STF até 2046; ou pode voltar antes disso

 

Flávio Dino entre Lula e Roberto Barroso chefe dos poderes Executivo e Judiciário; ciclo que se encerra para dar início a outro

Foi nos primeiros dias de abril de 2006, quando decidiu renunciar ao cargo de juiz federal, que o advogado e professor universitário Flávio Dino de Castro e Costa tomou a decisão que iria mudar a sua vida.

Nesses 18 anos de atuação política, ele construiu uma trajetória vitoriosíssima:

  • foi deputado federal em 2006;
  • disputou o segundo turno pela Prefeitura de São Luís em 2008;
  • ficou em segundo lugar na disputa pelo Governo do Estado em 2010;
  • foi presidente da Embratur no Governo Dilma entre 2011 e 2014;
  • venceu em primeiro turno o Governo do Estado em 2014;
  • reelegeu-se também em primeiro tuno em 2018;
  • elegeu-se senador da República com mais de 2 milhões de votos em 2022;
  • foi ministro da Justiça entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2024;
  • foi indicado pelo presidente Lula e aprovado no Senado para o Supremo Tribunal Federal.

Neste meio tempo, o agora magistrado da elite do judiciário brasileiro elegeu todos os senadores maranhenses entre 2014 e 2022, elegeu o prefeito de São Luís em 2012 e 2016 e ajudou a construir inúmeras lideranças da nova geração de políticos maranhenses – aliadas ou adversárias – que hoje estão no topo do debate político.

Este ciclo histórico de Flávio encerrou-se nesta quinta-feira, 22, quando ele tomou posse no cargo de ministro do STF.

Embora mantenha forte influência política nos bastidores, o agora ministro não poderá mais exercer a atividade política plena, com reuniões partidárias e eleitorais, indicação de candidatos, pedidos de votos ou mesmo articulações para formação de chapas; pelo menos não publicamente.

Ele seguirá essas diretrizes até 2046.

Ou não…

0

Lula fez a mesma promessa para Weverton e Eliziane sobre 2026…

Senadores maranhenses cujos mandatos terminam em fevereiro de 2027 estão convencidos de que o presidente irá atuar para colocá-los na chapa que vai disputar o Governo do Estado liderada pelo atual governador Carlos Brandão, ele próprio um dos candidatos naturais a uma das vagas e que tem outros planos para a sua sucessão

 

Weverton e Eliziane apostam no mesmo Lula para garantir a reeleição em 2-026; mas o presidente precisa combinar com o governador Carlos Brandão

Ensaio

O título deste post é a resposta a outro, de 26 de janeiro, que continha a pergunta: “Lula fez a mesma promessa a Weverton e Eliziane?!?!”.

Quem conversa com o entorno dos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD) – e com eles próprios – ouve praticamente a mesma sentença: “o presidente Lula vai atuar para garantir minha presença na chapa majoritária de 2026.”

Em linhas gerais, tanto Weverton quanto Eliziane dizem ter a garantia de Lula para a reeleição em 2026.

Nas conversas pessoais, o senador do PDT é ainda mais incisivo que a colega do PSD, uma vez que fala, inclusive, de uma fatura não-liquidada por Lula desde 2022, quando o ainda candidato do PT a presidente optou por apoiar Brandão e não “quem teve história com ele”.

Se Lula não foi leal à história dele com Weverton quando estava sem mandato – apenas como candidato a presidente – por que cumpriria agora, já sentado no controle da máquina do governo?

Está claro que Lula deve ter feito a mesma promessa para Weverton e para Eliziane.

Ainda que queira cumpri-la, o presidente precisa combinar, logo de cara, com o governador Carlos Brandão (PSB), que tem as prerrogativas para liderar a própria sucessão, sendo, ele próprio, candidato natural a uma das vagas de senador.

Ora, para garantir o mandato de governador ao seu vice Felipe Camarão (PT), Brandão precisa se desincompatibilizar seis meses antes da eleição. Pra fazer isso, ele precisa das garantias do próprio Camarão, e do PT de Lula, de que trabalharão pela sua eleição ao Senado.

Isso se deixar mesmo o posto.

Admitindo a hipótese de que Brandão será candidato a senador – com Felipe candidato a governador – pergunta-se: Por que Lula quebraria lanças por um ou outro nome na disputa pelo Senado se já estará contemplado com o PT no governo tendo a possibilidade de reeleição? 

Além de Brandão, outro aliado de Lula com pretensões senatoriais é o atual ministro dos Esportes André Fufuca (PP); são, portanto, quatro nomes já postos na base lulista para a disputa senatorial de 2026.

A promessa de Lula a Weverton e Eliziane  pode até ter existido.

Mas pelo menos um dos dois está sendo enganado.

Ou os dois…

0

“Queremos conectar os brasileiros e unir o Brasil”, diz Juscelino Filho

Ministro das Comunicações fez a abertura do evento sobre planejamento e discussão das políticas para o setor

 

“Este será um ano de muito trabalho e, com certeza, também de muitas entregas. Podem contar com o Ministério das Comunicações para apoiar o setor e o seu desenvolvimento, que é muito importante para o nosso país. Vamos atingir a principal meta do Ministério das Comunicações que é conectar os brasileiros e unir o Brasil”, afirmou o ministro.

A fala ocorreu durante o Seminário Políticas de Telecomunicações, evento organizado em parceria com o Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCOM/UnB), reuniu representantes do setor e abordou temas como a agenda regulatória e política para 2024, o cenário competitivo do mercado de telecomunicações e a regulação da nova TV, entre outros assuntos de relevância para o setor.

Juscelino Filho destacou o compromisso do governo com a inclusão digital e a conectividade, ressaltando que tais diretrizes são uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele salientou a implementação do eixo de Inclusão Digital e Conectividade no Novo PAC, destinando cerca de R$ 28 bilhões para universalizar a conectividade no Brasil. Desse total, serão investidos R$ 6,4 bilhões para que 138 mil escolas públicas de ensino básico e 24 mil unidades básicas de saúde sejam conectadas por fibra óptica ou via satélite.

O ministro ressaltou também o incremento no acesso à internet para toda a população, por meio da expansão do sinal do 4G e pela implantação do 5G em áreas sem cobertura, além da construção e expansão de redes fixas de fibra óptica em todas as cinco regiões do país. Dessa forma, a inclusão digital emerge como um fator crucial para a inclusão social e o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

“Ainda temos muitos desafios no nosso país, e um desses é justamente olhar para os brasileiros que não têm nenhum tipo de conectividade, de cobertura, que estão totalmente fora do ambiente digital. A gente sabe que isso só vai chegar na vida dessas pessoas se o governo olhar por eles e criar mecanismos para fazer essa infraestrutura chegar a esses locais”, disse Juscelino.

Blitz da Telefonia

Outra iniciativa do MCom detalhada por Juscelino Filho foi a Blitz da Telefonia Móvel. A ação é uma resposta do Ministério aos relatos de problemas na telefonia móvel em diversas cidades do Brasil, que resultaram na criação do Programa Nacional de Melhoria da Cobertura e da Qualidade da Banda Larga Móvel, o ConectaBR. A iniciativa técnica conjunta com a Anatel utiliza equipamentos específicos para avaliar a qualidade do sinal das operadoras com o objetivo de elevar os padrões de serviço em todo o território nacional.

“Temos muitos compromissos do leilão do 5G a serem implementados, que vão até 2028. Mas nós não queremos ficar até lá com essas pessoas desconectadas. Queremos também antecipar e atender aquelas comunidades que não estavam em nenhum tipo de compromisso e chegar com essa cobertura às comunidades rurais, quilombolas e indígenas que ainda estão desassistidas no nosso país”, afirmou o ministro.

O ministro tratou também do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), enfatizando que sua utilização efetiva só ocorreu após 23 anos de sua criação. Os investimentos do FUST visam reduzir desigualdades regionais e promover o desenvolvimento econômico e social, com foco em projetos que ampliem o acesso à banda larga em escolas, favelas e áreas rurais. Até o momento, já foram disponibilizados pelo Ministério das Comunicações mais de R$ 2 bilhões para a linha de créditos operadas pelo BNDES a juros reduzidos em projetos focados em conectividade para escolas públicas, Backbone, Backhaul, banda larga móvel e banda larga fixa.

Juscelino Filho também mencionou a importância da Política Nacional de Compartilhamento de Postes – Poste Legal, que regulamenta o compartilhamento de postes de distribuição de energia elétrica, viabilizando a expansão da infraestrutura de telecomunicações e a inclusão digital em áreas remotas.

O ministro ressaltou ainda o papel do Brasil na liderança do G20 em 2024, enfatizando o compromisso do país com a promoção da inclusão digital universal e o desenvolvimento socioeconômico inclusivo. No G20, o MCom lidera o Grupo de Trabalho de Economia Digital. O grupo busca impulsionar a transformação digital para melhorar a participação pública e promover o desenvolvimento socioeconômico inclusivo.

O Brasil, como presidente de turno, propõe temas como conectividade, governo digital, integridade da informação e inteligência artificial para a agenda de discussões em 2024.

0

Lula fez a mesma promessa a Weverton e a Eliziane?!?

Ambos os senadores maranhenses cujos mandatos terminam em 2026 justificam ser compromisso do presidente a inclusão deles na chapa que de ser encabeçada pelo vice-governador Felipe Camarão; o problema: uma dessas vagas tende a ser, naturalmente, do atual governador Carlos Brandão

 

Weverton com Lula, Eliziane com Lula; mas Brandão e Felipe também não estão com Lula?

Tanto o senador Weverton Rocha (PDT) quanto a sua colega de bancada Eliziane Gama (PSD) têm dado entrevistas se pondo como opções comprometidas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2026; Weverton Rocha foi bem mais incisivo:

Minha ideia é tentar reconduzir o mandato de senador em 2026, com apoio do Lula”, declarou o pedetista, em recene entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, analisada neste blog Marco Aurélio d’Eça sob o título “Espólio político de Flávio Dino põe Weverton e Eliziane em disputa por 2026”.

Eliziane Gama não declarou publicamente esperar essa definição de Lula, mas nas conversas de bastidores – inclusive com este blog Marco Aurélio d’Eça – ela deixa claro que se apoiará em Lula para garantir sua vaga na chapa de 2026, que aliás, ressalta como “acordo firmado com Brandão ainda em 2022”.

É muito pouco provável que o Lula venha – em algum momento entre agora e 2026 – afirmar que trabalha por Weverton ou por Eliziane especificamente no Maranhão; mas mesmo em fazendo isso, enfrentará um problema equacional: como garantir ao mesmo tempo que o petista Camarão seja candidato ao governo, Eliziane Gama e Weverton sejam senadores e Brandão também tenha sua vaga?

Este blog Marco Aurélio d’Eça já tratou das dificudlades que o próprio Brandão enfnretará em 2026 para organziar uma chapa que contemple ao mesmo tempo ele próprio, Felipe Camarão, Eliziane Gama e o ministro André Fufuca?

Pelo que se vê, esta mesma equação será posta para resolução de Lula.

O presidente conseguirá solucioná-la?!?

0

Zé Inácio celebra Lei de Bolsa de Permanência no Ensino Médio criada por Lula

Em um passo significativo para fortalecer a educação no Brasil, o presidente Lula sancionou uma lei que estabelece uma bolsa de permanência para alunos do Ensino Médio. Essa iniciativa visa apoiar financeiramente estudantes de baixa renda, matriculados regularmente, com a intenção de reduzir a evasão escolar e incentivar a conclusão do ensino médio.

O deputado Zé Inácio, atuante na defesa da educação e inclusão social, destacou a importância dessa medida em suas redes sociais. Em sua publicação no Instagram, ele parabenizou o presidente Lula pela sanção da lei, descrevendo-a como “mais um passo vital para a educação”.

A bolsa de permanência consiste em um repasse mensal para auxiliar nas despesas diárias dos estudantes. Aqueles que atenderem aos critérios estabelecidos receberão um valor adicional ao final do terceiro ano. A média mínima de frequência exigida é de 80% das aulas.

Zé Inácio ressaltou a relevância não apenas do suporte financeiro aos estudantes de baixa renda, mas também do estímulo à conclusão do ensino médio. Ele expressou sua satisfação por contribuir para a construção de um futuro mais promissor.

O próximo passo será a adesão dos estados ao programa, identificação dos alunos elegíveis, emissão de CPF para quem ainda não possui, e o início dos pagamentos através da Caixa Econômica Federal ainda em 2024. Um ato conjunto dos ministros da Educação e da Fazenda definirá detalhes como valores, formas de pagamento e critérios operacionais.

Essa medida, aplaudida por Zé Inácio, reflete o compromisso do governo com a educação e o investimento no potencial dos jovens brasileiros.

Da assessoria

0

Espólio político de Flávio Dino põe Weverton e Eliziane em disputa por 2026…

Senadores eleitos em 2018 na chapa do próprio futuro ministro do Supremo Tribunal Federal alfinetam-se mutuamente na tentativa de ocupar uma das vagas na chapa que deve ter o vice-governador Felipe Camarão como candidato ao governo e o atual governador Carlos Brandão em uma das vagas ao Senado, com apoio do presidente Lula

 

Eleitos juntos em 2018 com a força de Flávio Dino, Weverton e Eliziane sabem que em 2026 só haverá espaço pra um deles na chapa majoritária

Os dois senadores eleitos em 2018 pela força do então governo Flávio Dino – Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD) – nem aguardaram a posse do futuro ministro no Supremo Tribunal Federal para disputar publicamente seu “espólio” político no Maranhão; reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, nesta terça-feira, 16, põe os dois para brigar abertamente.

No desenho imaginado pelo Estadão na era pós-Dino, a chapa de 2026 – apoiada pelo presidente Lula (PT) – estaria definida com o hoje vice-governador Felipe Camarão (PT) disputando o governo e o atual governador Carlos Brandão (PSB) como candidato a uma das vagas de senador, possibilidade já apontada neste blog Marco Aurélio d’Eça nos posts “Encruzilhada à frente para Brandão em 2024…”, ainda do mês de agosto, e “O papel de Eliziane Gama no grupo Dino/Brandão em 2026…”, publicado em outubro.

É justamente a segunda vaga para o Senado o motivo da “disputa” antecipada entre Weverton e Eliziane.

– [Após ida de Dino para o STF] o governador Carlos Brandão, juntamente conosco, passa a liderar com mais protagonismo. Weverton rompeu com nosso grupo político; na última eleição ele teve vice do PL, mas ficou distante. Ele saiu muito enfraquecido da eleição – ponderou Eliziane Gama ao jornal Paulista.

– Dino ficou neutralizado politicamente pelo cargo, o que é natural, e não credenciou ninguém para falar por ele. Caberá às lideranças políticas do Estado preencherem essas lacunas. Claro que quem tem sintonia com as pautas terá mais naturalidade nesse processo – rebateu Weverton, na mesma matéria.

O que o senador pedetista entende por “pauta” também foi exposta neste blog Marco Aurélio d’Eça ainda em 2021, no post “Pauta de centro-esquerda tende a aproximar agenda de Weverton e Flávio Dino…”. 

Nesta peleja entre Eliziane Gama e Weverton Rocha – que não leva em conta o ministro dos Esportes André Fufuca, que tem a simpatia do próprio Carlos Brandão (PSB) para a vaga – Eliziane mostra-se mais à vontade por estar tanto na base de Lula quanto na de Brandão, espaço que Weverton tem dificuldades de entrar.

O próprio Weverton Rocha admitiu ao Estadão que depende exclusivamente de Lula para viabilizar-se como opção ao Senado em 2026 – ele nem fala mais em governo – fato que este blog Marco Aurélio d’Eça vem dizendo desde 2022. (Relembre aqui, aqui e aqui)

– Minha ideia é tentar reconduzir o mandato de senador em 2026, com apoio do Lula – admitiu o pedetista.

Para isso, Weverton busca aliança com os próprios dinistas, numa espécie de oposição ao governador Carlos Brandão.

Este movimento, no entanto, ainda não consegue ser visto a olho nu…

0

André Fufuca cresce na base de Brandão…

Ministro dos Esportes chega a 2024 como o nome mais citado entre aliados do governador maranhense como opção para o Senado Federal em 2026, o que impõe dificuldades de articulação à senadora Eliziane Gama e, sobretudo, ao senador Weverton Rocha, ainda indefinido quanto ao caminho a tomar para viabilizar sua reeleição

 

Fufuca tem a confiança de Flávio Dino e Carlos Brandão; e já é a opção de uma ampla base de prefeitos, deputados federais e estaduais no Maranhão

Análise de conjuntura

Qualquer deputado federal ou deputado estadual ligado à base do governador Carlos Brandão (PSB) ouvido sobre a disputa de senador em 2026 cita, naturalmente, o nome do ministro dos Esportes, André Fufuca (PP).

Deputado federal no terceiro mandato, Fufuca incluiu-se naturalmente na lista de pretendentes ao Senado desde 2022, quando decidiu apoiar a reeleição de Brandão; e ampliou significativamente este projeto ao assumir o ministério no governo Lula (PT).

É óbvio que o nome de Fufuca ao Senado impõe dificuldades aos atuais dois senadores cujos mandatos se encerram nas eleições de 2026, Eliziane Gama (PSD) e Weverton Rocha (PDT), o ue já foi abordado neste blog Marco Aurélio d’Eça no post “A difícil equação de Brandão para o Senado em 2026…”.

Eliziane tem uma garantia de apoio do próprio Brandão, o que só deve ocorrer se o governador permanecer no cargo até o final; se ele decidir ser candidato a uma das vagas, ela terá a difícil missão de convencer a base a abrir mão de Fufuca em seu favor.

Situação ainda mais difícil é a do pedetista Weverton Rocha.

Ainda indefinido quanto aos rumos políticos a serem tomados em 2024 e 2026, o senador recuperou força no final de 2023, mas aposta unicamente numa articulação nacional envolvendo o presidente Lula para garantir uma das vagas na chapa majoritária que ele entende será encabeçada pelo atual vice-governador Felipe Camarão (PT).

O próprio Brandão rejeita a hipótese de dividir essa chapa com Weverton – ainda que apoie Camarão – e já trabalha para afastar as chances de ter que conviver com o adversário do PDT.

Afável no trato, leal nas alianças e cumpridor de acordos, André Fufuca é querido entre parlamentares e secretários; recentemente, foi até surpreendido ao ser ovacionado como senador até pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB).

O que amplia ainda mais a sua base de aliados…

0

Ministro Juscelino Filho participa do ato Democracia Inabalada

O evento, realizado no Salão Negro do Congresso Nacional, relembrou os atentados de 8 de janeiro do ano passado e reforçou a defesa nas instituições da República brasileira

 

 

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, participou nesta segunda-feira (8) do ato Democracia Inabalada, em alusão ao atentado contra o Estado Democrático de Direito, ocorrido há exatamente um ano. O evento, realizado no Salão Negro do Congresso Nacional, reuniu os chefes e principais líderes dos Três Poderes da República, além de membros dos Judiciários, governadores, ministros, parlamentares e muitas outras autoridades.

“Juntamente com o presidente Lula e chefes dos demais Poderes, lembramos os absurdos ataques promovidos aos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, naquele 8 de janeiro de 2023, que jamais podem ser esquecidos. Mais do que isso, porém, foi um ato em que reforçamos que a democracia prevaleceu e prevalecerá, e que defendê-la e fortalecê-la é um dever permanente de todos nós”, disse Juscelino Filho.

Em seu discurso, o presidente Lula defendeu a punição de todos os envolvidos no atentado de 8 de janeiro passado.

“Todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe devem ser exemplarmente punidos. Não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra o seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade. E a impunidade, como salvo conduto para novos atos terroristas”, frisou.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), assegurou que o parlamento é esteio seguro da democracia.

“Estaremos sempre abertos ao debate, ao pluralismo e ao dissenso. Mas nunca toleraremos a violência, o golpismo, o exercício arbitrário de razões, o desrespeito à vontade do povo brasileiro. Há algo urgente que anda ao lado da defesa da democracia e que demanda igualmente nossa atenção: precisamos trabalhar para garantir o bem-estar da população brasileira”, afirmou.

Em ato simbólico antes do ato Democracia Inabalada, o presidente Lula, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, participaram da reintegração ao patrimônio público de uma tapeçaria de Burle Marx e de uma réplica da Constituição Federal de 1988. A obra de Marx é de 1973 e foi vandalizada durante a invasão ao Congresso, enquanto a réplica da Carta Magna foi recuperada após ser furtada do Supremo.

Da assessoria

0

O reposicionamento de Weverton Rocha…

Após um início de ano de mergulho na derrota de 2022, senador pedetista se realinhou ao grupo do ainda ministro da Justiça Flávio Dino, solidificou sua aliança com o presidente Lula, viu o PDT se recolocar no debate eleitoral e chega ao fim de 2023 com cacife para correr em faixa própria, independentemente das escolhas do governador Carlos Brandão para 2026

 

Weverton fecha 2023 bem mais próximo do agora ministro do STF Flávio Dino e com o prestígio em alta no governo Lula

Ensaio

Se o governador Carlos Brandão (PSB) cumprir o compromisso que tem com o ainda ministro da Justiça Flávio Dino e sair do cargo em 2026 para concorrer ao Senado – abrindo o mandato para o vice-governador Felipe Camarão (PT) – terá, fatalmente, o senador Weverton Rocha (PDT) como companheiro de chapa.

Se, por outro lado, Brandão decidir mandar às favas o acordo com Dino – que já estará no Supremo Tribunal Federal – e deixar Camarão fora do governo para apoiar outro nome à própria sucessão, fatalmente enfrentará uma chapa apoiada pelo presidente Lula (PT), com o próprio Camarão e… Weverton.

Após um ano de mergulho para juntar os cacos de uma derrota fragorosa, que ele próprio reconhece fruto de alguns erros estratégicos de sua campanha, o senador pedetista chega ao final de 2023 com o cacife renovado, força política em franca ascensão e potencial para agregar uma legião de desgarrados na era pós-Dino no Maranhão. 

Weverton reconstruiu as condições para voltar a pensar no jogo de poder.

Quando lideranças e jornalistas o apontavam como “morto” no debate político, ele lambeu as feridas de guerra, mergulhou na reconstrução dos laços históricos com a esquerda e com o presidente Lula (PT), refez as pontes com Flávio Dino e foi fundamental na articulação que garantiu ao ministro a vaga no Supremo Tribunal Federal.

Esta movimentação foi registrada neste blog Marco Aurélio d’Eça ainda em setembro, no post “Weverton ganha força de articulador em Brasília…”.

Por outro lado, enquanto se rearticulava em Brasília, o senador viu seu PDT ressurgir das cinzas com uma candidatura a prefeito que – mesmo com toda má-vontade da mídia e dos políticos fecha o ano como uma das remanescentes na disputa pela Prefeitura de São Luís; a candidatura pedetista é uma espécie de terceira via, capaz de mudar o resultado eleitoral de 2024.

É a partir da sucessão municipal – e não apenas na capital, mas em todos os municípios – que Weverton trabalha para reagregar aliados e ex-aliados, desde os dinistas mais empedernidos até os brandonistas decepcionados, além de desgarrados de todos os lados.

Há quem diga no Palácio dos Leões que o governador  Carlos Brandão dá de ombros para qualquer tentativa de reaproximação de Weverton, por que já definiu seu projeto eleitoral de 2026.

Mas há também entre os próprios aliados do governador Brandão, quem diga que, para desenhar os cenários de 2026, é preciso olhar com atenção para a atual formação da bancada maranhense no Senado Federal.

Seja por qual aspecto que se queira ver…

0

Lula vai usar o 8 de janeiro para despedida de Flávio Dino do Ministério…

Presidente revelou nesta quarta-feira, 20, que o ministro da Justiça participará de uma solenidade entre os três poderes para relembrar os episódios antidemocráticos ocorridos, mas ainda não definiu o seu substituto

 

Flávio Dino sorri diante dos conselhos de Lula sobre a p0olstura no STF, durante a reunião ministerial desta quarta-feira, 20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu nesta quarta-feira, 20, o seu corpo de auxiliares para a última reunião ministerial de 2023; durante o encontro, o presidente anunciou que o ministro da Justiça Flávio Dino deixa a pasta no dia 8 de janeiro.

Oito de janeiro foi a data dos atos golpistas no início do ano, um dos primeiros desafios de Flávio Dino no ministério.

O maranhense assume a vaga no Supremo Tribunal federal em 22 de fevereiro; ele passará cerca de um mês e meio no Senado Federal, até renunciar para assumir o STF.

Durante a reunião ministerial, Lula chegou a dar a Dino conselhos de comportamento no Supremo.

– Ali não pode prevalecer apenas a visão ideológica. Um ministro da Suprema Corte não tem que ficar dando entrevista, não tem que ficar dando palpite sobre voto – frisou Lula, que ressaltou a competência do auxiliar.

Uma das críticas a Dino durante seu período como ministro da Justiça era exatamente ao excesso de entrevistas que ele protagonizava.