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A conversa de Flávio Dino e Lula: “PSDB não!”, disse o ex-presidente…

Governador reuniu-se semana passada com o pré-candidato do PT a presidência, em conversa da qual pouco se falou nos dias seguintes, mas que tem significativa importância no contexto das eleições estaduais no Maranhão

 

Flávio Dino postou o encontro com Lula em suas redes sociais, mas não tratou dos aspectos políticos da reunião

Estariam em uma conversa do ex-presidente Lula (PT) com o governador Flávio Dino (PSB), semana passada, as explicações para uma forte pressão midiática de setores do PT e do Palácio dos Leões nos últimos dias. 

Desde a segunda-feira, 19, membros do PT empregados no governo e setores da mídia alinhados ao projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) vêm tentando construir uma narrativa de apoio do PT ao PSDB no Maranhão.

Essa possibilidade não é cogitada nem por Lula, nem pela cúpula petista.

A conversa de Dino com Lula ocorreu na sexta-feira, 16, e foi tratada nas redes sociais pelo próprio Dino, que minimizou os aspectos políticos do encontro.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, porém, o ex-presidente deixou claro ao governador que a aliança nacional do PT – a se repetir nos estados – é com os partidos da esquerda: PDT, PSB, PCdoB e PSOL, preferencialmente.

– PSDB não! – disse textualmente Lula, fala testificada pelo próprio ex-presidente a pelo menos três interlocutores dele e do governador nos dias que seguiram ao encontro.

O próprio PSDB também rechaça aliança com o PT; e defende uma alternativa a Lula e Bolsonaro, como pregam os governadores João Dória (SP) e Eduardo Leite (RS), pré-candidatos tucanos à presidência.

O apoio do PT à candidatura do vice-governador Carlos Brandão, que é o candidato tucano no estado, vem sendo defendida apenas por petistas que têm cargo no governo Flávio Dino, a exemplo do presidente estadual Augusto Lobato.

Nesta narrativa, eles tentam desqualificar, inclusive, vozes mais autorizadas do PT, como o ex-ministro José Dirceu, que está no Maranhão desde o final de semana passada.

A decisão petista, porém, passa pelo comando nacional, atendendo aos interesses nacionais, e com a posição pessoal do próprio Lula.

E este já disse o que quer no Maranhão…

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Esquerda busca união em torno de Lula também no MA…

PT, PDT, PCdoB e PSOL fazem movimentos de unidade em torno da candidatura do ex-presidente, o que pressiona o PSB, do governador Flávio Dino, a antecipar decisão sobre alianças para 2022

 

Flávio Dino terá que decidir se repete no Maranhão, com Weverton, a frente de esquerda em torno de Lula, ou leva o PSB a apoiar o PSDB, de Carlos Brandão

O encontro do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, com o governador Flávio Dino (PSB), nesta terça-feira, 20, tem uma pauta principal – a eleição presidencial – e suas correlações no estado.

Um movimento cada vez mais intenso prega a aliança entre PT, PDT, PCdoB, PSOL e PSB em torno do ex-presidente Lula, o que pressiona o governador Flávio Dino por uma decisão no Maranhão.

Dino entende que necessita da estrutura que será herdada pelo vice-governador Calos Brandão, do PSDB, mas sabe que a presença tucana nesta frente ampla é cada vez mais improvável.

No fim de semana, os líderes do PDT, senador  Weverton Rocha; do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, e do PT, ex-ministro José Dirceu, trataram mais claramente desta frente, que pode levar, inclusive, a um recuo do PDT com a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes.

Dirceu está em Barreirinhas desde sábado, sendo hóspede de Weverton Rocha; Jerry participou de conferência do PCdoB local.

Sem espaço no PDT e na esquerda, polarizada por Lula, Ciro já articula, inclusive, transferência para o DEM, partido mais à direita, em busca do nicho hoje ocupado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Essa possibilidade de mudança de partido por parte de Ciro também será um dos temas do almoço desta terça-feira, 20, entre o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o governador  Flávio Dino.

Caberá unicamente a Flávio Dino decidir se mantém a integralidade da frente de esquerda no projeto nacional de eleger Lula, ou subverte este conceito no Maranhão, levando o PSB a uma aliança com o PSDB.

É aguardar e conferir…

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Weverton recebe petistas, comunistas e pedetistas em Barreirinhas…

Senador e pré-candidato a governador teve agenda agitada no fim de semana, ao receber o ex-ministro José Dirceu, o comunista Márcio Jerry e o vice-governador do Distrito Federal, Paco Brito, um dos líderes do Avante

 

Com Márcio Jerry e lideranças do PCdoB, Weverton participou, sábado, da conferência estadual do partido em Barreirinhas, onde mora

Os dias têm sido agitados na agenda do senador maranhense Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Governo do Estado.

Com o ex-ministro José Dirceu “passando uns dias” em sua casa, em Barreirinhas, Weverton também se reuniu no último sábado, 17, com o presidente estadual do PCdoB, secretário Márcio Jerry, durante conferência municipal do partido.

Ele também almoçou com o vice-governador do Distrito Federal, Paco Britto, um dos principais líderes do Avante.

Com todos, discutiu, a formação de alianças para as eleições de 2022 e a repercussão nos estados.

O petista márcio Jardim divulgou esta foto, com José Dirceu, em Barreirinha,s o ex-ministro é recepcionado pelo senador Weverton Rocha

Na quarta-feira, 21, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, também será recebido por Weverton, em um almoço com José Dirceu, que é o principal interlocutor do ex-presidente Lula e uma das principais lideranças do PT.

Nesta terça-feira, 20, Lupi almoçará com o governador Flávio Dino (PSB), com quem vai tratar sobre as eleições de 2018; Rocha deverá participar também deste almoço.

Mas esta é uma outra história…

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Lula e Bolsonaro disputam apoio de Sarney…

Em ascensão nas pesquisas, pré-candidato petista tem relação de admiração e amizade pelo ex-presidente; já o atual presidente, desgastado e com popularidade derretendo, tenta salvar a reeleição e o mandato

 

Tanto Lula quanto Bolsonaro tentam beber na fonte de sabedoria do ex-presidente José Sarney

O ex-presidente José Sarney (MDB) virou, do alto dos seus  91 anos, uma das principais fontes de conselhos para os presidenciáveis.

Por motivos diferentes, Sarney tem sido buscado frequentemente pelo ex-presidente Lula (PT) e pelo atual presidente Jair Bolsonaro (Sem partido).

Lula está em franca ascensão na corrida presidencial, liderando todas as pesquisas e com amplas chances de vencer as eleições de 2022; suas conversas com Sarney são fruto de sua longa amizade e da admiração mútua.

Já o atual presidente Jair Bolsonaro busca no ex uma tentativa de salvar o próprio mandato, desgastado pela incapacidade de seu governo.

Bolsonaro vem perdendo força política e eleitoral, além de estar com o mandato derretendo, já com ameaça de arroubos autoritários e de golpe.

Certamente, a serenidade de José Sarney deve ser excelente conselheira para o açodado presidente….

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PT já comunicou a Flávio Dino: no Maranhão, vai com Weverton…

Posição externada pelo ex-presidente Lula – que quer juntar governador e senador no mesmo palanque – já foi reafirmada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do partido e será ratificada em encontro futuro entre a cúpula petista e a base do governo maranhense

 

É esta a formação de chapa que o ex-presidente Lula quer no Maranhão, com Weverton e Flávio Dino dividindo o palanque

A posição do PT maranhense nas eleições de 2022 já foi comunicada ao governador  Flávio Dino: o partido vai apoiar a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao governo.

Essa posição já foi externada diretamente ao próprio Flávio Dino pelo ex-presidente Lula, e tem sido reafirmada em todos os encontros do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância petista que trata da eleição nacional e suas implicações nos estados.

Segundo apurou o blog Marco Aurélio D’Eça, além de dizer que quer a aliança PT/PDT, Lula disse a Flávio Dino que o quer junto a Weverton no mesmo palanque no Maranhão.

Na semana passada, em novo encontro do GTE, o coordenador do grupo, deputado federal José Guimarães (PT-CE) reafirmou aos líderes petistas locais o encaminhamento de apoio a Weverton.

A cúpula petista já tem, inclusive, encontro marcado com Flávio Dino e agenda direta com Weverton para reforçar o projeto de aliança entre o PT e o PDT.

A aliança com o PT é um dos principais trunfos de Weverton Rocha na montagem de seu palanque para as eleições de 2022, que já tem – além do PDT – o DEM, o PSB, o PRB, o Cidadania, o PP e o PSL.

E consolida o projeto das esquerdas desejado por Lula…

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PT prefere Weverton Rocha governador…

Tanto a cúpula nacional quanto as principais lideranças locais do partido veem no senador do PDT uma maior afinidade ideológica com a legenda e uma postura histórica de defesa do ex-presidente Lula

 

Weverton e Lula entre a cúpula nacional do PT e a bancada no Congresso: preferência pela aliança com o PDT no Maranhão

As recentes manifestações do deputado estadual Luiz Henrique Sousa e do ex-vereador Honorato Fernandes sobre a identidade ideológica entre o PT e o senador Weverton Rocha (PDT) não foram simples loas jogadas à plateia.

A postura das duas lideranças petistas tem a ver com um encaminhamento do partido em relação às eleições de 2022: no Maranhão, o PT e o seu candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, preferem apoiar Weverton, pelas razões apontadas acima.

O chamado Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) – instância oficial do PT que reúne a cúpula nacional e as executivas estaduais para traçar táticas e estratégias – já pontuou que a aliança preferível no Maranhão é com o PDT.

Essa afinidade ideológica entre Weverton, o PDT, Lula e o PT – passando também pelo próprio governo Flávio Dino (PSB) – foi apontada pelo blog Marco Aurélio D’Eça ainda em 12 de maio, no post “Pauta de centro-esquerda aproxima agendas de Weverton e Flávio Dino…”

O próprio Lula recebeu o senador, em maio, em um jantar com a cúpula do PT, para dizer que atuará pelo apoio à sua candidatura no Maranhão.

Desde então, cada vez mais lideranças petistas têm manifestado simpatia por Weverton, incluindo as que atuam diretamente no governo Flávio Dino.

Após o jantar com Weverton, na cúpula nacional petista e no GTE do partido, a aposta, inclusive, é que o ex-ministro Ciro Gomes nem vire o ano como candidato do PDT a presidente.

Mas esta é uma outra história…

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Novos movimentos…

Em nome da garantia de ter o ex-presidente Lula de volta ao comando do país, PDT pode sacrificar a candidatura de Ciro Gomes, o que fortalece ainda mais a presença do PT no projeto do senador Weverton Rocha no Maranhão

 

Weverton foi emissário de mensagens do PDT a Lula, o que pode garantir o PT em seu palanque em 2022

Da coluna  Estado Maior*, com edição do blog

No início deste mês, o PDT deu demonstração de que tem todo o interesse em se juntar ao projeto de ter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de volta ao comando do Brasil. E para isso, poderá até sacrificar o seu possível candidato a presidente da República, Ciro Gomes.

Esta possibilidade foi levada a bancada do PT no Senado, em jantar que teve como convidado o senador maranhense Weverton Rocha (PDT), único não-petista presente ao encontro.

Com a informação, a direção nacional do PT deu aval a membros da legenda no estado a iniciar diálogo com Rocha e o seu PDT.

Ter um nome da dita esquerda fora da disputa e o PDT aliado ao PT, sem dúvida, fortalece o projeto petista; no entanto, esse apoio e o sacrifício de Gomes não será com preço baixo.

Fora o de sempre – espaços num possível governo – acordos para as disputas estaduais estão no pergaminho que está sendo escrito para validar o acordo.

E entre os focos nos estados, claro, está o projeto do porta-voz pedetista na reunião do PT.

Weverton Rocha – com total aval de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT – colocou o apoio a sua possível candidatura ao governo do Maranhão no rol dos apoios que estão sendo costurados pelo ex-presidente Lula e demais petistas.

Nas próximas semanas, por sinal, no Maranhão, petistas começarão a manifestar apoio ao projeto do senador pedetista.

Depois disso, é aguardar a oficialização da direção nacional para a aliança PT/PDT.

Que passará pela disputa do Palácio dos Leões…

*Publicada no jornal O EstadoMaranhão, edição do dia 17/06/2021

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“Serei uma das pontes”, diz Weverton sobre união Lula e Ciro

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, senador maranhense diz  que a hora é de união entre PDT e PT, mesmo que os dois partidos tenham candidato próprio a presidente

 

Defensor de aliança entre Lula e Ciro Gomes, Weverton Rocha tem mobilizado o PDT por esta união na disputa presidencial

O senador  maranhense Weverton Rocha, uma das principais lideranças nacionais do PDT, reafirmou neste fim de semana sua articulação por uma aliança entre os presidenciáveis Lula (PT) e  Ciro Gomes (PDT).

Pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, Weverton diz  que a hora é de mirar no principal adversário, Jair Bolsonaro, mesmo que PT e PDT tenham candidato próprio. 

– Por mais que haja diferenças, a hora é de união – disse Rocha, em entrevista ao jornal Folha de  S. Paulo.

Ao lado de correligionários de Pernambuco, de Sergipe e da Paraíba, Weverton mostra-se incomodado com os ataques de Ciro Gomes a Lula, com quem esteve em abril, numa reunião com lideranças do PT.

Mas os ataques de  Ciro a Lula têm uma razão de ser.

O pré-candidato do PDT entende a possibilidade de Bolsonaro ficar fora do segundo turno, o que abriria vaga para uma terceira via, contra  Lula.

Neste prognóstico, Ciro tem o apoio do próprio presidente pedetista, Carlos Lupi, da mesma opinião sobre o futuro de Bolsonaro.

– Para  Weverton, a própria dinâmica da disputa farpá chegar o momento de parar para pensar.  É claro que cada um tem seu estilo. Mas acredito que vai chegar o momento de parar para pensar e, no final, os dois vão acabar chegando a um entendimento. Serei uma das pontes para ajudar nisso – concluiu Weverton.

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Lula consolida favoritismo ao Palácio, revela Exame/Ideia

Ex-presidente cresceu 15 pontos percentuais desde janeiro e assumiu a liderança de um eventual segundo turno, impondo derrota ao presidente Jair Bolsonaro, agora com 37% das intenções de votos no confronto direto com o petista

Os números da Exame/Ideia consolidam favoritismo de Lula na corrida presidencial de 2022

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está consolidado como favorito na disputa presidencial de 2022, segundo revela pesquisa Exame/Ideia, divulgada nesta sexta-feira, 21.

Em um segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro, Lula agora aparece com 45%, oito pontos à frente. Em janeiro, quando ainda não tinha os direitos políticos devolvidos, o percentual do petista era de 28%.

A pesquisa é a primeira após Lula confirmar, em entrevista a uma revista francesa publicada nesta semana, que será candidato em 2022.

– Serei candidato contra Bolsonaro. Se estiver na melhor posição para ganhar as eleições e estiver com boa saúde, sim, não hesitarei – afirmou ele.

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Números já mostram chances de Lula vencer em primeiro turno…

Pesquisa DataFolha divulgada nesta quarta-feira, 12, mostrou o petista apenas seis pontos percentuais atrás da soma de todos os seus adversários – incluindo o presidente Jair Bolsonaro, que pode até mesmo perder posições para os candidatos do grupo de trás

 

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e pode vencer em primeiro turno; se houver segundo turno, Bolsonaro pode ficar de fora

A pesquisa do Instituto DataFolha divulgada nesta quarta-feira, 12, trouxe dois novos cenários para a corrida presidencial de 2022:

1 – com 41% das intenções de votos, o ex-presidente Lula tem ampla vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (23%) e já amplia as chances de vencer a disputa em primeiro turno;

2 – Bolsonaro perde cada vez mais pontos e pode até ver ameaçadas suas chances de chegar a um eventual segundo turno.

De acordo com o levantamento DataFolha – o primeiro do instituto desde que Lula teve os direitos políticos recuperados – se houver segundo turno contra Bolsonaro, o petista vence com mais de 20 pontos percentuais de vantagem (55% a 32%).

O que ainda segura Bolsonaro como adversário direto de Lula é a baixa densidade eleitoral dos demais candidatos, que ainda não conseguiram chegar aos dois dígitos.

Sergio Moro (sem partido) registra 7%, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), 4%; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), obtém 3%, e, empatados com 2%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o empresário João Amoedo. 

Dependendo do avanço destes candidatos e do distanciamento de Lula, Bolsonaro pode correr riscos de nem chegar ao segundo turno.

Mas esta é uma outra história…