1

Propostas de Lula e de Flávio Dino para o país são antagônicas

Enquanto o ex-presidente Lula e seu partido, o PT, reforçam a radicalização à esquerda, liderada por eles próprios, governador do Maranhão busca opções de centro e até liberais; ambos na tentativa de frear a extrema direita brasileira

 

Lula e Dino têm o mesmo objetivo, o enfrentamento da extrema direita brasileira; mas suas propostas são diferentes e até antagônicas

O início de 2020 no Brasil começou com uma espécie de polarização das lideranças nacionais de esquerda, protagonizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

E está cada vez mais claro o antagonismo das propostas de Lula e de Dino, embora ambos mantenham o discurso de aliados e o mesmo objetivo: frear a onda radical da extrema direita brasileira.

Desde que deixou a prisão em Curitiba (PR), Lula tem reforçado o discurso de unidade à esquerda, mas deixa claro que essa unidade só pode ser construída a partir da liderança do PT. Em seus discursos e entrevistas, o ex-presidente vê as demais legendas do campo progressista – PCdoB, PDT, PSB, PSOL – como meros coadjuvantes petistas nas eleições de 2022.

Flávio Dino, por sua vez, faz movimentos rumo ao centro – e chega a flertar até com propostas mais liberais.

Cotado como presidenciável em 22, o comunista maranhense já buscou diálogo com lideranças do PSDB e do Novo, mantém forte relação com o comando do DEM e busca aproximar outro nome da oposição, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que anda ausente do debate.

O movimento de Dino tem gerado críticas do próprio PT, que defende radicalmente a dicotomia Esquerda X Direita como plataforma político-eleitoral no momento atual do país e do mundo.

Tanto o movimento de Lula quanto o de Flávio Dino têm um objetivo claro: frear as pretensões da extrema direita brasileira que chegou ao poder ancorada em propostas autoritárias, com viés de fascismo e flertando publicamente com o nazismo.

O tempo dirá se as duas propostas convergem para uma aliança mais radical ou se concentra ao centro, reunindo nomes e propostas de todos os espectros políticos.

As ideias já estão postas…

2

Zé Inácio vai compor diretório nacional do PT…

Deputado estadual maranhense tomará posse nesta sexta-feria, 17, em, reunião extraordinária da legenda com a presença do ex-presidente Lula

 

O ex-presidente Lula estará na reunião que dará posse ao deputado estadual Zé Inácio no Diretório Nacional do PT

O deputado estadual Zé Inácio vai representar o Maranhão no Diretório Nacional do PT. Ele tomará posse nesta sexta-feira, 17, em reunião que terá a presença do ex-presidente Lula.

A composição é fruto do último processo de eleição direta do PT, que culminou no 7° Congresso Nacional do partido, com a eleição de Gleisi Hoffmann para presidente e a indicação do novo Diretório Nacional.

Como membro do Diretório Nacional, Inácio vai ter interlocução direta com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann

O partido agora cumpre a agenda de contraponto ao Governo Federal e busca se destacar nas articulações nacionais de oposição, mirando em especial as eleições municipais de 2020.

Agora na cúpula do PT, Zé Inácio será a referência nacional do Maranhão no PT.

E se qualifica para propor os debates eleitorais no Diretório Estadual…

2

Flávio Dino vai se reunir com Lula ainda em janeiro…

Conversa entre o comunista e o líder petista está prevista para o dia 17; os dois devem tratar da sucessão presidencial e dos movimentos do governador maranhense no cenário nacional

 

Em forte ascensão no cenário político nacional, apontado como provável nome em chapas de várias tendências  na corrida presidencial, o governador Flávio Dino (PCdoB) deve se reunir com o ex-presidente Lula ainda neste início de ano.

A conversa foi convocada pelo próprio petista, que quer ouvir de Dino suas impressões sobre o atual governo Jair Bolsonaro e sobre os nomes já postos na disputa.

O próprio Flávio Dino é um dos nomes cotados à corrida presidencial – seja como candidato a presidente, seja como companheiro de chapa.

A reunião foi noticiada no blog do Rovai, da revista Fórum, de viés esquerdista. (Leia aqui)

Nesta semana a imprensa revelou que Dino já se reuniu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSD) e com o apresentador Luciano Huck, que é cotado à presidência.

A conversa chamada por Lula se deu exatamente dos movimentos do comunista com segmentos mais liberais da política.

Sinal de que o político maranhense está, de fato, inserido no debate nacional…

2

Petista equivoca-se ao criticar fala de Flávio Dino sobre Bolsonaro…

Secretário de Formação Política do PT carioca, Olavo Brandão Carneiro interpreta erradamente declaração do comunista sobre o futuro do bolsonarismo, ataca debate sobre alianças que seu próprio partido já fez e expõe o iminente racha da esquerda a caminho de 2022

 

Lula com Olavo Carneiro; petista carioca expõe a tentativa de hegemonia que o PT tenta impor à esquerda desde a soltura do ex-presidente

Repercute desde o início desta sexta-feira, 27, artigo do secretário de Formação política do PT do Rio de Janeiro, Olavo Brandão Carneiro, com críticas ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). 

Para Carneiro, Flávio Dino errou ao limitar o espaço do bolsonarismo com pensamento político, confundindo “ideias e valores com seus porta-vozes de plantão”. (Leia aqui o artigo completo)

Mas quem errou a mão foi o dirigente petista; e seu artigo apenas expõe o incômodo que novas lideranças da esquerda – como Dino, Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSL) – causam no núcleo duro do PT pró-Lula.

É preciso ler – e entender – a fala do governador maranhense sobre o bolsonarismo, exposta em uma entrevista à revista Carta Capital, na terça-feira, 24.

Nela, ao referir-se especificamente ao bolsonarismo – e não à direita como um todo, como faz pensar o articulista petista – o comunista ressaltou que o presidente “é uma figura temporária”. (Leia aqui a entrevista de Dino)

É óbvio que Bolsonaro, como liderança, como ideólogo (que não é, nunca foi e nunca será), é alguém com prazo de validade, que pode até chegar em condições de reeleição em 2022, mas não fincará bandeiras no Brasil.

Como gosta de usar o blog Marco Aurélio D’Eça, Bolsonaro é só um arroto da história. Nada mais que isso.

O próprio Flávio Dino reconhece na entrevista a dicotomia entre esquerda e direita e vê outras lideranças – muito mais consistentes do que Bolsonaro – no debate político-ideológico brasileiro e mundial.

Quem leu a entrevista do comunista à Carta Capital, percebeu claramente o que incomodou o líder do PT:

1 – Ao responder se sua candidatura presidencial seria um antídoto ao antipetismo, Flávio Dino esquivou-se, mas pregou o espírito de “união e diálogo”, tudo o que é rechaçado pelo PT.

“O fundamental é nos unirmos, termos aliança, amplitude, humildade, capacidade de diálogo. Temos antes eleições municipais. Este é o tema da hora”, disse o governador do Maranhão.

2 – Ao comentar pesquisa do DataFolha, que mostra a rejeição de 60% dos eleitores do Rio de Janeiro a um eventual candidato apoiado por Lula, já em 2020, o comunista ressaltou que isso ainda é fruto da divisão ideológica resultante das eleições de 2018; e apontou:

“o antagonismo entre o bolsonarismo e o lulismo continua a ser a força estruturante da política brasileira. Acredito que essa divisão vai se manter. A disputa vai depender da capacidade de um polo ou de outro de ampliar alianças. Quem crescer mais terá mais vitórias”.

Flávio Dino com Lula: governador maranhense continua tentando entrar no debate nacional, mas enfrenta obstáculos regionais, partidários e agora também petistas

Em seu artigo, Olavo Brandão Carneiro mostrou-se especialmente incomodado com a pregação de Dino para “ampliação de alianças” como fator de vitória em 2022. Ao criticar o colega comunista, Carneiro fechou os olhos até para aliança à direita, com o PL, por exemplo, que levou o PT à vitória em 2002.

No fim, o artigo de Olavo Carneiro tem um ponto crucial: expõe a tentativa do PT de se manter hegemônico como principal legenda da esquerda – tendo Lula como principal líder – para polarizar o debate com Bolsonaro.

Dentro desta lógica, qualquer liderança que ousar pensar fora da caixa petista – seja Flávio Dino, seja Ciro Gomes… – sofrerá crítica, reprimenda, lição de moral e censura do establishment petista.

E assim a esquerda caminha para um review em 2022…

0

“PT concentrará esforços na anulação da condenação de Lula”, diz Zé Inácio

Deputado maranhense participou do Congresso nacional da Legenda, com membro da chapa “Lula Livre para Mudar o Brasil” e ajudou a reeleger para o comando da legenda a deputada federal Gleisi Hoffmann

 

Zé Inácio participou do congresso do PT e defendeu o Lula livre e a anulação de suas condenações

O deputado estadual Zé Inácio voltou a defender a anulação das condenações do ex-presidente Lula na lava Jato. Inácio participou do 7 Congresso Nacional da legenda, que defendeu também oposição ao governo Bolsonaro.

– A tese principal é a defesa da liberdade plena de Lula. O PT concentrará esforços pela anulação da condenação do ex-presidente e na luta contra os retrocessos do Governo Bolsonaro, que ameaçam a democracia e a soberania do país – explicou o petista maranhense.

Gleisi Hoffman disputou a presidência nacional do PT contra a deputada federal Margarida Salomão e contra o historiador Walter Pomar; e saiu reeleita com 558 dos 792 votos possíveis.

A chapa Lula Livre Para Mudar o Brasil, da qual ´´e membro do deputado maranhense, obteve 46% dos votos para composição do Diretório Nacional.

A corrente Construindo Um Novo Brasil apresentou a tese vencedora, de oposição do PT ao governo federal.

0

De como o TRF-4 caminha para anular decisões da Lava Jato contra Lula…

Segunda instância está derrubando todas as ações da juíza Gabriela Hardt, que acaba expondo incompetência e direcionamento em seus julgamentos; último a se beneficiar da anulação foi o maranhense Edison Lobão

 

Substituta de Moro na Lava Jato, Gabriela Hardt tem envergonhado a magistratura com sentenças anuladas em segunda instância por falhas técnicas, fraude e incompetência

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região anulou  nesta quarta-feira, 20, todos o atos da juíza Gabriela Hardt, da Lava Jato em Curitiba, contra o ex-senador Edison Lobão (MDB) e seu filho, Márcio.

Os desembargadores entenderam, por unanimidade, que a juíza não tem competência para atuar no caso, e mandaram o processo para a Justiça de Brasília.

Na semana passada, os mesmos desembargadores da 8ª turma do TRF-4 – Thompson Flores, João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen – já haviam anulado uma sentença de Gabriela Hardt por ela ter copiado a íntegra da denúncia do Minsitério Público e usado ipis literis como se fosse sua decisão.

Na próxima quarta-feira, 27, o TRF-4 analisará recurso da defesa do ex-presidente Lula, que aponta, com perícia, que a juíza usou em sua sentença no sítio de Atibaia o mesmo texto usado pelo então juiz Sérgio moro no caso do triplex do Guarujá.

Ao copiar a sentença, segundo a perícia, Gabriela esqueceu até de substituir o termo “apartamento” por “sítio”.

A defesa de Lula também pede a anulação da condenação o ex-presidente…

1

“Querem ver problemas onde não há”, diz Márcio Jerry, sobre críticas ao PT…

Deputado federal que preside o PCdoB no Maranhão aponta que o reconhecimento do seu partido ao papel de Lula é o principal tema da entrevista sobre a relação com os petistas; e diz que “dialogar com a mente aberta não ofende”

 

Márcio Jerry reconhece liderança nacional de Lula, mas diz que o PT não pode querer mais ser hegemônico na esquerda

O deputado federal Márcio Jerry, que preside o PCdoB no Maranhão, reagiu nesta quarta-feira, 20, ao blog Marco Aurélio d’Eça, diante do post “Liberdade de Lula põe fim à lua de mel entre PT e PCdoB no Maranhão…”

Para ele, a frase mais eloquente da sua entrevista em que criticou a tentativa de hegemonia do PT nas eleições nacionais é a que reforça a visão comunista sobre a liderança de Lula no país e no mundo.

– A frase mais importante é a que reconhece o papel de Lula. Relação com Lula é ótima. Ele tem reconhecimento ao papel do PCdoB e, muito especialmente, do governador Flávio Dino. E dialogar com a mente aberta não ofende ninguém – ponderou o parlamentar. (Entenda aqui)

Em conversa com o titular deste blog, quando questionado sobre não ter feito esta crítica ao PT antes da saída de Lula da prisão, Márcio lembrou que, desde 1995 – quando ainda era filiado ao PT -, já fazia ponderações à tentativa de hegemonismo do partido.

– Não estou em guerra; apenas fiz uma ponderações que considero justa e necessária – afirmou.

1

Liberdade de Lula põe fim à lua de mel entre PT e PCdoB no MA…

Incomodados com a possibilidade de perder o protagonismo da oposição ao presidente Jair Bolsonaro, agentes ligados ao governador Flávio Dino têm vindo a público para criticar a postura exclusivista do ex-presidente e de seu partido

 

Manifestação de agentes comunistas começam a mostrar que Flávio Dino tem se incomodado com o protagonismo de Lula na esquerda

Por enquanto, o próprio governador Flávio Dino (PCdoB) mantém silêncio sobre o assunto, é verdade.

Mas seus principais agentes políticos e familiares já começaram a alfinetar a postura do PT e do ex-presidente Lula, que foi posto em liberdade há duas semanas.

Primeiro foi o irmão do próprio Dino, o advogado Sálvio Dino Jr., quem se manifestou pelo Twitter apenas um dia depois de Lula ser libertado.

– Lula Livre, ok! Mas é preciso entender que o PT não tem mais condições de hegemonizar a esquerda – afirmou Sálvio Jr., em post que repercutiu na internet e na imprensa.

Lembrando que o irmão de Dino era filiado ao próprio PT até as eleições de 2018.

Dando de ombros à opinião dos líderes esquerdistas, Lula seguiu seu roteiro de fortalecer o PT como principal partido da esquerda brasileira; até que foi ainda mais direto, em Salvador (BA).

– O PT tem que ter em conta que um partido só cresce se ele disputa. O PT não nasceu para ser um partido de apoio – disse o ex-presidente. (Leia a íntegra aqui)

A acusação de golpe no PCdoB maranhense veio de ninguém menos que o deputado federal Márcio Jerry, principal agente político de Flávio Dino.

– Lula é a maior liderança do Brasil e aqui fora tem um papel fundamental, por isso espero que ele pense muito em ajudar o Brasil a sair desta crise, não com o hegemonismo petista, não achando que o PT sozinho resolve todo os problemas. Isto é errado. É preciso dialogar e ter a mente aberta – declarou o deputado.

É bom lembrar que Jerry chegou a oferecer o Maranhão como morada ao petista, logo que ele deixou a cadeia.

Neste aspecto, Lula no Maranhão seria o quê? Auxiliar do projeto de Flávio Dino?

Ao que tudo indica, para Dino e seus agentes, Lula só valia enquanto preso…

7

Zé Inácio só aguarda confirmação de Greenwald para homenagem no MA…

Deputado é autor do projeto que concede a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman ao jornalista que revelou ao mundo as conversas ente o juiz Sérgio moro e procuradores da Lava Jato para manipular o julgamento do ex-presidente Lula

 

O deputado estadual Zé Inácio (PT) tem articulado com o próprio homenageado uma data para a entrega da Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman ao jornalista Glenn Greenwald.

A honraria foi concedida a partir de projeto do próprio Inácio.

Greenwald foi o jornalista que revelou ao mundo a manipulação do julgamento do ex-presidente Lula, ao publicar conversas telefônicas  e mensagens de whatsApp entre o então juiz Sérgio Moro e os procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol sobre como chegar à condenação do petista.

Zé Inácio espera entregar a medalha ainda em 2019, mas não conseguiu confirmação de datas pelo homenageado…

1

“Não conseguirão tirar o PT da disputa eleitoral deste país”, diz Lula

Em resposta ao pedetista Ciro Gomes, durante encontro da executiva nacional, em Salvador, ex-presidente diz que a legenda estará na linha de frente da disputa de 2022 “com Lula ou sem Lula”, o que põe em xeque também projeto de Flávio Dino

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer discurso político-eleitoral para seus companheiros de partido, reforçando a ideia de que o PT vai mesmo estar com candidato próprio na disputa presidencial de 2022.

– Podem inventar quem eles quiserem. Não poderão tirar o Pt da disputa eleitoral deste país, com Lula ou sem Lula; O PT tem que ter em conta que um partido só cresce se ele disputa. O PT não nasceu para ser um partido de apoio – afirmou Lula, aos membros da Executiva nacional, em Salvador.

O discurso do Lula foi uma resposta ao pedetista Ciro Gomes, que tenta, desde a libertação do ex-presidente, pregar que o PT tem que passar o bastão da liderança das esquerdas.

No Maranhão, aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) também já pregaram que o PT não tem mais a hegemonia na esquerda nacional e que precisa dar espaço a outras legendas. Dino pretende ser candidato a presidente.

– O PT pode até, circunstancialmente, não ter candidato em uma cidade, pode não ter candidato nos estados; e pode até não precisar ter um candidato a presidência da República. Mas é preciso muita, muita, muita coisa para que alguém possa superar o PT – disse o ex-presidente.

O discurso de Lula mostra que o ex-presidente chegou pra liderar o PT no contraponto ao governo Jair Bolsonaro, sem importar com as outras legendas. E para ele, as alianças terão que ser discutidas com o PT na cabeça de chapa.

A Flávio Dino, portanto, caberia o papel de companheiro de chapa,; isso se a Lula não interessar abrir o leque de apoios para o Centro do espectro político.

Veja o vídeo acima