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É mentira que decisão do STF sobre 2ª Instância libertará 190 mil presos…

Contrários ao cumprimento da Constituição Federal estão espalhando fake news alegando que uma eventual decisão do Supremo – em respeito à Constituição – irá libertar criminosos contumazes, como traficantes, assaltantes e assassinos

 

MUITOS PRESOS CONDENADOS EM SEGUNDA INSTÂNCIA CONTINUARÃO PRESOS, MESMO APÓS DECISÃO DO STF, porque cumpriam prisão preventiva decretada antes da condenação

Muitos bandidos, bolsomínions, manipuláveis e golpistas de toda sorte – contrários ao cumprimento da Constituição Federal – estão espalhando uma fake news nas redes sociais.

Segundo estes pilantras, se o STF decidir que o texto da Carta Magna – “ninguém será culpado até o transito em julgado de sentença condenatória” – a Justiça terá que libertar 193 mil presos em todo o país, muitos dos quais traficantes, assassinos e assaltantes contumazes.

Esta mentira tem uma razão de ser: os pilantras acham que a decisão do STF beneficiará o ex-presidente Lula. E como querem que o petista “apodreça na cadeia”, mesmo condenado sem provas e com julgamento manipulado, espalham a canalhice no Instagram, Facebook, Twitter, WhatsApp e outras redes.

A maioria dos presos que foram condenados em segunda instância – a maioria absoluta mesmo! – já estavam cumprindo prisão preventiva antes mesmo do julgamento em segunda instância.

Portanto, mesmo que venham a ser beneficiados pela decisão do STF contra a prisão em segunda instância, continuarão presos por força da prisão preventiva, como previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal.

A soltura em massa de marginais, portanto, é uma mentira inventada por… marginais.

Simples assim…

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E o STF salvou a Lava Jato…

Por Marcos Lobo

Durante as duas últimas semanas o STF decidiu que o réu delatado deve se manifestar, nas alegações finais, depois do réu delator.

Deveria ter dito mais, ou seja, de que o réu delatado, do início até o fim do processo, sempre e imprescindivelmente, tem o direito de falar por último.

Não vou aqui ensinar o que todos já sabem faz séculos: o delator acusa o delatado e, como regra universal de civilidade, a defesa do acusado sempre vem depois da acusação.

Isso, o acusado falar depois (por último), não é invenção do STF, pois é construção de milênios da existência da humanidade (para maiores esclarecimentos consultem a Carta Magna inglesa, a Declaração Universal dos Direito do Homem, Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, as declarações americanas – Virgínia e da independência -, o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, o Pacto de San Jose da Costa Rica – Convenção Americana sobre Direitos Humanos –, e tantos outros pactos, declarações e convenções internacionais).

É possível mesmo dizer que isso já era previsto nas primeiras “leis”, por exemplo, no Código de Hamurabi etc.

Quiçá, isso, o direito de falar depois, é derivado do que o homo sapiens colheu da natureza ou, na pior das hipóteses, é uma “realidade imaginada” concebida pelo homo sapiens a partir da revolução cognitiva (para maiores esclarecimentos consultem Yuval Noah Harari – Sapiens: Uma breve história da humanidade, Homo Deus – Uma breve história do amanhã e 21 Lições para o Século 21).

Aliás, aqui prá nós, isso é regra doméstica, cotidiana, própria da natureza, e – para usar uma linguagem mais técnica – da dialética, de que a defesa vem sempre depois da acusação. Tese e antítese, dizer e desdizer etc.

Em suma, o acusado, o delatado, o réu, a antítese, o desdizer etc. somente existe a partir e em razão do outro antecedente (o acusador, o delator, a autor, o dizer, a tese etc.). Um é condição sem a qual o outro não existe, ou melhor, o que vem depois não tem razão de existir (suponho que inexistirá) se o antecede não se apresentar. Um é matéria prima, a substancia primordial, do outro.

E já pararam para pensar nas “leis da natureza”? Vamos lembrar um pouco da física? Ação e reação (duas forças, sentidos contrários etc.), por exemplo? A reação, como se sabe, precisa que primeira aja uma ação. Custa nada dar uma relida nas Leis de Newton (o Isaac).

Numa pergunta simples: o que vem antes, a pergunta ou a resposta? Há respostas sem perguntas? Ou seja, o normal é que o desdizer vem sempre depois do dizer. Já ouviram falar em contraditório? Reflitam sobre a palavra contradizer.

E vós, os religiosos, não esqueçam de lembrar o que já leram, ou deveriam ter lido, nos seus livros sagrados. Os cristãos, a quem estou mais familiarizado, bem sabem que de genesis a apocalipse o acusar, defender e julgar sempre sequem essa linha do tempo do dizer.

Até os seres não sapiens, os não nós, compreendem isso: sabe, a gazela que foge do leão? Ação e reação. Ataque e defesa.

Bem, acho que já me fiz compreender, ou, para ser bem claro para o tema do texto, o STF não inventou ou criou absolutamente nada, pois tudo isso já estava aí desde sempre.

Um ponto final nessa parte: o STF disse apenas e tão-somente o óbvio.

O que se tem, portanto, ao reverso do que o acusam, é que o STF, lá com o seu jeitão desajeitado, salvou a Lavajato.

A acusação contra o STF é que na lei que criou a delação não há previsão de que a defesa do delatado se manifeste após a do delator, que também o Código de Processo Penal não prevê isso etc. e que o STF criou uma regra onde não existia.

Esta tese de acusação contra o STF, se aplicada conforme as regras do jogo, ensejaria o inverso do que ela prega, pois se a lei da delação não contempla o direito de ampla defesa e contraditório (o direito do acusado de falar por último), direitos estes previstos na Constituição, a lei da deleção seria inconstitucional e, por isso, sem validade, a provocar a declaração de inconstitucionalidade da lei e, por conseguinte, a declaração de nulidade de todas as delações e, como se sabe, as delações foram e ainda são a única substância que dar vida à Lavajato.

Sem a delação inexistiria a Lavajato. Continue lendo aqui…

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Bolsonaro reage à possibilidade de o STF validar vazamentos da Lava Jato

Presidente criticou a tentativa de periciar as mensagens trocadas pelo ex-juiz Sérgio Moro e integrantes da operação, que evidenciaram a manipulação do julgamento do ex-presidente Lula

 

 

BOLSONARO REAGIU À POSSIBILIDADE DE SEU MINISTRO MORO SER DESMASCARADO oficialmente pelo Supremo Tribunal Federal

 

Da Folha de S. Paulo

O presidente Jair Bolsonaro se mostrou contrário à tentativa do STF (Supremo Tribunal Federal) de validar juridicamente as mensagens de Telegram envolvendo integrantes da operação Lava Jato.

“Se é criminosa é criminosa, ponto final. O que é criminoso é criminoso, respeita a lei. Quebra de sigilo… se seguiu a lei, tudo bem. Não seguiu, tá errado”, afirmou em breve declaração ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira (4).

Como mostrou reportagem da Folha nesta sexta-feira, a corte vai acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República) para buscar a verificar a autenticidade dos arquivos. O movimento deve ser levado à Procuradoria pelo ministro Gilmar Mendes, mas conta com apoio de outros integrantes do STF.

Se a apuração atestar oficialmente a veracidade das mensagens, essas poderão ser usadas em processos com eventuais impactos sobre decisões judiciais e agentes públicos que atuaram na Lava Jato.

As conversas de Telegram, obtidas pelo The Intercept Brasil e divulgadas pelo site e por outros veículos, incluindo a Folha, expuseram a proximidade entre Sergio Moro e procuradores e colocaram em dúvida a imparcialidade, como juiz, do atual ministro da Justiça e a conduta da força-tarefa, incluindo o chefe, Deltan Dallagnol. (…)

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STF estuda usar conversas vazadas da Lava Jato como provas…

Pedido de investigação da conduta de representantes da Lava Jato – feita oficialmente à Procuradoria Geral da República pelo ministro Gilmar Mendes – pode levar à perícia das conversas já divulgadas para testar sua autenticidade

 

AÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL LEVOU À PRISÃO DE SUPOSTOS HACKERS RESPONSÁVEIS PELAS CONVERSAS DA “VAZA JATO”; Sérgio Moro tentou destruir as provas, mas o STF quer verificar sua autenticidade

O Supremo Tribunal Federal vai acionar a Procuradoria-Geral da República para que encontre meios de verificar a autenticidade das conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e integrantes da Lava Jato, muitas delas já divulgadas pelo site The Intercept.

As conversas foram apreendidas durante operação da Polícia Federal que prendeu supostos hackers responsáveis pelo grampo de autoridades. A princípio, o próprio Sérgio Moro – hoje ministro da Justiça – tentou destruir as provas, mas elas foram encaminhadas ao ministro Alexandre de Morais.

A perícia pode ocorrer no bojo de uma investigação sobre a conduta de agentes da Lava Jato, já solicitada oficialmente à PGR pelo ministro Gilmar Mendes – que tem apoio de outros ministros.

As conversas de Telegram, obtidas pelo The Intercept Brasil e divulgadas pelo site e por outros veículos – incluindo o blog Marco Aurélio D’Eça – expuseram a proximidade entre Sergio Moro e procuradores e colocaram em dúvida a imparcialidade, como juiz, do atual ministro da Justiça e a conduta da força-tarefa, incluindo o chefe, Deltan Dallagnol.

Se a autenticidade for atestada, as conversas poderão ser usadas em processos com eventuais impactos sobre decisões judiciais e agentes públicos que atuaram na Lava Jato.

E levar a anulação de muitas decisões…

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Em qualquer circunstância, Lula terá pelo menos uma condenação anulada…

Supremo Tribunal Federal já decidiu que os delatados em caso de corrupção devem ser ouvidos depois dos delatores, o que não ocorreu em nenhuma das duas sentenças dadas pelo ex-juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente

 

SÉRGIO MORO ERROU NAS DUAS SENTENÇAS QUE PROFERIU CONTRA LULA; e o ex-presidente já tem a garantia de anulação e pelo menos uma delas

Editorial

Com a decisão desta quarta-feira, 2, no Supremo Tribunal Federal, já está certo que será anulada pelo menos uma das duas sentenças dadas pelo ex-juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula.

Os ministros decidiram que são nulas as sentenças em que delatados falem antes de delatores nos processos de corrupção. E decidiu, por isso, anular duas condenações sentenciadas pelo ex-juiz.

Nos dois casos de Lula julgados por Moro – a do Triplex do Guarujá e a do Sítio de Atibaia – o ex-juiz cometeu o mesmo abuso.

Caberá aos ministros do STF, agora, se anulam todas as sentenças em que este absurdo tenha ocorrido ou se anula apenas as sentenças de quem recorreu logo na primeira instância.

No caso do Sítio de Atibáia, que ainda está em primeira instância, a defesa do ex-presidente recorreu imediatamente do fato de Lula ter sido ouvido antes dos que estavam lhe denunciando.

No caso do triplex o erro – ou abuso – também foi cometido por Moro, mas a defesa só recorreu agora.

Qualquer que seja a decisão do STF, a condenação de Lula no caso de Atibaia estará anulada; já a do triplex, vai depender do posicionamento dos ministros.

De qualquer forma, no entanto, o processo do triplex está comprovadamente viciado pela ação imparcial do próprio Moro – como já provaram as escutas do The Intercept e agora o livro do ex-procurador Rodrigo Janot – e, nesse caso, também terá que ser anulada. (Entenda aqui, aqui, aqui e aqui)

Lula portanto, é homem livre e no pleno gozo dos seus direitos como cidadão

E isso será definido, mais cedo ou mais tarde.

É simples assim…

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Zé Inácio defende liberdade plena de Lula…

O deputado estadual Zé Inácio usou a tribuna da Assembleia para tratar da decisão dos procuradores da Lava Jato, que solicitaram a progressão de regime ao ex-presidente Lula.

“Não quero aqui entrar no mérito da questão, no sentido de argumentar se o Lula tem direito ou não em aceitas a progressão de regime, se é um direito ou se é uma obrigação. O que me traz aqui é fazer a análise desse último episódio dos 14 procuradores da Lava Jato, é destacar que é mais uma decisão política do Ministério Público diante dos últimos acontecimentos, sobretudo, aquele ocorrido na semana passada, que foi o julgamento no Supremo Tribunal Federal que derrotou a Lava Jato, derrotou os procuradores de Curitiba. Eu quero aqui fazer uma paródia à música do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro que receberá uma justa homenagem nesta casa, uma música dele que diz, ‘Por onde andará Stephen Fry?’ E eu faço a paródia a essa música para questionar, onde andava o Ministério Público que, na decisão do ano passado, do desembargador Favreto, que concedeu liberdade ao ex-presidente Lula, que não se manifestou quando o juiz Sérgio Moro, de férias, fora do país, deu despacho impedindo que o ex-presidente Lula fosse libertado, que fosse dado o cumprimento a ordem de habeas corpus e ficasse livre.”, disse.

O parlamentar também questionou a atuação do Ministério Público, que não se manifestou favorável ao pedido de Lula para acompanhar o enterro do irmão violando a lei de execuções penais, que garante ao apenado a saída da prisão para acompanhar funeral de ente querido.

“Eu pergunto também, onde andava o Ministério Público? Os procuradores da lava jato que inverteram a ordem das alegações finais, entre delatores e delatados? Dando primeiro oportunidade de se manifestar nas alegações finais aos delatores. E onde andava o Ministério Público que também não se manifestou para garantir o devido processo legal? A ampla defesa? Foi preciso a suprema corte do país considerar nulo tal procedimento. Eu pergunto ainda, onde andava o Ministério Público que não se manifestou, de forma contundente, sobre o ato transloucado do ex-procurador-geral da república, o Janot que confessou a intenção de assassinar o ministro do supremo, o Gilmar Mendes? Eu pergunto, mais uma vez, onde andava o ministério público, que não se manifesta no processo de suspeição do moro? Que a defesa do ex-presidente Lula requer a nulidade de todo o processo para assim garantir a sua inocência, porque crime nenhum ele cometeu” disse o parlamentar.

Zé Inácio também criticou as consequências da má atuação que o Ministério Público vem tendo e as consequências disso em relação a população prisional do país, onde milhares de brasileiros, em sua maioria pobres da periferia e negros, são mantidos encarcerados mesmo possuindo o direito a progressão de regime, situação em que o ministério público silencia e não toma nenhuma providência.

“Faço aqui essa crítica aos procuradores da lava jato, porque eles, mais uma vez, tomam uma decisão política temendo de ficarem desmoralizados pelo supremo, que vai garantir a liberdade plena do ex-presidente Lula, anulando o processo no supremo, porque o ex-presidente lula não cometeu crime. Foi um condenado político e não tem provas contra o ex-presidente Lula”, disse Zé Inácio.

O deputado aproveitou o momento para fazer a leitura da carta escrita por Lula aos brasileiros, no último dia 30.

“Onde estava, onde andava o Ministério Público que não se manifesta pela suspeição do processo perante o supremo? Pela condução política do processo do ex-presidente lula. Foi preciso o Intercept escancarar toda a trama da lava jato pela divulgação das conversas entre os procuradores. Mas para todos nós brasileiros que acompanhamos a cena política dos últimos anos, não só desde do impeachment da ex-presidenta Dilma, mas da forma política como o juiz Sérgio Moro se comportou à frente da lava jato, impedindo o ex-presidente Lula de ser candidato, atuando para favorecer a candidatura do atual presidente Bolsonaro, e depois, como compensação, ele se tornou ministro da justiça. Está mais do que claro e evidente que houve todo um processo de manipulação política. É por isso que continuamos na luta pela liberdade do ex-presidente lula, liberdade plena com a sua absolvição, porque não cometeu crime algum. E aos procuradores finalizo dizendo: se ficar o bicho pega e se correr o bicho come. Lula livre!”.

 

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Livro de Janot é a prova final da perseguição da Lava Jato a Lula…

Ex-procurador-geral da República revela no capítulo 15 de “Nada Menos que Tudo”- com o sugestivo título de “O Objeto do Desejo Chamado Lula” – como a Força Tarefa da operação montou uma caçada para tirar o ex-presidente das eleições de 2018

 

DELTAN DALLAGNOL COM RODRIGO JANOT: conversas tensas de bastidores e obsessão doentia pelo ex-presidente Lula

Se já não havia dúvidas – diante do vazamento das conversas de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, reveladas pelo site The Intercept – de que a Lava Jato foi um golpe para tirar o ex-presidente Lula das eleições de 2018, isso se torna mais evidente ainda com o livro do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Janot conta no livro, intitulado “Nada Menos que Tudo”,  que a Força Tarefa de Curitiba, capitaneada por ninguém menos que Deltan Dallagnol, tentou forçar a barra com ele para dar consistência as denúncias contra o ex-presidente.

O próprio título do capítulo 15 do livro já deixa clara a intenção dos procuradores: “O objeto do desejo chamado Lula”.

Janot conta que recebeu Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato com um pedido de inversão de pauta. À época, Janot estava com quatro denúncias para apresentar ao Supremo: uma contra o PP e outra contra o MDB da Câmara; em seguida uma contra o PT e outra contra o PMDB do Senado.

A parte abaixo Janot narra no livro:

– “Precisamos que você inverta a ordem das denúncias e coloque a do PT primeiro”, disse Dallagnol, logo no início da reunião. Ele já tinha feito uma sondagem sobre essa possibilidade de inversão de pauta numa conversa por telefone com um dos integrantes da minha equipe, e agora reafirmava o pedido pessoalmente. “Não, eu não vou inverter. Vou seguir o meu critério. A que estiver mais evoluída vai na frente. Não tem razão para eu mudar essa ordem. Por que eu deveria fazer isso?” , respondi – conta o ex-procurador.

O livro também revela a reação dos procuradores, segundo o autor:

– “Paludo disse, então, que eu teria que denunciar o PT e Lula logo, porque, se não fosse assim, a denúncia apresentada por eles contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ficaria descoberta. Pela lei, a acusação por lavagem depende de um crime antecedente, no caso, organização criminosa. Ou seja, eu teria que acusar o ex-presidente e outros políticos do PT com foro no Supremo Tribunal Federal em Brasília para dar lastro à denúncia apresentada por eles ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Isso era o que daria a base jurídica para o crime de lavagem imputado a Lula. “Sem a sua denúncia, a gente perde o crime por lavagem”, disse o procurador – revelou Rodrigo Janot em seu livro.

A partir daí, todos já conhecem a história, de exposição midiática, acusações sem lastro algum e  condenações sem nenhuma prova, até levarem Lula para a a cadeia.

Se o capítulo do livro de Janot que conta sua tentativa de matar o ministro Gilmar Mendes levou a uma manifestação dura do STF contra ele, de que forma o STF vai agir diante de mais esta revelação da manipulação do processo contra Lula?

Basta aos ministros que leiam o livro para por Lula em liberdade.

É simples assim…

Leia abaixo, a íntegra do capítulo “O Objeto de desejo chamado Lula”, do livro “Nada Menos que udo, de Rodrigo Janot:

No intervalo entre as superlativas delações dos executivos da Odebrecht e da J&F, quando os resultados da Lava Jato já eram evidentes, tivemos um forte embate com a força-tarefa de Curitiba. O choque não foi tão estridente quanto o quiproquó descrito na primeira parte deste livro, quando o impasse quase levou à renúncia coletiva deles e à minha, ou seja, ao presumível fim de uma nascente Lava Jato. Dessa vez não houve ameaças veladas, nem contorções verbais, mas o debate foi tenso. As divergências se deram no curso do processo do triplex, que levou à condenação do ex-presidente Lula e, depois, à exclusão de sua candidatura nas eleições presidenciais de 2018.

Em setembro de 2016, pouco depois de denunciar Lula, a quem classificou de chefe de organização criminosa, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Deltan Dallagnol pediu uma reunião comigo, em Brasília. Vieram ele e outros procuradores da força-tarefa, entre eles Januário Paludo, Roberson Pozzobon, Antônio Carlos Welter e Júlio Carlos Motta Noronha. Quando entraram na minha sala, eu disse para mim mesmo: Lá vem problema . Toda vez que vinham em grupo, e não um ou dois, era indicativo de algo grave. Daquela vez não foi diferente. Dallagnol e os demais colegas tinham vindo cobrar uma inversão da minha pauta de trabalho.

Eles queriam que eu denunciasse imediatamente o ex-presidente Lula por organização criminosa, nem que para isso tivesse que deixar em segundo plano outras denúncias em estágio mais avançado. Naquele momento, eu tinha quatro denúncias para formular: duas contra o PMDB (uma da Câmara, outra do Senado), uma contra o PT e outra contra o PP. Pelo nosso cronograma, faríamos as denúncias na seguinte ordem: primeiro a do PP, depois a do PMDB da Câmara, em seguida a do PT e, por último, a do PMDB do Senado. O critério era muito simples. Faríamos as acusações formais de acordo com o avanço das investigações. Como a do PP e a do PMDB da Câmara estavam mais adiantadas, elas dariam origem às duas primeiras denúncias. As outras duas, contra o PT e contra o PMDB do Senado, viriam depois.

“Precisamos que você inverta a ordem das denúncias e coloque a do PT primeiro”, disse Dallagnol, logo no início da reunião.

Ele já tinha feito uma sondagem sobre essa possibilidade de inversão de pauta numa conversa por telefone com um dos integrantes da minha equipe, e agora reafirmava o pedido pessoalmente.

“Não, eu não vou inverter. Vou seguir o meu critério. A que estiver mais evoluída vai na frente. Não tem razão para eu mudar essa ordem. Por que eu deveria fazer isso?” , respondi.

Paludo disse, então, que eu teria que denunciar o PT e Lula logo, porque, se não fosse assim, a denúncia apresentada por eles contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ficaria descoberta. Pela lei, a acusação por lavagem depende de um crime antecedente, no caso, organização criminosa. Ou seja, eu teria que acusar o ex-presidente e outros políticos do PT com foro no Supremo Tribunal Federal em Brasília para dar lastro à denúncia apresentada por eles ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Isso era o que daria a base jurídica para o crime de lavagem imputado a Lula.

“Sem a sua denúncia, a gente perde o crime por lavagem” , disse o procurador.

O problema era delicado. Na fase inicial das investigações sobre Lula e o triplex, eu pedira ao ministro Teori Zavascki o compartilhamento dos documentos obtidos no nosso inquérito sobre organização criminosa relacionada ao PT com a força-tarefa. Eles haviam me pedido para ter acesso ao material e eu prontamente atendera. Na decisão, o ministro deixara bem claro que eles poderiam usar os documentos, mas não poderiam tratar de organização criminosa, porque o caso já era alvo de um inquérito no STF, o qual tinha como relator o próprio Teori Zavascki e cujas investigações eram conduzidas por mim.

Ora, e o que Dallagnol fez? Sem qualquer consulta prévia a mim ou à minha equipe, acusou Lula de lavar dinheiro desviado de uma organização criminosa por ele chefiada. Lula era o “grande general”, o “comandante máximo da organização criminosa”, como o procurador dizia na entrevista coletiva convocada para explicar, diante de um PowerPoint, a denúncia contra o ex-presidente. No PowerPoint, tudo convergia para Lula, que seria chefe de uma organização criminosa formada por deputados, senadores e outros políticos com foro no STF.

“Se você não fizer a denúncia, a gente perde a lavagem”, reforçou Dallagnol, logo depois da fala de Paludo.

“Eu não vou fazer isso!”, repeti.

“Você está querendo interferir no nosso trabalho!”, exclamou Dallagnol, aparentemente irritado.

“Eu não quero interferir no trabalho de vocês. Ao que parece, vocês é que querem interferir no meu. Quando houve o compartilhamento da prova, o ministro Teori excluiu expressamente a possibilidade de vocês investigarem e denunciarem o Lula por crime de organização criminosa, que seguia no Supremo. E vocês fizeram isso. Vocês desobedeceram à ordem do ministro e colocaram como crime precedente organização criminosa. Eu não tenho o que fazer com isso”, eu disse.

Eu estava bastante chateado com as pressões, diretas ou veladas, de Curitiba sobre nosso trabalho e, naquele momento, era hora de botar os pingos nos is. Enquanto falava, eu exibia uma cópia da decisão do ministro, a mesma decisão que já tinha sido encaminhada a eles no compartilhamento de provas.

“Não, Deltan, ele não está querendo interferir no nosso trabalho, como nunca interferiu”, tentou contemporizar Pozzobon.

“Mas, se não for assim, nós vamos perder a denúncia”, insistiu Paludo.

“O problema não é meu. O problema é de vocês. Vocês fizeram isso sem me consultar, sem obedecer à determinação do ministro Teori. E agora sou eu que tenho que resolver o problema de vocês? Não faço isso de forma alguma!”, eu disse.

Sem clima, a reunião foi encerrada, e eles voltaram para Curitiba.

E eu segui com o meu trabalho. Fiz as denúncias conforme os critérios estabelecidos inicialmente, embora a ordem das acusações tenha sofrido uma ligeira alteração. Em 1º de setembro de 2017, denunciamos o quadrilhão do PP. Quatro dias depois, fizemos uma denúncia por organização criminosa contra Lula e outros do PT, ou seja, quase um ano após a denúncia da força-tarefa de Curitiba. Em 8 e 14 de setembro, protocolizamos as denúncias contra o PMDB do Senado e da Câmara. A troca da ordem, uma diferença de poucos dias, se deveu tão somente ao andamento natural das investigações.

Em suma, eu não poderia corrigir uma falha de Curitiba colocando em risco meu trabalho e, mais do que isso, quebrando a máxima de nunca tomar qualquer decisão que não fosse amparada na regra geral, técnica e impessoal.

“Faça a coisa certa!”, costumava dizer Douglas Fischer, o primeiro coordenador do grupo de trabalho da Lava Jato.

“Faça a coisa certa, e tudo que vier depois será certo, mesmo que o resultado não seja do seu agrado. Faça sempre a coisa certa, e tudo estará certo”, eu diria agora. A objetividade do “sarrafo”, ou seja, das regras do jogo, é um poderoso antídoto contra a acusação de seletividade nas investigações.

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Liberdade de Lula deve ser plena em todos os sentidos…

Manifestação de procuradores da Lava Jato pela progressão de regime do ex-presidente é um insulto ao Estado Democrático de Direito, que espera a anulação absoluta da sentença que o levou à prisão política

 

LIBERDADE DE LULA É COBRADA INTERNACIONALMENTE, EM VÁRIOS IDIOMAS, diante da criminosa orquestração que o levou para a cadeia

Editorial

Diante de todas as revelações da maquinação criminosa do Ministério Público e do ex-juiz Sérgio Moro, que levaram o ex-presidente Lula para a cadeia, não restou ao fanfarrão Deltan Dallagnol outra alternativa.

Mas sua manifestação em favor da progressão de regime de Lula chega a ser um insulto ao Estado Democrático de Direito.

A Justiça brasileira nem deve cogitar progressão de regime para o ex-presidente; o que o Supremo Tribunal Federal precisa fazer, com urgência urgentíssima, é a anulação total da sentença do ex-juiz Sérgio Moro.

Provado está por todos os aspectos que Lula não teve um julgamento justo, que o juiz agiu como carrasco para condená-lo, manipulando os acusadores e fabricando provas que nunca existiram nos autos.

Lula não precisa de liberdade condicional ou progressão de regime. Ele precisa ser solto, pura e simplesmente, por que sua prisão é criminosa.

O STF deu semana passada uma mostra de que ainda se pode confiar na justiça brasileira, ao começar a decidir por questões que devem levar a anulação das sentenças de Moro.

Precisa ter coragem agora para analisar o caso mais escandaloso deste ex-juiz.

Se Lula é inocente ou não, os autos dos processo irão dizer.

Mas seu julgamento precisa ser justo.

Simples assim…

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História vai confirmando o golpe no Brasil…

Três fatos recentes mostram como o Brasil mergulhou numa ânsia punitivista, a partir de 2013, com o objetivo de afastar o PT da disputa de poder e criou um monstro social chamado Lava Jato, que agora começa a ser revisto pelos próprios protagonistas

A CORTE SUPREMA BRASILEIRA TEM A OBRIGAÇÃO DE CORRIGIR O GOLPE E LIBERTAR LULA, como uma espécie de pedido de desculpas ao povo brasileiro

Editorial

Na semana passada, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal mandou às favas uma tentativa de denúncia do Ministério Público Federal contra o conselheiro do TCU Aroldo Cedraz.

Os ministros não viram evidências de prova de corrupção contra ele.

Nesta segunda-feira, 16, o juiz federal da Lava Jato em São Paulo, Ali Mazloum rejeitou outra denúncia do Ministério Público, desta vez contra o ex-presidente Lula e seu irmão, Frei Chico.

O magistrado não viu nenhuma evidência dos supostos favorecimentos apontados pelos procuradores.

Na mesma segunda-feira, 16, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ex-presidente Michel Temer (MDB) admitiu, pela primeira vez – embora negando participação direta – que a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi mesmo um golpe de estado. (Leia aqui)

É a história corrigindo a história.

O blog Marco Aurélio D’Eça – assim como alguns dos principais jornalistas do país, de esquerda ou de direita – sempre classificou como golpe a criminalização do PT, a deposição de Dilma e a prisão de Lula, como se pode constatar nos posts abaixo:

A mãe de todos os golpes…

As três fases do golpe no Brasil…

A construção de um golpe de estado…

Golpe contra Lula caminha para o Supremo…

 

O delírio coletivo que tomou conta do Brasil com as estripulias do ex-juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava jato sob o comando do milionário Deltan Dallagnol levou o país ao retrocesso institucional chamado Jair Bolsonaro (PSL).

Felizmente, garantido o distanciamento temporal dos fatos, protagonistas, envolvidos e autores de algumas das tramas mais sórdidas da política recente começam, eles próprios, a fazer sua mea culpa.

A confissão de culpa de Michel Temer é apenas uma constatação já evidenciada pelos fatos.

As decisões do STF e do juiz da Lava Jato em São Paulo, por outro lado, começam a clarear a Justiça Brasileira, que vinha turva desde 2013.

Falta agora a corretiva, obrigatória, necessária e inevitável liberdade de Lula.

Para que se possa esquecer mais este período negro da história brasileira…

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Lula prestes a deixar a prisão…

Presidente completa 500 dias na cadeia e deve ser beneficiado com regime semiaberto; mas pode também ter a pena anulada pelo envolvimento do juiz Sérgio Moro em sua acusação

 

Preso há 500 dias – completados nesta terça-feira, 20, o ex-presidente Lula já pode ser beneficiado com o regime semi-aberto.

E a expectativa é que ele deixe a prisão nos próximos dias.

Mas a defesa do ex-presidente quer ir além e pede a anulação do julgamento do ex-presidente, após revelação de que o ex-juiz Sérgio Moro atuou diretamente em sua acusação. (Entenda aqui, aqui e aqui)

Essa questão envolvendo Moro será analisada pelo Supremo Tribunal Federal.