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DataIlha manipula pesquisa para favorecer Rubens Jr.

Instituto induz eleitor a decidir-se pelo candidato do PCdoB ao informar, erradamente, que ele teria o apoio do ex-presidente Lula, o que não é verdade; contratados pela empresa Vieira Press, números estão previstos para ser divulgados na próxima quarta-feira, 22, mas devem ter a divulgação contestada

 

Para tentar deslocar-se do “traço” nas pesquisas, Rubens Júnior força a barra do eleitor ao induzi-lo de que tem o apoio de Lula, o que não é verdade

O Instituto DataIlha registrou na Justiça Eleitoral (protocolo nº MA-00027/2020) pesquisa de intenção votos com claras suspeitas de manipulação para favorecer o candidato do governo Flávio Dino, deputado federal Rubens Pereira Júnior (ambos do PCdoB)

O levantamento tenta induzir o eleitor a achar que Pereira Júnior tem o apoio do ex-presidente Lula, o que nunca foi declarado publicamente.

A informação foi dada em primeira mão na manhã desta sexta-feira, 17, pelo blog Atual7

A manipulação da vontade do eleitor por pate da pesquisa se mostra exatamente na pergunta que afirma ser Rubens o candidato de Lula em São Luís.

– O ex-Presidente Lula está apoiando Rubens Júnior para a Prefeitura de São Luís. Rubens Júnior tem o apoio de Lula e é do mesmo partido do governador Flávio Dino. Sabendo dessa informação, [votaria] em [?] – é a pergunta do questionário.

Ao estabelecer a opção do voto logo após informar – mentirosamente, repita-se – que o candidato tem o apoio de Lula, o DataIlha induz o entrevistado a decidir por Rubens (e só por ele) apenas pelo fato de ser apoiado pelo ex-presidente.

Patinando na casa de 1% de votos em todas as pesquisas desde que se lançou à disputa, Rubens Júnior vem tentando se apresentar como candidato de Lula em São Luís.

Mas nunca arrancou nenhum tipo de declaração do ex-presidente.

Nem mesmo o apoio do PT – que seu padrinho Flávio Dino vem tentando obter junto à Executiva nacional do partido – dá garantias de apoio de Lula.

A pesquisa DataILha informou à Justiça Eleitoral que ouviu 1.014 eleitores, entre os dias 13 e 15 de julho, com margem de erro estimada em 3 pontos percentuais.

Diante das suspeitas, no entanto, deve ser questionada na própria Justiça Eleitoral, por candidatos, partidos ou pelo próprio Ministério Público…

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Zé Inácio ganha manifesto em defesa de candidatura pelo PT

Lideranças do partido, de movimentos de esquerda e sindicatos declaram apoio à pré-candidatura do deputado estadual a prefeito de São Luís

 

Zé Inácio ganhou apoio de lideranças do PT e de segmentos da esquerda maranhense á sua candidatura, que tem apoio também de Lula

Lideranças do PT maranhense lançaram manifesto defendendo candidatura própria a prefeito de São Luís.

No documento, dirigentes municipais e estaduais, membros da executiva do partido, representantes dos movimentos sociais e sindical e demais lideranças políticas afirmam que o melhor caminho para o PT é ter um nome próprio para disputar a prefeitura da capital maranhense.

– É nesse contexto que o PT em São Luís deve ter candidatura própria, que represente o legado do partido e o modo petista de governar, com participação popular, democracia e competência, apresentando-se como alternativa viável para os ludovicenses que sonham com uma cidade mais justa e melhor, com emprego, renda e oportunidades – diz o manifesto.

As lideranças políticas afirmam ainda que o melhor nome para representar o PT na disputa para a prefeitura de São Luís é o do deputado estadual Zé Inácio.

– Apresentamos o nome do companheiro Zé Inácio, deputado estadual, como pré-candidato a prefeito de São Luís, para representar o PT nestas eleições, parlamentar atuante e comprometido com as lutas do Partido dos Trabalhadores, que tem ampla relação com os movimentos sociais e faz um mandato participativo na Assembleia Legislativa, voltado para a classe trabalhadora, para a juventude, mulheres, negros e negras, pessoas que sonham e lutam incansavelmente por um projeto democrático e popular de desenvolvimento da nossa capital, com justiça social e oportunidade para todos e todas – afirma o documento.

Zé Inácio também destacou o lançamento do manifesto e a importância da candidatura própria do PT em São Luís:

– Sou pré-candidato do Lula e da militância de esquerda e democrática de São Luís. Ele tem defendido que o PT tenha candidato nas capitais, sobretudo do Nordeste, e nas principais cidades do país. É o Lula que vai definir sobre a nossa candidatura, pois é ele quem tem estimulado candidaturas próprias do PT, como a nossa, em todo o Brasil – diz o parlamentar e dirigente nacional da legenda.

O PT, em São Luís, está em processo de definição de tática eleitoral, e o diretório nacional já publicou Resolução definindo o lançamento de candidatura própria em todas as capitais do Nordeste, o que inclui também São Luís, uma estratégia que pretende fortalecer politicamente o partido de Lula para as eleições presidenciais de 2022.

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Lula cada vez mais fora de contexto no espaço-tempo…

Ex-presidente mostra-se distante da realidade política atual ao pregar projetos exclusivistas e insistir em uma hegemonia do PT na esquerda, o que só contribuiu tanto para o golpe contra Dilma, em 2016, quanto para a derrota nas eleições de 2018

Para Lula, o projeto de poder das esquerdas só tem importância se tiver o seu PT e ele próprio como protagonistas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tentado desde o início da pandemia se incluir no debate político nacional, sobretudo diante da crise institucional gerada pela postura beligerante do presidente Jair Bolsonaro.

Neste contexto, chegou a reclamar, por intermédio do seu partido, que a Rede Globo não dava voz a ele como ex-presidente.

Nas suas últimas cinco coberturas a Globo ouviu três vezes FHC e uma vez Sarney. Lula foi ignorado, mesmo tendo muito mais apoio popular do que os dois anteriores multiplicados – lamentou-se o PT em sua conta no Twitter. (Saiba mais aqui)

Mas os próprios Lula e PT –  e também Dilma Rouseff – são responsáveis por este isolamento e pela falta de discurso antenado com o atual momento político brasileiro.

Em setembro de 2016, o blog Marco Aurélio D’Eça já abordava este tema, numa espécie de exortação, no post “Saída de Dilma é injeção de ânimo na militância de esquerda…”

A postura hegemônica do PT na esquerda, e a autopercepção de Lula como voz única entre os líderes políticos já haviam contribuído para a derrota nas urnas nas eleições de 2018.

Mesmo diante de críticas de setores da esquerda e dos movimentos sociais. (Relembre aqui, aqui e aqui)

E agora tanto o presidente quanto o seu partido mostram-se completamente distantes no contexto espaço-tempo, ainda insistindo num projeto hegemônico, encabeçado apenas e tão somente pelo PT.

De Caetano Veloso a Luciano Huck, passando por Flávio Dino, Fernanda Montenegro e FHC, o manifesto “Estamos Juntos” reúne as principais forças político-culturais no Brasil

A grita de Lula contra o manifesto “Estamos Juntos” – que reúne alguns dos principais líderes políticos brasileiros, de todas as correntes – mostra que o ex-presidente, a despeito da postura agregadora que resultou em sua vitória nas eleições de 2002, hoje caminha a passos para o sectarismo radical, que só afasta.

– O PT já tem história neste país, já tem administração exemplar neste país. Eu, sinceramente, não tenho condições de assinar determinados documentos com determinadas pessoas – afirmou Lula, em encontro do PT nesta segunda-feria,1º.

O movimento “Estamos Juntos” reúne artistas do quilate de Caetano Veloso e Fernanda Montenegro, ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso (PSDB),  e presidenciáveis, como o apresentador Luciano Huck e o governador Flávio Dino (PCdoB).

– Eu não tenho mais idade para ser Maria vai com as outras – frisou o ex-presidente petista… (Não entendeu? Entenda aqui)

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Na eleição, cada um vai tocar seu projeto, diz Lula sobre a esquerda

Após entrevista a programa de rádio maranhense, ex-presidente repetiu em sua conta no Twitter seu distanciamento dos ex-aliados Marina Silva e Ciro Gomes, defendendo “projeto para reconquistar a democracia”

 

Lula falou aos jornalistas maranhenses e repercutiu em suas redes sociais as declarações contra ex-aliados da esquerda

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou claro na noite desta quinta-feira, 21 – primeiro em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da rádio Difusora; depois em sua conta no Twitter – o distanciamento da esquerda no projeto de 2022.

– Na eleição, cada um vai tocar seu projeto – declarou, após afirmar que não pretende disputar as eleições.

Lula mostrou-se ressentido com dois de seus ex-aliados e ex- ministros de seu governo: Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT).

– A Marina escolheu outro caminho. Que Deus a abençoe; O Ciro decidiu que quer o voto de quem odeia o PT. Que vá com Deus – afirmou o ex-presidente.

Embora tenha declarado que pretende atuar em 2022 apenas como cabo eleitoral, Lula admitiu ser candidato apenas em uma situação específica.

– Se o Moro ou o Huck vierem como candidato da Rede Globo eu pretendo disputar coim eles; não vou aceitar que a Globo governe este país – declarou o líder petista.

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2022 com Bolsonaro, Lula e Moro ainda é cenário ignorado…

Apesar de já apresentar dados sobre a sucessão do atual presidente, institutos de pesquisas ignoram levantamentos incluindo os três principais pré-candidatos, preferindo desenhar futuro com um ou com outro antagonista concorrendo com o atual ocupante do cargo

 

O cenário de 2022 com Sérgio Moro, Jair Bolsonaro e Lula é o mais provável, independentemente de o ex-presidente estar ou não na disputa

Apesar de ser um cenário provável para o processo eleitoral de 2022, os institutos de pesquisas estão optando por não avaliar – pelo menos por enquanto  – levantamentos que incluam o ex-presidente Lula (PT) e o ex-ministro Sérgio Moro como adversários do presidente Jair Bolsonaro.

A última pesquisa divulgada, por exemplo – do Instituto Paraná – apresentou como principal cenário aquele em que Bolsonaro lidera, com 27% das intenções de votos, seguido por Moro, com 18,1% e Fernando Haddad (PT), com 14,1% e Ciro Gomes (PDT), com 10,3%.

Poderia-se alegar que Lula não entrou por que está com os direitos políticos cassados.

Mas o Instituto Paraná mediu, sim, um cenário com o ex-presidente, mas sem a presença de Moro; e nele, Bolsonaro e Lula ficam em condição de empate técnico, com 26,3% a 23,1% em favor do atual presidente. (Leia aqui)

Sendo candidato ou não, Lula terá forte influência no processo eleitoral, sobretudo com a presença do ex-juiz da Lava Jato, que o condenou à prisão.

O instituto não fez, ou pelo menos não divulgou, nenhum levantamento que incluísse Bolsonaro, Lula e Moro no mesmo cenário.

E este, sim, é o mais provável de 2022…

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As duas faces de Flávio Dino e do PCdoB sobre o The Intercept…

Governador que acusa o site de receber financiamento dos EUA – desde que o portal publicou matéria acusando seu governo de ações contra moradores do Cajueiro – é o mesmo que, há menos de um mês, criticava a denúncia contra o editor do mesmo site, Gleen Grenwald, e defendia a liberdade de imprensa

 

Moradores do Cajueiro protestam em frente ao Palácio dos Leões; The Intercept vê negócios do governo maranhense com chineses

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem exibido ao mundo, desde a semana passada, as duas faces de sua personalidade política.

Desde que o site The Intercept Brasil – editado pelo premiado jornalista Gleen Grenwald – revelou ações do governo maranhense para favorecer empresários chineses na área do Cajueiro, Dino e seus aliados comunistas passaram a atacar o portal, acusando-o de ser financiado pelos Estados Unidos.

O The Intercept Brasil é o mesmo que revelou no ano passado os esquemas envolvendo o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da operação Lava Jato para condenar o ex-presidente Lula.

Até exato um mês atrás Flávio Dino tinha opinião diferente sobre o The Intercept; tanto que saiu em defesa do seu editor, quando este foi denunciado pelo Ministério Público, por vazar as informações da Lava Jato.

– Muito difícil sustentar juridicamente uma ação penal contra direitos constitucionais atinentes ao sigilo de fonte no jornalismo e contra uma liminar do Supremo. Parece mais um terraplanismo jurídico, que está em moda nesses tempos de trevas – afirmou Dino, em seu perfil no twitter.

O próprio PCdoB tinha opinião diferente sobre o site que agora ataca.

Tanto que, em 21 de janeiro, por ocasião da denúncia contra Greenwald, publicou em seu portal a matéria “Comunistas condenam perseguição a Greenwald e defendem imprensa livre”.

Exatamente um mês depois, em 21 de fevereiro, o mesmo site comunista publica nota de Flávio Dino e chama a matéria do The Intercept de “campanha difamatória contra o governo Flávio DIno”.

Greenwald com o ex-presidente Lula: relação com o PT levou às denúncias contra a Lava Jato; e agora contra Flávio Dino

PT no jogo

É claro que as reportagens do The Intercept contra o governo Flávio Dino têm uma razão de ser para além da defesa das comunidades do Cajueiro: seu editor é vinculado no Brasil diretamente ao PT, partido do ex-presidente Lula, que anda incomodado com a ascensão nacional do comunista maranhense.

Tanto que Greenwald ganhou um Título de Cidadão Maranhense concedido por um deputado petista, Zé Inácio, que tenta achar data para fazer a entrega da honraria. (Relembre aqui e aqui)

 As matérias do The Intercept começaram a ser veiculadas após Flávio Dino defender uma frente ampla, para além do PT, nas eleições de 2022 – além de engatar reuniões com Jorge Paulo Lemmann, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luciano Huck, antagonistas do PT.

Mas, independentemente de ações, reações e intenções, a guerra travada na esquerda, tendo Flávio Dino como protagonista, só mostra como os embates políticos pouco têm de ideológicos.

Para ver isso, basta pisar no calcanhar de um deles…

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“Agora é hora do diálogo”, diz Eliziane, sobre aliança Dino/Huck…

No mesmo dia em que o ex-presidente Lula e o PT praticamente fecharam as portas para o governador do Maranhão, senadora maranhense fala de “frente ampla, suprapartidária, que derrube muros” para 2022

 

Tanto pelo lado do Cidadania quanto pelo apoio ao próprio Flávio Dino, Eliziane Gama está no projeto de “frente ampla” para as eleições de 2022

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) expressou, em uma de suas raras manifestações na rede social Twitter, sua clara simpatia pelo projeto de “frente ampla” nas eleições de 2022, envolvendo não apenas a esquerda, mas o centro político no debate presidencial.

Na avaliação da parlamentar, com a democracia sendo fustigada dia após dia com ascensão do governo Bolsonaro, só a unidade dos divergentes pode salvar o futuro do Brasil.

– Nesse contexto, me honra muito estar tanto no Cidadania  quanto na base política do governador Flávio Dino, dois grupos que, mesmo tendo divergências pontuais programáticas, têm na defesa da democracia e das garantias individuais seu ponto de convergência – disse a senadora.

O mais importante é que Eliziane Gama defendeu seu ponto de vista – que aponta claramente para o diálogo entre Flávio Dino (PCdoB)) e o apresentador Luciano Huck, nome do Cidadania para as eleições presidenciais – ocorreu no mesmo dia 28 em que o ex-presidente Lula e o PT praticamente fecharam as portas para o comunista maranhense em 2022.

– Essas convergências só podem surgir em um ambiente de diálogo. E estes diálogos só podem ocorrer em uma frente ampla, que derrubem muros – disse a senadora.

Flávio Dino tem buscado diálogo com as forças políticas dos mais diversos campos ideológicos, mas centra suas articulações nas conversas com o apresentador Luciano Huck, cujo projeto eleitoral é influenciado pelo empresário Jorge Paulo Lemman, o homem mais rico da América Latina, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fundador do PSDB.

A movimentação do comunista maranhense tem sido atacada pelo PT e por Lula, que defendem uma unidade unicamente de esquerda, mas capitaneada pelos próprios petistas.

Líder do Cidadania no Congresso Nacional e uma das principais lideranças nacionais do partido, Eliziane mostrou que apoia o projeto de centro-esquerda, que pode ter, inclusive, repercussão também nas eleições estaduais de 2022 no Maranhão.

Mas esta é uma outra história…

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Lula não quer Dino candidato a presidente…

Ao dizer que seria muito difícil um candidato comunista se viabilizar eleitoralmente; e, depois, negar que convidaria um membro do PCdoB para se filiar ao PT, o ex-presidente deixa claro sua tentativa de tirar o governador da disputa de 2022

 

Flávio Dino tem recebido sinais cada vez mais claros de incômodo de Lula com sua movimentação rumo a 2022

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez dois movimentos neste início de 2020 que devem ser entendidos como uma tentativa de abater em pleno voo o projeto de candidatura presidencial de Flávio Dino (PCdoB).

Desde que saiu da prisão, em Curitiba, Lula tem demonstrado desconforto com a campanha aberta que Flávio Dino faz na tentativa de se viabilizar candidato das esquerdas já em 2022. (Saiba mais aqui, aqui e aqui)

E agora demonstra que vai atuar para inviabilizar este projeto.

No último dia 15, Lula declarou a uma emissora de TV que seria muito difícil um candidato do PCdoB ser levado em conta na campanha presidencial de 2022; e disse mais: disse que a esquerda precisava ser liderada pelo PT.

 – É difícil eleger um comunista e Flávio sabe disso; é muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT – afirmou Lula, o que causou animosidade no PCdoB.

Dias depois, a imprensa divulgou o que chamou de sondagem de Lula para que o governador maranhense se filie ao PT.

– O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi sondado pelo ex-presidente Lula para voltar ao PT, o que abriria a possibilidade de ele ser o candidato do partido para disputar a Presidência em 2022. Por ora, não houve um convite formal, mas uma conversa com o ex-presidente, no último dia 18 – afirmou o jornal O Globo.

A revelação da mídia foi corroborada por declaração da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, admitindo o apoio a Dino como cabeça de chapa.

O desmentido público do ex-presidente sobre suposto convite para filiação de Dino ao PT foi mais um golpe nas pretensões do comunista maranhense

Mas eis que Lula veio nesta terça-feira, 28 desmentir tudo.

– Pelo profundo respeito que tenho pelo PCdoB, pelo PT, pelo Flávio Dino e pelo Fernando Haddad, jamais convidaria um membro do PCdoB para se filiar ao PT – disse o ex-presidente.

Ora, se Lula diz que o PCdoB, sozinho, não tem chances nas eleições de 2022, e desmente publicamente convite a Flávio Dino para entrar no PT, significa dizer que Lula não quer Dino coimo opção presidencial em 2022.

É simples assim…

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Propostas de Lula e de Flávio Dino para o país são antagônicas

Enquanto o ex-presidente Lula e seu partido, o PT, reforçam a radicalização à esquerda, liderada por eles próprios, governador do Maranhão busca opções de centro e até liberais; ambos na tentativa de frear a extrema direita brasileira

 

Lula e Dino têm o mesmo objetivo, o enfrentamento da extrema direita brasileira; mas suas propostas são diferentes e até antagônicas

O início de 2020 no Brasil começou com uma espécie de polarização das lideranças nacionais de esquerda, protagonizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

E está cada vez mais claro o antagonismo das propostas de Lula e de Dino, embora ambos mantenham o discurso de aliados e o mesmo objetivo: frear a onda radical da extrema direita brasileira.

Desde que deixou a prisão em Curitiba (PR), Lula tem reforçado o discurso de unidade à esquerda, mas deixa claro que essa unidade só pode ser construída a partir da liderança do PT. Em seus discursos e entrevistas, o ex-presidente vê as demais legendas do campo progressista – PCdoB, PDT, PSB, PSOL – como meros coadjuvantes petistas nas eleições de 2022.

Flávio Dino, por sua vez, faz movimentos rumo ao centro – e chega a flertar até com propostas mais liberais.

Cotado como presidenciável em 22, o comunista maranhense já buscou diálogo com lideranças do PSDB e do Novo, mantém forte relação com o comando do DEM e busca aproximar outro nome da oposição, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que anda ausente do debate.

O movimento de Dino tem gerado críticas do próprio PT, que defende radicalmente a dicotomia Esquerda X Direita como plataforma político-eleitoral no momento atual do país e do mundo.

Tanto o movimento de Lula quanto o de Flávio Dino têm um objetivo claro: frear as pretensões da extrema direita brasileira que chegou ao poder ancorada em propostas autoritárias, com viés de fascismo e flertando publicamente com o nazismo.

O tempo dirá se as duas propostas convergem para uma aliança mais radical ou se concentra ao centro, reunindo nomes e propostas de todos os espectros políticos.

As ideias já estão postas…

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Zé Inácio vai compor diretório nacional do PT…

Deputado estadual maranhense tomará posse nesta sexta-feria, 17, em, reunião extraordinária da legenda com a presença do ex-presidente Lula

 

O ex-presidente Lula estará na reunião que dará posse ao deputado estadual Zé Inácio no Diretório Nacional do PT

O deputado estadual Zé Inácio vai representar o Maranhão no Diretório Nacional do PT. Ele tomará posse nesta sexta-feira, 17, em reunião que terá a presença do ex-presidente Lula.

A composição é fruto do último processo de eleição direta do PT, que culminou no 7° Congresso Nacional do partido, com a eleição de Gleisi Hoffmann para presidente e a indicação do novo Diretório Nacional.

Como membro do Diretório Nacional, Inácio vai ter interlocução direta com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann

O partido agora cumpre a agenda de contraponto ao Governo Federal e busca se destacar nas articulações nacionais de oposição, mirando em especial as eleições municipais de 2020.

Agora na cúpula do PT, Zé Inácio será a referência nacional do Maranhão no PT.

E se qualifica para propor os debates eleitorais no Diretório Estadual…