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As duas faces de Flávio Dino e do PCdoB sobre o The Intercept…

Governador que acusa o site de receber financiamento dos EUA – desde que o portal publicou matéria acusando seu governo de ações contra moradores do Cajueiro – é o mesmo que, há menos de um mês, criticava a denúncia contra o editor do mesmo site, Gleen Grenwald, e defendia a liberdade de imprensa

 

Moradores do Cajueiro protestam em frente ao Palácio dos Leões; The Intercept vê negócios do governo maranhense com chineses

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem exibido ao mundo, desde a semana passada, as duas faces de sua personalidade política.

Desde que o site The Intercept Brasil – editado pelo premiado jornalista Gleen Grenwald – revelou ações do governo maranhense para favorecer empresários chineses na área do Cajueiro, Dino e seus aliados comunistas passaram a atacar o portal, acusando-o de ser financiado pelos Estados Unidos.

O The Intercept Brasil é o mesmo que revelou no ano passado os esquemas envolvendo o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da operação Lava Jato para condenar o ex-presidente Lula.

Até exato um mês atrás Flávio Dino tinha opinião diferente sobre o The Intercept; tanto que saiu em defesa do seu editor, quando este foi denunciado pelo Ministério Público, por vazar as informações da Lava Jato.

– Muito difícil sustentar juridicamente uma ação penal contra direitos constitucionais atinentes ao sigilo de fonte no jornalismo e contra uma liminar do Supremo. Parece mais um terraplanismo jurídico, que está em moda nesses tempos de trevas – afirmou Dino, em seu perfil no twitter.

O próprio PCdoB tinha opinião diferente sobre o site que agora ataca.

Tanto que, em 21 de janeiro, por ocasião da denúncia contra Greenwald, publicou em seu portal a matéria “Comunistas condenam perseguição a Greenwald e defendem imprensa livre”.

Exatamente um mês depois, em 21 de fevereiro, o mesmo site comunista publica nota de Flávio Dino e chama a matéria do The Intercept de “campanha difamatória contra o governo Flávio DIno”.

Greenwald com o ex-presidente Lula: relação com o PT levou às denúncias contra a Lava Jato; e agora contra Flávio Dino

PT no jogo

É claro que as reportagens do The Intercept contra o governo Flávio Dino têm uma razão de ser para além da defesa das comunidades do Cajueiro: seu editor é vinculado no Brasil diretamente ao PT, partido do ex-presidente Lula, que anda incomodado com a ascensão nacional do comunista maranhense.

Tanto que Greenwald ganhou um Título de Cidadão Maranhense concedido por um deputado petista, Zé Inácio, que tenta achar data para fazer a entrega da honraria. (Relembre aqui e aqui)

 As matérias do The Intercept começaram a ser veiculadas após Flávio Dino defender uma frente ampla, para além do PT, nas eleições de 2022 – além de engatar reuniões com Jorge Paulo Lemmann, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luciano Huck, antagonistas do PT.

Mas, independentemente de ações, reações e intenções, a guerra travada na esquerda, tendo Flávio Dino como protagonista, só mostra como os embates políticos pouco têm de ideológicos.

Para ver isso, basta pisar no calcanhar de um deles…

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“Agora é hora do diálogo”, diz Eliziane, sobre aliança Dino/Huck…

No mesmo dia em que o ex-presidente Lula e o PT praticamente fecharam as portas para o governador do Maranhão, senadora maranhense fala de “frente ampla, suprapartidária, que derrube muros” para 2022

 

Tanto pelo lado do Cidadania quanto pelo apoio ao próprio Flávio Dino, Eliziane Gama está no projeto de “frente ampla” para as eleições de 2022

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) expressou, em uma de suas raras manifestações na rede social Twitter, sua clara simpatia pelo projeto de “frente ampla” nas eleições de 2022, envolvendo não apenas a esquerda, mas o centro político no debate presidencial.

Na avaliação da parlamentar, com a democracia sendo fustigada dia após dia com ascensão do governo Bolsonaro, só a unidade dos divergentes pode salvar o futuro do Brasil.

– Nesse contexto, me honra muito estar tanto no Cidadania  quanto na base política do governador Flávio Dino, dois grupos que, mesmo tendo divergências pontuais programáticas, têm na defesa da democracia e das garantias individuais seu ponto de convergência – disse a senadora.

O mais importante é que Eliziane Gama defendeu seu ponto de vista – que aponta claramente para o diálogo entre Flávio Dino (PCdoB)) e o apresentador Luciano Huck, nome do Cidadania para as eleições presidenciais – ocorreu no mesmo dia 28 em que o ex-presidente Lula e o PT praticamente fecharam as portas para o comunista maranhense em 2022.

– Essas convergências só podem surgir em um ambiente de diálogo. E estes diálogos só podem ocorrer em uma frente ampla, que derrubem muros – disse a senadora.

Flávio Dino tem buscado diálogo com as forças políticas dos mais diversos campos ideológicos, mas centra suas articulações nas conversas com o apresentador Luciano Huck, cujo projeto eleitoral é influenciado pelo empresário Jorge Paulo Lemman, o homem mais rico da América Latina, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fundador do PSDB.

A movimentação do comunista maranhense tem sido atacada pelo PT e por Lula, que defendem uma unidade unicamente de esquerda, mas capitaneada pelos próprios petistas.

Líder do Cidadania no Congresso Nacional e uma das principais lideranças nacionais do partido, Eliziane mostrou que apoia o projeto de centro-esquerda, que pode ter, inclusive, repercussão também nas eleições estaduais de 2022 no Maranhão.

Mas esta é uma outra história…

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Lula não quer Dino candidato a presidente…

Ao dizer que seria muito difícil um candidato comunista se viabilizar eleitoralmente; e, depois, negar que convidaria um membro do PCdoB para se filiar ao PT, o ex-presidente deixa claro sua tentativa de tirar o governador da disputa de 2022

 

Flávio Dino tem recebido sinais cada vez mais claros de incômodo de Lula com sua movimentação rumo a 2022

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez dois movimentos neste início de 2020 que devem ser entendidos como uma tentativa de abater em pleno voo o projeto de candidatura presidencial de Flávio Dino (PCdoB).

Desde que saiu da prisão, em Curitiba, Lula tem demonstrado desconforto com a campanha aberta que Flávio Dino faz na tentativa de se viabilizar candidato das esquerdas já em 2022. (Saiba mais aqui, aqui e aqui)

E agora demonstra que vai atuar para inviabilizar este projeto.

No último dia 15, Lula declarou a uma emissora de TV que seria muito difícil um candidato do PCdoB ser levado em conta na campanha presidencial de 2022; e disse mais: disse que a esquerda precisava ser liderada pelo PT.

 – É difícil eleger um comunista e Flávio sabe disso; é muito difícil eleger alguém de esquerda sem o PT – afirmou Lula, o que causou animosidade no PCdoB.

Dias depois, a imprensa divulgou o que chamou de sondagem de Lula para que o governador maranhense se filie ao PT.

– O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi sondado pelo ex-presidente Lula para voltar ao PT, o que abriria a possibilidade de ele ser o candidato do partido para disputar a Presidência em 2022. Por ora, não houve um convite formal, mas uma conversa com o ex-presidente, no último dia 18 – afirmou o jornal O Globo.

A revelação da mídia foi corroborada por declaração da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, admitindo o apoio a Dino como cabeça de chapa.

O desmentido público do ex-presidente sobre suposto convite para filiação de Dino ao PT foi mais um golpe nas pretensões do comunista maranhense

Mas eis que Lula veio nesta terça-feira, 28 desmentir tudo.

– Pelo profundo respeito que tenho pelo PCdoB, pelo PT, pelo Flávio Dino e pelo Fernando Haddad, jamais convidaria um membro do PCdoB para se filiar ao PT – disse o ex-presidente.

Ora, se Lula diz que o PCdoB, sozinho, não tem chances nas eleições de 2022, e desmente publicamente convite a Flávio Dino para entrar no PT, significa dizer que Lula não quer Dino coimo opção presidencial em 2022.

É simples assim…

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Propostas de Lula e de Flávio Dino para o país são antagônicas

Enquanto o ex-presidente Lula e seu partido, o PT, reforçam a radicalização à esquerda, liderada por eles próprios, governador do Maranhão busca opções de centro e até liberais; ambos na tentativa de frear a extrema direita brasileira

 

Lula e Dino têm o mesmo objetivo, o enfrentamento da extrema direita brasileira; mas suas propostas são diferentes e até antagônicas

O início de 2020 no Brasil começou com uma espécie de polarização das lideranças nacionais de esquerda, protagonizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

E está cada vez mais claro o antagonismo das propostas de Lula e de Dino, embora ambos mantenham o discurso de aliados e o mesmo objetivo: frear a onda radical da extrema direita brasileira.

Desde que deixou a prisão em Curitiba (PR), Lula tem reforçado o discurso de unidade à esquerda, mas deixa claro que essa unidade só pode ser construída a partir da liderança do PT. Em seus discursos e entrevistas, o ex-presidente vê as demais legendas do campo progressista – PCdoB, PDT, PSB, PSOL – como meros coadjuvantes petistas nas eleições de 2022.

Flávio Dino, por sua vez, faz movimentos rumo ao centro – e chega a flertar até com propostas mais liberais.

Cotado como presidenciável em 22, o comunista maranhense já buscou diálogo com lideranças do PSDB e do Novo, mantém forte relação com o comando do DEM e busca aproximar outro nome da oposição, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que anda ausente do debate.

O movimento de Dino tem gerado críticas do próprio PT, que defende radicalmente a dicotomia Esquerda X Direita como plataforma político-eleitoral no momento atual do país e do mundo.

Tanto o movimento de Lula quanto o de Flávio Dino têm um objetivo claro: frear as pretensões da extrema direita brasileira que chegou ao poder ancorada em propostas autoritárias, com viés de fascismo e flertando publicamente com o nazismo.

O tempo dirá se as duas propostas convergem para uma aliança mais radical ou se concentra ao centro, reunindo nomes e propostas de todos os espectros políticos.

As ideias já estão postas…

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Zé Inácio vai compor diretório nacional do PT…

Deputado estadual maranhense tomará posse nesta sexta-feria, 17, em, reunião extraordinária da legenda com a presença do ex-presidente Lula

 

O ex-presidente Lula estará na reunião que dará posse ao deputado estadual Zé Inácio no Diretório Nacional do PT

O deputado estadual Zé Inácio vai representar o Maranhão no Diretório Nacional do PT. Ele tomará posse nesta sexta-feira, 17, em reunião que terá a presença do ex-presidente Lula.

A composição é fruto do último processo de eleição direta do PT, que culminou no 7° Congresso Nacional do partido, com a eleição de Gleisi Hoffmann para presidente e a indicação do novo Diretório Nacional.

Como membro do Diretório Nacional, Inácio vai ter interlocução direta com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann

O partido agora cumpre a agenda de contraponto ao Governo Federal e busca se destacar nas articulações nacionais de oposição, mirando em especial as eleições municipais de 2020.

Agora na cúpula do PT, Zé Inácio será a referência nacional do Maranhão no PT.

E se qualifica para propor os debates eleitorais no Diretório Estadual…

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Flávio Dino vai se reunir com Lula ainda em janeiro…

Conversa entre o comunista e o líder petista está prevista para o dia 17; os dois devem tratar da sucessão presidencial e dos movimentos do governador maranhense no cenário nacional

 

Em forte ascensão no cenário político nacional, apontado como provável nome em chapas de várias tendências  na corrida presidencial, o governador Flávio Dino (PCdoB) deve se reunir com o ex-presidente Lula ainda neste início de ano.

A conversa foi convocada pelo próprio petista, que quer ouvir de Dino suas impressões sobre o atual governo Jair Bolsonaro e sobre os nomes já postos na disputa.

O próprio Flávio Dino é um dos nomes cotados à corrida presidencial – seja como candidato a presidente, seja como companheiro de chapa.

A reunião foi noticiada no blog do Rovai, da revista Fórum, de viés esquerdista. (Leia aqui)

Nesta semana a imprensa revelou que Dino já se reuniu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSD) e com o apresentador Luciano Huck, que é cotado à presidência.

A conversa chamada por Lula se deu exatamente dos movimentos do comunista com segmentos mais liberais da política.

Sinal de que o político maranhense está, de fato, inserido no debate nacional…

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Petista equivoca-se ao criticar fala de Flávio Dino sobre Bolsonaro…

Secretário de Formação Política do PT carioca, Olavo Brandão Carneiro interpreta erradamente declaração do comunista sobre o futuro do bolsonarismo, ataca debate sobre alianças que seu próprio partido já fez e expõe o iminente racha da esquerda a caminho de 2022

 

Lula com Olavo Carneiro; petista carioca expõe a tentativa de hegemonia que o PT tenta impor à esquerda desde a soltura do ex-presidente

Repercute desde o início desta sexta-feira, 27, artigo do secretário de Formação política do PT do Rio de Janeiro, Olavo Brandão Carneiro, com críticas ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). 

Para Carneiro, Flávio Dino errou ao limitar o espaço do bolsonarismo com pensamento político, confundindo “ideias e valores com seus porta-vozes de plantão”. (Leia aqui o artigo completo)

Mas quem errou a mão foi o dirigente petista; e seu artigo apenas expõe o incômodo que novas lideranças da esquerda – como Dino, Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSL) – causam no núcleo duro do PT pró-Lula.

É preciso ler – e entender – a fala do governador maranhense sobre o bolsonarismo, exposta em uma entrevista à revista Carta Capital, na terça-feira, 24.

Nela, ao referir-se especificamente ao bolsonarismo – e não à direita como um todo, como faz pensar o articulista petista – o comunista ressaltou que o presidente “é uma figura temporária”. (Leia aqui a entrevista de Dino)

É óbvio que Bolsonaro, como liderança, como ideólogo (que não é, nunca foi e nunca será), é alguém com prazo de validade, que pode até chegar em condições de reeleição em 2022, mas não fincará bandeiras no Brasil.

Como gosta de usar o blog Marco Aurélio D’Eça, Bolsonaro é só um arroto da história. Nada mais que isso.

O próprio Flávio Dino reconhece na entrevista a dicotomia entre esquerda e direita e vê outras lideranças – muito mais consistentes do que Bolsonaro – no debate político-ideológico brasileiro e mundial.

Quem leu a entrevista do comunista à Carta Capital, percebeu claramente o que incomodou o líder do PT:

1 – Ao responder se sua candidatura presidencial seria um antídoto ao antipetismo, Flávio Dino esquivou-se, mas pregou o espírito de “união e diálogo”, tudo o que é rechaçado pelo PT.

“O fundamental é nos unirmos, termos aliança, amplitude, humildade, capacidade de diálogo. Temos antes eleições municipais. Este é o tema da hora”, disse o governador do Maranhão.

2 – Ao comentar pesquisa do DataFolha, que mostra a rejeição de 60% dos eleitores do Rio de Janeiro a um eventual candidato apoiado por Lula, já em 2020, o comunista ressaltou que isso ainda é fruto da divisão ideológica resultante das eleições de 2018; e apontou:

“o antagonismo entre o bolsonarismo e o lulismo continua a ser a força estruturante da política brasileira. Acredito que essa divisão vai se manter. A disputa vai depender da capacidade de um polo ou de outro de ampliar alianças. Quem crescer mais terá mais vitórias”.

Flávio Dino com Lula: governador maranhense continua tentando entrar no debate nacional, mas enfrenta obstáculos regionais, partidários e agora também petistas

Em seu artigo, Olavo Brandão Carneiro mostrou-se especialmente incomodado com a pregação de Dino para “ampliação de alianças” como fator de vitória em 2022. Ao criticar o colega comunista, Carneiro fechou os olhos até para aliança à direita, com o PL, por exemplo, que levou o PT à vitória em 2002.

No fim, o artigo de Olavo Carneiro tem um ponto crucial: expõe a tentativa do PT de se manter hegemônico como principal legenda da esquerda – tendo Lula como principal líder – para polarizar o debate com Bolsonaro.

Dentro desta lógica, qualquer liderança que ousar pensar fora da caixa petista – seja Flávio Dino, seja Ciro Gomes… – sofrerá crítica, reprimenda, lição de moral e censura do establishment petista.

E assim a esquerda caminha para um review em 2022…

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“PT concentrará esforços na anulação da condenação de Lula”, diz Zé Inácio

Deputado maranhense participou do Congresso nacional da Legenda, com membro da chapa “Lula Livre para Mudar o Brasil” e ajudou a reeleger para o comando da legenda a deputada federal Gleisi Hoffmann

 

Zé Inácio participou do congresso do PT e defendeu o Lula livre e a anulação de suas condenações

O deputado estadual Zé Inácio voltou a defender a anulação das condenações do ex-presidente Lula na lava Jato. Inácio participou do 7 Congresso Nacional da legenda, que defendeu também oposição ao governo Bolsonaro.

– A tese principal é a defesa da liberdade plena de Lula. O PT concentrará esforços pela anulação da condenação do ex-presidente e na luta contra os retrocessos do Governo Bolsonaro, que ameaçam a democracia e a soberania do país – explicou o petista maranhense.

Gleisi Hoffman disputou a presidência nacional do PT contra a deputada federal Margarida Salomão e contra o historiador Walter Pomar; e saiu reeleita com 558 dos 792 votos possíveis.

A chapa Lula Livre Para Mudar o Brasil, da qual ´´e membro do deputado maranhense, obteve 46% dos votos para composição do Diretório Nacional.

A corrente Construindo Um Novo Brasil apresentou a tese vencedora, de oposição do PT ao governo federal.

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De como o TRF-4 caminha para anular decisões da Lava Jato contra Lula…

Segunda instância está derrubando todas as ações da juíza Gabriela Hardt, que acaba expondo incompetência e direcionamento em seus julgamentos; último a se beneficiar da anulação foi o maranhense Edison Lobão

 

Substituta de Moro na Lava Jato, Gabriela Hardt tem envergonhado a magistratura com sentenças anuladas em segunda instância por falhas técnicas, fraude e incompetência

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região anulou  nesta quarta-feira, 20, todos o atos da juíza Gabriela Hardt, da Lava Jato em Curitiba, contra o ex-senador Edison Lobão (MDB) e seu filho, Márcio.

Os desembargadores entenderam, por unanimidade, que a juíza não tem competência para atuar no caso, e mandaram o processo para a Justiça de Brasília.

Na semana passada, os mesmos desembargadores da 8ª turma do TRF-4 – Thompson Flores, João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen – já haviam anulado uma sentença de Gabriela Hardt por ela ter copiado a íntegra da denúncia do Minsitério Público e usado ipis literis como se fosse sua decisão.

Na próxima quarta-feira, 27, o TRF-4 analisará recurso da defesa do ex-presidente Lula, que aponta, com perícia, que a juíza usou em sua sentença no sítio de Atibaia o mesmo texto usado pelo então juiz Sérgio moro no caso do triplex do Guarujá.

Ao copiar a sentença, segundo a perícia, Gabriela esqueceu até de substituir o termo “apartamento” por “sítio”.

A defesa de Lula também pede a anulação da condenação o ex-presidente…

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“Querem ver problemas onde não há”, diz Márcio Jerry, sobre críticas ao PT…

Deputado federal que preside o PCdoB no Maranhão aponta que o reconhecimento do seu partido ao papel de Lula é o principal tema da entrevista sobre a relação com os petistas; e diz que “dialogar com a mente aberta não ofende”

 

Márcio Jerry reconhece liderança nacional de Lula, mas diz que o PT não pode querer mais ser hegemônico na esquerda

O deputado federal Márcio Jerry, que preside o PCdoB no Maranhão, reagiu nesta quarta-feira, 20, ao blog Marco Aurélio d’Eça, diante do post “Liberdade de Lula põe fim à lua de mel entre PT e PCdoB no Maranhão…”

Para ele, a frase mais eloquente da sua entrevista em que criticou a tentativa de hegemonia do PT nas eleições nacionais é a que reforça a visão comunista sobre a liderança de Lula no país e no mundo.

– A frase mais importante é a que reconhece o papel de Lula. Relação com Lula é ótima. Ele tem reconhecimento ao papel do PCdoB e, muito especialmente, do governador Flávio Dino. E dialogar com a mente aberta não ofende ninguém – ponderou o parlamentar. (Entenda aqui)

Em conversa com o titular deste blog, quando questionado sobre não ter feito esta crítica ao PT antes da saída de Lula da prisão, Márcio lembrou que, desde 1995 – quando ainda era filiado ao PT -, já fazia ponderações à tentativa de hegemonismo do partido.

– Não estou em guerra; apenas fiz uma ponderações que considero justa e necessária – afirmou.